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Vire e mexe o Deputado Federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) se enfia numa polêmica contra algum movimento racial, feminista, religioso, LGBTT, estudantil ou outro qualquer. Sim, é o mesmo deputado que esteve envolvido na polêmica da “cura gay”.

Parece até estratégia de marketing se manter constantemente sob os holofotes da mídia para a difusão de suas ideias e opiniões racistas, intolerantes, machistas e conservadoras contra a ideologia de gênero e outros avanços dos Direitos Humanos. Ele leva a sério a questão de quem não é visto não é lembrado!
Impressionante como ele tem opinião para tudo quanto é assunto! #indignada

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Divulgação postada na loja “Orgulho Hétero”

E com toda essa disposição de briga, não é de luta não… é de briga mesmo, as declarações desse militar tem ganho os corações e mentes de muitos intolerantes pelo Brasil afora, tanto que muitos sites e redes sociais criaram páginas que, praticamente, o idolatram. #preocupante

A mais recente declaração polêmica que acompanhei do Bolsonaro, necessariamente, não é a última em que ele se envolveu, é um tema que gerou muita repercussão no universo escolar: o ensino da ideologia de gênero nas escolas e a suposta distribuição de cartilhas e livros escolares que estimulam a sexualidade infantil.

Vamos aos fatos, que contra eles não há argumentos!

Ao que tudo indica Jair Bolsonaro gravou um vídeo criticando a iniciativa sem checar a veracidade das informações. O caso gerou desconforto nos editores da revista “Nova Escola”, envolvidos na questão, tanto que a revista publicou na sua página no Facebook uma resposta refutando as informações do deputado Bolsonaro. Confira o conteúdo publicado pela revista, em 15 de janeiro deste ano:

Checagem de Informações: O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) publicou há alguns dias um vídeo sobre Educação. Nova Escola apurou as informações do vídeo. Veja agora os equívocos cometidos pelo deputado e os dados corretos.”

A revista “Nova Escola” é dirigida aos professores e profissionais da educação e é muito conceituada no campo da formação docente. Confesso que gosto muito dessa publicação e sempre que posso compro um exemplar.

Dessa vez, o deputado Bolsonaro mexeu com quem não devia e recebeu a resposta a altura. Sabe aquele ditado “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Então, está aí um bom exemplo disso.

Apesar do parlamentar retrucar o vídeo da “Nova Escola”, não acrescentou nada significativo ao pensamento dele, ou seja, mais do mesmo.

Parabéns pela iniciativa da revista “Nova Escola” em não deixar sem explicação esses equívocos do parlamentar!

Mas afinal o que é ideologia de gênero?

A Ideologia de Gênero defende que a auto-definição da sexualidade de uma pessoa não é explicada apenas pela sua concepção biológica, ou seja, nasceu homem será homem o resto da vida porque entende que a pessoa não nasce homem ou mulher.

Os teóricos dessa linha acreditam que o gênero é fruto de uma construção da identidade de cada indivíduo enquanto ser humano influenciado pela cultura, comportamento e descoberta interior ao longo da vida. Homem e mulher seriam, então, papéis sociais adaptáveis, que cada pessoa representaria como e quando quisesse, independentemente do que a biologia determine como indicação masculina e feminina.

Conflito ideológico

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Adesivo vendido na loja “Orgulho Hétero”

Uma das principais preocupações daqueles que combatem a ideologia de gênero é com a destruição do modelo tradicional de família, constituída pela sociedade como a formação de um casal (pai e mãe) e seus filhos. Mas gente, essa concepção arcaica de família já não faz sentido há anos. Família é um coletivo/grupo de pessoas que se amam, se protegem, se ajudam e evoluem com a convivência, independente da sexualidade.

Não venha me dizer que família só pode ser constituída por homem e mulher, por favor! Divergências religiosas à parte, eu até respeito a opinião alheia, mas acredito que essa ideia (marido e mulher) é uma definição muito pobre diante da diversidade sexual presente em nossa sociedade.

A coisa toda é tão complexa que, ano passado, em Campinas teve alguns vereadores que falaram impropérios na tribuna parlamentar e até aprovaram uma Moção “contra a inserção de questão de temática de ideologia de gênero, por meio de pensamento de Simone de Beauvoir, na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015”.

Destaco, mais uma vez, que respeito as opiniões contrárias quando galgadas na razão e em fundamentos teóricos que fazem sentido. Não em explicações baseadas em ideologias e moralidades religiosas que beneficiam uma determinada parte da sociedade.

Onde fica o papel do Estado Laico?

É na escola que parte do caráter e construção social da identidade é formada, então, nada mais justo que a intolerância seja combatida nessa instância institucional. É dever do Estado promover por meio da educação: o respeito à diversidade, a igualdade de oportunidades e o combate às diferenças de sexo, à discriminação e à violência física e psicológica. Para isso, é fundamental introduzir essa discussão em todos os setores da sociedade.

Garantir o ensino da ideologia de gênero nas escolas será um avanço na luta pelos Direitos Humanos, principalmente, em defesa da Diversidade.

Só pra registrar, o deputado Jair Bolsonaro é natural de Campinas/SP, última cidade no país a abolir a escravidão e que mantém até hoje requícios conservadores e patriarcais fortíssimos. Coincidência, né? #sqn #ninguemmerece

Obs.: se você acha que estou sendo cruel com o deputado Bolsonaro, leia a matéria “As 10 frases mais polêmicas de Jair Bolsonaro”, publicada no site Pragmatismo Político. É de encher os olhos de lágrimas! #sqn

Qual a sua opinião sobre esse assunto?

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Honoráveis Bandidos: um retrato do Brasil na era Sarney“Honoráveis Bandidos: um retrato do Brasil na era Sarney” é o título do livro do jornalista Palmério Dória, que conta a história de como José Ribamar Ferreira de Araújo Costa tornou-se José Sarney – praticamente dono do estado do Maranhão, ex-presidente da República, eleito cinco vezes senador (três vezes pelo Amapá), dono de três emissoras e dezenas de retransmissoras de televisão, seis emissoras de rádio e do jornal “O Estado do Maranhão”.

Chocante e reprovável são alguns dos adjetivos que podemos dar à biografia do clã Sarney traçada no livro através das revelações das inúmeras manobras políticas, desvios de verbas, conchavos, apadrinhamentos, tráfico de influências, nepotismo, entre outras politicagens praticadas ao longo de mais de 50 anos de vida pública de José Sarney.

Amado por uns e odiado por outros, o suposto dono do Maranhão – ou melhor, a Sarneylândia, capital de Sarneypolis – manda e desmanda na política local sob olhar protetor das organizações Globo. Medida essa que lhe garantiu fazer fortuna “do nada”, desafiando as leis: sem nunca ser denunciado ou sequer ser “pego”.

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Postagem em rede social expressa desgosto com o político

Saga política e a ascensão econômica do clã Sarney

O livro “Honoráveis Bandidos: um retrato do Brasil na era Sarney” traz denúncias de escândalos e corrupções que deveriam preocupar todos os brasileiros, já que são frutos de ações dignas de mafiosos. São manobras políticas que deveriam estar sempre na nossa pauta diária de luta contra a corrupção, visto que essas ações ilícitas só têm enriquecido e fortalecido a elite conservadora brasileira, sempre à custa dos pobres.

As ações lesa-pátria da dinastia Sarney sustentam-se no tripé: Energia, Terra e Comunicações e são praticadas por José Sarney, Fernando Sarney, Rosena Sarney, seus cônjuges e protegidos políticos.

“Honoráveis Bandidos: um retrato do Brasil na era Sarney” é leitura obrigatória para quem deseja conhecer os bastidores da direita brasileira rumo à consolidação do capitalismo. No entanto, faço um alerta, para lê-lo é preciso ter estomago forte!

A obra “Honoráveis Bandidos: um retrato do Brasil na era Sarney” , finalista do prêmio Jabuti 2010 na categoria reportagem, utiliza a linguagem jornalística investigativa e muito bom humor para retratar, em 208 páginas, o Brasil na era Sarney. Lançada pela Geração Editorial ela é composta pelos seguintes capítulos:

  • Honoráveis Bandidos
  • Estado de permanente sobressalto
  • A urna do Zé
  • Como se faz um Fernando Sarney
  • Primeiro pé do tripé: energia
  • Segundo pé do tripé: terra
  • Terceiro pé do tripé: comunicações
  • Lobão ou um dos Três Porquinhos
  • O lado feminino (capítulo rosa-choque)
  • Batcaverna em polvorosa: a polícia chegou
  • A caravana da morte
  • Com os federais nos calcanhares
  • Os piores momentos do Congresso Nacional
  • Epílogo Ilustrativo
  • O Brasil e o mundo em 80 anos de José Sarney
  • Índice Remissivo

Se você gostou deste livro sugiro a leitura de “A ILHA – Um repórter brasileiro no país de Fidel Castro” e “Hiena – Minha revolta não se vende”.

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Ao passar por uma rua não resisti e tive que clicar a placa com um protesto bem expressivo deixado em frente a um terreno baldio no bairro Bosque, em Campinas/SP.

Protesto em terreno baldio

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Livro Dr. House: um guia para a vidaVocê conhece o livro “Dr. House – Um guia para a vida: como triunfar com humor e ironia” do jornalista e escritor Toni de La Torre.

Ele se apresenta como um guia para se tornar um ser humano ranzinza, mal humorado, amargurado e infeliz. Mas afinal quem quer ser assim de fato­? Acredito que ninguém!

Pois é assim que o autor descreve o mais famoso médico da televisão americana, Dr. Gregory House, da série “Dr. House” exibida pela TV paga e um canal brasileiro aberto. Para mim é um seriado inteligente, divertido e intrigante!

Ao contrário do que se propõe, o livro não é um guia de autoajuda para a vida e muito menos ensina como triunfar com humor e ironia. Ele se destaca por incentivar situações que, ao invés de despertar a autoestima, você utilize todos os argumentos possíveis e inimagináveis para se autoflagelar!

Por ser apaixonada pela série Dr. House achei o livro muito fraquinho do ponto de vista da análise do misterioso e complexo comportamento do distinto médico e, pior, um guia de péssima-ajuda para as pessoas. Nem com muito bom humor é possível aceitar esse livro como um guia para a vida de como triunfar com humor e ironia.

Bom… mas na verdade eu não quero discutir o livro nem resenhá-lo! Hoje ele me trouxe elementos “curiosos” para produzir este post. Tudo por conta da “filosofia houseniana” que se encaixa perfeitamente à situação vivida pelos cidadãos campineiros.

Seria cômico se não fosse triste!

A sessão realizada na Câmara Municipal de Campinas para votar o processo de cassação do prefeito Demétrio Vilagra (PT) despertou em minha uma profunda decepção com a política brasileira.

Poderia entrar no mérito da discussão se ele é ou não culpado, ou se o Dr. Hélio e sua esposa Rosely são ou não corruptos, mas esse é um lodo pantanoso cheio de desculpas e acusações que não vou discutir aqui. É muito pano pra manga, como diz o ditado!

O que quero dizer é que de ambos os lados não param de surgir acusações de corrupção: tanto da esquerda quanto da direita.

O Brasil virou um campo minado cheio de dedos em riste apontado para o adversário. E no fim das contas, ou melhor, e quem paga as contas: somos nós, população simplesmente chamada de meros contribuintes.

O sábio e antissocial Dr. Gregory House sempre diz “as pessoas mentem” e no livro o autor emenda a seguinte autossugestão “Desconfie sempre dos outros. Se não tiver argumentos para isso, invente algo!”.

Então a quem serve esse carnaval fora de época da cassação do prefeito Demétrio, senão aos próprios vereadores que vão continuar fazendo a dança das cadeiras agora lá no Salão Azul da Prefeitura?

Entra Dr. Hélio (PDT), sai Dr. Hélio… Entra Demétrio Vilagra (PT), sai Vilagra, entra Pedro Serafim (PDT) e depois sai também… Entra novamente Vilagra e mais uma vez sai… e por fim volta Serafim.

Tanta dedicação e sede de justiça, para não dizer que quase parece vingança, me faz pensar que para os vereadores os fins justificam os meios. Pois afinal de contas, fica tudo entre amigos, né? Já que há pouca diferença de estrutura e planejamento político, a não ser pela legenda partidária {PDT-PT-PDT}.

Se a população e, principalmente os movimentos sociais, acreditam que vai mudar alguma coisa… não quero ser pessimista, não! Mas essa dança das cadeiras não fará muita diferença a não ser mesmo a mudança de legenda e de secretários municipais e apadrinhados políticos. A cidade continuará carente de políticas públicas eficazes!

Para mim esse carnaval é só uma maneira de mudar as formas de se contar as velhas mentiras. Acredito que agora elas serão contadas por outro parlamentar, apenas isso.

Como Dr. House, eu chego a DESCONFIAR de “que dias melhores virão”!

Agora está aberta a temporada de novos conchavos e formações políticas. Nada novo ou diferente do que nós já conhecemos! Minha gente, vamos abrir o olho, nada está mudando de fato.

Então vou usar o argumento do médico astuto “em vez de averiguar a verdade, faça suposições e imagine o pior”.

Minha suposição é: estamos dando uma guinada de 360 graus! Isso não é pessimismo, é só um pouco de imaginação e de falta de fé! {risos}

Gente, não é possível estarmos felizes apenas com a cassação de Demétrio. Temos que querer mais: políticos sérios, honestos, justos e comprometidos com o bem da sociedade.

Vamos nos inspirar no movimento “Primavera Árabe”, não pra fazer justiça com as próprias mãos, mas para exigir respeito com a população e nossos direitos. Vamos sair às ruas, lutar até o fim e não nos dobrar diante dessa chuva de corrupção.

Eu não aceito nem admito essa politicagem

Se continuarmos com essa ciranda política corruptiva eu não sei onde vamos parar. Eu até imagino, mas não sei!

Talvez num lugar onde o vereador, que se propõe a trabalhar pelo bem público por livre e espontânea vontade, num belo dia resolve que deve receber salário com base no valor de “mercado do funcionalismo público brasileiro”.

O cidadão se oferece para um cargo público, nos convence de que é a melhor opção política para a nossa cidade, então damos um voto de confiança para que ele nos represente e atue para o desenvolvimento da nossa cidade… e no fim das contas ele se acha mal remunerado. Que raios é esse?

Ele que se interessou pelo cargo e agora acha que ganha pouco?

Assim minha fé na humanidade vai para o espaço! Como espírita compreendo que somos seres em evolução, mas assim é muito difícil de acreditar na boa vontade do ser humano!

Mas o sábio médico prega que “A sabedoria não consiste em aprender com os erros, mas em se lamentar por eles”. E como muito de nós lamentamos né? Principalmente quando a decisão envolve votos de confiança.

Por fim, o livro “Um guia para a vida…” ressalta que “a história provou que a busca da felicidade pela felicidade não lhe proporcionará a felicidade”.

Então se prepare para o pior da política e reze para que ocorra o melhor!!!

Que a felicidade e a prosperidade sejam as companheiras da população e não somente dos parlamentares campineiros. Porque agora… eles sim estão felizes à beça!!!

Obs.: Feliz Natal, um Ano Novo cheio de bons fluídos e realizações e que a alta espiritualidade ilumine a sua vida!

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De Collor a Serra: A Revista Veja continua a Veja de sempre!

Mas, o Brasil mudou.

E vai mostrar isso nas urnas em 2010!

Ao propósito de quem a Veja está servindo?

Com certeza ao Partido da Imprensa Neoliberal Golpista e PSDBista

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Há tempos queria assistir o filme Milagre em Santa Anna de Spike Lee e não encontrava tempo e quando o tinha esquecia completamente de onde coloquei o DVD… loucuras minhas.

Não sou muito fã de filmes sobre a guerra, mas adoro filmes que reconstroem as histórias do passado. Mesmo que estes sejam apenas filmes, muitos baseados em fatos reais, mas com licença poética ou de compreensão.

Falar da Alemanha nazista ainda é um prato cheio para os cineastas do mundo inteiro… E renderá ainda muito pano pra manga, pode ter certeza.

O que falar de histórias de cumplicidade num ambiente hostil?

Spike Lee não poderia ficar de fora dessa. Também produziu seu filme com sua versão sangrenta sobre a guerra travada contra os alemães, sendo que esta se passa na Toscana (Itália) num vilarejo chamado Santa Ana.

Este filme comovente me fez refletir sobre como os negros eram tratados como lixo na guerra. Eram mandados para a linha de frente para poupar do combate acirrado os homens brancos. Não sou generalista, dizendo que todos os exércitos da terra maltratavam negros, mas que sempre houve diferença isso não dá pra negar até hoje.

É um filme que reforça a tese do cineasta de que negros e brancos não estão, ainda, em pé de igualdade, infelizmente!

E o que falar de Spike Lee que construiu sua carreira em cima de filmes que relatam o descaso, a indiferença, a discriminação e as injustiças cometidas contra negros americanos. Spike Lee tenta resgatar com seus filmes, histórias de vida que retratam anos após anos de opressão contra os negros, não só americanos, mas de forma geral, do mundo.

Diria que desta vez, ele não foi feliz tanto quanto em outros filmes, mas com um pouco de esforço do telespectador sua mensagem se faz ouvida, bem baixinha, mas se faz.

O filme fala das diferenças de tratamento entre brancos e negros, de confiança, de respeito, de lutar por um ideal – que nem sempre é seu – e de amor ao próximo.

Mas também fala de estereótipos que o próprio Spike Lee reforça entre os quatro soldados negros que protagonizam o enredo do filme: o malandro, o bobão, o que faz o que os outros mandam e o revoltado.

O início do filme tenta oferecer um mistério que se desvendará somente no final. Mas infelizmente, não é uma coisa que nos faz entender logo de cara. Ao final muitos podem achar que o início do filme poderia ter sido mais bem construído ou que o final poderia tem um enredo mais traçado. Ainda não sei se o problema está no início ou no fim do filme. Bom deixa pra lá!

Bom, de qualquer forma vale a dica para ver como um cineasta negro americano retrata uma guerra ao seu entender. São os olhos e ideais deste cineasta que se transportam para a tela de uma forma não tão consistente. Ele não foi feliz em mostrar as desigualdades, apenas balbuciou na tela que as diferenças existem. Mas isso todo mundo já sabe, né?

É bom dizer, que Spike já fez filmes bem melhores. Mas vale dar uma conferida para ver o que ele pensa.

Sinopse

Adaptação do romance de James McBride, ambientado durante a Segunda Guerra, que conta a história de quatro soldados americanos que fazem parte da 92º Divisão Buffalo Soldier – formada apenas por negros. Baseados na Toscana, Itália, em 1944, esses quatro homens caem numa armadilha preparada pelos nazistas. E acabam se separando quando um deles decide arriscar sua própria vida para salvar um garotinho italiano.

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A discussão que pauto é sobre a decisão do Sindicato dos Jornalistas admitirem em seu quadro de sindicalizados jornalistas não diplomados.

Essa parece-me ser uma discussão que exigirá uma compreensão muito grande do papel do sindicato na defesa do trabalhador e também da informação de qualidade, independente da situação a qual esteja submetida o profissional (diplomado ou não).

Concordo com a decisão, neste momento é a nossa única saída tendo em vistas os entraves jurídicos em que estamos metidos. No entanto, acredito que essa medida deve ser feita com critérios bem estabelecidos.

Devemos nos unir e não dividir ainda mais. Conheço muitos jornalistas sem diploma e que desempenham sua função com muita dedicação e competência. Mas também não é o caso de dizer que todo jornalista sem diploma é um ótimo profissional. Isso não existe em profissão nenhuma, sempre haverá bons e maus profissionais.

A exigência do diploma é uma questão essencial para a nossa categoria. Também o é, a defesa do trabalhador explorado pelo patrão.

Não devemos perder de vista nosso horizonte: a luta em defesa do respeito e cumprimento dos direitos do trabalhador.

Em breve pautarei essa discussão com mais reflexão.

MANIFESTO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS SP

Por uma nova regra para a sindicalização

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, seguindo a orientação da FENAJ, discutiu a nova situação do exercício profissional após a decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou a exigência de curso superior de jornalismo para a obtenção do registro de jornalista. O estudo, além de refletir a realidade local, tem o objetivo de servir de subsídio para o debate nacional sobre o assunto. Encarar esse problema é uma responsabilidade que todo dirigente deve assumir e uma posição unitária nacionalmente construída deve ser o objetivo.

Assim, é preciso discutir seriamente a questão da sindicalização sob as novas regras e responder aos novos desafios que a decisão do STF impôs ao movimento sindical dos jornalistas.

Neste debate, a diretoria parte do princípio de que a luta pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reestabelece o diploma superior de jornalismo como parte da regulamentação profissional é condição necessária para superar a desorganização à qual foi lançada a categoria. Outro ponto central em nossa reflexão é a compreensão de que a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal.

Qualquer posição a ser adotada não pode negligenciar a necessidade de manter a dignidade da profissão e impedir que indivíduos procurem obter vantagens da condição de “jornalista” sem efetivamente exercer a atividade, além do fato incontestável de que quando os patrões organizaram uma cruzada pela derrubada do diploma tinham em mente precarizar ainda mais a profissão.

Partindo dessas premissas e da leitura do Estatuto (artigos transcritos a seguir), concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento, trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas.

“(…) DOS DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS

Art. 8º – A todo jornalista que, por atividade prevista na legislação regulamentadora da profissão, integre a categoria profissional, é assegurado o direito de ser admitido no quadro de associados efetivos do Sindicato. (…)

Art. 9º – São exigências para filiação como associado efetivo do Sindicato:

I – prova de registro profissional no órgão legalmente competente;

II – prova de exercício profissional habitual e remunerado na base territorial da entidade.”

Assim sendo, a decisão política mais acertada é a de, mantendo nossos princípios – de jamais abandonar a defesa da qualidade da informação e da formação profissional – unir em nosso Sindicato todos os que, tendo registro profissional, vivam do jornalismo. Só assim teremos força para avançar nas conquistas de nova regulamentação, das Convenções Coletivas e do protagonismo político e sindical.

Mas para isso o Sindicato precisará estabelecer quais os documentos necessários para comprovar o “exercício profissional habitual e remunerado” e exigir do Ministério do Trabalho e Emprego clareza em seus critérios para concessão de registro profissional.

Chegou a hora de superar a divisão e construir, juntos, o futuro quando, em razão da luta, reconquistaremos formação específica, nova Lei de Imprensa e novos órgãos reguladores, sepultando definitivamente a precarização da profissão.

Fonte:  Sindicato dos Jornalistas de SP

Gente: lembramos que essa decisão tem como base as questões jurídicas que já estão surgindo… Acompanhe:

Justiça obriga Sindicato a filiar não dipomado

O juiz Rafael da Silva Marques, da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, concedeu liminar em Mandado de Segurança obrigando o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul a filiar em seus quadros sociais duas pessoas não formadas em jornalismo. O ato leva em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal que, em junho do ano passado, retirou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

Em seu despacho, o juiz ainda penaliza o Sindicato com multa diária de R$ 100,00 por indivíduo, caso recuse a expedição das carteiras nacional e internacional da categoria, bem como a sindicalização dos dois postulantes.

O fato é visto pela direção do Sindicato como uma interferência indevida nas relações de trabalho, uma vez que, pela decisão do Supremo, não é necessária a emissão de carteira para o exercício da profissão, nem mesmo o registro. No entendimento dos representantes da categoria profissional, a decisão fere o estatuto do Sindicato, uma vez que, para filiação, é necessário o curso superior de jornalismo por se tratar de uma entidade de profissionais.

Vale ressaltar que, em portaria publicada pelo Ministério do Trabalho, pessoas sem diploma são enquadradas simplesmente como “jornalista”. Os profissionais com curso superior são considerados jornalistas profissionais, estes sim com direito à associação no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul, conforme seu estatuto.

“Seria o mesmo que a justiça obrigasse a todo o jornalista com atuação no Estado a se sindicalizar, o que fere o livre direito estabelecido em Constituição”, diz o presidente da entidade, José Maria Rodrigues Nunes.

O Sindicato sente-se lesado política e juridicamente com a decisão. Antes de ser obrigado a conceder a expedição das carteiras vai buscar ainda hoje anular a liminar alegando exacerbação de poder do juiz. O Departamento Jurídico da entidade entende que não cabe Mandado de Segurança para obrigar o Sindicato à filiação de associados.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas do RS

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