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“Porque os Estados Unidos, nos últimos trinta anos, foram o padrinho e o pai de quantos regimes reacionários, corrompidos, sangrentos, fascistas e repressivos existam no mundo”. Fidel Castro

a ilha fernando moraisCom essa declaração somos convidados a entrar na pequena ilha cercada de amigos e inimigos políticos. “A ILHA – Um repórter brasileiro no país de Fidel Castro”, editado pela Editora Alfa-Omega, é destes livros convidativos que você devora na ânsia de desvendar o mundo a cada página lida. E o resgate literário trazido por ele, não é só a história de Cuba, a partir da queda de Fulgêncio Batista e a construção do governo de Fidel Castro, ocorrida em janeiro de 1959, mas o resgate da cultura e valores do seu povo.

O livro-reportagem escrito pelo jornalista Fernando Morais, em 1976 – que em sua 18ª, em 1981, ganhou fotos e um capitulo inédito – tem um tom de diário minucioso que conta as profundas transformações pelas quais passou a ilha socialista. No decorrer do texto o jornalista conta o que encontrou ao percorrer as ruas, praias, órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e tantos outros lugares cubanos.

O livro apresenta um retrato histórico de como o país alcançou legitimidade e estabeleceu uma relação político-econômica junto a outros países socialistas ou de esquerda. Isso porque ele descreve a tomada de poder por Fidel Castro e seus amigos guerrilheiros; a estruturação do governo socialista; as dificuldades econômicas iniciais, frente ao embargo econômico imposto pelos EUA; a reconstrução do país, antes capitalista; a nacionalização das empresas estrangeiras, o melhoramento dos serviços públicos – como Saúde, Educação, Segurança, Cultura – etc.

Na esteira dos acontecimentos, as transformações colocaram a ilha dos irmãos Castro no rumo do desenvolvimento nacional fazendo frente aos países capitalistas de primeiro mundo.

A reconstrução de Cuba reforça a ideia de Karl Marx de que “a igualdade consiste em tratar desigualmente as coisas desiguais”. Isso porque o entendimento é de que o regime capitalista não dá conta de resolver todos os problemas sociais, se não for por meio de cotas e reparações às minorias, que não passam de medidas paliativas.

“Penso, portanto, que ninguém, de um país capitalista, tem autoridade para falar de direitos humanos”, argumenta Fidel Castro em entrevista ao jornalista Fernando Morais.

O conteúdo do livro é dividido em:

  • Sobre o autor
  • Prefácio
  • O Cotidiano
  • A Cultura, as Relações com o Mundo
  • O Racionamento
  • Um País sem Favelas
  • A Nova Escola
  • A Saúde
  • Imprensa
  • A Mulher
  • Eleição, Justiça
  • Reforma Agrária, Economia
  • A Revolução Onipresente

Apêndice

  • Uma entrevista com Carlos Rafael Rodriguez
  • Entrevista
  • A Guerra em Angola Segundo Fidel Castro
  • O Médico de Sierra Maestra

Neste livro é possível entender como se deu a busca pela eficácia no atendimento dos serviços públicos, entre eles, a assistência médica gratuita e de qualidade pela qual Cuba é internacionalmente conhecida. Tanto que se tornou país referência no ensino e prática de medicina oferecendo através de parcerias com vários países, entre eles o Brasil, o ensino e qualificação de profissionais de Saúde.

No entanto, faço uma recomendação, pois as 200 páginas deste livro não guarda nenhuma relação com os fatos e as denúncias recentes e constantes difundidas por Yoani Sánchez em seu blog Generación Y (Geração Y), até porque o livro foi escrito em 1976, aproxidamente 17 anos após a revolução que depôs a ditadura de Batista pelo grupo guerrilheiro liderado por Fidel Castro.

É inegável que esta leitura é recomendada a todos que queiram conhecer a fundo a história da condução de Cuba para o socialismo, único país atualmente sob este regime na América, suas transformações sócio-políticas, sua ascensão e desenvolvimento econômico.

Boa leitura!

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