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Posts Tagged ‘Sindicato dos Jornalistas’

Colegas Jornalistas,

Hoje, 21/06 (quinta-feira0, a partir das 18 horas, acontece no auditório Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530 – Vila Buarque – São Paulo) o seminário “O direito à Liberdade de Expressão e o acesso à informação no sistema interamericano de Direitos Humanos”.

O seminário, organizado pela Organização dos Estados Americanos (Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão – Comissão Interamericana de Direitos Humanos) e pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo em parceria com Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) pelo Artigo 19 e com apoio da União Européia, terá um amplo debate sobre a questão da liberdade de expressão e os direitos humanos no continente.

As exposições pretendem oferecer informações gerais sobre o sistema interamericano, Comissão e Corte; e especialmente sobre o trabalho e conhecimento da Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da CIDH (OEA) com ênfase nos aspectos que são de especial interesse de jornalistas e defensores de direitos humanos.

Também será apresentado uma análise política sobre o avanço e os desafios para consolidar a liberdade de expressão no hemisfério, e também um resumo das decisões mais importantes da Comissão e da Corte Interamericanas que fortaleceram as garantias de liberdade de expressão nos casos que por exemplo, abordaram: violência contra jornalistas, sanções penais e civis contra jornalistas e meios de comunicação decorrentes de informação divulgada, censura direta e indireta, radiodifusão e o acesso a informação.

O objetivo é instrumentalizar jornalistas e defensores de direitos humanos tanto para estarem informados sobre os mecanismos internacionais de garantias de liberdade de expressão e também para que possam utilizar as ferramentas que oferecem o Sistema Interamericano para desenvolverem suas atividades profissionais.

Programação:

18h00

Credenciamento e entrega de materiais

18h15 – 18h30

Abertura – Sindicato dos Jornalistas, Representante da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH, Representante do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), Representante do Artigo 19.

18h30 – 19h00

Apresentação geral do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.

Beatriz Affonso, diretora do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) para o programa do Brasil

19h00 – 19h45

Mandato da Relatoria e avanços e desafios hemisféricos para a garantia da liberdade de Expressão. Michael Camillieri Advogado da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH

19h45 – 20h00

Coffee break

20h00 – 21h00

Jurisprudência Interamericana sobre prevenção, proteção e acesso à justiça de jornalistas: Obrigações dos Estados. Michael Camillieri – Advogado da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH

– Exemplos de casos emblemáticos

– O direito ao acesso à informação

– Processos Judiciais: civis e criminais

– Censura prévia

21h00 – 21h30

Debates.

Os interessados devem confirmar participação através do e-mail: brasil@cejil.org

Fonte: Informações publicadas no site do Sindicato dos Jornalistas SP – www.sjsp.org.br

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O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) e o Museu Afro Brasil oferecem em maio curso gratuito sobre a História do Negro no Brasil

 

A proposta é auxiliar os profissionais interessados no tema a aprofundarem a compreensão da identidade brasileira, com base nas particularidades da presença africana nesse processo

 

Os temas e conceitos das inúmeras abordagens serão evidenciados a partir da consideração dos documentos, obras de arte e objetos diversos de cunho histórico, constantes do acervo do Museu Afro Brasil.

As aulas acontecerão aos DOMINGOS, das 10h às 13h, nos dias 27 de maio, 03, 17, 24 de junho e 01 de julho na sede do Museu, Parque Ibirapuera – Portão 10 – São Paulo/SP.  A atividade terá a duração total de 15h/aulas e todos os participantes receberão certificados.

 As vagas darão prioridade a jornalistas sindicalizados e a estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados. Os interessados deverão solicitar a inscrição encaminhando e-mail para cursos@sjsp.org.br, com nome completo e telefones para contato. Os não sindicalizados ficarão em lista de espera e aguardarão a definição da coordenação do curso.

Outras informações na Secretaria de Cursos do Sindicato, tel. (11) 3217 6299 ramal 6233, de segunda à sexta, das 9h às 18h ou pelo e-mail: cursos@sjsp.org.br

 

PROGRAMA:

Dia 27 de maioO primeiro encontro será dedicado à apresentação da instituição e da proposta de formação, seguida de visita mediada por educadores ao acervo do Museu Afro Brasil.


Dia 03 de junho – Herança da escravidão na sociedade brasileira contemporânea

A partir do episódio da escravidão serão abordados o conhecimento e o domínio das técnicas de produção que os africanos detinham. Mantendo a perspectiva do trabalho e da herança intelectual, moral, religiosa e artística serão discutidos os efeitos da escravidão na sociedade brasileira a partir de aspectos do acervo e notícias veiculadas em jornais, revistas e televisão

 

Dia 17 de junho – Literatura e Imprensa Negra

A literatura e imprensa negra serão abordadas a partir da perspectiva do negro autor, bem como das questões que norteiam suas produções. Desse modo, serão problematizadas biografias e produções de autores como Luiz Gama, Lima Barreto, Machado de Assis, Carolina Maria de Jesus, José Correia Leite, Solano Trindade, Abdias do Nascimento, Cuti, Ana Maria Gonçalves, entre outros.

 

Dia 24 de junho – Cultura afro-brasileira na constituição da identidade nacional

Nesse encontro serão apresentadas manifestações da cultura popular brasileira como lugar privilegiado de preservação, transmissão e re-significação do patrimônio intangível das culturas africanas na diáspora.

Propõe-se ainda, uma discussão sobre os diálogos da religiosidade afro-brasileira com algumas esferas da cultura nacional (música, dança, alimentação, literatura, cinema, artes plásticas) buscando analisar as estratégias e os contextos políticos que os possibilitam.

 

Dia 01 de julho – Encerramento

Momento dedicado a trocas de informações, experiências, avaliação da formação e entrega de certificado.

 

Sobre o Museu Afro-Brasil

O Museu Afro Brasil é uma Organização Social de Cultura vinculado à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. É um espaço de preservação e celebração da cultura, da memória e da história do Brasil a partir da perspectiva negro-africana, assim como de difusão das artes clássicas  e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais. Foi inaugurado em 23 de outubro de 2004 e possui um acervo com mais de cinco mil obras. Parte das obras, cerca de duas mil, foram doadas pelo artista plástico e curador, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor Curador do Museu.

 

 

 

 

 

 Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

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CHAPA1. SINDICATO FORTE - UNIDADE E LUTA


Nos dias 27, 28 e 29 de março aconteçem as eleições para nova diretoria doSindicato dos Jornalistas de São Paulo.
“Estou” diretora pela Regional Campinas do Sindicato dos Jornalistas e concorro à reeleição pela Chapa 1 Sindicato Forte – Unidade e Luta.
Então, nesta data, vote CHAPA 1

EM DEFESA DOS JORNALISTAS

Por melhores condições de trabalho

A CHAPA 1 – Sindicato Forte, Unidade e Luta vem para prosseguir no trabalho de construir uma entidade combativa, que enfrente as más condições de trabalho e organize a categoria. Demos importantes passos nesta direção nos últimos anos, mas sabemos que é preciso avançar mais. Para formar nossa chapa, buscamos a mais ampla unidade entre todos os jornalistas dispostos a lutar por um Sindicato atuante. Formamos uma chapa representativa da categoria, presentes nos locais de trabalho da capital, do litoral e de todo o interior paulista. A CHAPA 1 é de luta e vai prosseguir na via de construção de uma entidade de defesa dos direitos dos jornalistas, por melhores condições de vida e trabalho.

 

Para fortalecer o Sindicato

CHAPA1. SINDICATO FORTE - UNIDADE E LUTA

Nossa chapa reúne a experiência de atuais diretores da entidade com a contribuição de novos profissionais. A CHAPA 1 apresenta renovação significativa na direção do Sindicato dos Jornalistas, com 42% de novos integrantes de todos os segmentos: jornais, revistas, internet, rádio, TV e assessorias. Mais de metade dos integrantes da CHAPA 1 (52%) trabalham em redações e conhecem de perto os problemas da categoria. Por reunir todas estas condições, a chapa da Unidade é a única que pode fortalecer ainda mais o nosso Sindicato.

 

Para atuar nas lutas sociais

A CHAPA 1 , além de estar presente em praticamente todas as redações do Estado, conta com companheiras e companheiros que atuam nas assessorias de imprensa, “frilas”, professores de jornalismo e aposentados. A CHAPA 1 – Sindicato Forte, Unidade e Luta representa todos os segmentos e anseios da categoria. Os integrantes da CHAPA 1 também têm um histórico de atuação junto à sociedade civil o que a torna mais preparada para  interceder pelos jornalistas  em todos os fóruns políticos e sociais.

 

A composição da Chapa 1

CHAPA1. SINDICATO FORTE - UNIDADE E LUTA

A CHAPA 1 é formada por 83 integrantes; 58 homens (70%) e 25 mulheres (30%). A taxa de renovação é de 42%, com 35 novos integrantes, distribuídos por todos os setores: Redação – 43 integrantes (Jornal e Revista, Rádio e TV e Internet); Assessoria de imprensa -19;  Freelancer – 11; Professores – 4 e Aposentados – 6.

Por isso, nos dias 27, 28 e 29 de março vote em quem tem compromisso com a categoria. VOTE CHAPA 1

 

CHAPA1. SINDICATO FORTE - UNIDADE E LUTAGuto Camargo, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, concorre à reeleição pela Chapa 1 Sindicato Forte – Unidade e Luta

Mais informações:

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Congresso Mega Brasil de Comunicação 2011

Participei do Congresso Mega Brasil de Comunicação e estou com muitas novidades “quentinhas” para postar do mundo digitalizado da Comunicação.

São minhas impressões sobre o evento e um apanhado geral das discussões que estão rolando no “mercado das Mídias”.

Essa compilação será publicada no próximo fim de semana: são análises sobre as redes sociais, monitoramento de marca, marketing digital entre outros assuntos pertinentes.

Não deixe de ler!!!

Sindicato dos Jornalistas/SP

O post abaixo traz um desagravo do Sindicato dos Jornalistas em relação à violência da PM contra os jornalistas.

Vale registrar que a Regional Campinas está preparando o segundo encontro “Sarau DIPLOMÁtico”! Aguarde…

Também teremos novidade na Associação Campineira de Imprensa, do seu Hub de Cultura Digital: possivelmente uma formatação de encontro de blogueiros da Região, entre outras iniciativas. Acesso o Hub da ACI os eventos que acontecem lá são muito interessante.

Carta aberta às autoridades sobre a violência da PM contra os jornalistas
Este é o documento aprovado durante ato de desagravo contra a agressão aos jornalistas, ocorrida durante a Marcha pela Liberdade de Expressão (ou Marcha da Maconha), que será encaminhado às principais autoridades do Estado de São Paulo.

A liberdade de expressão e de imprensa são bens essenciais para o pleno funcionamento da Democracia. Nesse sentido, o trabalho dos profissionais de imprensa deve ser entendido como parte integrante do sistema de direitos que o Estado tem o dever de proteger.

Amplamente divulgada e convocada, a Marcha pela  Liberdade de Expressão (ou “Marcha da Maconha”, como chamada por alguns), realizada em 21 de maio, era um fato jornalístico que exigia ampla cobertura da imprensa. Essa situação era de conhecimento dos agentes públicos, principalmente dos policiais escalados para acompanhar a manifestação. Portanto, a conduta destes agentes foi inaceitável, pois, deliberadamente, agrediram jornalistas, chegando ao absurdo de alvejar um profissional pelas costas com dois tiros de balas de borracha, além do atropelamento proposital de outro e agressões generalizadas a outros repórteres.

Infelizmente, não é a primeira vez que autoridades agridem jornalistas em manifestações públicas. O que a sociedade testemunhou neste episódio foi a atuação do governo estadual e da prefeitura agindo de forma contrária aos interesses democráticos pelos quais gerações de brasileiros lutaram. A imprensa se faz presente nesses eventos para cumprir seu dever de informar o cidadão. Se o poder público tenta impedir por meios violentos a livre divulgação da informação, pratica censura.

Tendo em vista a celebração do Dia da Imprensa, comemorado em 1º de junho, data da circulação da primeira edição do jornal Correio Braziliense, em 1808, os presentes ao Ato Contra as Agressões aos Jornalistas, realizado no auditório Vladimir Herzog, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, exigem do governo do Estado rigorosa investigação e punição dos agentes envolvidos nesta agressão vergonhosa. Também solicitamos às autoridades judiciárias e legislativas a salvaguarda necessária para que a imprensa possa exercer sua função de informar a sociedade. Basta de truculência por parte do Estado contra os cidadãos. É intolerável que a Polícia Militar continue utilizando os mesmos métodos da ditadura.

São Paulo, 31 de maio de 2011

A carta será enviada para as seguintes autoridades:

Governador do Estado de São Paulo
Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo
Comandante da Polícia Militar no Estado de São Paulo
Comandante da Guarda Civil Municipal
Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Prefeito do Município de São Paulo
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo
Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo
Tribunal de Justiça de São Paulo
Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo

Obs.: Infelizmente, faz algum tempo que, não atualizo meu blog. Desculpe a falha!

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Departamento de Formação do Sindicato dos Jornalistas e FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas promovem o debat:

“O Brasil de Dilma Rousseff: Conjuntura e Perspectivas Político-Econômicas do novo Governo”

A atividade será no sábado, 09 de abril, das 10h00 às 13h00 e as

inscrições são gratuitas

No programa serão abordados os temas: “Política: O Brasil nos próximos 4 anos” com o Prof. Dr. Humberto Dantas (doutor em Ciências Políticas pela USP) e “Economia Brasileira: Desafios a curto e longo prazo” com o Prof.  Marco Antonio S. de Vasconcellos (professor da FEA/USP). No final, o professor Francisco Carlos mediará um debate com os palestrantes.

As vagas são limitadas e a  inscrição deverá ser feita até 07 de abril, quinta-feira, no Departamento de Formação do Sindicato dos Jornalistas pelo e-mail: cursos@sjsp.org.br no assunto coloque INSCRIÇÃO DEBATE e encaminhe os dados: nome completo, formação (curso, faculdade e ano que se formou), número do MTb, empresa onde trabalha e função, e-mail e telefones para contato.

O evento será no Auditório da FIPE – Unidade Paulista (Avenida Paulista, 1.499 – 4º. Andar, entrada pela Alameda Casa Branca, 35 – próximo ao metrô Trianon-MASP).  Outras informações no telefone (11) 3217 6299 ramal 6233 com Marlene ou Fabio, das 9h00 às 18h00, pelo e-mail: cursos@sjsp.org.br

Programação:

– das 9h30 às 10h00 – Credenciamento

– 10h00 às 10h45 – “Política: O Brasil nos próximos 4 anos”

Palestrante: Prof. Dr. Humberto Dantas, doutor em Ciências Políticas pela USP, professor universitário e organizador do livro  “Educação Política: Reflexões e Práticas Democráticas”, Ed. Konrad Adenaur

– 11h00 às 11h45 – “Economia Brasileira: Desafios a curto e longo prazo”

Palestrante: Prof. Marco Antonio S. de Vasconcellos, professor da FEA/USP e co-autor de diversos livros sobre economia, entre eles “Fundamentos de Economia” Ed. Saraiva e “Economia Brasileira Contemporânea”, Ed. Atlas

– 12h00 às 13h00 – “Bate-papo com os palestrantes”

Mediação: Prof. Francisco Carlos, economista pela FEA/USP e doutor em Energia e Desenvolvimento pela mesma instituição. Atualmente é professor e pesquisador da FIPE nas áreas de Economia, Sustentabilidade e Mercado Financeiro

Sobre o Departamento de Formação

O  Departamento de Formação Profissional do Sindicato dos Jornalistas foi criado em 2000, com o objetivo de atender à necessidade de formação complementar e requalificação do jornalista, além de refletir criticamente sobre a prática profissional, especialmente nos aspectos éticos que envolvem o exercício cotidiano da profissão, para isso, desenvolveu e implementou um programa de cursos, oficinas e convênios que possibilita aos jornalistas a continuidade de sua formação profissional.

http://www.jornalistasp.org.br

Sobre a FIPE

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 1973 para apoiar o Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), com destacada atuação nas áreas de pesquisa e ensino. A Fipe estuda os fenômenos econômicos e sociais com base no instrumental teórico e metodológico da Economia, com o propósito de contribuir para:

– o debate dos problemas econômicos e sociais do país;

– a formulação de políticas econômicas e outras políticas públicas;

– a avaliação da importância dessas políticas para o crescimento sustentável da economia brasileira, o fortalecimento do sistema produtivo, o aumento da competitividade do país, a melhor distribuição da renda e a eliminação da pobreza.

http://www.fipe.org.br

http://www.sjsp.org.br

 

Fonte: Sindicato dos Jornalistas de SP

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Amanhã, teterça-feira, 11 de janeiro, às 19 horas, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja, próximo ao Metrô República), sediará amplo debate sobre as telecomunicações no Brasil.

A atividade organizada pelo Sindicato dos Jornalistas em parceria com o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé debaterá o estudo inédito realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), sobre o “Panorama da comunicação e das telecomunicações” que apresenta um amplo painel sobre o setor.
Entre os palestrantes o jurista Fábio Konder Comparato e o jornalista Paulo Henrique Amorim. Marcio Pochmann, presidente do Ipea, fará a apresentação dos resultados da pesquisa. O evento é gratuito e aberto ao público.

No mesmo dia, o Ipea realizará o seminário “Panorama as Comunicação e das Telecomunicações no Brasil”. O evento ocorrerá no Escritório da Presidência da República em São Paulo (Avenida Paulista 2.163, 17° andar), das 8h30 às 13h, com presença de especialistas e pesquisadores em comunicação.

Programação

8h30 às 9h30 – Abertura

– Márcio Pochmann – presidente do Ipea

– Cezar Alvarez* – secretário-executivo do Ministério das Comunicações

– José Marques de Melo – presidente da Socicom

– Helena Chagas* – ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

9h30 às 11h – Painel I – Panorama das Comunicações

– Moderador – Daniel Castro, assessor-chefe de Imprensa e Comunicação do Ipea

– Maria Cristina Gobbi – bolsista do Ipea

– Andrea Ferraz Fernandez – bolsista do Ipea

– Alexandre Kieling – bolsista do Ipea

– Sivaldo Pereira da Silva – bolsista do Ipea

– Gilberto Maringoni- professor de jornalismo da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero (SP)

11h às 13h – Painel II – Panorama de Telecomunicações

– Moderador – Cosette Castro, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Católica de Brasília

– Marcio Wohlers – diretor de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, regulação e Infraestrutura

– João Maria de Oliveira – Técnico de Planejamento e pesquisa do Ipea.

*convidado

É necessário confirmar presença pelo e-mail eventos@ipea.gov.br , enviando nome completo e RG.

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O conceito de golpe midiático ganhou notoriedade nos últimos dias. O debate é público e parte da constatação de que setores da imprensa passaram a atuar de maneira a privilegiar uma candidatura em detrimento de outra. É legítimo – e desejável – que as direções das empresas jornalísticas explicitem suas opções políticas, partidárias e eleitorais. O que é inaceitável é que o façam também fora dos espaços editoriais. Distorcer, selecionar, divulgar opiniões como se fossem fatos não é exercer o jornalismo, mas, sim, manipular o noticiário cotidiano segundo interesses outros que não os de informar com veracidade.
Se esses recursos são usados para influenciar ou determinar o resultado de uma eleição configura-se golpe com o objetivo de interferir na vontade popular. Não se trata aqui do uso da força, mas sim de técnicas de manipulação da opinião pública. Neste contexto, o uso do conceito “golpe midiático” é perfeitamente compreensível.
Este estado de coisas só acontece porque os jornalistas perderam força e importância no processo de elaboração da informação no interior das empresas. Cada vez menos jornalistas detêm o poder da informação que será fornecida à opinião pública. Ela passa por uma triagem prévia já no seu processo de edição e aqueles que descumprem a dita orientação editorial são penalizados. Também nunca conseguem atingir cargos de direção que, agora, são ocupados por executivos que atendem aos interesses de comitês, bancos associados, acionistas etc.
Esse estado de coisas não apenas abre espaço para que a mídia atenda a interesses outros que não o do cidadão, como também avilta a profissão de jornalista, precariza condições de trabalho e achata salários. A consequência mais trágica disso é a necessidade de se adaptar ao “esquema da empresa” para garantir o emprego, mesmo em detrimento dos valores mais caros.
Para avançar nessa discussão é necessário estabelecer a premissa de que informar a população sobre os desmandos do governo (qualquer deles) é dever da imprensa. Orquestrar campanhas pró ou contra candidatos é abuso de poder. A linha divisória entre esses campos é tênue e cabe ao jornalista, respeitando o profissionalismo e a ética, estabelecer o limite tendo em conta o que é de interesse público.
Não podemos incorrer no erro de instaurar na cobertura de fatos políticos os erros cometidos em outras áreas, ou seja, o pré-julgamento (que dispensa provas, pois o suspeito está condenado previamente) e o jornalismo espetáculo (que expõe situações de maneira emocional para provocar reações extremadas).
A ideia de debater e protestar contra esse estado de coisas resultou na realização do ato em defesa da democracia e contra o golpismo midiático a ser realizado no auditório do Sindicato dos Jornalistas. A proposta surgiu em conversa entre blogueiros, foi assumida pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que procurou o Sindicato dos Jornalistas e este aceitou sediar o evento.
A sociedade sabe que o local ideal para este debate é o Sindicato dos Jornalistas. Não apenas porque os jornalistas são parte importante nesse processo, mas, principalmente, pela tradição da entidade em ser um espaço democrático aberto às diversas manifestações públicas e de interesse social.
O que está em discussão são duas concepções opostas, uma que considera a informação um bem privado, passível de uso conforme interesses pessoais e outro que entende a informação como direito social, portanto, regulado por um “contrato social”, exatamente como acontece com a saúde ou a educação.
Ter direito de resposta, garantir espaço para que o contraditório apareça, impedir o monopólio da mídia, tornar transparente os mecanismos de outorga das empresas de rádio e TV, destinar parte da verba oficial para pequenos veículos, criar a rede pública de comunicação, regulamentar as profissões envolvidas com a mídia, não são atos de censura, são movimentos em defesa da liberdade de expressão e cidadania!
O grupo dos liberais quer, a qualquer custo, impedir que o conceito de direito social seja estendido à informação. A confusão feita entre liberdade de opinião, de imprensa, de informação, de profissão e o conceito de censura e de controle público é intencional. Essa confusão é visível na argumentação utilizada pelo Ministro Gilmar Mendes para acabar com a necessidade do diploma de jornalismo. O objetivo é impedir que as ideias por trás das palavras sejam claramente entendidas pelo cidadão e, assim, interditar qualquer reivindicação popular nesse campo.
A liberdade de imprensa é o principal instrumento do jornalista profissional. Não é propriedade dos proprietários dos meios de comunicação. O verdadeiro ato em favor da liberdade de imprensa é feito em defesa do jornalista e, por consequência, diminui o poder da empresa. O problema é que, a exemplo do que escreveu George Orwell no livro 1984 quando criou a novilíngua (que pretendia reduzir o vocabulário, eliminar sinônimos e fundir palavras para diminuir a capacidade de pensamento), o conceito de liberdade de imprensa foi virado pelo avesso e, uma vez apropriado pela empresa de comunicação, passou a diminuir o papel do jornalista obrigando-o a se submeter às engrenagens do poder empresarial. Não é por acaso que existe a frase, ao mesmo tempo trágica e engraçada, de que apenas existe “liberdade de empresa”.
Não é por acaso que o debate sobre liberdade de imprensa e democratização da mídia está presente na campanha eleitoral deste ano. Não é uma briga entre partidos ou candidatos, é uma questão bastante difundida na sociedade e que exige posicionamento público das autoridades. A Associação Nacional de Jornais – ANJ está preparando um código de autoregulamentação para a imprensa que vem, exatamente, no sentido de fazer algo para impedir que o Estado ou a sociedade organizada o faça. Lembremos das palavras do escritor Giuseppe Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo, “mudar para continuar igual”.
O debate público precisa ser aprofundado e ele não será feito com preconceitos ideológicos, mas, sim, a partir de análise apurada da realidade e das necessidades da democracia que, penso, não se concretiza sem o chamado “contrato social” que regra a atividade humana, impedindo que os mais fortes destruam os mais fracos. Estamos clamando pela verdadeira liberdade de imprensa, pela ética profissional e pelo direito do cidadão de informar e ser informado!

José Augusto Camargo – presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

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