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Posts Tagged ‘vida saudável’

janeiro-branco-2017-rodapeDepois de tanto tempo sem escrever uma mísera linha fica praticamente impossível retomar de onde parei. Retomar os velhos projetos para o blog! Retomar…

Pensei em desistir porque o blog não tem mais espaço na vida corrida que estou levando, mas depois percebi que esse é um dos momentos mais prazerosos que tenho.

Mesmo quando necessito rabiscar algumas linhas dolorosas que me arrancam o ar e escancaram meu íntimo. E mesmo quando tenho que transpor para o papel algumas feridas que ficarão abertas diante da sociedade julgadora, ainda assim adoro escrever. Gosto de rabiscar “crônicas” cotidianas que me ajudam a refletir sobre os rumos da vida – minha, sua, nossa e da humanidade.

É natural que a escrita seja assim, um misto de dor e prazer, né?

Enfim, depois te tantas divagações, vamos ao assunto principal: Janeiro Branco! Mas, primeiramente, Fora Temer! Em seguida, Feliz 2017, com muita luz, sabedoria, prosperidade, equilíbrio, amor, força e fé na vida!

 

Os meses e as cores

meseseascoresonnnnAgora sim… Janeiro Branco não tem nada a ver com o calendário das grandes e luxuosas grifes de modas brasileira.

Confesso que trabalhei quase cinco anos na Saúde Mental e não me recordo de ter ouvido falar do termo “Janeiro Branco”. Tá bom… eu sou um pouco esquecida, mas disso eu me lembraria sim!

Conheço o Maio Amarelo (movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito), Setembro Amarelo (campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio), o Setembro Azul (campanha de valorização da pessoa com deficiência auditiva); Setembro Vermelho (para combater as doenças cardiovasculares), Setembro Verde (destaca importância da doação de órgãos), Outubro Rosa (campanha internacional de combate ao câncer de mama) e o Novembro Azul (internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem).

Dá para ver que o mês de setembro está colorido, um pouco confuso, mas cheio de boas campanhas para participar e lutar.

E o Janeiro Branco que já está no finzinho? Quando tomei conhecimento do Janeiro Branco achei que era brincadeira ou modismo. Descobri que a data integra o calendário brasileiro de ações e lutas, mas o problema é que ainda é pouco divulgada.

 

Janeiro Branco

O Projeto Janeiro Branco faz do mês de janeiro um marco temporal estratégico para que todas as pessoas reflitam, debatam e planejem ações em prol da Saúde Mental e da Felicidade em suas vidas.

A campanha ressalta que “Quem cuida da mente, cuida da vida!”, sendo uma iniciativa social voltada para a promoção de mais Saúde Mental e Saúde Emocional nas vidas das pessoas. Os envolvidos no projeto investem em ações psicoeducativas e na criação de uma cultura de valorização da subjetividade.

É uma campanha muito importante que precisa contar com nosso apoio, inclusive o da mídia brasileira, pois vivemos em tempos de tanto stress, ansiedade, síndromes, doenças ligadas a pisque e a busca desenfreada pela felicidade plena e absoluta que, mais do que nunca, é preciso aprender a viver com equilíbrio.

Achei fantástico escolherem a cor branca que é a junção de todas as cores do espectro de cores. É definida como a cor da luz, da paz, da pureza, da limpeza, da calma, da harmonia e outras conotações positivas. É a cor que reflete todos os raios luminosos, não absorvendo nenhum e por isso aparece como clareza máxima.

É um significado poderoso usar a cor branca que simboliza a união de todas as cores, ou seja, precisamos buscar a união/equilíbrio do ser: espiritual, físico e mental. A campanha destaca a importância de manter a mente sã e viver uma vida mais saudável e positiva. Uma vida com mais luz e felicidade interior!

Não estou dizendo que não podemos ficar tristes, devemos porque a vida é feita de altos e baixos que nos proporcionam aprendizados fundamentais. No entanto, o equilíbrio é sempre o melhor caminho. É também um caminho difícil de ser trilhado, mas não impossível. Evoluir é isso: é buscar trilhar o caminho do meio com paz interior e tolerância com o exterior.

 

Vida na Web

O mundo, principalmente virtual, cobra a todo instante a felicidade plena, tanto que muitos estão nas redes sociais com seus “Sorrisos Colgate” e por dentro um caco de gente.

Quando você fica triste logo chega um dizendo pra parar de choramingar, como se você não tivesse o direito de sofrer. Sofrer também é um rito de passagem importante que te ajuda a cicatrizar as feridas para seguir adiante. O problema é quando ele toma a sua vida por inteiro, te deprime a todo instante até que você perde a vontade de viver. Isso sim é mau sinal!

É disso que a campanha fala: de buscar sua Saúde Emocional e seu ponto de equilíbrio para viver a vida de forma leve.

Acredito que a vida é feita de momentos felizes. Têm sim momentos de felicidade arrebatadora, mas é pouco provável que ela dure para sempre. Então pare de fingir para a sociedade que sua “pseudo felicidade” é plena e absoluta e assuma seus altos e baixos com sabedoria e responsabilidade. Tire o sorriso plastificado do rosto e busque a felicidade interior verdadeira, aquela que te traz paz de espírito e sanidade para suportar as agruras do mundo.

Janeiro é sempre um período de reflexão, de fazer um “balanço” da vida, de traçar sonhos e projetos e, principalmente, de renovar nossos compromissos de lutar por tudo o que sempre desejamos. A campanha diz que “Janeiro é um mês, naturalmente, terapêutico. Façamos da sua estratégica posição um ponto de partida privilegiado a partir do qual as pessoas movam-se em busca de mais sentidos positivos para as suas vidas”.

Então, vamos fazer desse Janeiro Branco, que já está no fim, o mês do renascimento do que há de melhor em nós, sem falsas pretensões e ações. Vamos nos comprometer, verdadeiramente, com a construção de uma vida mais feliz e tolerante.

 

Quem cuida da mente, cuida da vida.

Os 5 objetivos da Campanha Janeiro Branco:

  1. Fazer do mês de janeiro o marco temporal estratégico para que todas as pessoas do mundo reflitam, debatam e planejem ações em prol da Saúde Mental e da Felicidade em suas vidas ao longo de todo o ano;
  2. Chamar a atenção de todo mundo para o tema da Saúde Mental nas vidas das pessoas;
  3. Aproveitar o início de todo ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito das suas vidas, dos seus relacionamentos e do que andam fazendo para serem verdadeiramente felizes;
  4. Chamar a atenção das pessoas para pensarem a respeito do que precisam mudar em suas vidas para serem, realmente, felizes;
  5. Mostrar às pessoas que sempre é possível o fechamento e a abertura de novos ciclos em busca da Felicidade em suas vidas – afinal, ano novo, vida nova, mente nova!

Olha que interessante:

lcaNa cultura oriental a cor branca representa desde tristeza até luto. Interessante porque a Saúde Mental também está associada a dor. O sofrimento psíquico ou a “falta de sanidade mental”, sem dúvida, causam muito sofrimento para a pessoa e todos que a cercam. E o luto pode ser também um momento de transmutação na vida de uma pessoa.

Independente da forma como você vive sua vida ou os problemas que você teve ou tem, quando sentir que algo está errado ou que você não consegue “resolver” sozinho, talvez seja a hora de buscar ajuda médica. Isso não significa que você está louco, até porque o que é ser louco nessa sociedade insana em que vivemos? Isso pode ser apenas um sinal de que você precise de ajuda para seguir com a vida de forma leve.

Participe e ajude a divulgar essa importante campanha: Janeiro Branco #QuemCuidaDaMenteCuidaDaVida

 

Contatos do Projeto Janeiro Branco:

125x125-janeiro-brancohttp://janeirobranco.com.br / www.facebook.com/campanhajaneirobranco / janeirobranco@gmail.com / Whatsapp Nacional do JB: (34)99966-1835

 

 

Se quiser contar como está sendo seu Janeiro Branco é só deixar um comentário. Assim como gosto de escrever, também adoro ler.

Fonte: com informações da Wikipedia e Portal Janeiro Branco

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2 - 20130215_165214A Feira de Produtos Orgânicos, de Agricultura Familiar e da Economia Solidária não é uma feira tradicional dessas montadas nas ruas com diversas barracas, feirantes agitados tentando convencer os consumidores no grito e com uma barraca de pastel disputadíssima.

A Feira de Produtos Orgânicos tem cara e jeito de roça. Ela fica no galpão do Armazém do Café, na antiga Estação Guanabara, e já na porta somos recebidos com sorriso largo e boas-vindas pela escolha de uma alternativa mais saudável. Alguns agricultores falam arrastado, são muito atenciosos, explicam como os produtos são produzidos e dão dicas de preparo para cada item; no espaço tem Música Popular Brasileira para distrair os clientes e no fundo do galpão têm pufes, livros, chá e café para incentivar boa prosa ou simplesmente um momento relaxante.

Sediada no Centro de Integração Social (CIS-Guanabara) a feira compõe a Rede de Agroecologia da Unicamp (RAU) através do Projeto “Sexta-feira na Estação”, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ,), desde julho de 2011.

Seu objetivo é ajudar os agricultores a escoar a produção e incentivar o consumo sustentável através da aproximação do público com a agricultura orgânica e familiar. Participam do projeto cinco expositores de Economia Solidária, sendo dois de artesanato: bambu e cerâmica. Entre eles, Vila Yamaguishi e Irmãos Souza (Sítio Aparecida de Camanducaia), ambos de Jaguariúna e Associação de Mulheres Agroecológicas (AMA), de Mogi Mirim. E por traz de cada barraca há um coletivo responsável pelo cultivo dos produtos à venda, sendo assim, são dezenas de famílias atuando solidariamente.

 

Espaço de vivência e de promoção da saúde

Feira de Produtos Orgânicos

Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos ou qualquer substância sintética que possa contaminar o alimento ou o meio ambiente. Em sua produção é utilizada a compostagem orgânica, que consiste em estercos de animais, cinzas, restos de alimentos e materiais orgânicos, como podas de arvores, que processados se transformam em adubo natural. Além do controle biológico de pragas, através de biofertilizantes. Essa forma equilibrada de cultivo propicia um produto mais saudável e preserva a biodiversidade.

Para que o produto seja considerado orgânico ele precisa respeitar todas as normas e legislações de qualidade e relações sociais do setor e passar por processos de certificação obrigatórios, que vão desde a produção sustentável e equilibrada até o estabelecimento de relação de confiança entre produtores e consumidores.

Para produtores e consumidores um dos diferenciais dessa técnica é o sabor dos alimentos. A artista e publicitária, Fernanda Pupo, afirma que sempre procura produtos orgânicos porque faz uma grande diferença na alimentação e nos sabores “hoje com toda essa tecnologia na agricultura, às vezes você prova algum pêssego maravilhoso enorme, mas sem sabor nenhum. Você vê no produto orgânico que a cor, a textura e a aparência são completamente diferentes. Não é aquela coisa maravilhosa e enorme que só tem beleza, ao contrário, são muito saudáveis e saborosos”.

Para a bióloga e estagiária do CIS-Guanabara, Maria Angélica Lima, “há uma diferença gritante. Por exemplo, no tomate ela é perceptível pela grossura da casca porque o orgânico tem uma casca um pouco mais dura já o não orgânico é fácil de descascar”.

A agricultura orgânica está crescendo

Feira de Produtos Orgânicos

O Brasil encontra-se entre os maiores produtores de orgânicos do mundo, conforme relatório The World Organic Agriculture, elaborado pelo Research Institute of Organic Agriculture (FIBL) e pela International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM). E, segundo dados do Censo Agropecuário 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com 4,93 milhões de hectares de área destinada ao cultivo de produtos orgânicos, cujas vendas estão concentradas em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná e Pernambuco.

Para se ter uma ideia da força dessa agricultura, o mercado de alimentos orgânicos cresce cerca de 20% por ano e o número de estabelecimentos orgânicos apontados pelo Censo Agropecuário 2006 é de 90.497.

Por ser diferente do agronegócio o preço é relativamente maior, pois o produtor arca com o ônus da complexidade do plantio que incorpora preceitos ecológicos, econômicos e sociais de sustentabilidade.

Mesmo mais caro, o que motiva a publicitária a comprar produtos orgânicos é saúde e o combate às doenças. “A alimentação saudável é a primeira preocupação e depois é formar um novo raciocínio de vida e organizá-la pra isso. Então eu não uso muito sal, gosto do sabor da fruta e dos legumes e acredito que existe sim algo especial no produto natural, porque ele não teve veneno e não recebeu toxina nenhuma, ou seja, só através da natureza que eles conseguem que a lavoura não seja atacada e isso é ótimo”, justifica Fernanda.

Por isso, para os organizadores do projeto a feira é um espaço de vivência e de promoção da saúde humana, ambiental e social, onde campo e cidade voltam a se reconectar e a recuperar os saberes e sabores da natureza.

A Feira da Agricultura Familiar, de Economia Solidária e de Produtos Orgânicos acontece toda sexta-feira, das 16 às 19h, no CIS-Guanabara, localizado na Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, em Campinas.

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