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(Crédito: www.outrapagina.com)

Sou suspeita para falar desse tema “televisão” porque sou apaixonada pela série How To Get Away With Murder e fã da atriz Viola Davis.

Desta forma, ainda que tardiamente, quero registrar minhas impressões sobre o comovente discurso da atriz Viola Davis na cerimônia de entrega do 67º Emmy Awards.

Ela é a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy na categoria de “Melhor Atriz em Drama” como resultado de sua belíssima atuação na série How to Get Away with Murder, ficção produzida por Shonda Rhimes, roteirista, cineasta e produtora norte-americana. Quase esqueci, outra mulher negra talentosa, cujas séries fazem muito sucesso na televisão.

E o que dizer do discurso de Viola Davis? Inspirador, motivador e dedicado a todas as mulheres negras que lutam todos os dias para derrubar os tijolos das diferenças de sexo, classe e raça presentes em nossa cultura, historicamente, conservadora, patriarcal e escravocrata. Ele não foi feito por uma brasileira, mas nos cabe muito bem!

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman.

E completa com “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. A minha história não termina aqui”, disse ela. “Há muito trabalho que precisa ser feito em muitas áreas para negócios com atores de cor, tantas narrativas, tantas histórias que precisam ser vistos e sentidas.”

 

Vale destacar que, Harriet Tubman (1822-1913), conhecida como Black Moses, era uma afro-americana, abolicionista que conquistou a liberdade para si e outros negros escravizados nos EUA.

Esse não foi o único prêmio que Viola Davis ganhou como atriz. Ela conquistou também a categoria de “Atriz Favorita em Nova Série de Drama” no People’s Choice Awards 2015 e no Screen Actors Guild (SAG Awards) como “Melhor Atriz em Série de Drama” nos anos de 2015 e 2016, ambos pelo seu papel em How To Get Away With Murder.

É inegável que How to Get Away with Murder alcançou o sucesso, boa parte devido ao talento de Viola Davis que dá um toque especial à protagonista da série, uma espécie de anti-heroína negra pouco convencional. Ela não é uma atriz qualquer que despontou do nada, construiu sua carreira com muitos filmes de sucesso, alguns deles que revelam a disparidade racial na sociedade norte-americana.

 

Oportunidades para brancas e negras

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Elenco de How To Get Away With Murder (Crédito: Hotter In Hollywood)

Sem dúvida há uma linha tênue que separa as mulheres negras das brancas, no que diz respeito às questões de gênero, classe e raça. Por isso, as palavras de Viola Davis incomodaram, e muito, aqueles que acham que o negro não deve questionar qual o seu lugar na sociedade ou almejar mudar seu status quo. Esse discurso, polêmico e delicado, também nos leva a refletir que as coisas estão mudando, gradativamente e bem pouquinho, mas estão. Ainda bem!

Estamos chegando a lugares que não eram reservados para nós e a sociedade está sendo obrigada a aceitar que estamos ocupando mais espaço: nas universidades públicas, cargos públicos, andando de avião, abrindo nossas empresas, frequentando shoppings, teatros, viajando para o exterior…

Ops… somos gente também e sempre ajudamos a construir esse país como qualquer outra pessoa. Como diz uma amiga fanfarrona “vem pra minha doutrina, A-Ceita, aceita que dói menos porque não estamos pedindo a aprovação de ninguém!”.

O que nos falta, em relação às pessoas de pele clara, são as oportunidade. Oportunidades de provamos que também somos bons, que temos talento, que podemos ser bem sucedidos em nossas iniciativas. E, por tudo isso e muito mais, devemos ganhar melhores salários e sermos mais respeitados. É a eterna luta pela igualdade de oportunidades.

E não me venha com o discurso de meritocracia pra cima de uma população, que por séculos está negligenciada às periferias da vida sem estudo, sem trabalho, sem certeza sobre o pão de amanhã…

Não é que eu seja contra a meritocracia, mas se vivêssemos numa sociedade igualitária, o destaque por méritos faria sentido e seria mais justo. Mas não é o nosso caso. Vivemos num país desigual onde mulheres negras estão abaixo de homens negros, mulheres brancas e, por fim, homens brancos. Arcamos com o ônus da discriminação de cor, gênero, classe, região e qualificação. Nossa situação dispensa comentários! Mas está registrada em várias estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nessa matéria “Estudos comprovam a falta de oportunidades para mulheres negras na TV”. Somos uma população de consumidores negros invisíveis e não representados na publicidade, na televisão, no cinema, nas telenovelas, nos telejornais e tantos outros produtos de comunicação.

Quando ouço falar em meritocracia penso imediatamente em minha mãe, uma mulher extraordinariamente inteligente (muito sábia e observadora) que só conseguiu completar o Ensino Médio aos quase 50 anos de idade. Se ela tivesse tido uma única chance, com certeza, sua vida teria sido outra. Teríamos uma Nutricionista negra andando de jaleco branco para desconforto dos conservadores de plantão. Mas a vida não lhe reservou privilégios e oportunidades!

Enfim, esse post acabou se tornando um manifesto, mas era só para registrar que o discurso da Viola Davis – que arrancou lágrimas dos meus olhos – foi muito oportuno para o momento que estamos passando, de violência, racismo, discriminação, competição e desumanização. Além de ser também provocador e merecedor da nossa reflexão sobre intolerância racial e igualdade de direitos e oportunidades. Bem como, sobre políticas públicas de reparação racial.

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito o que conquistar!

 

Discursos de Viola Davis que entraram para a história

Confira abaixo um pot-pourri dos discursos empoderadores proferidos por essa excelente atriz que já conquistou muitos prêmios:

 

67º Emmy Awards – premiação anual em que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA elege os melhores programas e profissionais da televisão (20/09/15).

People’s Choice Awards 2015 – premiação que homenageia os melhores do ano de acordo com os fãs, no cinema, na televisão e na música dos EUA (09/01/15)

SAG Awards 2015 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (25/01/15)

SAG Awards 2016 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (30/01/16)

 

Obs.: depois as pessoas perguntam “por que você não escreve mais vezes no blog?” Eu digo: porque quando escrevo um post eu não sei a hora de parar e vira um tratado sobre tal assunto… Mas estou aprendendo a blogar para aprimorar a minha escrita. Eu sou nova… chego lá! Rsrsrs

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito para conquistar!

 

  • Comente qual o discurso que inspira/ou sua vida?
  • Você conhece o discurso de Martin Luther King “I have a dream!”? O que você acha?
  • Conte pra mim?

 

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Ontem à tarde (23) no hortifruti do meu bairro, popularmente conhecido como varejão, fui abordada por um idoso pedindo ajuda para escolher laranja [sic] ponkan, pois não enxergava bem e não conseguia saber qual era era dentre tantas na gôndola. Ao olhar as etiquetas rasuradas nas gôndolas falei que também não sabia qual era porque não dava pra identificar e como não sou uma cozinheira muito boa só sei identificar pelo sabor e não pelo formato e textura. Disse que poderia chamar um atendente para auxiliá-lo. Ele agradeceu e saiu andando. Poucos minutos depois o mesmo senhor estava abordando outra cliente perguntando sobre laranja lima e alegando não enxergar bem. Achei engraçada a situação e segui com minhas compras. Pensei comigo acho que ele não sabe ao certo que laranja comprar.

Crédito: FreeImages.com/Rick Hoppe (#1314810)
Crédito: FreeImages.com/Rick Hoppe (#1314810)

Quando estava guardando minhas compras na porta malas do carro fui pega de surpresa pelo mesmo idoso que sorrateiramente se aproximou com o mesmo papo de não enxergar bem. A princípio tive um pouco de receio e pensei que poderia ser algum tipo de distração para algum golpe ou furto… sei lá. São tantas maldades no mundo sendo praticadas por crianças, jovens, adultos e idosos que não sabemos identificar direito o que pode acontecer. Apesar do susto mantive a conversa de forma desarmada, porque poderia estar enganada com essa primeira impressão. E realmente estava!

Ele explicou que seu filho ficou de vir pegá-lo, mas não apareceu. E por não enxergar direito estava com medo de ir pra casa sozinho: atravessar a rua com suas compras pesadas. Com um sorriso meio banguela, olhos fundos e voz rouca pediu carona envergonhado.

Pensei comigo: quanta negligência dessa família deixar um idoso ir ao varejão sozinho dependendo de ajuda de terceiros para comprar, ver troco e voltar pra casa e meu coração doeu por desconfiar do velhinho. Ele poderia ser roubado ou se machucar andando pelas calçadas esburacadas. O que será que aconteceu com o filho desse senhor que não chegou a tempo?

 

A três quadras

Dei carona pra ele que no caminho explicou que um colírio usado pós-cirurgia estragou de vez a visão dele. E que estava muito difícil fazer as coisas e depender das pessoas.

Imaginei como deve ser cruel essa situação! Para mim seria o fim, já que sou meio durona e independente demais. Morreria se tivesse que ficar pedindo ajuda toda vez que quisesse fazer algo.

Ao chegar em frente à sua residência ele gentilmente agradeceu dizendo que iria orar por mim e me emocionei com suas palavras afetuosas. Só que duas casas pra frente haviam algumas senhoras sentadas que ao me verem se aproximar da casa do velhinho ficaram com os olhos arregalados, boquiabertas e estupefatas. E congelaram a imagem facial ao ver o senhor descer do meu carro.

Na hora identifiquei aquele olhar de pavor e intolerância, sei bem como ele é… aquele olhar de não acredito que ele esteja andando com essa moça negra estranha com turbante na cabeça. Já vi esse olhar inúmeras vezes e reconheço-o à distância: aquele olhar de quem só reconhece a cor da pele de uma pessoa. Tentei não ficar “bitolada” achando racismo e preconceito (1) em todos os cantos, mas ele é inegável, pois queima na pele e rasga o coração.

Manobrei o carro sorri feliz e zarpei de lá pensando que fiz uma coisa boa para alguém. Deixei aquele sentimento hostil quando dobrei a esquina. Tenho buscado cotidianamente na minha vida pequenas coisas e sentimentos que fazem a vida valer à pena!

Ao chegar em casa fiquei pensando em como estamos vivendo num mundo tão violento, intolerante e desumano que nos assustamos e ficamos desconfiados ao sermos abordados por um simples idoso na rua. E senti vergonha do meu medo ou preconceito inicial e pensei que talvez se ele enxergasse um pouco melhor teria visto a cor da minha pele e sentido receio em pedir carona para uma “jovem” negra de turbante no varejão do bairro. Esse pode ser até um pensamento preconceituoso, racista e bem exagerado da minha parte, mas nada que não possa ser verdade, creio eu! É o racismo e preconceito à brasileira de todos os dias! #lamentavel

Mesmo assim fiquei muito feliz por ser, entre tantas pessoas naquele estacionamento, escolhida para conduzi-lo até sua casa. Ganhei o meu dia!

1 – Qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico. Sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância. Conjunto de tais atitudes. Qualquer atitude étnica que preencha uma função irracional específica, para seu portador. (Dicionário Web)

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Bandeira da Alemanha

Bandeira da Alemanha

Apesar de já ter passado muito tempo quero fazer uma homenagem à seleção Alemã. Antes tarde do que nunca, diz o ditado!

Que eu sou louca para conhecer a Alemanha não é segredo pra ninguém. Mas isso não tem nada a ver com meu comentário, ele está isento da paixonite que cultivo pelo país!!!

Primeiro vou dizer que é muito justa a homenagem porque os alemães arrasaram na Copa do Mundo da África do Sul. Tietagem à parte, a Alemanha deu um show de miscigenação. Ingrediente que dá um tempero especial ao país branco leite! Sem ofensas!

Outra coisa, eles acabaram com a Argentina!!! Só aí já vale muitos pontos!

Vamos aos fatos:

Apesar de a França fazer um discurso político de limitação de imigrantes na seleção, após a eliminação da Copa, a Alemanha seguiu um caminho contrário e se deu muito bem.

A posição dos germânicos começou a mudar depois da eliminação da Copa da França, em que a seleção alemã, formada só por frutos autênticos e branquinhos, foi eliminada pela Croácia por 3 a 0 nas quartas de final. Mesmo época em que a seleção francesa sagrou-se campeã com uma diversidade étnica, não tão sangue azul.

Ué? Nesta Copa do Mundo os papéis inverteram-se?

A equipe alemã fez uma ótima campanha com 11 dos 23 jogadores vindos de famílias imigrantes. Uma riqueza cultural sem medida!

Cacau - jogador brasileiro naturalizado alemão

A escolha dos jogadores representou um exemplo de integração racial que desbanca qualquer discurso político racista. Logo a Alemanha, famosa pela suas raízes nazistas!

Até pra nós brasileiros, famosos pela nossa mistura cultural e racial, é um exemplo a ser seguido sempre.

Talvez esse seja o indicativo de que a Alemanha mudou e que há espaço para uma nação de imigrantes participar ativamente do desenvolvimento do país.

Não posso falar com muita propriedade sobre as condições políticas e sociais do país, mas afirmo com muita convicção que estou muito feliz com essa atitude. Um elenco que não representa somente os brancos, sangue alemão puro pregado pelo nazismo. Representa as cores de várias regiões e é responsável pelos anseios da nação, que não é só puro sangue: é vermelha, amarela, azul, preta, branca, bege etc… todos sob o manto da bandeira “preta/vermelha/amarela”.

Será que o país finalmente colocou um fim à tentativa de criar uma nação ariana e se abriu para os prazeres, sabores e cores da diversidade étnica? Parece que sim! Espero que sim!

Criar uma seleção diversificada que representa um país inteiro é um passo grandioso rumo à integração racial e, principalmente, à união dos desejos de uma nação que agora é multicolorida.

A Alemanha deu um passo gigante ao mostrar para o mundo todo que a limpeza étnica não faz mais parte da sua conduta política. São outros tempos! Tempos de integração e união! De juntarmos todas as forças para torcer pelo sucesso de uma nação que não é só dos brancos, é de todos.

Registro aqui meu orgulho de poder presenciar esse novo mundo, que está sendo moldado no seio da tolerância racial fruto da miscigenação.

Viva a diversidade étnica!

Os 11 que deram mais cor à seleção Alemanha

  • Podolski: nasceu na Polônia e foi para Alemanha com 2 anos;
  • Klose: nascido na Polônia, mudou-se aos 8 anos para a Alemanha;
  • Trochowski: também polonês, foi para Hamburgo aos 15 anos;
  • Özil: descendente de turcos, nasceu em Gelsenkirchen;
  • Tasci: também com ascendência turca, nasceu em Esslingen;
  • Khedira: filho de pai tunisiano e mãe alemã, nasceu em Sttutgart;
  • Aogo: filho de nigeriano e mãe alemã, nasceu em Karlsruhe;
  • Boateng: filho de pai ganês e mãe alemã, nasceu em Berlim;
  • Cacau: nasceu no Brasil, naturalizou-se alemão no ano passado;
  • Mario Gomez: filho de espanhol e alemã, nasceu em Riedlingen;
  • Marin: nascido na Bósnia, naturalizou-se alemão ainda criança.

Seleção da Alemanha na Copa do Mundo de 2010
A Alemanha ficou em 3º lugar na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Na Primeira Fase, a Alemanha se classificou em primeiro lugar no Grupo D com duas vitórias (Austrália e Gana) e uma derrota para a Sérvia.

A seleção da Alemanha eliminou nas oitavas-de-final a Inglaterra e goleou a Argentina nas quartas-de-final. Na semifinal foi eliminada pela Espanha e venceu o Uruguai na decisão do terceiro lugar.

Jogadores da seleção da Alemanha convocados para a Copa do Mundo de 2010
Lista final dos 23 jogadores convocados pelo treinador Joachim Löw para a seleção de Alemanha divulgada em 1º de junho de 2010.

1 – G – Manuel Neuer – Schalke
2 – D – Marcell Jansen – Hamburgo
3 – D – Arne Friedrich – Hertha BSC
4 – D – Dennis Aogo – Hamburgo
5 – D – Serdar Tasci – Stuttgart
6 – M – Sami Khedira – Stuttgart
7 – M – Bastian Schweinsteiger – Bayern de Munique
8 – M – Mesut Özil – Werder Bremen
9 – A – Stefan Kießling – Bayer Leverkusen
10 – A – Lukas Podolski – Köln
11 – A – Miroslav Klose – Bayern de Munique
12 – G – Tim Wiese – Werder Bremen
13 – A – Thomas Müller – Bayern de Munique
14 – D – Holger Badstuber – Bayern de Munique
15 – M – Piotr Trochowski – Hamburgo
16 – D – Philipp Lahm – Bayern de Munique
17 – D – Per Mertesacker – Werder Bremen
18 – M – Toni Kroos – Bayer Leverkusen
19 – A – Cacau – Stuttgart
20 – D – Jérôme Boateng – Hamburgo
21 – M – Marko Marin – Werder Bremen
22 – G – Hans-Jörg Butt – Bayern de Munique
23 – A – Mario Gómez – Bayern de Munique

Técnico – Joachim Löw
Legenda:
G – Goleiros / Guarda-redes | D – Defensores / Defesas | M – Meio-campistas / Médios | A – Atacantes / Avançados

Informações históricas:

  • Nome oficial – República Federal da Alemanha | Bundesrepublik Deutschland (alemão).

    Brasão da Alemanha

    Brasão da Alemanha

  • Origem do nome: Alemanha é um termo germânico que significa “terra de todos os homens” ou “nossas muitas tribos”. Em alemão a palavra “Deutschland” significa “do povo”, derivação do antigo germânico “thiuda” ou “theoda” e do termo “land”, que significa terra, logo, Deutschland é a “terra do povo”. Em inglês se usa “Germany”, uma variação do latim “Germania”, usada desde o século III antes de Cristo originada do celta “gair” vizinho e “gairm” grito de guerra.
  • Lema – Einigkeit und Recht und Freiheit (“Unidade e Justiça e Liberdade” em alemão).
  • Hino da Alemanha – Das Lied der Deutschen (Canção dos alemães, terceira estrofe).

Com informações dos sites “Quadro de Medalhas” (www.quadrodemedalhas.com), “O Globo” (www.oglobo.com) e Fifa (http://pt.fifa.com/worldcup/index.html)

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Sábado, 08/08, vamos todo à Praça a partir das 9 horas. Às 9h30 vamos fazer uma concentração na Estação Cultura e às 10h vamos realizar um Ato contra o Racismo na frente da Loja Marisa (Leia o texto abaixo).

PROTESTO CONTRA RACISMO NO COMERCIO DE CAMPINAS

O que é o racismo?

O racismo é uma ideologia de dominação de uma raça/etnia por outra, que se manifesta no dia-dia através de ações de preconceitos e discriminações com o objetivo de desmoralizar e violentar o individuo em condição de inferioridade econômica e social, de modo a embarreirar o mesmo, no direito de igualdade e de cidadania, reafirmando a predominância do dominante, em todos os campos e momentos da vida. Perpetuando a sensação de quais posições cada um deve ocupar na sociedade.

É necessário dar um basta a uma situação que esta se tornando comum em varias lojas do comércio de campinas, que é a discriminação, o preconceito, o racismo humilhante que a população negra é submetida diariamente neste comércio.

No dia 24 de junho ultimo, por volta das 12h30min, REGINA SEMIÃO, diretora do Sindicato dos trabalhadores Domésticos de Campinas, entrou na loja Marisa, da Regente Feijó, para comprar peça de roupa. Após circular pelo primeiro piso procurando, e não encontrando nenhuma vendedora, com pressa, pois tinha uma viagem marcada, resolveu ir embora, quando se retirava, um alarme disparou, e um funcionário da loja, a interpelou acusando “Dona tem objeto da loja dentro da sua bolsa”.

A senhora ora acusada respondeu que não tinha objeto algum na bolsa, pois não havia comprado nada. Mesmo assim, o funcionário resolveu revista-la. Entrou na loja novamente e foi obrigada a abrir a bolsa sobre a mesa. Humilhada na frente de uma aglomeração de pessoas juntou suas coisas e quando saia da loja foi abordada por uma senhora que presenciando o fato convenceu-a a chamar a polícia. Os policiais ao chegarem a encontraram chorando, registraram a ocorrência e a instruíram a fazer um boletim de ocorrência na delegacia e procurar um advogado para processar a loja, o que ela prontamente fez.

Fatos como este, têm sido constantes. É preciso dar um basta nos atos discriminatórios e racistas em Campinas. Convidamos todas e todos, para uma manifestação em frente à Loja Marisa, para repudiar esses atos racistas.

O que fazer em casos como este:
Manter-se calmo se possível;
Não abrir a bolsa para nenhum segurança;
Chamar a polícia;
Não ir para fundo da loja em quartinho isso e perigoso;
Chame atenção dos clientes que você está sento acusado injustamente;
Arrume testemunhas;
Lavre um boletim de ocorrência contra a loja;
Procure um advogado de sua confiança.

Fonte: http://www.geledes.org.br/

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Há tempos queria assistir o filme Milagre em Santa Anna de Spike Lee e não encontrava tempo e quando o tinha esquecia completamente de onde coloquei o DVD… loucuras minhas.

Não sou muito fã de filmes sobre a guerra, mas adoro filmes que reconstroem as histórias do passado. Mesmo que estes sejam apenas filmes, muitos baseados em fatos reais, mas com licença poética ou de compreensão.

Falar da Alemanha nazista ainda é um prato cheio para os cineastas do mundo inteiro… E renderá ainda muito pano pra manga, pode ter certeza.

O que falar de histórias de cumplicidade num ambiente hostil?

Spike Lee não poderia ficar de fora dessa. Também produziu seu filme com sua versão sangrenta sobre a guerra travada contra os alemães, sendo que esta se passa na Toscana (Itália) num vilarejo chamado Santa Ana.

Este filme comovente me fez refletir sobre como os negros eram tratados como lixo na guerra. Eram mandados para a linha de frente para poupar do combate acirrado os homens brancos. Não sou generalista, dizendo que todos os exércitos da terra maltratavam negros, mas que sempre houve diferença isso não dá pra negar até hoje.

É um filme que reforça a tese do cineasta de que negros e brancos não estão, ainda, em pé de igualdade, infelizmente!

E o que falar de Spike Lee que construiu sua carreira em cima de filmes que relatam o descaso, a indiferença, a discriminação e as injustiças cometidas contra negros americanos. Spike Lee tenta resgatar com seus filmes, histórias de vida que retratam anos após anos de opressão contra os negros, não só americanos, mas de forma geral, do mundo.

Diria que desta vez, ele não foi feliz tanto quanto em outros filmes, mas com um pouco de esforço do telespectador sua mensagem se faz ouvida, bem baixinha, mas se faz.

O filme fala das diferenças de tratamento entre brancos e negros, de confiança, de respeito, de lutar por um ideal – que nem sempre é seu – e de amor ao próximo.

Mas também fala de estereótipos que o próprio Spike Lee reforça entre os quatro soldados negros que protagonizam o enredo do filme: o malandro, o bobão, o que faz o que os outros mandam e o revoltado.

O início do filme tenta oferecer um mistério que se desvendará somente no final. Mas infelizmente, não é uma coisa que nos faz entender logo de cara. Ao final muitos podem achar que o início do filme poderia ter sido mais bem construído ou que o final poderia tem um enredo mais traçado. Ainda não sei se o problema está no início ou no fim do filme. Bom deixa pra lá!

Bom, de qualquer forma vale a dica para ver como um cineasta negro americano retrata uma guerra ao seu entender. São os olhos e ideais deste cineasta que se transportam para a tela de uma forma não tão consistente. Ele não foi feliz em mostrar as desigualdades, apenas balbuciou na tela que as diferenças existem. Mas isso todo mundo já sabe, né?

É bom dizer, que Spike já fez filmes bem melhores. Mas vale dar uma conferida para ver o que ele pensa.

Sinopse

Adaptação do romance de James McBride, ambientado durante a Segunda Guerra, que conta a história de quatro soldados americanos que fazem parte da 92º Divisão Buffalo Soldier – formada apenas por negros. Baseados na Toscana, Itália, em 1944, esses quatro homens caem numa armadilha preparada pelos nazistas. E acabam se separando quando um deles decide arriscar sua própria vida para salvar um garotinho italiano.

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Ontem assisti o incrível filme A verdadeira história de Lena Baker (2008).

Esse drama é baseado na vida de Lena Baker, a primeira e única mulher a ser condenada a cadeira elétrica no estado da Geórgia/EUA.

No início do século 20, vivendo numa sociedade escravocrata extremamente racista Lena Baker luta para conseguir ultrapassar os desafios de sua vida.

Leda é uma mulher negra, que no início da sua fase adulta foi presa por exercer ilegalmente a prostituição. Depois de cumprir sua pena e se apegar a Deus, em meio a reviravoltas  da vida ela se vê amedrontada, ameaçada e escravizada sexualmente por um homem branco, numa sociedade em que era crime uma mulher negra viver com um homem branco.

Ao fazer sua escolha pela liberdade sente-se obrigada a tomar uma atitude mais rigorosa e ao assassinar acidentalmente seu algoz ela é hostiliza por ser negra, pobre e ex-alcoolatra. Leda foi condenada, executada  (cadeira elétrica) e, em 2005, postumamente perdoada.

Uma história recheada de dilemas morais, religiosos e éticos com muito drama. Tichina Arnold desempenha um papel forte e marcante na pele de Lena. Para quem só a conhece no seriado Everybory Hates Chris, não sabe do que essa atriz é capaz.

Não quero me alongar no comentário, mas fazia tempo que não engasgava com imagens e história tão surpreendes. Adoro cinema porque tem o dom de nos tocar intimamente.

É de causar reflexão e muita discussão, porque muitas sociedades/país ainda possuem resquícios dessa amarga e impagável história de escravidão e perpetuam em suas culturas a idéia preconceituosa e desigual de que brancos e negros são seres humanos qualificadamente diferentes e, por isso, merecem tratamento diferenciado.

O problema é que somos todos iguais, mas com nossas diversidades e, por isso, não é aceitável o racismo e/ou diferenciação que tenta desqualificar ou julgar o ser humano, seja quem for ele: negro, índio, latino, mulher, gordo, deficiente etc.

Sem dúvida, é uma história surpreendente!

Informações:

Título Original: The Lena Baker Story
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 106 min

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