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Posts Tagged ‘violência’

Bom, eu não acredito e nem aceito isso! NÃO MESMO!

Não acredito no que o tal goleiro Bruno (Flamengo) está metido… em crime de homicídio?

Ele é jovem, bonito, milionário e bem sucedido. O que ele quer mais da vida?

Não quero fazer julgamento de valor, se foi ou não o goleiro que mandou matar, mas pelo visto a coisa não tá nada boa pra ele. Pisou na bola! E dessa vez acho que com esse pênalti ele vai tomar na cabeça!

Se foi ele eu não sei. Mas que tudo indica que foi, não tenho dúvidas que sim!

Onde iremos parar com tanta brutalidade?

Nos últimos tempos, vire e mexe, os jogadores de futebol estão nas páginas policiais: Romário, Ronaldinho Gaucho, Ronaldo, Adriano, Edmundo e agora o Bruno.

Garotos de origem humilde que conquistaram, com muito empenho o sucesso, o que muitos sonham ta vida inteira em ter. Eles não dão valor ao que tem?

São desestruturados, descabeçados, sem noção. Gastam tudo em farra (bebida, drogas etc), pagam para esconder suas peripécias e se acham acima de qualquer suspeita.

Quando pobre é honesto e batalhador. Fica rico, vira um playboy sem noção que bate em esposa, não paga pensão e diz que é tudo norrrrmalll! Pérala!!!

Surgiu uma nova classe social: negros, atletas, ricos e mal encarados, pra não dizer, encrenqueiros.

Antes esses atletas eram sinal de pura saúde e disposição. Agora fazem comercial de cerveja, de cigarro, posam de bem sucedidos com cara de bom moço!

Cabe aqui uma reflexão sobre o quanto o dinheiro é capaz de transformar o ser humano ou sobre a índole ou caráter da pessoa.

Caráter vem de berço?

O que há com essa gente?

Não sei explicar!

Os noticiários estão enlouquecidos acompanhando o caso Bruno “Esquartejador”, quadro a quadro. Repetindo inúmeras vezes o depoimento do tal tio do Jorge, que diz que o garoto vai entregar tudo.

Só quero registrar que não consigo mais entender nossa sociedade. Como uma pessoa é capaz de matar, ou melhor, esquartejar, desossar outro ser humano. Pior! Separar tudo em pedacinhos e concretar bem escondido dos olhos da sociedade.

Que horror! Quanto requinte de crueldade!

Nem sei o que dizer, pensar, escrever… Fica muito difícil expressar qualquer coisa depois de tanta selvageria.

E esse adolescente primo do Bruno quando cair numa Fundação Casa (ex-Febem) vai sofrer horrores por estar envolvido em tal ato de crueldade. Sua vida vai ficar marcada pra sempre. Dinheiro nenhum repara esse erro! Mesmo não sendo o autor da faca. Não dá pra negar que suas mãos estão sujas de sangue!

Não vou me alongar porque não dá pra explicar ou filosofar sobre o assunto.

Mesmo que a moça, Eliza, fosse uma maria-chuteira oficialmente de carteirinha, nada justifica o seu extermínio dessa forma. É literalmente cortar o mal pela raiz! Acabar com o problema!

Tudo isso é só pra não pagar pensão ou para não estragar a fama de bom moço, homem casado, sério e respeitador?

Tudo agora é tratado com “sangue nos olhos”? Na base da criminalidade!

O caso é o seguinte: a sociedade está cada vez mais desumana, mais cruel, mais individualista, mais hipócrita. E a vida, a cada dia que passa, tem menos valor, menos importância.

Não podemos deixar que a violência se naturalize em nosso meio. Não é natural matar outro ser humano,  picar em pedacinhos e comer sua carne Também não é natural violentar crianças ou adolescentes! Não é natural espancar mulher, negro ou homossexual ou agredir idoso. Não é natural! Não é mesmo… É barbárie!

Para essa gente violenta, apelar para o amor cristão seria exagero, mas pedir um pouco mais de consciência e bom senso é a medida correta.

Ofereço uma prece sincera à família dessa moça que está com o coração em frangalhos! Deve estar sedenta de justiça!

Esse post é pela Justiça (cristão e dos homens) e pelo resgate da dignidade da sociedade brasileira! Um pedido em defesa da humanização!

Se a sociedade continuar assim: NÃO VOU E NÃO QUERO ME ADAPTAR!

Foto Bruno – site Globo Esporte

Foto Mão – site Bahia Notícias

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Há tempos queria assistir o filme Milagre em Santa Anna de Spike Lee e não encontrava tempo e quando o tinha esquecia completamente de onde coloquei o DVD… loucuras minhas.

Não sou muito fã de filmes sobre a guerra, mas adoro filmes que reconstroem as histórias do passado. Mesmo que estes sejam apenas filmes, muitos baseados em fatos reais, mas com licença poética ou de compreensão.

Falar da Alemanha nazista ainda é um prato cheio para os cineastas do mundo inteiro… E renderá ainda muito pano pra manga, pode ter certeza.

O que falar de histórias de cumplicidade num ambiente hostil?

Spike Lee não poderia ficar de fora dessa. Também produziu seu filme com sua versão sangrenta sobre a guerra travada contra os alemães, sendo que esta se passa na Toscana (Itália) num vilarejo chamado Santa Ana.

Este filme comovente me fez refletir sobre como os negros eram tratados como lixo na guerra. Eram mandados para a linha de frente para poupar do combate acirrado os homens brancos. Não sou generalista, dizendo que todos os exércitos da terra maltratavam negros, mas que sempre houve diferença isso não dá pra negar até hoje.

É um filme que reforça a tese do cineasta de que negros e brancos não estão, ainda, em pé de igualdade, infelizmente!

E o que falar de Spike Lee que construiu sua carreira em cima de filmes que relatam o descaso, a indiferença, a discriminação e as injustiças cometidas contra negros americanos. Spike Lee tenta resgatar com seus filmes, histórias de vida que retratam anos após anos de opressão contra os negros, não só americanos, mas de forma geral, do mundo.

Diria que desta vez, ele não foi feliz tanto quanto em outros filmes, mas com um pouco de esforço do telespectador sua mensagem se faz ouvida, bem baixinha, mas se faz.

O filme fala das diferenças de tratamento entre brancos e negros, de confiança, de respeito, de lutar por um ideal – que nem sempre é seu – e de amor ao próximo.

Mas também fala de estereótipos que o próprio Spike Lee reforça entre os quatro soldados negros que protagonizam o enredo do filme: o malandro, o bobão, o que faz o que os outros mandam e o revoltado.

O início do filme tenta oferecer um mistério que se desvendará somente no final. Mas infelizmente, não é uma coisa que nos faz entender logo de cara. Ao final muitos podem achar que o início do filme poderia ter sido mais bem construído ou que o final poderia tem um enredo mais traçado. Ainda não sei se o problema está no início ou no fim do filme. Bom deixa pra lá!

Bom, de qualquer forma vale a dica para ver como um cineasta negro americano retrata uma guerra ao seu entender. São os olhos e ideais deste cineasta que se transportam para a tela de uma forma não tão consistente. Ele não foi feliz em mostrar as desigualdades, apenas balbuciou na tela que as diferenças existem. Mas isso todo mundo já sabe, né?

É bom dizer, que Spike já fez filmes bem melhores. Mas vale dar uma conferida para ver o que ele pensa.

Sinopse

Adaptação do romance de James McBride, ambientado durante a Segunda Guerra, que conta a história de quatro soldados americanos que fazem parte da 92º Divisão Buffalo Soldier – formada apenas por negros. Baseados na Toscana, Itália, em 1944, esses quatro homens caem numa armadilha preparada pelos nazistas. E acabam se separando quando um deles decide arriscar sua própria vida para salvar um garotinho italiano.

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Preciosa: uma história de esperança

Precious ou Preciosa, em bom português conta a história de Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) uma jovem negra; gorda; pobre; analfabeta; abusada sexualmente pelo pai; mãe de dois filhos, sendo um com Síndrome de Down; vitíma de violência doméstica e, que apesar dessa somatória de situações negativas, consegue lutar, sobreviver e dar uma  perspectiva feliz para sua vida.

Uma história de incesto, estupro, violência doméstica, preconceito não são coisas completamente novas no cinema, mas neste filme, formaram uma combinação surpreendente.

Com o triste drama de uma pessoa que sobrevive diariamente às injustiças e tristezas que a vida lhe impõe, suas palavras dilaceram nossa alma e cortam nosso coração.

“Às vezes eu desejo que não estivesse viva. Mas eu não sei como morrer. Não há nenhum botão para desligar. Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã”, diz Preciosa num momento dramático do filme.

Apesar de ser filme, essa é a história de muitas garotas, que podem ser minha ou sua amiga, parente, vizinha, colega etc. Não dá pra fechar os olhos e achar que é só cinema. Tem sim, uma semelhança enorme com a realidade.

Aquela realidade que massacra muitas garotas que são agredidas diariamente e não contam com amparo de ninguém. Que sentem vergonha, medo, tristeza, depressão… inúmeros sentimentos que reforçam que a vida não vale a pena.

No filme, Preciosa consegue passo a passo mudar sua triste realidade e provar que é preciso muito coragem para reverter maldades que as pessoas nos fazem. Sua imaginação é, sem dúvida, um dos pilares que sustentam sua perseverança e, por fim, seu agir.

É um filme intenso, reflexivo, forte e chocante! Foi feito para entendermos o que fazemos com nossas crianças ou nossos adolescentes. E, principalmente, para mudarmos nossa postura diante das agruras da vida. Sermos menos egoístas e maldosos.

A sinopse do filme diz:

“1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo’Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de “Mongo”, por ser portador de Síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação”.

Mas o filme é bem mais que isso…

O filme fala de superação dos limites, de esperança, de busca por justiça, de amor…. de muito amor.

O filme é baseado no livro da escritora e ativista negra Sapphire, tem seis indicações ao Oscar. e conta com atuações de Mariah Carey e Lenny Kravitz.

Pensando no Brasil… apesar dos apesares, de que a lei só existe para ficar no papel e traçando um paralelo com inúmeros casos que vemos de abuso e violência domésticas que ficam impunes (como o caso da cabeleireira morta impunimente pelo marido diante das câmeras de vigilância em Belo Horizonte), ainda tenho muita fé de que a Lei Maria da Penha traga mais justiça para o nosso país.

Um Salve à Maria da Penha!

Mulheres vamos à luta!

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Quatro policiais militares invadiram, fardados e armados, as dependências do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, na última quinta-feira (14), durante ato em defesa do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, no auditório Vladimir Herzog. Cerca de 200 pessoas estavam reunidas.

A entidade solicitou audiência com o secretário de Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto, para obter esclarecimentos dos motivos da invasão. Também foram enviados ofícios para dar conhecimento dos fatos à Ouvidoria da Polícia Militar paulista, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, às presidências do Senado, da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa paulista.

Segundo nota assinada pelo presidente do sindicato, José Augusto de Oliveira, a presença dos policiais militares nas dependências da entidade, sem terem sido solicitados, tinha a nítida tentativa de intimidar os participantes. “O sindicato exige que as autoridades da Segurança Pública no Estado de São Paulo deem uma resposta a este abuso de autoridade que nos lembra os velhos costumes da ditadura, que não podemos aceitar de maneira alguma.”

Leia a íntegra nota.

Sindicato protesta por intimidação policial

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, indignado, lamenta e protesta contra a invasão realizada na noite do último dia 14 por Policiais Militares, durante realização de ato em defesa do III Plano Nacional de Direitos Humanos, que tinha nítida tentativa de intimidar os participantes.

A intimidação já havia ocorrido por volta do meio-dia durante a entrega protocolada de carta à presidência da República no seu escritório de São Paulo, na esquina da avenida Paulista e Rua Augusta A PM por duas vezes exigiu saber “o nome dos responsáveis” pelo evento – do qual participaram cerca de 30 pessoas e foi totalmente pacífico.

Mais tarde, por volta das 18 horas, um sargento da PM veio à sede do Sindicato para saber que tipo de ato estava sendo preparando para a noite. Depois de receber explicações de que se tratava de cerimônia interna, o sargento pediu o número da carteira de identidade do nosso diretor André Freire – o que já é um abuso.

À noite, por volta de 21 horas, com o auditório lotado por cerca de 200 pessoas, dois PMs, fardados, invadiram o auditório e disseram “estar cumprindo ordens superiores”. Foram convidados a sair.

Diante disso, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo exige das autoridades da Segurança Pública no Estado de São Paulo que dêem uma resposta a este abuso de autoridade que nos lembra os velhos costumes da ditadura, que não podemos aceitar de maneira alguma.

Aguardamos audiência com o secretário de Segurança para saber de quem exatamente partiu essa ordem, para que seja responsabilizado por tamanho arbítrio.

José Augusto Camargo
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (www.sjsp.org.br)

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