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Guto, presidente do Sind. dos Jornalistas/SP

A política neoliberal do PSDB que, há 16 anos, administra a maior cidade brasileira, pretende a partir de 2011, implantar um projeto de desmonte a TV Cultura, promovido pelo ex-secretário de Cultura do governo José Serra e atual presidente da Fundação padre Anchieta, João Sayad.

A proposta é reduzir ao máximo a produção de programas produzidos pela emissora que passará a reproduzir programas comprados de produtoras nacionais e internacionais. Com isso, cerca de 1400 profissionais perderão seus postos de trabalho.

O que está em jogo não é somente a manutenção dos empregos de quase duas mil pessoas ou o riquíssimo acervo cultural e educativo que a emissora possui, mas sim o prejuízo social que a reestruturação proposta pela nova “administração” da Fundação Padre Anchieta trará para a população.

Em entrevista ao Portal da CTB, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP), José Augusto de Oliveira Camargo (Guto), explicou a real situação da emissora, por meio de uma reunião feita com Sayad e sobre o movimento social Salve a TV Cultura.

Portal CTB – O que é o Movimento Salve a TV Cultura?

Guto – O movimento surgiu espontaneamente junto a entidades organizadas da sociedade civil, jornalistas, blogueiros e pessoas comuns que enxergavam na programação da TV Cultura um espaço mais reflexivo e criativo, fugindo da mesmice das TVs comerciais. A proposta do Movimento é aglutinar essas pessoas e entidades preocupadas em evitar o desmonte da Rádio e TV Cultura e, paralelamente, criar um espaço de debate sobre o caráter da TV pública/educativa no Brasil. São Paulo não é o único estado onde o descaso do governo ameaça a TV pública. No Rio Grande do Sul, administrado pelo PSDB de Yeda Crusius, a TV Educativa também atravessa uma grande crise, inclusive com ameaça de despejo do prédio onde se encontra instalada.

Portal CTB – O que a indicação de João Sayad para presidência da emissora representa para a TV?

Guto – O economista João Sayad foi colocado como presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura, exatamente para fazer esse trabalho “administrativo”, ou seja, implantar as reformas reducionistas. Isso implica diminuir o tamanho da emissora, reduzir custo e implantar a nova filosofia que abandona a idéia de ter produção própria e transforma a emissora em uma mera repetidora de conteúdo de terceiros comprado no mercado nacional e internacional. Caso isso aconteça, a TV Cultura irá se transformar em uma mera “antena pública”.

Portal CTB – O governo do estado de São Paulo, há anos, está nas mãos do PSDB que, quando administração federal, priorizava a privatização dos patrimônios públicos alegando prejuízos aos cofres e se não fosse pelas ações dos movimentos sindicais e sociais, a Petrobrás havia sido privatizada também e o pré-sal, hoje, estaria nas mãos da iniciativa privada. Isso pode estar acontecendo com a TV Cultura?

Guto – Não resta dúvida que a política de comunicação do PSDB é pautada pelos mesmos princípios macroeconômicos que determinam outras políticas, por isso as TVs dos estados governados por esse partido não aderiram a Rede Brasil e estão sendo sucateadas. Essa política é ideologicamente determinada pela redução do tamanho do Estado onde o poder público deve abandonar completamente o setor produtivo, deixando-o para a iniciativa privada. No campo cultural – que também é visto como mercadoria – passa-se a comprar a produção de terceiros.

Portal CTB – Como a TV Cultura, gerida com recursos públicos, chegou a uma situação como essa?

Guto – Em que pese possíveis erros de gestão, o grande problema é a falta de qualquer projeto de comunicação pública para o Estado de São Paulo. Os sucessivos governos do PSDB não se preocuparam com essa área. Se um governo não sabe o que fazer com a TV e não pode usá-la para proselitismo político, ela passa a ser vista como um estorvo.

Portal CTB – No último dia 04, o sindicato se reuniu com o presidente da TV Cultura. O que foi abordado durante o encontro?

Guto – Foram tratados os problemas que estavam sendo divulgados pela imprensa, demissões, alterações contratuais e, até mesmo, venda do patrimônio. De concreto surgiu a criação de um grupo para acompanhar a negociação referente a não renovação do contrato de prestação de serviço para a TV Assembléia, que vence no início do próximo ano. Neste sentido também já foi feito contato com a mesa da Assembléia Legislativa que recebeu comunicado dos Sindicatos dos jornalistas, dos radialistas e dos funcionários solicitando a recontratação de todos pela nova fundação que absorver a continuidade dos trabalhos da programação. Estão em jogo o trabalho de cerca de 150 trabalhadores.

Portal CTB – Em relação às demissões em massa e ao desmonte da emissora qual foi seu argumento?

Guto – Sayad afirmou serem exagerados os números divulgados, confirmou que haverá mudanças, mas que não serão imediatas, o que abriu a possibilidade de diálogo entre sindicatos e fundação. Inclusive foi nomeado um interlocutor oficial da TV Cultura frente aos Sindicatos.

Portal CTB – Recentemente houve duas demissões na emissora (Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli) que podem ter motivação política. O que João Sayad falou sobre esse assunto e qual o posicionamento do SJSP?

Guto – Sayad negou qualquer motivação política e afirmou que Heródoto Barbeiro foi apenas substituído do comando do Roda Viva e que Gabriel Priolli foi convidado a assumir o cargo de chefia do jornalismo mas que não chegou a ser efetivado, sendo que ambos ainda são funcionários da casa. De qualquer forma, o que interessa neste episódio – e causa apreensão – é a possibilidade de interferência direta do palácio do governo na programação da TV e a ousadia do poder político em ditar a forma de trabalhar dos jornalistas. Isso é uma ameaça real à liberdade de imprensa, um fato concreto, muito diferente dos delírios absurdos dos empresários da mídia que consideram Leis e posições emanadas da vontade popular, oriundas de um Estado Democrático de Direito, como “censura”.

Portal CTB – Qual o prejuízo social que um possível desmonte da TV Cultura trará para a sociedade paulistana, e por que não dizer brasileira e, consequentemente, para os profissionais de comunicação?

Guto – A TV Cultura já foi considerada como a experiência brasileira mais avançada no campo da TV pública, fato que foi desprezado pelos últimos governos do PSDB. O sucateamento da emissora, além de significar a perda de centenas de empregos, representa a pequenez intelectual de uma elite que abriu mão de pensar um projeto nacional para o país. Desde os tempos da rádio Nacional a comunicação foi fator de integração e consolidação de uma cultura nacional alicerçada inicialmente na música e depois no audiovisual, (incluindo nossa experiência numericamente pequena mas culturalmente importante no campo do cinema). A ditadura militar e depois o “mercado”, se encarregaram de pouco a pouco minar essa história. A crise da TV Cultura é a ponta desse iceberg.

Portal CTB – Quais as próximas ações do Movimento Salve a TV Cultura?

Guto – Pretendemos organizar outros encontros e ampliar a adesão das entidades neste projeto. Os interessados podem acompanhar todo o movimento pelo site http://www.salvertvcultura.org.br

Fonte: Portal CTB (Por Fábio Rogério Ramalho)

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A FENAJ está recebendo a partir desta semana, os processos encaminhados pelos Sindicatos da categoria para a emissão da nova carteira de identidade profissional de jornalista. Em formato de cartão magnético, o novo documento, que terá validade de três anos, será produzido num prazo médio de 20 dias.

O processo de emissão da carteira de identidade profissional da categoria foi suspenso no final do ano passado para a adequação da carteira ao modelo biométrico digital. O novo processo garantirá maior segurança, durabilidade e qualidade na identificação dos jornalistas.

Consultando o Sindicato dos Jornalistas de seu estado ou região os interessados obterão as informações sobre a documentação e procedimentos necessários para a emissão da nova carteira de identidade profissional.

Em função do aumento dos custos para a emissão do novo documento e de sua maior durabilidade, os valores para sua aquisição sofreram alteração. Jornalistas sindicalizados e em dia com a tesouraria de seu Sindicato pagarão 75 reais, sindicalizados mas inadimplentes pagarão 150 reais e para os não sindicalizados o valor é de 300 reais.

Carteira Nacional de Jornalista

Prevista pela lei n.º 7.084, de 21.12.82, a carteira nacional de jornalista é documento de identidade pessoal e profissional, válido em todo o território nacional e só poderá obtê-lo o profissional que tenha registro no Ministério do Trabalho. O documento é emitido pelos Sindicatos de Jornalistas nos estados. Para obtê-lo é só consultar a relação de contato dos Sindicatos que consta na nossa página, no link Sindicatos.

Fonte: Portal FENAJ (www.fenaj.org.br)

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