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Posts Tagged ‘literatura’

Crédito: FreeImages.com/Michelle Seixas (#1562581)

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Como esse ano está sendo marcado por pequenas mudanças em minha vida, me propus a participar de um Desafio Literário.

Nos últimos dois anos diminui bastante o ritmo de leitura porque assumi outros compromissos que tornaram o meu horário muito mais apertado. Mesmo assim, vou me esforçar para retomar a leitura e escrever mais resenhas.

Esse desafio não é nenhuma competição, apenas uma forma de variar a leitura tornando-a mais instigante e diferente.

O Desafio Literário Mix tem como base as indicações dos blogs Annie Bitencourt, Além do Livro, Livros & Escritos e Inspirada por Palavras.

Pesquisei vários Desafios Literários e resolvi elaborar uma mistura (mix) que se adaptasse ao meu perfil e objetivo literário, pois não curto obras de ficção. Apesar do meu gosto “restrito” prometo me esforçar para sair da minha zona de conforto e explorar leituras variadas. #DesafioLiterárioMix

O Desafio Literário Mix vai durar 24 meses, iniciando em 1º de junho de 2016 com término em 31 de maio de 2018. Minha intenção é escolher de forma aleatória os livros não lidos que ainda tenho na estante, encaixando-os aos temas propostos pelo Desafio Literário Mix. Pretendo ler um livro de cada categoria, apesar do desafio permitir eliminar um ou mais itens com um único livro.

A cada seis meses postarei uma avaliação das metas. Adoro metas! Não para mensurar ou cobrar algo, apenas para verificar o andamento do projeto.

De qualquer forma prometo me esforçar para ampliar meus horizontes literários lendo um livro para cada categoria listada.

Vamos à lista:

  1. Um livro com mais de 500 páginas
  2. Um livro que tenha virado filme
  3. Um livro que contenha números no título
  4. Um livro que seja escrito por uma mulher
  5. Um livro que tenha sido publicado no ano do desafio
  6. Um livro que o título tenha apenas uma palavra
  7. Um livro que tenha mais de 100 anos
  8. Um livro que seja baseado em fatos reais
  9. Um livro que você tenha comprado ou escolheu apenas pela capa
  10. Um livro que se passe durante o natal
  11. Um livro que você termine em um dia
  12. Um livro que tenha sido adaptado para TV
  13. Um livro que relembre sua infância
  14. Um livro que contenha uma cor no título
  15. Um livro recomendado por um amigo
  16. Um livro que fez você chorar
  17. Um livro que foi publicado no ano que você nasceu
  18. Um livro que faça parte de uma trilogia (ler ao menos uma obra da trilogia)
  19. Um livro clássico
  20. Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos
  21. Um livro engraçado (de humor)
  22. Um livro que ganhou o prêmio Pullitzer
  23. Um livro de biografia
  24. Um livro banido e/ou censurado
  25. Um livro que te intimide
  26. O livro mais antigo na estante e que você ainda não leu
  27. Um livro com menos de 150 páginas
  28. Um livro que você abandonou
  29. Um livro que você pensou em abandonar, mas persistiu na leitura
  30. Um livro que você nunca terminou
  31. Um livro que ganhou um prêmio literário
  32. Um livro escrito por um/a jornalista
  33. Um livro com história de guerra
  34. Um livro reportagem
  35. Um livro que você ganhou
  36. Um livro com título estranho
  37. Um livro nacional
  38. Um livro sobre política
  39. Um livro que demonstre que “o mundo tá cada vez pior, antigamente não era assim”
  40. Um livro em que a história se passe em pelo menos dois países de continentes diferentes (América, Europa, Ásia, África, Oceania e Antártida)
  41. Um livro estrangeiro
  42. Um livro sobre religião
  43. Um livro que fale sobre a morte
  44. Um livro de autoajuda
  45. Um livro de suspense/thriller
  46. Um livro de contos
  47. Um livro de não-ficção
  48. Um livro de cartum/charge
  49. Um livro de sick lit
  50. Um livro que contenha ilustrações
  51. Um livro de terror
  52. Um livro considerado cult
  53. Um livro apocalíptico
  54. Um livro que contenha um assassinato
  55. Um livro emprestado
  56. Um livro muito barato
  57. Um livro da biblioteca
  58. Um livro pequeno
  59. Um livro em formato diferente
  60. Um livro que contenha referências musicais
  61. Um livro polêmico
  62. Um livro subestimado
  63. Um livro mind fucking
  64. Um livro chocante
  65. Um livro que contenha uma história de amor marcante
  66. Um livro que você ainda não leu, mas já assistiu à adaptação
  67. Um livro que você gostaria que virasse filme ou série
  68. Um livro que contenha um personagem que você gostaria de ser
  69. Um livro com uma história que você gostaria de viver
  70. Um livro que você gostaria de ter escrito
  71. Um livro que te inspira
  72. Um livro que você gostaria que todos lessem
  73. Um livro que você gostaria de não ter lido (“desler”)
  74. Um livro que te dê vontade de viajar
  75. Um livro que te faça lembrar alguma estação do ano (primavera, verão, outono ou inverno)
  76. Um livro para dar de presente
  77. Um livro para ler antes de dormir
  78. Uma releitura
  79. Um livro com resenhas negativas
  80. Um livro que todo mundo gostou, menos você
  81. Um livro que você escolheu pelo título
  82. Um livro cujo título não condiz com a história
  83. Um livro cujo título tenha mais de 5 palavras
  84. Um livro cujo título seja um ou mais nomes próprios
  85. Um livro de um autor que você nunca tenha lido
  86. Um livro assinado por um pseudônimo
  87. Um livro escrito por dois autores
  88. Um livro de um autor que já morreu
  89. Um livro que comece com a letra do seu nome
  90. Um livro que você sempre quis ler

Essa lista está bem grande, me empolguei é verdade, mas quero ter bastante opção ao escolher a próxima leitura. A intenção é tornar esse desafio estimulante e muito prazeroso.

Convido você a participar deste Desafio Literário Mix. Pode adaptá-lo às suas necessidades e não se esqueça de usar a hashtag #DesafioLiterárioMix

tabela_desafio

 

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invasao no iraque“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” é daqueles livros reportagens que desvendam o véu sobre seus olhos ao mostrar as mentiras que a mídia conta.

O livro é uma coletânea de artigos escritos e divulgados em sites da internet, entre 2003 e 2005, pelo jornalista Carlos Eduardo Magalhães mostrando as incoerências e as parcialidades da cobertura jornalística norte-americana na guerra do Iraque. De acordo com o auto, dirigida e comandada pela Casa Branca, a mídia do país agiu mais como uma agência de propaganda do que como imprensa.

A falta de ética jornalística dos veículos de comunicação, segundo a obra, colaborou para abafar os erros e crimes do conflito armado no Iraque patrocinado pelo governo americano que alegava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa e possíveis conexões com terroristas internacionais.

O jornalista leva o leitor ao submundo da guerra no Iraque onde a manipulação dos meios de comunicação ditam as regras do jogo. Mostra também as artimanhas do Pentágono para transformar propaganda pró-guerra em notícia e a falta de reação e consciência do povo americano frente ao massacre promovido pelo conflito.

O leitor encontra em cada página que folheia histórias que achava conhecer bem – que leu, assistiu ou ouviu na mídia internacional – e que no fundo não é bem assim que deveriam ter sido contadas.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” afirma que houve farsa no resgate da soldado americana Jessica Lynch e que o atentando à jornalista italiana Giuliana Sgrena foi promovido pelas tropas ianques. O autor crítica o papel da ONU, ao alegar que houve omissão da organização frente ao massacre da população iraquiana, e a atuação dos meios de comunicação que, segundo ele, manipularam informações sobre a guerra e as violações aos Direitos Humanos daquela nação.

O livro apresenta a face vil de um Jornalismo sem ética, manipulador, alienante e que só está preocupado em omitir informações e lucrar com audiência. Parece até a mídia brasileira, mas não é, viu! Pura semelhança!

Literatura de Guerra

Tenho verdadeiro fascínio por livros reportagens e se for literatura de guerra meu entusiasmo aumenta. Mas confesso que esse livro foi um soco no estômago sobre os bastidores da cobertura dos correspondentes de guerra do Iraque.

A cada página uma manipulação se revelava o que me fez refletir sobre outros livros que li a respeito desse conflito armado.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” lança um olhar crítico sobre a atuação da mídia durante o conflito e, principalmente, seu papel no imaginário popular americano.

Não pretendo abrir aqui uma discussão política sobre a atuação do governo americano, mas apenas pontuar nessa resenha as principais revelações que o livro introduz a respeito da política externa americana. Entre elas está a afirmação de que a invasão americana no Iraque foi um dos maiores erros da história política dos EUA, iniciado por George W. Bush e perpetrado por Barack Obama. Primeiro por conta da justificativa falsa, depois pela desumanização dos atos e também por não conseguir construir um governo democrático decente que trouxesse melhorias à vida dos iraquianos. Pior, abriu brecha para o fortalecimento do Estado Islâmico e da Al Qaeda. Ao longo do livro o autor revela que os EUA têm uma política externa amparada no relacionamento com regimes autocráticos e que a imprensa esforça-se para encobrir os reais objetivos do governo.

É uma obra que recomendo a leitura, principalmente para estudantes de Jornalismo porque apresenta uma reflexão importante sobre o papel do jornalista; a diferença entre interesse público e o que interessa ao público; liberdade de imprensa; transparência, independência jornalística, cobertura de guerra; credibilidade, audiência e outras questões da área.

Lógico que não tem nada de novo a afirmação de que a mídia em algum momento manipulou, omitiu, mentiu, deturpou, alienou ou desinformou ao longo da sua existência, mas é bom relembrar ou conhecer histórias que exemplificam o quanto o 4º Poder vai longe para proteger os seus interesses. Boa leitura!

invasao no iraque_2

Trecho do livro que fala sobre a “mea culpa” do New York Times

Sinopse

O governo norte-americano desrespeitou boa parte do mundo dito civilizado quando ignorou o Conselho de Segurança da ONU, ao invadir o Iraque. Usou e abusou de mentiras sobre a existência das armas de destruição em massa (ADM) no país do ditador Saddam Hussein. E para isso, para sustentar essas mentiras, a mídia norte-americana foi fundamental. Mentiram, manipularam e censuraram informações para convencer a todos que haviam as tais ADMs no Iraque.

Informações Técnicas

Título: Invasão no Iraque: Manipulação, Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA

Autor: Carlos Eduardo Magalhães

Número de Páginas: 159 páginas

Editora: Editora Canudos

Avaliação: Ótimo

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50tonsdecinzaFui assistir ao famosinho “50 Tons de Cinza”, baseado no fenômeno editorial dos últimos anos. E já posso adiantar que foi pura decepção, do começo ao fim. “50 Tons de Cinza” é udo preto no branco: um manda e o outro obedece: sem questionar… e, principalmente, não pode raciocinar sobre o assunto e nem se envolver emocionalmente. Tudo frio e calculista… baseado na dor do prazer!

Depois de ler muitas críticas a respeito do livro homônimo e tantas outras sobre o filme, minha expectativa já estava bem baixa, mas lá no fundo guardava uma esperança de ser surpreendida por um filme onde a sexualidade fosse tratada com seriedade. Sei lá… Esperava um filme que apresentasse a temática da liberação sexual e amores possíveis e sem limites com mais propriedade. Ledo engano!

Também, que ideia mais besta essa minha de achar que essas questões tão complexas seriam tratadas numa película baseada numa literatura ficcional.

Do que trata “50 Tons de Cinza”?

De acordo com a sinopse do best-seller erótico:

“Anastasia Steele é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Um dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey. Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey”.

Mas na verdade a história é bem batida: uma relação entre um “total control freak” bilherdário sádico e uma pobre garota virginal.

Putz, quer coisa mais clichê?

O enredo uma garota inocente, virgem, consumida pelo amor e pelo desejo e confusa diante de um cara riquíssimo, controlador, misterioso e incapaz de demonstrar afeto. Nussaaaa que história inédita! Rsrsrs

Por alguns momentos me senti teletransportada para o universo dos livros romanceados de Sabrina, Julia, Bianca etc., bem aquele tipo literário que detesto.

A partir disso, a garota encantada com a luxuria e super perdida nas emoções não sabe se deixa-se levar pelas possibilidades do mundo sadomasoquista (prazer sexual + dor) ou se mantém sua convicção de buscar uma relação amorosa saudável a qualquer custo.

Os sadomasô’s que me desculpem, mas duvido que esse filme os represente, porque já vi cenas mais elaboradas, sugestivas e picantes no filme “9 ½ Semanas de Amor”, que data de 1986, do que no “50 Tons de Cinza”.

A única coisa de útil no filme “50 Tons de Cinza”, como disse dia desses, Léo Jaime no programa Saia Justa da GNT, foi introduzir o assunto do fetiche e da fantasia sexual abrindo o horizonte para a visão de que um tapinha não dói, claro, sem violência! Tornando “mais amenas” as práticas sexuais atípicas.

50tonsdecinza_bilhete_cinemaNão li o livro e provavelmente não lerei (mais porque não curto literatura ficcional, do que pelo tema propriamente dito), mas fiquei decepcionada com o conteúdo do filme.

A princípio achei que se tratava de um filme um pouco mais moderninho… revolucionário, tendo em vista o estardalhaço midiático que causou o livro, e que apresentava ideias sexuais libertárias, pra além do sadomasoquismo. Mas me deparei com um filme água-com-açúcar onde o amor e o sexo são tratados sob a riste de um contrato jurídico que estabelece o que pode ou não conter na relação do casal.

E a ideia de que no amor e na guerra valem tudo?

No caso do filme, só vale tudo aquilo que está previsto no contrato: sexo: pode; carinho: não pode; dor: pode; andar de mãos dadas: não pode; prazer: pode: amor: não pode!

Mesmo apresentando uma história de senso comum, o filme já ganhou notoriedade e o Portal 50 Tons anuncia:

“… foi a maior estreia brasileira da Universal Pictures até hoje, e a quarta maior estreia da história do cinema no país”.

Acredito que muitas que leram o livro e tantas outras como eu, curiosas de plantão, correram ao cinema para ver o tal acontecimento literário em película. E boom… sucesso de bilheteria!

“50 Tons de Cinza” é um filme preto no branco que sugere que numa relação de submissão o amor fica de fora. Ele não tem nada de romântico, nada de pervertido nem de sadomasoquismo. Tem tudo a ver com uma antiga ideia cristã (sim, cristã e machista) de que a mulher deve se submeter ao homem e suas vontades sem questionar ou exigir algo em troca. Ideia arcaica já superada por todas nós há muito tempo.

Pelamor, né! Espero que as próximas adaptações sejam melhores!

Ainda bem que a companhia no cinema era ótima e valeu muito o encontro!

Amor e Sexo – Rita Lee
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom…
Amor é do bem…

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal.
E tal e coisa.

Ah, o amor…
Hum, o sexo…

Só pra registrar: “De acordo com a Classificação Internacional de Doenças F65.5 o sadomasoquismo é considerado doença se apenas a atividade é a fonte de estimulação mais importante do casal ou é necessária para a satisfação sexual. O sadomasoquismo pode causar agressões, traumas e morte”. (Wikipédia)

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“Porque os Estados Unidos, nos últimos trinta anos, foram o padrinho e o pai de quantos regimes reacionários, corrompidos, sangrentos, fascistas e repressivos existam no mundo”. Fidel Castro

a ilha fernando moraisCom essa declaração somos convidados a entrar na pequena ilha cercada de amigos e inimigos políticos. “A ILHA – Um repórter brasileiro no país de Fidel Castro”, editado pela Editora Alfa-Omega, é destes livros convidativos que você devora na ânsia de desvendar o mundo a cada página lida. E o resgate literário trazido por ele, não é só a história de Cuba, a partir da queda de Fulgêncio Batista e a construção do governo de Fidel Castro, ocorrida em janeiro de 1959, mas o resgate da cultura e valores do seu povo.

O livro-reportagem escrito pelo jornalista Fernando Morais, em 1976 – que em sua 18ª, em 1981, ganhou fotos e um capitulo inédito – tem um tom de diário minucioso que conta as profundas transformações pelas quais passou a ilha socialista. No decorrer do texto o jornalista conta o que encontrou ao percorrer as ruas, praias, órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e tantos outros lugares cubanos.

O livro apresenta um retrato histórico de como o país alcançou legitimidade e estabeleceu uma relação político-econômica junto a outros países socialistas ou de esquerda. Isso porque ele descreve a tomada de poder por Fidel Castro e seus amigos guerrilheiros; a estruturação do governo socialista; as dificuldades econômicas iniciais, frente ao embargo econômico imposto pelos EUA; a reconstrução do país, antes capitalista; a nacionalização das empresas estrangeiras, o melhoramento dos serviços públicos – como Saúde, Educação, Segurança, Cultura – etc.

Na esteira dos acontecimentos, as transformações colocaram a ilha dos irmãos Castro no rumo do desenvolvimento nacional fazendo frente aos países capitalistas de primeiro mundo.

A reconstrução de Cuba reforça a ideia de Karl Marx de que “a igualdade consiste em tratar desigualmente as coisas desiguais”. Isso porque o entendimento é de que o regime capitalista não dá conta de resolver todos os problemas sociais, se não for por meio de cotas e reparações às minorias, que não passam de medidas paliativas.

“Penso, portanto, que ninguém, de um país capitalista, tem autoridade para falar de direitos humanos”, argumenta Fidel Castro em entrevista ao jornalista Fernando Morais.

O conteúdo do livro é dividido em:

  • Sobre o autor
  • Prefácio
  • O Cotidiano
  • A Cultura, as Relações com o Mundo
  • O Racionamento
  • Um País sem Favelas
  • A Nova Escola
  • A Saúde
  • Imprensa
  • A Mulher
  • Eleição, Justiça
  • Reforma Agrária, Economia
  • A Revolução Onipresente

Apêndice

  • Uma entrevista com Carlos Rafael Rodriguez
  • Entrevista
  • A Guerra em Angola Segundo Fidel Castro
  • O Médico de Sierra Maestra

Neste livro é possível entender como se deu a busca pela eficácia no atendimento dos serviços públicos, entre eles, a assistência médica gratuita e de qualidade pela qual Cuba é internacionalmente conhecida. Tanto que se tornou país referência no ensino e prática de medicina oferecendo através de parcerias com vários países, entre eles o Brasil, o ensino e qualificação de profissionais de Saúde.

No entanto, faço uma recomendação, pois as 200 páginas deste livro não guarda nenhuma relação com os fatos e as denúncias recentes e constantes difundidas por Yoani Sánchez em seu blog Generación Y (Geração Y), até porque o livro foi escrito em 1976, aproxidamente 17 anos após a revolução que depôs a ditadura de Batista pelo grupo guerrilheiro liderado por Fidel Castro.

É inegável que esta leitura é recomendada a todos que queiram conhecer a fundo a história da condução de Cuba para o socialismo, único país atualmente sob este regime na América, suas transformações sócio-políticas, sua ascensão e desenvolvimento econômico.

Boa leitura!

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