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Posts Tagged ‘sindicato’

O recente levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base nas eleições ocorridas em 5 de outubro passado, concluiu que a bancada sindical perdeu força na Câmara dos Deputados. Isso significa menos deputados federais para defender os projetos da classe trabalhadora e levar adiante as demandas dos “operários”.

Diante desse quadro, os principais desafios do novo sindicalismo são a organização e união da categoria e o fortalecimento da luta da classe trabalhadora. Esses caminhos têm por objetivo a defesa e valorização do trabalho.

conclatNa Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada em junho de 2010, as centrais sindicais – organismos máximos de aglutinação dos trabalhadores – se reuniram em torno do manifesto “Pelo Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho”. E para garantir a implementação do projeto nacional de desenvolvimento político-socioeconômico defendido pelas centrais na Conclat, muitos trabalhadores e suas entidades sindicais têm enfrentado bravamente os vários problemas sociais, econômicos e trabalhistas frutos das políticas neoliberais que investem massivamente na: flexibilização das leis trabalhistas, exaltação sem controle da competição em todos os níveis do trabalho, instabilidade e precarização das relações e das condições de trabalho, desregulamentação do mercado trabalhista, no assédio moral e trabalho escravo ou infantil, nos ataques e restrições à ação sindical etc.

Para enfrentar esses e outros problemas é necessário reorganizar a estrutura sindical brasileira. Assim como o capitalismo se reinventa e surge travestido de “novas ideias e propostas” é fundamental que os militantes sindicais estejam preparados para novas abordagens. Acredito que isso só é possível com o investimento constante em ações de formação e organização de base. Felizmente tem crescido, mesmo que timidamente, o número de sindicatos que estão apostando na Formação Sindical, garantindo inclusive, através de departamento, coordenação ou núcleo, uma estrutura mínima para a formação de seus dirigentes e da base.

Curso de Gestão Sindical do CES

Curso de Gestão Sindical do CES

Questionada sobre a importância de constituir um departamento de formação sindical, a diretora do Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro) e da Associação dos Professores da PUC-Campinas (Apropucc) e professora do Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES), Liliana Aparecida de Lima, defende que “o departamento de formação é crucial porque a partir dele é que se destaca um diretor que está pensando exclusivamente na formação e em iniciativas para continuar formando os dirigentes sindicais e os funcionários do sindicato, que devem ser funcionários também politicamente diferenciados. E também pensar uma formação mais ampla no sentido da solidariedade da classe trabalhadora. Não é só formar a sua categoria ou a sua base, mas também envolver os trabalhadores na nossa luta que é mais geral”.

A funcionária pública da Unicamp, Christiane Guimarães Russo acredita que uma das tarefas da entidade é proporcionar aos trabalhadores da base a formação para a militância sindical com objetivo de ajudá-los a compreender como o sindicato funciona. “A formação sindical dá a oportunidade de fazermos análises internas. É por meio desse processo que o sindicato, como entidade, faz uma análise interna para facilitar as medidas e metas que tem que estabelecer, refletindo sobre o rumo a ser tomado, o que traz bastante confiança pra base que percebe uma organização melhor para se trabalhar”, explica Christiane que participou do curso do CES sob indicação do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU).

Para a classe trabalhadora a formação sindical é importante porque permite um debate aberto sobre a concepção, estrutura e prática sindical, além de potencializar a organização e ações da entidade.

Formação sindical contribui para o processo de consciência da classe trabalhadora

A formação sindical dá condições para a atuação das lideranças e militantes por meio da abordagem de conteúdos que contribuam para o entendimento de como funciona a sociedade e quais os elementos que permeiam a luta de classes rumo ao país que queremos. Além de propor, através da organização da categoria, as ações sindicais necessárias para criar uma agenda positiva comprometida com a luta pela manutenção dos direitos e ampliação das conquistas.

Curso de Organização Sindical da CUT

Curso de Organização Sindical da CUT

Também é tarefa da formação sindical oferecer requisitos para uma gestão competente, eficaz e afinada com as necessidades da base. Por isso, ela deve ser voltada não só para lideranças sindicais, como também para trabalhadores da base e funcionários da entidade, como defende a professora Liliana.

Com objetivo de aprimorar minha prática – já que no momento “estou” dirigente sindical – participei de duas experiências promissoras proporcionadas pelas: Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Ambas oferecem projetos de formação sindical estruturados tanto para os trabalhadores urbano quanto os rurais.

As duas formações foram muito importantes para minha prática sindical e me possibilitaram trocar informações com sindicalistas de vários ramos. Foi realmente enriquecedor!

A CUT, por meio da Escola Sindical, oferece diversos temas de formação sindical. O principal curso é o de “Organização e Representação Sindical de Base” (ORSB) que visa potencializar a ação sindical no local de trabalho e fortalecer a intervenção dos cutistas nas diferentes disputas presentes na sociedade ampliando conhecimentos, melhorando a capacidade de intervenção e de transformação da realidade. Ela também se preocupa em oferecer formação para formadores, garantindo agentes multiplicadores das práticas oferecidas.

Formação pela Escola Sindical da CUT

Formação pela Escola Sindical da CUT

O Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) ligado à CTB também oferece muitos cursos, entre eles o de “Gestão Sindical”. O programa é voltado para dirigentes e assessores sindicais, funcionários das entidades e militantes que desejam aprofundar seus conhecimentos no que se refere à boa administração das entidades sindicais. Esse curso é oferecido em duas etapas e, segundo o CES, é fundamental para quem busca atingir seus fins estratégicos.

Formação pelo Centro Nacional de Estudos Sindicais

Formação pelo Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho

“O objetivo do CES com esse curso de Gestão Sindical é proporcionar que os sindicalistas que já estão na ativa, sejam no dia a dia do sindicato ou não, mas que pretendam dominar mais os temas ligados à Gestão Sindical, possam a vir se formar, debater essas questões, retornar para as suas entidades e envolver os demais diretores no sentido de qualificar mais as intervenções desses sindicalistas. Então a ideia é que a partir daqui os sindicalistas mais bem informados e formados possam influenciar e ter uma atuação mais qualificada na gestão do sindicato”, explica Liliana.

O funcionário público da Unicamp, Fanuel Vander Ananais, também participou do curso de formação do CES e acredita que “há um fortalecimento da base quando ela pode ter acesso a esse curso de formação que ajuda a ampliar o conhecimento, até mesmo para encaminhamentos e entendimentos da questão sindical”. Sobre seu interesse no tema, o servidor complementa: “eu me interessei pela formação sindical porque vejo a importância dela que é rica. Foi um curso que eu fiz que foi excelente, recomendaria para todos os trabalhadores porque isso me fez crescer”.

É fato que essas formações atendem uma demanda muito específica e urgente, já que contribuem para amenizar a atual crise de representação sindical muito presente no mundo do trabalho.

A servidora Christiane diz que o estudo é um processo fundamental porque “quando a gente vai se politizando, desperta o interesse pelo coletivo e a formação sindical pode ser um caminho de atuação”.

Felizmente, tem crescido o entendimento de que é necessário concentrar forças para formar e aperfeiçoar os instrumentos de luta dos trabalhadores. Sem contar que, para termos sucesso em nossas demandas, é imprescindível que o sindicalismo dialogue com todas as políticas sociais, não só as do mundo do trabalho, já que almejamos uma sociedade justa, solidária e igualitária.

Novo sindicalismo:

De acordo com a última Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) as propostas da agenda da classe trabalhadora estão organizadas em seis eixos, sendo:

  • Crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno;
  • Valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social;
  • Estado como indutor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental;
  • Democracia com efetiva participação popular;
  • Soberania e integração internacional;
  • Direitos sindicais e Negociação Coletiva.

De acordo com o manifesto da Conclat “a inclusão social e valorização do trabalho decente são os pilares para que o Brasil se consolide como um país onde homens e mulheres, do campo e da cidade, trabalhem e vivam com qualidade e dignidade”.

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“Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro”
é daqueles livros que mexem com a emoção do leitor. Nele você encontra histórias que fazem sorrir, dão esperança, lhe transportam para o tempo descrito e também fazem morrer de rir. É um livro reportagem inspirador desde a primeira página, pelo rigor na apuração, pois percebemos que foi escrito por alguém preocupado com o ser humano.

Redação convidativa, instigante, com toque de humor, detalhada e primorosa é assim que podemos descrever esta obra do jornalista Audálio Dantas, autor de mais de 10 livros, entre eles “As duas guerras de Vlado Herzog”, ganhador do Prêmio Jabuti 2013.

livro_Tempo-de-Reportagem

Sua resenha diz que “’Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro’ reúne alguns dos melhores trabalhos do brilhante Audálio Dantas. São 13 matérias publicadas entre o final da década de 1950 até meados dos anos de 1970, em revistas como “O Cruzeiro” e “Realidade”, além de um texto especial para a revista Playboy, em 1993. Em textos inéditos, o autor faz uma reflexão sobre os bastidores da apuração dos fatos e sobre os desafios de transformar vida em texto jornalístico – suas escolhas, seus erros, suas dúvidas. Audálio conta, por exemplo, como encontrou Carolina Maria de Jesus na favela paulistana do Canindé e como, ao voltar para a redação, declarou ao chefe que ela já tinha pronta a reportagem que fora buscar. Carolina se tornaria, logo depois, a primeira favelada brasileira a escrever e a publicar uma obra literária. Aos 80 anos, o grande repórter volta à juventude para refletir sobre o seu legado e ajudar as novas gerações de jornalistas e de leitores a pensar sobre a enorme tarefa de contar a história cotidiana de sua época”.

Audálio Dantas foi premiado pela ONU por sua série de reportagens sobre o Nordeste brasileiro publicada na extinta revista Realidade. Também foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo à época do assassinato, pela ditadura militar, do jornalista Vladimir Herzog, foi o primeiro presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e deputado federal.

Sua obra reúne reflexões importantes sobre o reportar, indispensável a todo jornalista que busque aprimorar sua escrita e apuração. Combate o jornalismo de cadeira preguiçoso que ganhou força com a Internet, principalmente as redes sociais, e apresenta a fonte como ela tem que ser, não um personagem detentor de algumas aspas, mas um ser humano com história e sentimento para contar.

Ler “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” me dá saudade de um tempo que não vivi, onde os jornalistas saíam às ruas para caçar notícias, desvendar as mazelas e tristezas alheias, encontrar casos reais comoventes – não para puro entretenimento –, falar sem firulas com franqueza; repórter estilo olho no olho. É um livro que incomoda, causa indignação, angustia e também nos faz sonhar e buscar a transformação do Jornalismo e da sociedade.

Chorei ao ler “Diário de uma favelada: a reportagem que não terminou”, “Nossos desamados irmãos loucos”, “A nova guerra de Canudos”, “Doença de Menino” e “Povo Caranguejo”. Mas também dei boas risadas e me emocionei com o final da reportagem sobre a “A maratona do Beijo” e o “O circo do desespero”. É assim, um misto de emoções!

livro_Tempo-de-Reportagem_dedicatoriaTive a oportunidade de conhecer Audálio Dantas, homem de muita coragem, olhar doce e generoso e voz firme e decidida de quem sabe o que busca. Instinto nato de jornalista fuçador é a tradução exata de um ótimo jornalista, pois reúne qualidades que todo bom escrevinhador quer e precisa ter para apurar os fatos. Um exemplo de militante sindical e social, que nos acolhe com suas escritas ágeis, comoventes e intrigantes. Seus outros livros já estão na minha lista de leitura para 2014.

Lançado pela editora Leya “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” é prefaciado pelo jornalista Fernando Morais e conta com contribuições de Ricardo Kotscho, Samir Curi Mesani e Eliane Brum que nos brindam com uma entrevista com esse mestre da narrativa. O livro é composto por:

  • Diário de uma favelada: a reportagem que não terminou
  • O circo do desespero
  • Nossos desamados irmãos loucos
  • A nova guerra de Canudos
  • Oh, Minas Gerais!
  • Doença de Menino
  • Povo Caranguejo
  • Chile 70
  • Oh! Canadá!
  • Joaquim Salário-Mínimo
  • O prédio
  • À margem
  • A maratona do Beijo

Apêndice

  • Prefácio da 1ª edição do livro “O circo do desespero” – Ricardo Kotscho
  • Os contos das coisas acontecidas – Samir Curi Meserani
  • O monumento anda, fala (e depois come dois ovos fritos) – Eliane Brum

Como jornalista, aproveito esse post para “rasgar muitos elogios” e agradecer esse jornalista e exemplo de ser humano. Em minha opinião, “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” é leitura obrigatória para jornalistas e não jornalistas e uma ótima escolha para presentear nesse fim de ano.

Feliz Natal e boa leitura!

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MENSAGEM QUE VEM ME OCORRENDO VÁRIOS DIAS:

Não tenha medo de proclamar:

Ando com a cabeça levantada, não por orgulho, mas por fé.

Tenho os passos firmes, com esperança no peito.

Falo com justiça. Respeito a todos.

Vejo-me com plena saúde e espírito alegre.

Acredito em mim, na minha capacidade, no poder de Deus, e estou na direção de um grande bem estar.

Não fico recuado, amuado, como se fosse desprotegido e infeliz.

Não me impressiono com dificuldades.

Ponho a inteligência a funcionar.

Aprendo a manejar a minha força e bendigo os dias e as oportunidades.

O pensamento positivo faz o gênio.

Livro “Otimismo todo dia” (mensagem 150, pg. 158). Este livro é de Lourival Lopes e pertence à editora Otimismo.

Talvez essa mensagem caminhe no sentido dos sentimentos e situações que ocorreram comigo recentemente.

Pode ser uma feliz coincidência também. Quem sabe?

Agradeço o apoio recebido. Sem essa mãozinha minha jornada de enfrentamento à situação seria bem mais difícil! OBRIGADA!

Obs.: Não gosto de utilizar esse espaço para fazer confissões ou expor situações pessoais, mas neste momento ,é muito  importante e necessário expor o que está acontecendo. Situações como essas devem ser denunciadas, repudiadas e servir de exemplo/modelo (pedagogia educativa) para que não se repita. Estou fazendo isso, porque muitos me procuraram dizendo que eu tenho que publicizar essa situação.  Não quero dar pano pra manga, mas vamos aos fatos resumidamente.

Leia o Boletim “Em Pauta” do Sindicato dos Jornalistas/SP, ele traz um resumo da situação.

Boletim Em Pauta (frente)

Boletim Em Pauta (verso)

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XIII Congresso Estadual dos Jornalistas – Mongaguá/SP – 18 a 20/06/10

MOÇÕES APROVADAS:

Moção de repúdio à opressão patronal, machista e racista

Os jornalistas de todo o Estado de São Paulo, reunidos no XIII Congresso Estadual, manifestamos nosso repúdio à prática de Assédio Moral de que foi vítima a jornalista e diretora da regional Campinas do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Fernanda Freitas.

O assédio ocorreu nas instalações do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), no dia 15 de junho, durante a greve dos Trabalhadores. Mário Martins de Lima, membro da Comissão de Imprensa do Comando de Greve, ofendeu e tentou humilhar a trabalhadora na execução de suas tarefas. Dentre os termos usados, citamos a “empregadinha”, por explicitar o caráter opressor também de gênero e etnia.

Nós, jornalistas, não aceitamos tal prática e conclamamos a diretoria do STU a garantir um ambiente de trabalho digno, que respeite os profissionais jornalistas e lhes garanta condições para o procedimento adotado por aqueles que praticam o Assédio Moral e a determinar que Mário Martins de Lima faça uma autocrítica pública e oficial, reconhecendo o erro e desculpando-se formalmente com a profissional.

Moção Fora as tropas de ocupação do Haiti!

Os haitianos precisam de médicos, engenheiros e enfermeiros, não de soldados!

O Sindicato dos Jornalistas no Estado de são Paulo apóia e se soma à campanha internacional pela retirada das tropas de ocupação da ONU no Haiti, lideradas pelo Brasil. O movimento sindical e popular no Haiti exige a retirada das tropas, defendendo que seja concedida uma ajuda humanitária com médicos, enfermeiros e engenheiros. O Haiti não precisa de soldados e policiais, mas de solidariedade. Com um longo histórico de intervenções militares, o Haiti tem direito à soberania e à auto-determinação, princípios democráticos que regem as relações internacionais. Nosso sindicato se soma à demanda, dirigida ao governo do presidente Lula, de que retire as tropas brasileiras do Haiti.

Moção Revogação da lei das organizações sociais!

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo junta-se à campanha pela revogação da Lei das Organizações Sociais, adotada durante o governo de Fernando Henrique. A lei é um instrumento de privatização dos serviços públicos, já que permite que governos em todas as esferas entreguem a gestão dos serviços públicos – até agora, principalmente na área de saúde – a supostas entidades sem fins lucrativos, que se constituem como organizações sociais. Com isso, destroem-se os mecanismos democráticos de gestão dos serviços públicos, como licitações, planos de carreira, concursos públicos e estabilidade do servidor. Contra a entrega de responsabilidades de governo às organizações sociais, nosso sindicato defende o fortalecimento e a valorização dos serviços públicos e das carreiras dos servidores.

Mais informações: http://www.jornalistasp.org.br

Fonte: Portal do Sindicato dos Jornalistas SP –

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Será aberto nesta sexta-feira (dia 18) o XIII Congresso Estadual dos Jornalistas, que vai até domingo (dia 20), em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo. Com o tema “Jornalistas: em legítima defesa da profissão!”, o evento deverá reunir cerca de 150 participantes, dos quais cerca de 60 delegados eleitos, com o objetivo de analisar e debater a conjuntura e condições que os profissionais do jornalismo enfrentam no mercado de trabalho.

Na oportunidade, serão votadas e aprovadas as teses para o Congresso Nacional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que acontece em agosto, em Porto Alegre/RS. As deliberações estarão sintetizadas na “Carta de Monguaguá”, que servirá referência para o exercício da profissão e para a ação sindical. Os jornalistas também farão ato de protesto contra a extinção da exigência do diploma de nível superior em jornalismo, que completou um ano neste dia 17 (quinta-feira) da famigerada decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os debates do Congresso Estadual serão baseados nas discussões realizadas em quatro Grupos Temáticos, realizados em discussões ocorridas na sede, sub-sede e redações de vários locais do estado, que tiveram os seguintes temas: GT1 – A Formação específica e a regulamentação profissional; GT2 – A sindicalização e o fortalecimento da entidade; GT3 – O controle da jornada de trabalho, a precarização da profissão e o estágio acadêmico e GT4 – PJ e frila fixo: como combater a fraude. A íntegra dos documentos podem ser acessados abaixo, no site do Sindicato.

Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, José Augusto Camargo (Guto), o Congresso acontece em momento importante para a categoria, pois encaminhará diversos assuntos, entre os quais o novo desenho de organização sindical. “Após a desastrada decisão do STF, que acabou com a exigência do diploma para o exercício da profissão, vamos debater, por exemplo, se os não diplomados podem ou não ser sindicalizados”.

Durante o evento também serão eleitos os delegados que representarão o estado de São Paulo no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas que acontece em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, entre os dias 18 e 21 de agosto de 2010.

A abertura acontece na noite de sexta-feira (dia 18) com sessão solene e debate dos jornalistas, Leandro Fortes (Carta Capital) e Paulo Salvador (Revista do Brasil), que abordarão “O papel da cobertura jornalística nas eleições 2010”. Será a partir das 19 horas, no Centro Cultural Raul Cortez (av. São Paulo, 3465 – Mongaguá). Neste local também haverá a exposição Fotojornalismo – retrospectiva 2009 da 5ª Mostra Anual de Fotojornalismo, do Projeto Cultural da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo (ARFOC). A exposição foi cedida pelo presidente da ARFOC, Paulo Whitaker, e trará fotos de um dos mais importantes acervos fotográficos do país, resultado do trabalho dos fotojornalistas do estado de São Paulo.

Todos os jornalistas podem participar do Congresso Estadual. Os que não foram eleitos como delegados terão o status de observador, cuja participação se dará mediante pagamento de R$ 150,00 (jornalistas sindicalizados), R$ 210,00 (não sindicalizados) e R$ 85,00 + a pré-sindicalização (estudantes). Estes valores dão direito a pernoites e refeições no local do evento, a Colônia de Férias da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo (Feticom), situado na av. Gov. Mário Covas Jr, 814 – Centro, em Mongaguá.

O XIII Congresso Estadual dos Jornalistas é organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Prefeitura Municipal de Mongaguá e Central Única dos Trabalhadores (CUT). O Shopping Continental, o Sindlotação de São Paulo, o Frigoestrela, o refrigerante Cotuba e a Renault são algum dos patrocinadores.

Programação do 13º Congresso Estadual dos Jornalistas de São Paulo


18 de Junho Sexta-feira

16 horas: Credenciamento

19 horas: Abertura Solene

20 horas: Palestra: O papel da cobertura jornalística nas eleições 2010 , Leandro Fortes (Carta Capital) e Paulo Salvador (Revista do Brasil).

21 horas: Coquetel


19 de junho – Sábado

8 horas: Café da manhã

9 horas: Assembléia: Escolha da comissão de coordenação dos trabalhos, da mesa diretora do 13º Congresso e comissão da “Carta de Mongaguá”

10 horas: GTs

12 horas: Almoço

13h30: GTs

16h30: Coffee Break

17 horas: Plenária

20 horas: Eleição dos delegados para o Congresso da Fenaj

21h30m – Jantar

Dia 20 – Domingo

8 horas: Café da manhã

9 horas: Plenária Final: Aprovação da Carta de Mongaguá

11 horas: Sessão Solene de encerramento

Fonte:  SJSP

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP), através da sua Regional Campinas, a partir de maio, iniciará o cadastro de jornalistas que tenham alguma deficiência. O objetivo é tomar conhecimento sobre as condições de trabalho destes profissionais e, caso se faça necessário, intervir para que se crie oportunidades iguais aos demais jornalistas sem deficiência para o bom desempenho de suas funções.

A médio e longo prazo, o SJSP pretende criar um banco de dados dos jornalistas profissionais com deficiência para disponibilizar seus serviços a empresas jornalísticas, assessorias de imprensa ou trabalhos free-lancers. Assim, o Sindicato poderá atuar efetivamente para o cumprimento da lei de cotas que prevê a contratação obrigatória de profissionais com deficiência por empresas que tenham acima de 100 funcionários.

É o Sindicato fazendo seu papel na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, colaborando com a inclusão da pessoa com deficiência.

Os jornalistas com deficiência devem entrar em contato com o sindicato pelo e-mail regionalcampinas@sjsp.org.br ou pelo telefone (19) 3231-1638.

Fonte: Publicado no Blog “Tô Dentro!” da jornalista Kátia Fonseca

MAIS UMA NOTA:

Não esqueçam que:

No dia 23 de março, nosso sindicato homenageou oito jornalistas com mais de 50 anos de sindicalização. Na ocasião, a direção sindical lançou o desafio de construirmos o Coletivo da Mulher Jornalista.

Este Coletivo tem a incumbência de fomentar a discussão de temas de interesse das mulheres da categoria, além de discutir o encaminhamento e a mobilização em torno de formas de luta conta a discriminação de gênero que influi na diferenciação salarial e na oferta de oportunidades para as mulheres, no mercado jornalístico.

Outros temas como a banalização da imagem da mulher nos meios de comunicação, o assédio moral e sexual, as condições de trabalho e de saúde das mulheres, a precarização das relações de trabalho também deverão ser tratados pelo Coletivo da Mulher Jornalista.

Essa iniciativa da direção sindical visa dar sempre um viés de gênero e contemplar as preocupações femininas e feministas em seus programas e ações.

Se você acha injusta a discriminação salarial, se acredita que, apesar de melhor posicionadas, ainda é necessário lutar pela igualdade efetiva e para consolidar os avanços sociais e econômicos já registrados, sua participação é importantíssima para implantarmos o Coletivo da Mulher Jornalista. Queremos realizar encontros regulares e obedecer a um programa de trabalho, que estabeleceremos juntas de forma democrática e participativa.

Contamos com a sua presença em nossa próxima reunião que está marcada para a 3ª feira, dia 4 de maio, às 19 horas, na sede do Sindicato.

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A discussão que pauto é sobre a decisão do Sindicato dos Jornalistas admitirem em seu quadro de sindicalizados jornalistas não diplomados.

Essa parece-me ser uma discussão que exigirá uma compreensão muito grande do papel do sindicato na defesa do trabalhador e também da informação de qualidade, independente da situação a qual esteja submetida o profissional (diplomado ou não).

Concordo com a decisão, neste momento é a nossa única saída tendo em vistas os entraves jurídicos em que estamos metidos. No entanto, acredito que essa medida deve ser feita com critérios bem estabelecidos.

Devemos nos unir e não dividir ainda mais. Conheço muitos jornalistas sem diploma e que desempenham sua função com muita dedicação e competência. Mas também não é o caso de dizer que todo jornalista sem diploma é um ótimo profissional. Isso não existe em profissão nenhuma, sempre haverá bons e maus profissionais.

A exigência do diploma é uma questão essencial para a nossa categoria. Também o é, a defesa do trabalhador explorado pelo patrão.

Não devemos perder de vista nosso horizonte: a luta em defesa do respeito e cumprimento dos direitos do trabalhador.

Em breve pautarei essa discussão com mais reflexão.

MANIFESTO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS SP

Por uma nova regra para a sindicalização

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, seguindo a orientação da FENAJ, discutiu a nova situação do exercício profissional após a decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou a exigência de curso superior de jornalismo para a obtenção do registro de jornalista. O estudo, além de refletir a realidade local, tem o objetivo de servir de subsídio para o debate nacional sobre o assunto. Encarar esse problema é uma responsabilidade que todo dirigente deve assumir e uma posição unitária nacionalmente construída deve ser o objetivo.

Assim, é preciso discutir seriamente a questão da sindicalização sob as novas regras e responder aos novos desafios que a decisão do STF impôs ao movimento sindical dos jornalistas.

Neste debate, a diretoria parte do princípio de que a luta pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reestabelece o diploma superior de jornalismo como parte da regulamentação profissional é condição necessária para superar a desorganização à qual foi lançada a categoria. Outro ponto central em nossa reflexão é a compreensão de que a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal.

Qualquer posição a ser adotada não pode negligenciar a necessidade de manter a dignidade da profissão e impedir que indivíduos procurem obter vantagens da condição de “jornalista” sem efetivamente exercer a atividade, além do fato incontestável de que quando os patrões organizaram uma cruzada pela derrubada do diploma tinham em mente precarizar ainda mais a profissão.

Partindo dessas premissas e da leitura do Estatuto (artigos transcritos a seguir), concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento, trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas.

“(…) DOS DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS

Art. 8º – A todo jornalista que, por atividade prevista na legislação regulamentadora da profissão, integre a categoria profissional, é assegurado o direito de ser admitido no quadro de associados efetivos do Sindicato. (…)

Art. 9º – São exigências para filiação como associado efetivo do Sindicato:

I – prova de registro profissional no órgão legalmente competente;

II – prova de exercício profissional habitual e remunerado na base territorial da entidade.”

Assim sendo, a decisão política mais acertada é a de, mantendo nossos princípios – de jamais abandonar a defesa da qualidade da informação e da formação profissional – unir em nosso Sindicato todos os que, tendo registro profissional, vivam do jornalismo. Só assim teremos força para avançar nas conquistas de nova regulamentação, das Convenções Coletivas e do protagonismo político e sindical.

Mas para isso o Sindicato precisará estabelecer quais os documentos necessários para comprovar o “exercício profissional habitual e remunerado” e exigir do Ministério do Trabalho e Emprego clareza em seus critérios para concessão de registro profissional.

Chegou a hora de superar a divisão e construir, juntos, o futuro quando, em razão da luta, reconquistaremos formação específica, nova Lei de Imprensa e novos órgãos reguladores, sepultando definitivamente a precarização da profissão.

Fonte:  Sindicato dos Jornalistas de SP

Gente: lembramos que essa decisão tem como base as questões jurídicas que já estão surgindo… Acompanhe:

Justiça obriga Sindicato a filiar não dipomado

O juiz Rafael da Silva Marques, da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, concedeu liminar em Mandado de Segurança obrigando o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul a filiar em seus quadros sociais duas pessoas não formadas em jornalismo. O ato leva em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal que, em junho do ano passado, retirou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

Em seu despacho, o juiz ainda penaliza o Sindicato com multa diária de R$ 100,00 por indivíduo, caso recuse a expedição das carteiras nacional e internacional da categoria, bem como a sindicalização dos dois postulantes.

O fato é visto pela direção do Sindicato como uma interferência indevida nas relações de trabalho, uma vez que, pela decisão do Supremo, não é necessária a emissão de carteira para o exercício da profissão, nem mesmo o registro. No entendimento dos representantes da categoria profissional, a decisão fere o estatuto do Sindicato, uma vez que, para filiação, é necessário o curso superior de jornalismo por se tratar de uma entidade de profissionais.

Vale ressaltar que, em portaria publicada pelo Ministério do Trabalho, pessoas sem diploma são enquadradas simplesmente como “jornalista”. Os profissionais com curso superior são considerados jornalistas profissionais, estes sim com direito à associação no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul, conforme seu estatuto.

“Seria o mesmo que a justiça obrigasse a todo o jornalista com atuação no Estado a se sindicalizar, o que fere o livre direito estabelecido em Constituição”, diz o presidente da entidade, José Maria Rodrigues Nunes.

O Sindicato sente-se lesado política e juridicamente com a decisão. Antes de ser obrigado a conceder a expedição das carteiras vai buscar ainda hoje anular a liminar alegando exacerbação de poder do juiz. O Departamento Jurídico da entidade entende que não cabe Mandado de Segurança para obrigar o Sindicato à filiação de associados.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas do RS

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