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Pelo visto está na moda humilhar as pessoas em plena rede nacional de televisão. E os programas campeões neste quesito são os policiais veiculados pelas Redes Record e Bandeirantes: Balanço Geral, Cidade Alerta e  Brasil Urgente.

São apresentadores que humilham os colegas de trabalho, repórteres valentões que debocham de entrevistados e acusados que ameaçam os jornalistas, num ciclo insano de desrespeito e maus tratos.

Fiquei chocada ao assistir na semana passada uma matéria onde a repórter, em rede nacional, zomba do entrevistado através de gargalhadas debochadas, de perguntas irônicas e tendenciosas e de opiniões sarcásticas e preconceituosas: acusando, condenando e, por fim, humilhando o acusado em plena Delegacia de Polícia.

Em seguida, o apresentador faz piadas de mau gosto com seus colegas de trabalho que riem nervosamente disfarçando a atitude vexatória e arbitrária.

Ao pesquisar sobre a referida profissional, descobri que a postura ofensiva já é velha conhecida pelas bandas em que ela atua. Tendo, inclusive, diversos vídeos publicados na Internet com atitudes parecidas ou piores àquelas que assisti. Ela não se acha folgada nem desrespeitosa, mas valente e portadora de uma missão que sob o manto do microfone se “traveste da falsa defesa da busca da verdade dos fatos”.

Além de fazer apologia à lei do “olho por olho”, legitimando a atitude da busca da justiça com as próprias mãos, esses programas incitam a violência contra os acusados que são apontados nas reportagens como culpados num prévio julgamento midiático.

Esses programas também aproveitam para carregar no humor ácido ignorando totalmente os Diretos Humanos num clássico escárnio com as classes e níveis hierárquicos.

Nem vou estender o debate sobre a questão da presunção da inocência ou imparcialidade da imprensa, totalmente desconsiderados nessa seara popularesca dos programas policiais sensacionalistas. Quero apenas fazer uma reflexão sobre a importância de não naturalizarmos a violência e o desrespeito defendendo a ideia de que se for bandido pode tudo: culpar, humilhar, desrespeitar, linchar e matar. É fato que a Justiça brasileira não é das melhores, mas ainda precisamos dela para estabelecer a ordem social. Além disso, nossa história está cheia de casos de crimes praticados pela imprensa por conta do pré-julgamento. Ex.: o bar Bodega e a Escola Base.

E pelo que li na Internet, ao que tudo indica, impera nos bastidores da televisão a ideia de que essas humilhações não passam de brincadeiras entre colegas de trabalho ou de Jornalismo Policial mais incisivo e enérgico.

Ah tá, achei que era assédio moral, desrespeito aos Direitos Humanos, ofensa e difamação! Ignorância minha, perdão!

Apesar dessas atitudes e imagens parecerem naturais e cotidianas, NÃO VOU e NÃO QUERO aceitar e me adaptar a esse Jornalismo de espetáculo em que a trolagem aparece mais do que os fatos e a dignidade humana é motivo de piada.

Obs.: Infelizmente não achei a matéria em questão, mas a Internet esta repleta de reportagens do mesmo gênero da referida repórter e tant@s outr@s colegas de profissão. Uma pena!

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Encomendado pela Secom (Secretaria de Comunicação do Governo Federal), o “Relatório de Pesquisa Quantitativa – Hábitos de Formação e Informação da População Brasileira” mereceu pouquíssima análise da imprensa escrita, apesar de já ter inspirado anúncios da Rede Globo sobre pontos que lhe são favoráveis.

Dados interessantes da pesquisa:

• A TV aberta é de longe o meio preferencial para obter informações;
• 15,5% consideram a Internet o meio preferencial para obter informações, contra 6,4% dos jornais impressos e 0,5% das revistas;
• 80% dos entrevistados acreditam muito pouco ou nada nas notícias veiculadas pela mídia.

No total,  46,1% dos entrevistados afirmaram que costumam ler jornais; 34,9% lêem revistas. Dos que lêem jornais, 24,7% afirmam ler diariamente – ou seja, 11,4% do universo pesquisado. 30,4% dos leitores de jornais – ou 14% do universo pesquisado – afirmam ler em média um dia por semana.

A maior parte dos leitores de jornais está na Região Sul (54,1%) e Sudeste (52,7%). No caso das revistas, Sudeste (39,4%), Sul (38,0%) e Centro-Oeste (37,6%). O menor índice de leitores de jornais está no Nordeste (27,7%) e dos de revistas na Região Norte (29,4%) e Nordeste (30,7%).

“Veja” é lida pela metade dos leitores de revistas. Em seguida, bem abaixo, “Época” e “IstoÉ”. Mas apenas 0,5% considera as revistas como seu meio preferencial para obter informações.

A Internet já tem alta penetração. 46,1% dos maiores de 16 anos já acessam. Desses, 66,5% a partir de sua própria residência; desses 66,5%, 65% já possuem banda larga.

Nas faixas de renda mais elevadas (acima de 10 salários mínimos), o percentual de acesso à Internet chega a 79,7%. Entre o público mais jovem (16 a 24 anos) o percentual de acesso à Internet chega a 68,8%, caindo para 14,9% acima de 50 anos.
Interessante a avaliação sobre o papel das lideranças comunitárias. 15% dos entrevistados as consideram fonte de informação. Desse total, 45,6% confiam mais nas suas informações, contra 49,6% que acreditam que as informações dos meios de comunicação (incluindo rádio e TV) são mais esclarecedoras.

Credibilidade da mídia

E aí se entra na credibilidade da velha mídia.

A maioria absoluta dos entrevistados (57,3%) consideram tendenciosas as notícias veiculadas, contra 24,3% que acreditam em notícias isentas e imparciais.

Quanto se pergunta da credibilidade dos meios de comunicação, 72,1% afirmam acreditar muito pouco; 7,2% não acreditam nada. 18,8% acreditam muito.

A população que mais acredita na mídia é a do Nordeste, com 28% considerando as notícias isentas e imparciais e 25,7% acreditando muito no que é dito.

Já no Sul, comente 19,9% consideram as notícias isentas e imparciais; e meros 10,5% acreditam muito no que é dito pelos meios de comunicação.

O curioso é que dentre os consumidores preferenciais da mídia – classes de renda mais elevadas – é maior a proporção dos que consideram as notícias em geral tendenciosas e parciais.

Não significa que não consumam as notícias – 82,9% as utilizam no cotidiano e 62% admitem que, algumas vezes, mudam seus pontos de vista a partir de informações dos meios de comunicação.

Outros 26,5% nunca mudam seus pontos de vista em função das informações transmitidas pelos meios de comunicação.

Os meios mais confiáveis

Quando instados a identificar os meios de comunicações mais confiáveis, 69,4% apontam a TV aberta e 7,2% a rádio.

Em seguida vem a Internet (6,5%) acima do jornal impresso (6,3%) e das revistas (0,9%).

Em relação ao meio de comunicação mais importante para buscar informações, a TV aberta continua absoluta (69,4%). Mas a Internet vem em segundo, com 15,5%, batendo o rádio (6,4%), o jornal impresso (5,6%) a TV por assinatura (2%). Revistas são consideradas por apenas 0,5% da população.

Em relação à formação de opinião sobre o governo federal, o meio mais importante para formação da opinião são os jornais da televisão (73,6%), conversas com amigos/parentes (12,9%), jornais impressos (12,7%) e Internet (10%).

Blog do Nassif

Divulgado: Portal CTB

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Bom, ontem (13/04) tive uma noite de TERRIR…

Era um terror que, se não fosse de mau gosto, poderia me fazia morrer de rir.

Tudo bem, essa foi péssima, né? Vamos lá…

Zapeando os canais de televisão, resolvi me concentrar num programa, pra me fazer dormir logo ou pelo menos para me entreter enquanto o sono não chegava. Eis que sintonizo a RedeTV e num passe de mágica a apresentadora Luciana Gimenez está soltando suas rotineiras pérolas: “abafa o caso”, “adoooorrroooo” entre outras ao VIVO na televisão.

A convidada ilustre, Tati Quebra Barraco, estava muito diferente da imagem que tinha em minha memória.

Então, começou o show horripilante. Rapazes fardados, no maior estilo perigo total, traziam bombas que continham o tema a ser discutido. Palavras-chaves que, segundo a apresentadora, seriam bombas para a entrevistada.

A conversa caótica seguiu para vários caminhos:

plástica: foram pouco mais de 10, sob alegação de que em alguns momentos serem feitas por motivo de baixa autoestima,

avó: aos 29 anos (sua filha foi mãe aos 13 anos, repetindo o feito de Tati, também mãe na mesma idade),

luxo: adora esbanjar agora que está bem de vida, mas diz que continua solidária com os amigos da Cidade de Deus e só compra produtos no Brasil. Quando viaja para o exterior não compra NADICA de NADA (?),

roupas: mais de 1200 calças, 300 pares de sapatos, centenas de tops, saias, blusinhas e por aí vai; mas nenhuma roupa da grife da apresentadora Luciana Gimenez, que indignada disse que lhe presentearia com uma calça 40 que estica e parece 42 (?),

Essas foram algumas das temáticas abordadas no programa. Cruzis!

O momento constrangedor começou quando Gimenez resolveu confrontar Tati com o Rodolfo, a Naná (ex-BBB) e um cantor sertanejo e evangélico. Aí a baixaria rolou solta. Os convidados ouviram pelo fone um famoso proibidão da Barraco e começaram a questionar a música, a postura o estilo etc.

Naná recomendou que os filhos da fankeira não devessem ouvir tais impropérios que, não é apropriado para crianças.  E a Barraco lançou uma resposta seca “Quem tem que achar sou eu”. Momentos de tensão!

Atacada pelo Rodolfo que, se disse horrorizado com as poucas roupas da cantora, Tati martirizou Rodolfo dizendo que ele se esqueceu do amigo ET que morreu sem ajuda do amigo.

Rodolfo ofendido retrucou dizendo que ela não deveria meter na conversa “quem está morto e não pode se defender”.

O cantor sertanejo e evangélico (da qual não me recordo o nome) foi mais sutil dizendo que não gostava da música, exigindo respeito pelo seu gosto pessoal. Tati disse que eram de gostos diferentes e que cada um tem seu direito de gostar ou não.

Mais tarde, Tati quebra o barraco, literalmente, com a tal Madame do Funk que diz que ela não é cantora, faz apologia à pedofilia, à erotização gratuita e infantil etc. Resumindo, a Madame disse que a música da Barraco era baixaria pura.

Daí pra frente o show descambou de vez, com sucessivos palavrões, gritaria, ofensas… o mais puro barraco entre a tal lady e a tal moça vinda da favela… Uma aberração de ofensas discriminatórias de ambas as partes.

Tati tentou se defender com a ajuda da querida Gimenez dizendo que “quem não gosta deve mudar de estação “(rádio),  Gimenez completou “mudar o canal da TV”. As duas concluíram “Cada um faz o que quer…”

Até ai tudo bem!

Eis que a apresentadora solta a pérola da noite “Se você não gosta do programa que está assistindo muda de canal, é um direito de todos”. Essa foi a típica pérola La Gimenez, conhecida por suas gafes e frases ridículas.

Peralá!

Como assim muda de canal? Veja bem, veja bem, veja bem!

Não concordo e fico profundamente ofendida que esses pseudos artistas fazem com um canal de TV que é uma concessão pública. O sinal entra na minha casa e eles vivem do que arrecadam com suas publicidades e famas pagas com o suor do meu, do seu, do nosso rosto. E a TV não é de graça, como dizem os espertinhos! Não é só mudar de canal.

É exigir programas de qualidade, que não ofendam a moral e a dignidade humana. É só isso que eu peço. Mudar de canal é muito fácil. É não enxergar a verdade diante do nariz.

Não quero mudar de canal, quero ter a sorte de ter centenas de programas que reforcem o respeito, a paz, a solidariedade, a justiça social, a igualdade etc. Valores tão caros e raros atualmente. Recuso-me a mudar de canal, quero uma TV decente! Quero, luto e exijo uma TV DECENTE!

Moças, ladys, madames, mulheres. Vocês estão nas rádios e nas TV (reforço: concessões públicas) e devem dar exemplos de respeito. Não ficar batendo boca dizendo quem é melhor ou pior. É ridículo! Com todo respeito às domésticas, faxineiras, lavadeiras etc., lavar roupa suja em rede nacional não é certo nem respeitoso!

Depois os barões da Comunicação ficam bradando que exigem “Liberdade de Expressão”,que a Confecom tentou lhes roubar.

Pelamor, liberdade de expressão? Expressão de palavrão, de baixaria, de agressão verbal gratuita? Essa liberdade que eles querem? Liberdade para entrar em todos os lares para falar asneiras e palavras de baixo calão? Tenham dó, meus senhores!

Minha gente, vocês não devem continuar vendo essas baixarias na chamada “televisão pública”, vamos boicotar esses programas péssimos. Nem quero questinoar se a música dela é boa ou não… só o barraco/bate-boca descabido já foi suficiente.

Essa foi a gota d’água pra mim!

Infelimente, tive que exercer meu direito de mudar de canal. Para não correr o risco de ver outra besteira, desliguei a TV e fui dormir. INDIGNADA!

Indignada porque ainda não posso assistir “o programa ideal de QUALIDADE”.

Cada dia que passa, ou melhor, cada programa de TV que apresentam reforça a idéia de que uma outra Comunicação se faz urgente e necessária!

Não dá mais.

BASTA!


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