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Movimento Social se contrapondo a mídia golpista:

Não aguento mais ouvir falar de palhaçadas como essa aprontadas pelo Pânico (Rede TV) contra o BBB10 (Globo). Veja o vídeo abaixo!

Um veículo é tão pior quanto o outro e ambos os programas são intragáveis.

Essa mídia é uma piada… quem tem “pena de nós” que recebemos diariamente essa batelada de besteiras travestidas de entretenimento?

Assim não dá…. Vamos protestar… liberdade de expressao com qualidade e dignidade! Faça mil favor!

Pânico invade BBB10, desmoraliza Bial e zomba ao vivo da TV Globo.

Se você acha essa mídia uma palhaçada… proteste!

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Apesar do compromisso assumido com a Federação Nacional dos Jornalistas  (Fenaj) e presidentes de Sindicatos da categoria, o Ministério do Trabalho resolveu editar, no final do ano passado, norma interna orientando as Secretarias Regionais do Trabalho no processo de registros de jornalistas. O processo é criticado pela Federação que reivindica nova audiência com o ministro Carlos Lupi para tratar do assunto.Segundo informação de segunda-feira (11/01), esta é a posição oficial do Ministério, embora possa não ser a definitiva. “A norma do MTE segue os fundamentos do acórdão do STF e cria a situação absurda e inaceitável de registros de menores, analfabetos e, até mesmo, criminosos”, critica o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, acentuando que a emissão de registros para não diplomados segue o critério zero. “O ministro do Trabalho seguiu literalmente as posições estapafúrdias do ministro Gilmar Mendes que acha que para ser jornalista, basta estar vivo”, protesta.

A norma já foi divulgada por vários Sindicatos e pelo boletim da Federação. Jornalistas diplomados serão registrados como jornalistas profissionais e os demais, como jornalista. Não está claro como será o registro de diagramador, ilustrador, repórter fotográfico e cinematográfico, mas as entidades sindicais pressionarão para que tais registros especiais sejam realizados de acordo com a regulamentação da categoria.

Sérgio Murillo conta que a FENAJ seguirá cobrando do Ministério a realização de uma audiência, conforme o acertado em dezembro passado. A entidade está convocando para d dia 27 de março reunião ordinária do Conselho de Representantes. Na reunião além do ponto estatutário – aprovação das contas – será discutida a luta pela aprovação das PECs que resgatam a exigência do diploma e a nova realidade dos registros em função da decisão do MTE.

De acordo com ministério, os jornalistas não diplomados na área, que conseguiram o Registro Precário concedido por força de liminar – Ação Civil Pública – 2001.61.00.025946-3, deverão passar a ser identificados como Jornalista/Decisão STF, devendo ser selecionado como documento de capacitação: Decisão STF RE 511.961. Os demais, não diplomados, serão identificados apenas como “jornalista”.

Meus Comentários
Não posso deixar de registrar minha indignação com a atitude tomada pelo Ministério do Trabalho, que sem critério nenhum decide que qualquer pessoa pode ser jornalista, independente da capacitação.

Essa decisão não ajuda em nada o árduo processo empenhado pelas entidades de classe em qualificar a discussão por uma Imprensa mais ética, justa, democrática e responsável. E principalmente, pela elaboração de informação de interesse social, bem escrita e de qualidade.

Mais uma vez, a classe trabalhadora (jornalistas) precisa unir forças para impedir os ataques aos direitos que lhe são  tão caros  e indispensáveis. Proteger o profissional diplomado é primar pela qualidade do trabalho  e da informação oferecidos.

Não quero ser hipócrita e dizer que todo jornalista diplomado é eticamente responsável, que o diga o episódio de Boris Casoy. Mas abandonar essa luta é jogar na lama a possibilidade de termos uma Imprensa cidadã e com profissionais de qualidade.

Que critério vamos adotar para escrever um bom texto jornalístico, se partimos do princípio de que basta  estar vivo para ser jornalista. Assim qualquer um pode escrever qualquer besteira que estará tudo bem. Isso se souber escrever!
PelAmorDeDeus! Comunicação e/ou Informação é um direito público. É um bem social, prestação de serviço etc. Texto jornalístico não é receita de bolo, não! Tem que ter qualidade e conteúdo!

Desta forma fica fácil para o empresariado lotar a redação de “parentada” e apadrinhados para difundir o que bem entende e, principalmente, para ditar seu padrão de sociedade ou difundir sua visão de mundo.

Alguém vai discutir com as grandes corporações midiáticas qual o conteúdo que o público quer? Acho que não!
Isso sim é que é notícia de mau gosto. Ministro, tenha dó, né???

Lutamos:
Por uma Lei de Imprensa atualizada;
Pelo Conselho Nacional de Jornalismo;
Pela regulamentação da Profissão de Jornalista;
E claro, por mais ética e responsabilidade na Mídia!
Fonte: Com informações do Portal Fenaj e Comunique-se



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Ontem à noite zapeando os canais da TV a Cabo resolvi parar na Globo News e assitir o debate no programa Entre Aspas comandado pela jornalista Mônica Waldvogel.

O tema do debate era “Liberdade de Imprensa em Debate: Controles sobre a mídia não constituem censura?”.

Acho interessante o assunto e, para meu desespero, resolvi assitir. (Clique na imagem e confira o vídeo)

Em off com imagens excelentes e comoventes é feito uma retrospectiva da censura no Brasil e em outros países e o texto de pano de fundo diz “Apesar de estar escrita na Constituição de todos os países livres, a liberdade de imprensa ainda é questionada como valor absoluto. No Brasil, o Estadão está amordaçado por uma decisão judicial”.

A discussão inicial gira em torno da proibição do Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), que está no centro de uma crise política no Congresso.

Vamos então à luta!

Partimos do princípio de que a liberdade de expressão e de imprensa é um direito fundamental e inquestionável para a soberania e democracia brasileira.

No entanto, a jornalista Mônica ao longo do debate fazia várias investidas de que a Confecom quer o controle dos meios de Comunicação. Ela não quer passar por cima da nossa carta maior e baixar a censura no Brasil

Várias vezes ela tentou deturpar o debate dizendo que não existe informação/legislação clara sobre livre expressão do pensamento e da honra, da individualidade, da honra etc; por isso, alguns setores – leia-se movimentos sociais – querem aproveitar a brecha pra cercar os veículos de Comunicação e impor suas regras. Quem somos nós pra impor regras para as famiglias Marinho (Globo), Frias (Folha de São Paulo), Civita (Abril), Abravanel (SBT), Mesquita (Estado de São Paulo), Saad (Bandeirantes) e a Igreja Universal (Record), que controlam mais de 80% de tudo que é visto, lido ou escutado através dos meios de comunicação no Brasil. Elas produzem praticamente tudo que chega aos nosso olhos e ouvidos.

A Comunicação é um dos negócios mais rentáveis do mundo, por isso, o debate não era para discutir a liberdade de imprensa e de expressão com qualidade informativa, responsável e cidadã. Era pra acusar os movimentos sociais impor censura!

Em algum momento do debate a conversa foi levada a questionar o que é controle público e social e dizer que “trocando em miúdos” ele quer dizer censura.

Do que a Globo e et caverna tem medo? Do movimento social tentar calar sua “voz democrática”. Vocês querem mais liberdade. A tal liberdade absoluta? Tenha dó, PelAmorDeDeus!

Queremos e precisamos discutir a informação e a produção de conteúdo com qualidade, ética e cidadão, não apenas a censura.

Qual é a pauta ora bolas!

O que está em pauta são os grandes conglomerados de Comunicação, que controlam toda as informações que chegam nas casas dos brasileiros. Isso o empresariado não quer discutir. Daí a conversa de “controle = censura” fica fácil de levar quando não queremos discutir os valores jornalísticos éticos e cidadãos.

A liberdade de expressão e de manifestação de pensamento e artística é um direito de todos. E deve ser defendida pelos jornalistas, empresariado e sociedade civil. É indiscutível. Vamos avançar neste debate!

Vamos colocar em pauta que a sociedade precisa ter acesso a todos os meios, formatos e conteúdos informativos para tirar suas próprias conclusões sozinhas, sem ajuda dos editoriais. E também não abrimos mão de sermos contra o monopólio das empresas de Comunicação, que querem ter o direito de liberdade de informar somente aquilo que elas querem ou acham que os brasileiros precisam saber.

Escamotear, deturpar, ou omitir informação não tem nada a ver com liberdade de expressão ou de imprensa. Ou tem?

Pérae…. pérae… pérae…. Já que estamos falando de liberdade. Vamos ao menos garantir o direito à fala do Schröder (vice presidente da Fenaj), que inúmeras vezes foi interrompido secamente pela colega jornalista, sem ao menos concluir sua fala, muito menos seu raciocínio.

Liberdade de quem mesmo?

A Confecom não a intenção de propor ações de censura ou de cerceamento da manifestação da expressão ou informação. Mas a censura acontece por diversos motivos. E os grandes vilões são as falhas na legislação brasileira que está ultrapassada e até mesmo a interpretação dessa mesma legislação. Além dos jogos políticos e/ou de poder existentes em nossa sociedade. Mas não podemos fazer desta discussão um bode expiatório para desqualificarmos a Confecom ou reduzir sua importância apenas à discussão do controle social. Em nenhum lugar está escrito que a Confecom quer baixar a censura patrocinada pelo governo Lula.

Mais uma vez a Globo cumpriu seu papel de dar apenas a sua versão dos fatos achando que, isso sim, é que é debate de fato.

Lamento muito que essa ofensiva tenha partido de uma colega jornalista, tão competente e respeitada como a Mônica Waldvogel.

É de dar pena a “hiperinvestida” da Globo de constantemente se posicionar contrária ao governo Lula, alfinetando a Confecom, colocando na berlinda a jornalista – e os valores éticos e jornalísticos de sempre buscar trazer à tona todas as versões dos fatos, aprendidos nos bancos universitários – e pondo em cheque a credibilidade da noticia produzida por esta empresa.

Participaram desta palhaçada chamada debate Roberto Dias, Prof. Direito Constitucional PUC/SP e Ricardo Gandour, Diretor de Conteúdo do Estadão.

A questão principal que ficou para ser respondida no final do programa era: o que é a censura e como garantir a liberdade de expressão?

Eu deixo a minha: A quem a Globo está enganando com esse discurso melindroso?

Perdoe minha indisposição:

Desculpe não conseguir organizar muito bem minha linha de raciocino ou não escolher bem as palavras. É que ontem não dormir muito bem e acordei pior ainda devido a este debate que ficou atravessado em minha garganta.

E nesses 15 minutinhos que me restam de almoço resolvi produzir um texto rápido para não deixar em branco essa indignação.

Desculpe pela falta de tato!

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Bom… ainda estou em falta com as questões da Confecom Municipal de Campinas, realizada em out/2009.

Fiquei de publicar aqui, além do relato da palestra com o Caco Barcellos, as propostas enviadas à Confecom Paulista.

O Relatório com as propostas aprovadas pela 1ª Conferência Municipal de Comunicação de Campinas contou com  155 indicativos feitos pela sociedade civil, empresariado e Poder Público.

As propostas contemplam os: EIXO 1 – Produção de Conteúdo; EIXO 2 – Meios de Distribuição e EIXO 3 – Cidadania: direitos e deveres.

A Confecom Campinas apontou vários caminhos possíveis para uma outra Comunicação, baseada na democratização dos meios com respeito ao expectador/leitor/ouvinte (público) e abertura para participação pública.

Estamos confiante de que estas e outras propostas  permearão os debates na Confecom Nacional, que incia-se semana que vem em Brasília.

Confira:

Relatório Final da Confecom Campinas – Out/2009

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Estive na Confecom Paulista, mas infelizmente ainda não consegui “sentar” para postar minhas impressões sobre esse evento que está gerando uma importante discussão sobre a necessidade de democratizar as comunicações no Brasil.

È um debate irreversível, que está sendo boicotado pelo empresariado que não quer discutir conteúdo nem Comunicação como direito fundamental e informação como interesse público. Mas nós,  profissionais da comunicação, movimentos sociais organizados, não podemos nos furtar desta discussão e desta luta em prol da informação de qualidade.

Em breve postarei minhas ideias sobre o processo da Confecom SP.  Confira abaixo matéria postada no Portal Vermelho, que se configura num retrato fiél do que foi a etapa paulista;

Unidade dos movimentos marca Confecom SP

Ocorreu entre 20 e 22 de novembro a etapa estadual de São Paulo da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), fechando o ciclo de etapas preparatórias à nacional, que ocorre em Brasília, entre 14 e 17 de dezembro. Por ser a maior etapa do país, a Confecom São Paulo estava rodiada de expectativas. O governo estadual se omitiu, os empresários utilizaram poder econômico e os movimentos sociais deram aula de unidade.

210 delegados e delegadas à etapa nacional, mais de mil de propostas e dezenas de moções. Este foi o extrato objetivo da 1ª Confecom São Paulo. Entretanto, a movimentação política em torno da realização desta conferência movimentou muito mais que resoluções e delegações. A Conferência de Comunicação do estado de São Paulo foi marcada por um debate intenso sobre comunicação e democracia.

A Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação de São Paulo vinha se reunindo desde fevereiro. De lá para cá, empresas se retiraram do processo, outras permaneceram até o fim, houve tentativa de alteração das regras para impedir a participação de empresas menores (como a Fórum, a Retratos do Brasil e outras), foi realizada uma riquíssima atividade preparatória, a Pré-conferência Estadual de Comunicação, entre 1 e 2 de agosto, em São Paulo (SP), além de conferências livres de diversos setores da sociedade e muitas conferências municipais.

Para Bia Barbosa, do Coletivo Intervozes de Comunicação, as demandas apresentadas pelos movimentos sociais são legítimas e necessárias: “Só pedimos uma regulação do setor das comunicações, como qualquer outro setor é regulado neste país.”

Delegação ampla e diversificada

O resultado foram 340 participantes da sociedade civil não-empresarial inscritos para a Confecom estadual, além dos empresários e do Poder Público. Mulheres, jovens, movimento negro, sindical, estudantil, cultural, pela moradia, agrário, diversas entidades que têm por tema a democratização da comunicação, conselhos e mais um sem-número de segmentos da sociedade civil organizada debateram intensamente a necessidade de se democratizar o espectro e a comunicação como um todo no Brasil, como condição para o avanço da democracia no país.

Para Marcelo Bechara, presidente da Comissão Organizadora Nacional (CON) da 1ª Confecom, o trabalho foi longo, mas produtivo. “Foram dias muito intensos, com um pico de nove Conferências Estaduais acontecendo simultaneamente, e tudo saiu como era o esperado. É uma grande vitória para uma conferência que tem tantas especificidades, características muito próprias. Passamos pelas 27 unidades da Federação com muito sucesso. Mas as etapas estaduais foram apenas o começo.”

Erundina

A principal referência do poder público na conferência, entretanto, foi a deputada Luisa Erundina (PSB/SP), reconhecida pelos movimentos sociais pela sua atuação na Comissão de Comunicação, Ciência e Tecnologia na Câmara Federal (CCTCI), e figura fundamental nas pressões pela realização da 1ª Confecom.

Além das diversas propostas apresentadas desde as etapas municipais e conferências livres, os delgados e as delegadas avaliaram também as proposições do setor empresarial, que não esteve presente nas etapas preparatórias e veio com peso significativo à conferência estadual. O tema favorito destes era redução de impostos e tributos, e chegaram a surgir até mesmo propostas de abertura total das comunicações e telecomunicações ao capital estrangeiro.

O setor do empresariado presente à Confecom virou chacota entre os movimentos sociais pela forma como garantiram a delegação. Funcionários de TVs e outros veículos participaram da conferência em troca de folgas, e ainda receberam o dia “trabalhado”. Havia participantes com o crachá verde (que identificava o setor empresarial) reclamando que não estavam entendendo absolutamente nada do que estava sendo dito, mas que ficariam até o fim para garantir o pagamento e as folgas, e ainda, de quebra, “fazer uma moral com o patrão”. Entretanto, os movimentos sociais comemoraram o fato de ao menos 20 das 84 indicações do setor empresarial terem sido de veículos “aliados” dos movimentos, como representantes da Agência Carta Maior e da Revista Fórum, por exemplo.

Diferente das outras conferências realizadas no país, na Confecom as etapas regionais não têm poder deliberativo, assim, todas as propostas apresentadas serão encaminhadas à etapa nacional, que ocorre em Brasília, entre 14 e 17 de dezembro. Entretanto, o plenário fez questão de conhecer e debater as proposições, a fim de se preparar melhor para o debate nacional e tentar dialogar os consensos possíveis.

Moções

A única votação ocorrida foi em relação às moções. Em clima de comoção, foi efusivamente aplaudida e aprovada pelo plenário a moção que deu nome à etapa estadual da Confecom: “Zumbi dos Palmares”, em referência ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data da abertura da atividade. Também receberam apoio vibrante algumas moções encaminhadas por entidades da sociedade civil não empresarial. A primeira, foi em repúdio ao governador José Serra, por não ter organizado por iniciativa do Poder Executivo a 1ª Confecom São Paulo (a iniciativa foi da Assembléia Legislativa do estado). Outra moção aclamada foi a de repúdio à criminalização dos movimentos sociais pelos grandes veículos de comunicação e em apoio á luta pela reforma agrária. Uma terceira, repudiava a própria metodologia da Confecom, que não garantiu o caráter deliberativo das etapas regionais. Nesta linha, diversas outras moções foram ainda aprovadas, repudiando a forma como a mídia no Brasil trata temas como: o papel da mulher e do negro na sociedade, debate acerca do aborto, imagem criminalizada dos movimentos sociais, entre outros.

A escolha das delegações foi feita por segmento. O Poder Público estadual indicou 10% dos delegados e delegadas, ocupando 21 vagas e reservou os outros 10% para o Poder Público federal. A sociedade civil empresarial indicou seus 84 delegados, que correspondem a 40% da delegação e a sociedade civil não-empresarial realizou um amplo e democrático debate para indicar de forma unitária, sem votações, os 84 representantes dos movimentos sociais que estarão na 1ª Conferência Nacional de Comunicação pelo estado de São Paulo. O debate das entidades dos movimentos sociais foi uma verdadeira aula de democracia e unidade, garantindo a escolha de critérios de representação que deram origem à lista de entidades que indicaram os delegados e delegadas.

O desafio agora é realizar a etapa nacional e encaminhar propostas que de fato possam avançar no processo de democratização da mídia no Brasil. Entretanto, a primeira vitória já foi conquistada. Para jornalista Altamiro Borges, “a convocação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação já pode ser considerada uma grande vitória. Num curto espaço de tempo, milhares de brasileiros estão se envolvendo no debate estratégico sobre o papel da mídia na atualidade”.

De fato, a convocação da Conferência, em si, já é uma grande vitória dos setores que há muitos anos lutam pelo estabelecimento de um debate sobre a democratização da comunicação no país. O tema passa, a partir desta Conferência, a deixar de ser restrito a “especialistas”, estabelecendo um processo pedagógico, em que os movimentos sociais, por exemplo, apropriam-se do debate e tornam a comunicação alvo de bandeiras, reivindicações e debates dentro das organizações. A democratização da comunicação passa a ser uma pauta importante aos que lutam pela democracia no Brasil.

Fonte: Portal Vermelho (Luana Bonone)

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