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CNNP 2016A Vivara Editora Nacional está organizando o “Concurso Nacional Novos Poetas”, intitulado Prêmio CNNP 2016.

A inscrição é gratuita e pode ser feita até 5 de setembro de 2016 pelo site www.cnnp.com.br.

Podem participar brasileiros natos, ou naturalizados brasileiros, maiores de 16 anos, com texto em língua portuguesa. O tema é livre, assim como o gênero lírico escolhido.

De acordo com o edital, cada participante pode inscrever-se com até dois poemas inéditos de sua autoria e que ainda não foram publicados em livro.

Serão classificados 250 poemas que comporão a publicação do livro denominado “Prêmio CNNP 2016 – Antologia Poética”, com tiragem de cinco mil exemplares.

Segunda a editora, os três primeiros classificados receberão medalha de ouro, de prata e de bronze, respectivamente. Além disso, os 10 primeiros classificados terão inserção de destaque no livro a ser publicado.

Os poemas serão escolhidos por uma Comissão Julgadora de acordo com a originalidade e linguagem poética. O resultado do Concurso será divulgado no dia 20 de setembro no site informado acima.

Esse concurso literário é uma importante iniciativa de fomento à cultura e à leitura no país.

A Vivara Editora Nacional edita, imprime e comercializa livros de autores independentes com tiragem sob demanda.

O prêmio conta com o apoio cultural da Revista Universidade. Para obter mais informações sobre o “Concurso Nacional Novos Poetas” acesse o Edital.

 

Fonte: com informações da Vivara Editora Nacional.

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Crédito: FreeImages.com/Michelle Seixas (#1562581)

Crédito: FreeImages.com/Michelle Seixas (#1562581)

Como esse ano está sendo marcado por pequenas mudanças em minha vida, me propus a participar de um Desafio Literário.

Nos últimos dois anos diminui bastante o ritmo de leitura porque assumi outros compromissos que tornaram o meu horário muito mais apertado. Mesmo assim, vou me esforçar para retomar a leitura e escrever mais resenhas.

Esse desafio não é nenhuma competição, apenas uma forma de variar a leitura tornando-a mais instigante e diferente.

O Desafio Literário Mix tem como base as indicações dos blogs Annie Bitencourt, Além do Livro, Livros & Escritos e Inspirada por Palavras.

Pesquisei vários Desafios Literários e resolvi elaborar uma mistura (mix) que se adaptasse ao meu perfil e objetivo literário, pois não curto obras de ficção. Apesar do meu gosto “restrito” prometo me esforçar para sair da minha zona de conforto e explorar leituras variadas. #DesafioLiterárioMix

O Desafio Literário Mix vai durar 24 meses, iniciando em 1º de junho de 2016 com término em 31 de maio de 2018. Minha intenção é escolher de forma aleatória os livros não lidos que ainda tenho na estante, encaixando-os aos temas propostos pelo Desafio Literário Mix. Pretendo ler um livro de cada categoria, apesar do desafio permitir eliminar um ou mais itens com um único livro.

A cada seis meses postarei uma avaliação das metas. Adoro metas! Não para mensurar ou cobrar algo, apenas para verificar o andamento do projeto.

De qualquer forma prometo me esforçar para ampliar meus horizontes literários lendo um livro para cada categoria listada.

Vamos à lista:

  1. Um livro com mais de 500 páginas
  2. Um livro que tenha virado filme
  3. Um livro que contenha números no título
  4. Um livro que seja escrito por uma mulher
  5. Um livro que tenha sido publicado no ano do desafio
  6. Um livro que o título tenha apenas uma palavra
  7. Um livro que tenha mais de 100 anos
  8. Um livro que seja baseado em fatos reais
  9. Um livro que você tenha comprado ou escolheu apenas pela capa
  10. Um livro que se passe durante o natal
  11. Um livro que você termine em um dia
  12. Um livro que tenha sido adaptado para TV
  13. Um livro que relembre sua infância
  14. Um livro que contenha uma cor no título
  15. Um livro recomendado por um amigo
  16. Um livro que fez você chorar
  17. Um livro que foi publicado no ano que você nasceu
  18. Um livro que faça parte de uma trilogia (ler ao menos uma obra da trilogia)
  19. Um livro clássico
  20. Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos
  21. Um livro engraçado (de humor)
  22. Um livro que ganhou o prêmio Pullitzer
  23. Um livro de biografia
  24. Um livro banido e/ou censurado
  25. Um livro que te intimide
  26. O livro mais antigo na estante e que você ainda não leu
  27. Um livro com menos de 150 páginas
  28. Um livro que você abandonou
  29. Um livro que você pensou em abandonar, mas persistiu na leitura
  30. Um livro que você nunca terminou
  31. Um livro que ganhou um prêmio literário
  32. Um livro escrito por um/a jornalista
  33. Um livro com história de guerra
  34. Um livro reportagem
  35. Um livro que você ganhou
  36. Um livro com título estranho
  37. Um livro nacional
  38. Um livro sobre política
  39. Um livro que demonstre que “o mundo tá cada vez pior, antigamente não era assim”
  40. Um livro em que a história se passe em pelo menos dois países de continentes diferentes (América, Europa, Ásia, África, Oceania e Antártida)
  41. Um livro estrangeiro
  42. Um livro sobre religião
  43. Um livro que fale sobre a morte
  44. Um livro de autoajuda
  45. Um livro de suspense/thriller
  46. Um livro de contos
  47. Um livro de não-ficção
  48. Um livro de cartum/charge
  49. Um livro de sick lit
  50. Um livro que contenha ilustrações
  51. Um livro de terror
  52. Um livro considerado cult
  53. Um livro apocalíptico
  54. Um livro que contenha um assassinato
  55. Um livro emprestado
  56. Um livro muito barato
  57. Um livro da biblioteca
  58. Um livro pequeno
  59. Um livro em formato diferente
  60. Um livro que contenha referências musicais
  61. Um livro polêmico
  62. Um livro subestimado
  63. Um livro mind fucking
  64. Um livro chocante
  65. Um livro que contenha uma história de amor marcante
  66. Um livro que você ainda não leu, mas já assistiu à adaptação
  67. Um livro que você gostaria que virasse filme ou série
  68. Um livro que contenha um personagem que você gostaria de ser
  69. Um livro com uma história que você gostaria de viver
  70. Um livro que você gostaria de ter escrito
  71. Um livro que te inspira
  72. Um livro que você gostaria que todos lessem
  73. Um livro que você gostaria de não ter lido (“desler”)
  74. Um livro que te dê vontade de viajar
  75. Um livro que te faça lembrar alguma estação do ano (primavera, verão, outono ou inverno)
  76. Um livro para dar de presente
  77. Um livro para ler antes de dormir
  78. Uma releitura
  79. Um livro com resenhas negativas
  80. Um livro que todo mundo gostou, menos você
  81. Um livro que você escolheu pelo título
  82. Um livro cujo título não condiz com a história
  83. Um livro cujo título tenha mais de 5 palavras
  84. Um livro cujo título seja um ou mais nomes próprios
  85. Um livro de um autor que você nunca tenha lido
  86. Um livro assinado por um pseudônimo
  87. Um livro escrito por dois autores
  88. Um livro de um autor que já morreu
  89. Um livro que comece com a letra do seu nome
  90. Um livro que você sempre quis ler

Essa lista está bem grande, me empolguei é verdade, mas quero ter bastante opção ao escolher a próxima leitura. A intenção é tornar esse desafio estimulante e muito prazeroso.

Convido você a participar deste Desafio Literário Mix. Pode adaptá-lo às suas necessidades e não se esqueça de usar a hashtag #DesafioLiterárioMix

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“A vida que ninguém vê” é um livro que te prende do começo ao fim. A cada página virada os personagens saltam da folha e te convidam a apreciar histórias comoventes do cotidiano. No livro a documentarista, jornalista e escritora Eliane Brum apresenta uma seleção de crônicas sobre pessoas anônimas que têm histórias fantásticas que não são contadas nas páginas dos jornais.

A autora “desvendou” histórias comuns e nos apresenta uma reportagem do comum, mas com relatos inacreditáveis!a_vida_que_ninguem_ve

“A vida que ninguém vê” é um livro que desperta muitos sentimentos no leitor: te sensibiliza com a “História de um olhar”; te inspira com “Eva contra as almas deformadas”; te indigna com “Depois da filha, Antonio sepultou a mulher”; te faz chorar com “Sinal fechado para Camila” e sorrir com “O gaúcho do cavalo de pau”.

O livro é uma homenagem àqueles que, de alguma maneira, vivem de forma extraordinária, às margens da sociedade, lutando para sobreviver, buscando conquistar seus sonhos e fazendo de cada dia um momento especial. É também uma aula sobre jornalismo-sociológico e comportamento humano porque apresenta as situações simples e perturbadoras do cotidiano.

 

É tudo verdade. Da primeira à última linha, todas as palavras foram ditas, todos os sentimentos vividos. “A vida que ninguém vê” é o resultado da busca de uma repórter pela notícia que não estava no jornal. Os textos são reportagens pautadas pelo exercício de um olhar atento aos pequenos acontecimentos, ao que se passa na existência das pessoas desconhecidas. É a trajetória de uma repórter em busca do extraordinário em cada vida – só aparentemente – ordinária. É o avesso do jornalismo padrão.  (Sinopse)

A autora leva a risca o conceito de que “a notícia está em todo lugar”. Mas é preciso ter um olhar apurado para identificá-la e contá-la. E isso Eliane Brum tem de sobra!

Além de ser uma jornalista premiadíssima e documentarista talentosa. É também uma observadora da vida real e escritora empática e sagaz. Sou suspeita porque admiro muito o trabalho dessa escritora que tem o dom de tornar visível o que muitos não enxergam. Tenho saudades da sua coluna no portal da revista Época. Ainda bem que posso lê-la no El País.

As crônicas reportagens reunidas neste livro “A vida que ninguém vê” foram publicadas em 1999, na coluna de mesmo nome. Os textos saíam todos os sábados no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Foram um sucesso tão grande que Eliane Brum mereceu o Prêmio Esso Regional daquele ano. Os leitores escreviam contando que, ao ler sobre a vida anônima de outro, descobriram que sua própria vida era especial. “Tudo mudou”, diziam. (Sinopse)

Um retrato do livro

Lançada pela Arquipélago Editorial com 208 páginas que reúnem as 21 melhores histórias apuradas pela jornalista, a obra literária tem uma linguagem fluída, coloquial e um regionalismo típico do Sul, mas precisamente de Porto Alegre. A autora não criou a reportagem crônica, mas, com certeza, deu um ar intenso e intrigante ao gênero denominado “crônicas da vida real”.

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“A vida que ninguém vê” apresenta textos autorais profundos que nos fazem pensar sobre a vida e a força que move esses personagens. O livro é composto por:

  • Prefácio
    • A vida que ninguém vê como eu a vi – Marcelo Rech
  • A vida que ninguém vê
    • Histórias de um olhar
    • Adail quer voar
    • Enterro de pobre
    • Um certo Geppe Coppini
    • O colecionador das almas sobradas
    • O cativeiro
    • O sapo
    • O conde decaído
    • O menino do alto
    • O chorador
    • O encantador de cavalos
    • O gaúcho do cavalo de pau
    • O exílio
    • A voz
    • Sinal fechado para Camila
    • Dona Maria tem olhos brilhantes
    • O doce velhinho dos comerciais
    • O homem que come vidro
    • O álbum
  • O dia seguinte
    • Depois da filha, Antonio sepultou a mulher
    • O dia em que Adail voou
  • Posfácio – Ricardo Kotscho
    • Humanos anônimos
  • Sobre a melhor profissão do mundo
    • O olhar insubordinado
  • Agradecimentos
  • Crédito das imagens

Eliane Brum não foge do apurado rigor e olhar jornalístico-sociológico que lhe é peculiar ao narrar a realidade do “mendigo que jamais pediu coisa alguma; do carregador de malas do aeroporto que nunca voou; do macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja; do doce velhinho dos comerciais que é também uma vítima do holocausto ou do homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade”.

 

“Eva é mulher, negra e pobre. Eva treme as mãos. Tudo isso até aceitam. O que não lhe perdoam é ter se recusado a ser coitada. O que não perdoam a Eva é, sendo mulher, negra, pobre, e deficiente física, ter completado a universidade. E neste país. Todas as fichas eram contra ela e, ainda assim, Eva ousou vencer a aposta. Por isso a condenaram.” (pg. 101)

a_vida_que_ninguem_ve3É uma obra que precisa e merece ser lida, principalmente por jornalistas. Isso porque somos transportados para o tempo e espaço da história contada. “A vida que ninguém vê” tem um tom visceral, comovente, convidativo e que apresenta o outro como a gente pouco vê.

O que eu aprendi com “A vida que ninguém vê” foi manter um olhar mais atento e apurado para os “comuns” que transitam pela minha vida: pessoas comuns, situações comuns, lugares comuns… os comuns do cotidiano que, muitas vezes, passam despercebidos, apesar de serem repletos de significados especiais.

Ao lançar um olhar apurado sobre o cotidiano de uma sociedade automatizada, embrutecida e que não tem tempo para ouvir, entender, perceber ou acolher o outro, acabamos por desvendar algo a respeito do desconhecido e descobrimos também algo sobre nós mesmos.

Vale destacar que Eliane Brum tem no seu currículo os livros “Uma Duas”, “Coluna Prestes – O avesso da lenda”, “O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real” e “A menina quebrada”.

Informações Técnicas

Título: A Vida Que Ninguém Vê

Autora: Eliane Brum

Número de Páginas: 208 páginas

Editora: Arquipélago Editorial

Avaliação: Ótimo

 

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Ordenou que Baiano caminhasse até a beira da cratera e aproximou o cano do revólver da cabeça dele, a uma distância de mais ou menos um palmo. Puxou o gatilho. O tiro ecoou no buraco como se fosse uma bomba. Júlio viu o corpo do garimpeiro despencar barranco abaixo e saiu correndo na escuridão. (pg. 189)

O-Nome-da-Morte_livroFicção, nãooooo! Esse trecho é uma pequena mostra do que você encontrará no livro reportagem “O Nome da Morte: A história real de Júlio Santana, o homem que já matou 492 pessoas” do escritor Klester Cavalcanti, pela Editora Planeta do Brasil.

Misture suspense, tensão, amor, medo, miséria, corrupção, morte, drama, violência, Ditadura Militar, disputa por dinheiro e poder, Guerrilha do Araguaia e o Sertão brasileiro; encaderne tudo e coloque na prateleira de uma livraria e tcharam: você terá uma obra de sucesso.

Brincadeiras à parte, não é bem assim que as coisas acontecem!

O autor é um jornalista talentoso vencedor do Prêmio Jabuti de 2005 com seu livro anterior “Viúvas da Terra” e tem grande experiência no gênero livro reportagem. Precisou de sete anos para conseguir convencer Júlio Santana a autorizar a divulgação do seu nome verdadeiro e uma foto no livro. A preocupação do protagonista era ser identificado e ter que prestar contas à Justiça por esses 35 anos de matança impune.

“O Nome da Morte: A história real de Júlio Santana, o homem que já matou 492 pessoas” conta a trajetória do matador de aluguel Júlio Santana, nome real, que “já deu cabo” em 492 pessoas em várias regiões do país.

Com uma história pra lá de interessante o matador “justifica” ser pistoleiro porque não sabe fazer outra coisa na vida e precisa garantir a sobrevivência da sua família.

Seus pagamentos são feitos em dinheiro, arroz, feijão, queijo, cachaça e outros itens que lhe interessam. E se você pensa que ele faz de tudo está enganado. Julio segue a risca um código de honra ensinado pelo seu tio policial militar, Cícero Santana, que o apresentou à profissão quando tinha apenas 17 anos de idade. Matar é um lance de família!

 

E quem é esse tal Júlio Santana, ou Julão?

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Mapa onde Júlio Santana esteve

O matador é um homem de pouca conversa, frio, obstinado e que saiu da selva amazônica (na divisa do Maranhão) cruzando vários Estados brasileiros para matar pessoas desde 1971, até conquistar sua “aposentadoria” em 2006 e o sossego no seio da família formada pela esposa e dois filhos.

Do primeiro serviço concluído até o descanso do matador, 492 pessoas foram vítimas da sua mira certeira, sendo 487 registradas numa espécie de “caderno de contabilidade” com capa de desenho animado.

Cada página desvenda uma morte cometida por um homem que preserva certa humanidade ao rezar suas ave-marias e pai-nossos a cada execução como forma de buscar a absolvição dos pecados cometidos.

A história desse personagem é daquelas que você fica indeciso ao identificá-lo entre mocinho ou bandido. Isso porque o livro revela esses Brasis que desconhecemos onde os fins justificam os meios. Você se compadece com a condição de pobreza extrema em que vive o cidadão e até entende os caminhos que a situação o levou a tomar. Mas também fica indignado com a frieza dos atos, a impunidade e as desigualdades que imperam no país.

 

Estrutura do livro

Boa parte do livro relata a primeira vez em que Júlio Santana empunhou uma arma e toda a sua angústia de menino com a situação. No capítulo intitulado “A caminho da Guerrilha do Araguaia” a narrativa ganha ritmo ao descrever o despertar sexual de Júlio, ainda adolescente, com sua namoradinha Ritinha e a oportunidade de trabalhar para as tropas do Exército Brasileiro na caçada aos comunistas escondidos nas selvas da região do Rio Araguaia. A função do garoto era guiar os soldados mata adentro na captura de guerrilheiros porque além de bom conhecedor da região, Júlio tinha outro talento indispensável para a tarefa: a boa mira e a vontade de ganhar muito dinheiro.

Por conta do seu trabalho para os militares Júlio passou a juntar dinheiro para ajudar a família e também se deliciar com a “bebida de rico”, Coca Cola. E por ser um fiel escudeiro dos militares, ao findar seu trabalho de perseguição aos comunistas, ganhou um par de coturnos e farda verde oliva com direito a boné, realizando seu sonho de menino.

“O Nome da Morte: A história real de Júlio Santana, o homem que já matou 492 pessoas” é um livro que prende sua atenção da primeira a última página e é composto por:

  • Prefácio
  • Nota do Autor
  • O primeiro serviço
  • A caminho da Guerrilha do Araguaia
  • A captura de José Genoino
  • A segunda morte
  • Gênese de pistoleiro
  • 487 mortes catalogadas
  • O descanso do matador

 

Nos capítulos “A captura de José Genoino” e “A segunda morte” o autor descreve de forma detalhada como o ex-político José Genoino (PT) e a guerrilheira Maria Lúcia Petit (PCdoB) cruzaram o caminho de Júlio Santana durante a Guerrilha do Araguaia, em 1972, e outros casos de perseguição aos militantes políticos durante a Ditadura Militar.

Cabe ressaltar que há certo exagero estilístico na exploração dessas duas histórias. Acredito que boa parte devido ao “valor histórico” que esses militantes têm para o país. Há muitos dados, fotos e registros que ressaltam a importância aos dois casos em comparação às demais vítimas do pistoleiro, consideradas “pessoas comuns”. Enquanto que em alguns casos o autor descreve o assassinato de forma sucinta, nesse capítulo ele capricha nos detalhes e apresenta dados comprobatórios que torna a narrativa demasiadamente descritiva e pouco fluida.

Queria muito falar das histórias contadas no livro, mas perderia a graça da leitura e a surpresa de se deparar com as situações apresentadas pelo autor. #SpoilerNao

“O Nome da Morte: A história real de Júlio Santana, o homem que já matou 492 pessoas” conta uma história verídica de um personagem com um passado fascinante, anônimo e que poderia facilmente ser seu vizinho. Júlio Santana é um homem que mata a mando de outros homens “poderosos” que fazem da mira do calibre a solução para seus problemas.

Trecho do livro sobre andanças de Júlio Santana na selva

Trecho do livro sobre andanças de Júlio Santana na selva

 

Uma história incrível

Vou ser repetitiva ao registrar, mais uma vez, que adoro livro reportagem e, principalmente, literatura nacional. Se for literatura sobre guerra ou histórias de pessoas anônimas como essa, minha paixão aumenta.

Imagino esse livro nas telas do cinema com o ator Matheus Nachtergaele no papel de Júlio Santana… viajei né? É que o livro e a história são bons mesmo!

Também imagino a “grata” situação de estar numa cobertura jornalística de um tema e descobrir uma história interessante como essa sobre um anônimo que cruzou a vida de guerrilheiros importantes durante a luta armada e que andou impune por esse Brasil afora de pistola em punho e gatilho certeiro. É verdadeiramente uma dádiva essa descoberta do Klester Cavalcanti!

Personagens anônimos com histórias incríveis estão em todas as partes, mas é preciso ter um feeling jornalístico apurado para extrair o melhor “conteúdo” dessas pessoas. Por essa razão Klester Cavalcanti entrou para a minha lista de jornalistas que devo ler mais.

A crítica que faço é que foram poucas histórias contadas de um universo de quase 500 mortes. Que bom seria se o autor pudesse fazer uma nova edição do livro acrescentando mais histórias ou quem sabe um segundo volume.

Apesar disso, recomendo o livro porque esses pequenos deslizes do autor, no meu ponto de vista, não tiram o brilhantismo do livro.

 

Sinopse

Depois de matar, Júlio Santana reza dez ave-marias e vinte pai-nossos para pedir perdão. Tem medo de acabar no inferno. Sem ideologia, Júlio Santana mata por ofício. Uma profissão que aprendeu em família, com seu tio Cícero, que lhe passou um trabalho aos 17 anos. Depois de 35 anos de ofício, contabiliza quase 500 vítimas registradas num caderninho com a capa do Pato Donald. Sem compaixão ou ódio, Kléster Cavalcanti faz o matador respirar e nos assombrar com sua frieza. Pela primeira vez, um pistoleiro mostra seu rosto e conta sua vida. Mais do que a denúncia da impunidade e o desnudamento das engrenagens da viciada máquina Brasil.

 

Informações Técnicas

Título: O Nome da Morte: A história real de Júlio Santana, o homem que já matou 492 pessoas

Autor: Klester Cavalcanti

Número de Páginas: 245 páginas

Editora: Editora Planeta do Brasil

Avaliação: Muito Bom

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invasao no iraque“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” é daqueles livros reportagens que desvendam o véu sobre seus olhos ao mostrar as mentiras que a mídia conta.

O livro é uma coletânea de artigos escritos e divulgados em sites da internet, entre 2003 e 2005, pelo jornalista Carlos Eduardo Magalhães mostrando as incoerências e as parcialidades da cobertura jornalística norte-americana na guerra do Iraque. De acordo com o auto, dirigida e comandada pela Casa Branca, a mídia do país agiu mais como uma agência de propaganda do que como imprensa.

A falta de ética jornalística dos veículos de comunicação, segundo a obra, colaborou para abafar os erros e crimes do conflito armado no Iraque patrocinado pelo governo americano que alegava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa e possíveis conexões com terroristas internacionais.

O jornalista leva o leitor ao submundo da guerra no Iraque onde a manipulação dos meios de comunicação ditam as regras do jogo. Mostra também as artimanhas do Pentágono para transformar propaganda pró-guerra em notícia e a falta de reação e consciência do povo americano frente ao massacre promovido pelo conflito.

O leitor encontra em cada página que folheia histórias que achava conhecer bem – que leu, assistiu ou ouviu na mídia internacional – e que no fundo não é bem assim que deveriam ter sido contadas.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” afirma que houve farsa no resgate da soldado americana Jessica Lynch e que o atentando à jornalista italiana Giuliana Sgrena foi promovido pelas tropas ianques. O autor crítica o papel da ONU, ao alegar que houve omissão da organização frente ao massacre da população iraquiana, e a atuação dos meios de comunicação que, segundo ele, manipularam informações sobre a guerra e as violações aos Direitos Humanos daquela nação.

O livro apresenta a face vil de um Jornalismo sem ética, manipulador, alienante e que só está preocupado em omitir informações e lucrar com audiência. Parece até a mídia brasileira, mas não é, viu! Pura semelhança!

Literatura de Guerra

Tenho verdadeiro fascínio por livros reportagens e se for literatura de guerra meu entusiasmo aumenta. Mas confesso que esse livro foi um soco no estômago sobre os bastidores da cobertura dos correspondentes de guerra do Iraque.

A cada página uma manipulação se revelava o que me fez refletir sobre outros livros que li a respeito desse conflito armado.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” lança um olhar crítico sobre a atuação da mídia durante o conflito e, principalmente, seu papel no imaginário popular americano.

Não pretendo abrir aqui uma discussão política sobre a atuação do governo americano, mas apenas pontuar nessa resenha as principais revelações que o livro introduz a respeito da política externa americana. Entre elas está a afirmação de que a invasão americana no Iraque foi um dos maiores erros da história política dos EUA, iniciado por George W. Bush e perpetrado por Barack Obama. Primeiro por conta da justificativa falsa, depois pela desumanização dos atos e também por não conseguir construir um governo democrático decente que trouxesse melhorias à vida dos iraquianos. Pior, abriu brecha para o fortalecimento do Estado Islâmico e da Al Qaeda. Ao longo do livro o autor revela que os EUA têm uma política externa amparada no relacionamento com regimes autocráticos e que a imprensa esforça-se para encobrir os reais objetivos do governo.

É uma obra que recomendo a leitura, principalmente para estudantes de Jornalismo porque apresenta uma reflexão importante sobre o papel do jornalista; a diferença entre interesse público e o que interessa ao público; liberdade de imprensa; transparência, independência jornalística, cobertura de guerra; credibilidade, audiência e outras questões da área.

Lógico que não tem nada de novo a afirmação de que a mídia em algum momento manipulou, omitiu, mentiu, deturpou, alienou ou desinformou ao longo da sua existência, mas é bom relembrar ou conhecer histórias que exemplificam o quanto o 4º Poder vai longe para proteger os seus interesses. Boa leitura!

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Trecho do livro que fala sobre a “mea culpa” do New York Times

Sinopse

O governo norte-americano desrespeitou boa parte do mundo dito civilizado quando ignorou o Conselho de Segurança da ONU, ao invadir o Iraque. Usou e abusou de mentiras sobre a existência das armas de destruição em massa (ADM) no país do ditador Saddam Hussein. E para isso, para sustentar essas mentiras, a mídia norte-americana foi fundamental. Mentiram, manipularam e censuraram informações para convencer a todos que haviam as tais ADMs no Iraque.

Informações Técnicas

Título: Invasão no Iraque: Manipulação, Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA

Autor: Carlos Eduardo Magalhães

Número de Páginas: 159 páginas

Editora: Editora Canudos

Avaliação: Ótimo

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Bilhetinho escrito em 2013 e meta cumprida em 2015.

Nossa como o tempo voou e eu não consegui escrever uma palavra aqui para no Blog… relapsa… relapsa… relapsa… Mas a desculpa é a vida corrida e complicada de quem raramente tem tempo livre e quando chega o ócio, guarda esse momento rico para descansar, ler e dormir. rsrsrs

Hoje completa dois meses, pontualmente, desde a última postagem. #tsc #tsc #tsc E tenho um livro que preciso resenhar por questão de honra. Sabe aquele momento de desencargo de consciência? Bateu hoje!

Em 2013 li “Evolução em Dois Mundos” da coleção “A Vida no Mundo Espiritual” composta por 13 obras ditadas pelo Espírito André Luiz.

O livro “Evolução em Dois Mundos”, concluído em 1958 pelos médiuns psicógrafos Chico Xavier e Waldo Vieira, trata do processo evolutivo do ser sob o olhar da Ciência aliado ao Evangelho de Jesus Cristo.

Os autores apresentam conceitos importantes a respeito da evolução do Espírito nos dois planos: o mundo físico e o mundo espiritual. Com 40 capítulos que se dividem em duas seções, a obra oferece em sua primeira parte explicações sobre a existência da alma, desencarnação, fluidos, mecanismos da mente, mediunidade, evolução do sexo e corpo espiritual. Na segunda parte encontramos respostas para dúvidas sobre separação entre cônjuges espirituais, alimentação dos desencarnados, justiça, predisposição mórbidas, vida social dos desencarnados etc.

Para conhecer melhor o conteúdo confira abaixo a divisão dos capítulos:

Primeira Parte

  1. Fluido cósmico
  2. Corpo espiritual
  3. Evolução e Corpo Espiritual
  4. Automatismo e corpo espiritual
  5. Células e corpo espiritual
  6. Evolução e sexo
  7. Evolução e hereditariedade
  8. Evolução e metabolismo
  9. Evolução e cérebro
  10. Palavra e responsabilidade
  11. Existência da alma
  12. Alma e desencarnação
  13. Alma e fluidos
  14. Simbiose espiritual
  15. Vampirismo espiritual
  16. Mecanismos da mente
  17. Mediunidade e corpo espiritual
  18. Sexo e corpo espiritual
  19. Alma e reencarnação
  20. Corpo espiritual e religiões

Segunda Parte

  1. Alimentação dos desencarnados
  2. Linguagem dos desencarnados
  3. Corpo espiritual e volitação
  4. Linhas morfológicas dos desencarnados
  5. Apresentação dos desencarnados
  6. Justiça na Epiritualidade
  7. Vida social dos desencarnados
  8. Matrimônio e divórcio
  9. Separação entre cônjuges espirituais
  10. Disciplina afetiva
  11. Conduta afetiva
  12. Diferenciação dos sexos
  13. Gestação frustrada
  14. Aborto criminoso
  15. Passe magnético
  16. Determinação do sexo
  17. Desencarnação
  18. Evolução e destino
  19. Predisposições mórbidas
  20. Invasão microbiana

O livro é bastante elucidativo a respeito da Doutrina Espírita, principalmente no que diz respeito a evolução espiritual dos seres encarnados e desencarnados. Mas apesar de ter lido a 3ª reimpressão da 25ª edição lançada em 2010, a linguagem ainda é bem rebuscada e densa. Por isso, não recomendo para iniciantes já que a leitura é um pouco difícil e os fundamentos que a obra traz requerem certa bagagem de ensinamentos conceituais introdutórios da doutrina.

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Trecho do livro “A Evolução em Dois Mundos”

Sinopse

Nesta obra altamente reveladora, o autor espiritual nos convida: “Estudemos a rota de nossa multimilenária romagem no tempo para sentirmos o calor da flama de nosso próprio espírito a palpitar imorredouro na Eternidade (…)”.

Para estudar processo evolutivo do ser, André Luiz alia os conceitos da Ciência com a mensagem consoladora de Jesus reavivada pelo Espiritismo, oferecendo admirável estudo científico sobre o harmonioso elo existente na evolução da alma nos dois planos da vida: o mundo material e o mundo espiritual.

Em sua primeira parte, esta obra instrui sobre fluido cósmico, corpo espiritual, evolução e sexo e muitos outros temas.

Na Segunda parte, através de perguntas e respostas, trata de questões sobre alimentação dos desencarnados, matrimônio e divórcio, gestação frustrada, determinação do sexo, além de outros assuntos relevantes.

Uma questão interessante é que a publicação é iniciada com alguns conceitos importantes de Allan Kardec que nos permitem entender os ensinamentos da Doutrina Espíritas. Então, recomendo que o leitor tenha a mente e o coração abertos para os conceitos espíritas e científicos que a obra traz, a partir do entendimento de que:

  • A marcha dos Espíritos é progressiva, jamais retrógrada.
  • No conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis.
  • O Espiritismo mostra que a vida terrestre não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da Obra do Criador.
  • No intervalo das existências humanas o Espírito torna a entrar no mundo espiritual, onde é feliz ou desventurado segundo o bem ou o mal que fez.
  • O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação.

evolucao_em_dois_mundos_1Informações Técnicas

Título: Evolução em Dois Mundos

Autor: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (André Luiz)

Número de Páginas: 288 páginas

Editora: FEB

Avaliação: Bom

 

Leia também:

Resenha do livro “Missionários da Luz” da mesma coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.

Resenha do livro “E a Vida Continua…” da mesma coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.

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diario-de-um-magro-mario-prata-“Diário de um Magro” é um livro que rondava a minha estante há muito tempo e nunca tive disposição para ler.

“Diário de um Magro” é o nome do livro que esqueci completamente ao responder à minha amiga – negra, jornalista, blogueira e muito politizada – que me perguntou qual obra estava lendo no momento. Já dá para perceber que não considero essa publicação memorável. Justifiquei a escolha pelo tema porque precisava de uma leitura mais leve e engraçada, já que a publicação anterior foi um livro reportagem, bem denso e triste, sobre um matador de aluguel.

“Diário de um Magro” é um diário de bordo que narra os 15 dias do escritor Mario Prata no São Pedro – Spa Médico, localizado em Sorocaba, interior de São Paulo. Acompanhado do jornalista e escritor Fernando Morais – que adoro ler – e o do cartunista Paulo Caruso, o autor promete contar os bastidores do local e os personagens engraçados e inusitados que eles encontraram por lá.

A orelha foi escrita pelo ator Antonio Fagundes que visitou o local e deu início ao interesse de Prata pelo lugar. Lançado em 1997 pela Editora Globo, são 160 páginas divididas em 10 capítulos que foram escritos durante a estadia do de Mario Prata no Spa.

Por que eu decidi ler esse livro? Porque em agosto assisti a entrevista de Mario Prata concedida ao Programa do Jô. Na ocasião, ele estava lançando o livro “Uns Brasileiros” e achei que se tratava de um escritor interessante, engraçado e cheio de coisas para dizer. Mas esse livro, “Diário de um Magro”, não faz jus à fama, nem a ideia que eu tinha dele e de sua obra.

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Trecho do livro em que o autor relata sua confusão numa consulta médica

Vamos à sinopse:

Você já foi a um spa, nega? Então, vá.
Mario Prata (depois de Schifaizfavoire, James Lins e Mas será o Benedito?) foi. Foi para descansar, mas acabou trabalhando. Ou se divertindo, como ele mesmo afirma.
O resultado é este livro, um verdadeiro e muito engraçado diário de um magro, rodeado por gordinhos e gordinhas por todos os lados.
Como nos três últimos livros do jornalista e escritor, aqui também o humor rola solto. Você vai se divertir com os personagens que o autor encontrou por lá e com ele mesmo.
Mario Prata e Fernando Morais (que prefacia este livro) foram juntos. Achavam que iam encontrar pessoas chatas e tristes. Ledo engano. Se apaixonaram pela fauna e pela flora do lugar.
Não apenas saíram mais magros e descansados, como passaram catorze dias rindo. Deles e dos outros. Como você vai rir agora, numa sentada só. E conhecer um spa por dentro, no traço de Paulo Caruso.
E não se esqueça: rir emagrece. E faz bem para a cabeça. Como passar uns dias num spa.

Desagrado

De antemão vou dizer que tenho (pré)conceitos com vários estilos literários e que, muitas vezes, são baseados em restrições de leitura que carrego desde quando aprendi a ler. Outro dia escrevo um post mais detalhado sobre os estilos de leitura que não me agradam.

“Diário de um Magro” é o livro que acabei de ler e não me agradou por algumas razões que vou descrever sucintamente:

  • Minha colega jornalista tinha razão! Eu, negra, jornalista, blogueira, pobre, militante sindical e do movimento negro não sou o perfil de leitor desta obra: classe média alta ou bem mais abastados, que curtem crônicas sem graça e sem profundidade que falam sobre os problemas da sociedade de consumo de uma maneira que não acrescenta nada à sua vida.
  • Definitivamente eu não sou fã de crônicas, salvo as que carregam visão irônica e bem humorada dos acontecimentos ou que apresentam um ponto de vista em relação a uma problemática da sociedade de forma a agregar conteúdo. Acredito que não é o caso deste livro!
  • Em alguns trechos achei o texto bem chato e sem graça.
  • Ao contrário do prometido, não me arrancou gargalhadas ou risadas, talvez alguns risinhos de canto de boca. Enfim, não foi engraçado. Mas reconheço a intenção e esforço do autor.
  • Alguns trechos de música acrescentados em homenagem ao Chico César não fazem o menor sentido para mim.
  • A ideia de “mente sã e corpo são” é bem batida.
  • Para resumir: a sensibilidade e “bom humor” do texto não foram suficientes para eu gostar e indicar a obra.

Coisa que eu gostei no livro:

  • A escrita é fluída e de fácil leitura.
  • As ilustrações são bem interessantes.
  • As dicas de saúde, apesar de ser senso comum – tipo: a obesidade mórbida é um caso grave de saúde pública e que parar de fumar melhora as condições vasculares e reduz o risco de câncer – ajudam na luta e conscientização de algumas doenças que se agravam com a obesidade. É uma forma leve de tratar de um tema difícil.
  • O texto apresenta de forma delicada alguns dos problemas enfrentados pelas pessoas que sofrem com distúrbios alimentares.
  • O livro mostra que não há segredo para vencer a balança. Não há uma pílula mágica ou um comprimido para facilitar a vida, a não ser mudar os hábitos alimentares, fazer exercício físico e ter disposição, força de vontade e disciplina. Nada de novo no mundo do fitness.
  • Alguns personagens inusitados descritos pelo autor.

Minha “visão” literária

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Ilustração do cartunista Paulo Caruso

Para finalizar levanto algumas hipóteses que justificam meu (des)gosto pelo livro “Diário de um Magro”. Pode ser que eu seja muito leiga para esse tipo de leitura/crônica, ou que minha crítica esteja muito mordaz porque sou mal humorada, ou que não compreendi a obra porque sou insensível a esse estilo de escrita e humor.

Definitivamente, eu não sou o público alvo dessa obra!

De uma coisa eu tenho certeza, no momento, perdi o “tesão” em ler outras obras do Mario Prata. Peço que seus fãs me perdoem, mas estou sendo sincera com os meus sentimentos e descobertas. Prometo no futuro, distante, ler outro livro para tentar desfazer minha opinião ou me redimir dessa crítica.
A preocupação de ler um livro que não se aprecia é tentar combater o receio de não acertar na escolha da próxima leitura, porque emplacar dois livros seguidos que desagradam é o fim para qualquer amante literário.

Quase me esqueci de dizer, já saiu o “Diário do Magro 2”. No momento, com todo o respeito que o autor merece, eu passo a minha vez!

Informações Técnicas
Título: Diário de um Magro – 1997
Autor: Mario Prata
Número de Páginas: 160 páginas
Editora: Globo
Avaliação: Regular

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