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Posts Tagged ‘Liberdade de Imprensa’

O conceito de golpe midiático ganhou notoriedade nos últimos dias. O debate é público e parte da constatação de que setores da imprensa passaram a atuar de maneira a privilegiar uma candidatura em detrimento de outra. É legítimo – e desejável – que as direções das empresas jornalísticas explicitem suas opções políticas, partidárias e eleitorais. O que é inaceitável é que o façam também fora dos espaços editoriais. Distorcer, selecionar, divulgar opiniões como se fossem fatos não é exercer o jornalismo, mas, sim, manipular o noticiário cotidiano segundo interesses outros que não os de informar com veracidade.
Se esses recursos são usados para influenciar ou determinar o resultado de uma eleição configura-se golpe com o objetivo de interferir na vontade popular. Não se trata aqui do uso da força, mas sim de técnicas de manipulação da opinião pública. Neste contexto, o uso do conceito “golpe midiático” é perfeitamente compreensível.
Este estado de coisas só acontece porque os jornalistas perderam força e importância no processo de elaboração da informação no interior das empresas. Cada vez menos jornalistas detêm o poder da informação que será fornecida à opinião pública. Ela passa por uma triagem prévia já no seu processo de edição e aqueles que descumprem a dita orientação editorial são penalizados. Também nunca conseguem atingir cargos de direção que, agora, são ocupados por executivos que atendem aos interesses de comitês, bancos associados, acionistas etc.
Esse estado de coisas não apenas abre espaço para que a mídia atenda a interesses outros que não o do cidadão, como também avilta a profissão de jornalista, precariza condições de trabalho e achata salários. A consequência mais trágica disso é a necessidade de se adaptar ao “esquema da empresa” para garantir o emprego, mesmo em detrimento dos valores mais caros.
Para avançar nessa discussão é necessário estabelecer a premissa de que informar a população sobre os desmandos do governo (qualquer deles) é dever da imprensa. Orquestrar campanhas pró ou contra candidatos é abuso de poder. A linha divisória entre esses campos é tênue e cabe ao jornalista, respeitando o profissionalismo e a ética, estabelecer o limite tendo em conta o que é de interesse público.
Não podemos incorrer no erro de instaurar na cobertura de fatos políticos os erros cometidos em outras áreas, ou seja, o pré-julgamento (que dispensa provas, pois o suspeito está condenado previamente) e o jornalismo espetáculo (que expõe situações de maneira emocional para provocar reações extremadas).
A ideia de debater e protestar contra esse estado de coisas resultou na realização do ato em defesa da democracia e contra o golpismo midiático a ser realizado no auditório do Sindicato dos Jornalistas. A proposta surgiu em conversa entre blogueiros, foi assumida pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que procurou o Sindicato dos Jornalistas e este aceitou sediar o evento.
A sociedade sabe que o local ideal para este debate é o Sindicato dos Jornalistas. Não apenas porque os jornalistas são parte importante nesse processo, mas, principalmente, pela tradição da entidade em ser um espaço democrático aberto às diversas manifestações públicas e de interesse social.
O que está em discussão são duas concepções opostas, uma que considera a informação um bem privado, passível de uso conforme interesses pessoais e outro que entende a informação como direito social, portanto, regulado por um “contrato social”, exatamente como acontece com a saúde ou a educação.
Ter direito de resposta, garantir espaço para que o contraditório apareça, impedir o monopólio da mídia, tornar transparente os mecanismos de outorga das empresas de rádio e TV, destinar parte da verba oficial para pequenos veículos, criar a rede pública de comunicação, regulamentar as profissões envolvidas com a mídia, não são atos de censura, são movimentos em defesa da liberdade de expressão e cidadania!
O grupo dos liberais quer, a qualquer custo, impedir que o conceito de direito social seja estendido à informação. A confusão feita entre liberdade de opinião, de imprensa, de informação, de profissão e o conceito de censura e de controle público é intencional. Essa confusão é visível na argumentação utilizada pelo Ministro Gilmar Mendes para acabar com a necessidade do diploma de jornalismo. O objetivo é impedir que as ideias por trás das palavras sejam claramente entendidas pelo cidadão e, assim, interditar qualquer reivindicação popular nesse campo.
A liberdade de imprensa é o principal instrumento do jornalista profissional. Não é propriedade dos proprietários dos meios de comunicação. O verdadeiro ato em favor da liberdade de imprensa é feito em defesa do jornalista e, por consequência, diminui o poder da empresa. O problema é que, a exemplo do que escreveu George Orwell no livro 1984 quando criou a novilíngua (que pretendia reduzir o vocabulário, eliminar sinônimos e fundir palavras para diminuir a capacidade de pensamento), o conceito de liberdade de imprensa foi virado pelo avesso e, uma vez apropriado pela empresa de comunicação, passou a diminuir o papel do jornalista obrigando-o a se submeter às engrenagens do poder empresarial. Não é por acaso que existe a frase, ao mesmo tempo trágica e engraçada, de que apenas existe “liberdade de empresa”.
Não é por acaso que o debate sobre liberdade de imprensa e democratização da mídia está presente na campanha eleitoral deste ano. Não é uma briga entre partidos ou candidatos, é uma questão bastante difundida na sociedade e que exige posicionamento público das autoridades. A Associação Nacional de Jornais – ANJ está preparando um código de autoregulamentação para a imprensa que vem, exatamente, no sentido de fazer algo para impedir que o Estado ou a sociedade organizada o faça. Lembremos das palavras do escritor Giuseppe Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo, “mudar para continuar igual”.
O debate público precisa ser aprofundado e ele não será feito com preconceitos ideológicos, mas, sim, a partir de análise apurada da realidade e das necessidades da democracia que, penso, não se concretiza sem o chamado “contrato social” que regra a atividade humana, impedindo que os mais fortes destruam os mais fracos. Estamos clamando pela verdadeira liberdade de imprensa, pela ética profissional e pelo direito do cidadão de informar e ser informado!

José Augusto Camargo – presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

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Movimento Social se contrapondo a mídia golpista:

Não aguento mais ouvir falar de palhaçadas como essa aprontadas pelo Pânico (Rede TV) contra o BBB10 (Globo). Veja o vídeo abaixo!

Um veículo é tão pior quanto o outro e ambos os programas são intragáveis.

Essa mídia é uma piada… quem tem “pena de nós” que recebemos diariamente essa batelada de besteiras travestidas de entretenimento?

Assim não dá…. Vamos protestar… liberdade de expressao com qualidade e dignidade! Faça mil favor!

Pânico invade BBB10, desmoraliza Bial e zomba ao vivo da TV Globo.

Se você acha essa mídia uma palhaçada… proteste!

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A discussão que pauto é sobre a decisão do Sindicato dos Jornalistas admitirem em seu quadro de sindicalizados jornalistas não diplomados.

Essa parece-me ser uma discussão que exigirá uma compreensão muito grande do papel do sindicato na defesa do trabalhador e também da informação de qualidade, independente da situação a qual esteja submetida o profissional (diplomado ou não).

Concordo com a decisão, neste momento é a nossa única saída tendo em vistas os entraves jurídicos em que estamos metidos. No entanto, acredito que essa medida deve ser feita com critérios bem estabelecidos.

Devemos nos unir e não dividir ainda mais. Conheço muitos jornalistas sem diploma e que desempenham sua função com muita dedicação e competência. Mas também não é o caso de dizer que todo jornalista sem diploma é um ótimo profissional. Isso não existe em profissão nenhuma, sempre haverá bons e maus profissionais.

A exigência do diploma é uma questão essencial para a nossa categoria. Também o é, a defesa do trabalhador explorado pelo patrão.

Não devemos perder de vista nosso horizonte: a luta em defesa do respeito e cumprimento dos direitos do trabalhador.

Em breve pautarei essa discussão com mais reflexão.

MANIFESTO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS SP

Por uma nova regra para a sindicalização

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, seguindo a orientação da FENAJ, discutiu a nova situação do exercício profissional após a decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou a exigência de curso superior de jornalismo para a obtenção do registro de jornalista. O estudo, além de refletir a realidade local, tem o objetivo de servir de subsídio para o debate nacional sobre o assunto. Encarar esse problema é uma responsabilidade que todo dirigente deve assumir e uma posição unitária nacionalmente construída deve ser o objetivo.

Assim, é preciso discutir seriamente a questão da sindicalização sob as novas regras e responder aos novos desafios que a decisão do STF impôs ao movimento sindical dos jornalistas.

Neste debate, a diretoria parte do princípio de que a luta pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reestabelece o diploma superior de jornalismo como parte da regulamentação profissional é condição necessária para superar a desorganização à qual foi lançada a categoria. Outro ponto central em nossa reflexão é a compreensão de que a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal.

Qualquer posição a ser adotada não pode negligenciar a necessidade de manter a dignidade da profissão e impedir que indivíduos procurem obter vantagens da condição de “jornalista” sem efetivamente exercer a atividade, além do fato incontestável de que quando os patrões organizaram uma cruzada pela derrubada do diploma tinham em mente precarizar ainda mais a profissão.

Partindo dessas premissas e da leitura do Estatuto (artigos transcritos a seguir), concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento, trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas.

“(…) DOS DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS

Art. 8º – A todo jornalista que, por atividade prevista na legislação regulamentadora da profissão, integre a categoria profissional, é assegurado o direito de ser admitido no quadro de associados efetivos do Sindicato. (…)

Art. 9º – São exigências para filiação como associado efetivo do Sindicato:

I – prova de registro profissional no órgão legalmente competente;

II – prova de exercício profissional habitual e remunerado na base territorial da entidade.”

Assim sendo, a decisão política mais acertada é a de, mantendo nossos princípios – de jamais abandonar a defesa da qualidade da informação e da formação profissional – unir em nosso Sindicato todos os que, tendo registro profissional, vivam do jornalismo. Só assim teremos força para avançar nas conquistas de nova regulamentação, das Convenções Coletivas e do protagonismo político e sindical.

Mas para isso o Sindicato precisará estabelecer quais os documentos necessários para comprovar o “exercício profissional habitual e remunerado” e exigir do Ministério do Trabalho e Emprego clareza em seus critérios para concessão de registro profissional.

Chegou a hora de superar a divisão e construir, juntos, o futuro quando, em razão da luta, reconquistaremos formação específica, nova Lei de Imprensa e novos órgãos reguladores, sepultando definitivamente a precarização da profissão.

Fonte:  Sindicato dos Jornalistas de SP

Gente: lembramos que essa decisão tem como base as questões jurídicas que já estão surgindo… Acompanhe:

Justiça obriga Sindicato a filiar não dipomado

O juiz Rafael da Silva Marques, da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, concedeu liminar em Mandado de Segurança obrigando o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul a filiar em seus quadros sociais duas pessoas não formadas em jornalismo. O ato leva em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal que, em junho do ano passado, retirou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

Em seu despacho, o juiz ainda penaliza o Sindicato com multa diária de R$ 100,00 por indivíduo, caso recuse a expedição das carteiras nacional e internacional da categoria, bem como a sindicalização dos dois postulantes.

O fato é visto pela direção do Sindicato como uma interferência indevida nas relações de trabalho, uma vez que, pela decisão do Supremo, não é necessária a emissão de carteira para o exercício da profissão, nem mesmo o registro. No entendimento dos representantes da categoria profissional, a decisão fere o estatuto do Sindicato, uma vez que, para filiação, é necessário o curso superior de jornalismo por se tratar de uma entidade de profissionais.

Vale ressaltar que, em portaria publicada pelo Ministério do Trabalho, pessoas sem diploma são enquadradas simplesmente como “jornalista”. Os profissionais com curso superior são considerados jornalistas profissionais, estes sim com direito à associação no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul, conforme seu estatuto.

“Seria o mesmo que a justiça obrigasse a todo o jornalista com atuação no Estado a se sindicalizar, o que fere o livre direito estabelecido em Constituição”, diz o presidente da entidade, José Maria Rodrigues Nunes.

O Sindicato sente-se lesado política e juridicamente com a decisão. Antes de ser obrigado a conceder a expedição das carteiras vai buscar ainda hoje anular a liminar alegando exacerbação de poder do juiz. O Departamento Jurídico da entidade entende que não cabe Mandado de Segurança para obrigar o Sindicato à filiação de associados.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas do RS

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O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC 386/09, que restabelece a obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo, anunciou que irá questionar, por meio de embargos jurídicos, os procedimentos do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) para a emissão do registro profissional para a categoria.

O deputado pontuou que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) age de forma precipitada ao emitir registro profissional sem exigir documento que comprove experiência profissional ou capacidade acadêmica, no caso, o diploma.

“Na medida que o MTE se antecipa e começa a emitir registros, ele está criando uma situação precipitada, mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não respondeu a determinadas questões”, sublinhou o deputado.

Os embargos serão impetrados ao mesmo tempo em que o deputado, outros parlamentares e entidades que apoiam a exigência do diploma tentam negociação direta com o MTE. Caso os embargos sejam aceitos, fica suspensa até segunda ordem a emissão de registro profissional para Jornalismo.

Pimenta observou que o STF – responsável pela suspensão do diploma como requisito obrigatório para a atuação como jornalista – não elaborou, ainda, normativas para setores da profissão. Segundo ele, não existe decisão conjunta a respeito da necessidade de diploma para concursos públicos, por exemplo.

O deputado tentou também para a possibilidade de desorganização nos eventos de grande porte que irão ocorrer no país nos próximos anos, sendo os principais a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. “Como será o critério de cadastramento destes eventos?”, indagou.

Na avaliação do deputado, como o acórdão da decisão do STF indica que não há necessidade de diploma, mas não estabelece critérios de identificação do jornalista, profissionais de outras áreas podem utilizar a prerrogativa previsto no inciso 14 do artigo 5º da Constituição, que prevê o sigilo de fontes exclusivo aos que atuam na imprensa.

“A partir de agora, qualquer pessoa pode alegar sigilo de fonte devido a sua atividade profissional? Se qualquer um pode exercer, diante de uma situação criminal eu posso a me negar a responder alegando que estava fazendo um trabalho jornalístico, não?”, questiona o deputado.

PECs

A coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, a deputada Rebecca Garcia (PP/AM) declarou à imprensa que há expectativa de que a (PEC) 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) seja votada na Câmara dos Deputados até maio.

Fonte: O Jornalista / Portal da Imprensa (www.ojornalista.com.br)

Meu Comentário:

Infelizmente o Ministério do Trabalho e do Emprego já está emitindo o registro sem nenhum critério ou regulamentação, dando margem para que oportunistas tenham acesso a uma profissão respeitada, conceituada e de muita responsabilidade.

Espero que ele também se responsabilize pelas barbaridades que serão publicadas pelas pessoas que não demonstrarem nenhum preparo técnico ou critério ético.

Reafirmo que ser diplomado não significa que não cometeremos erros. Mas que sem dúvida, o número de barbaridades divulgadas tende a crescer sem o menor receio… isso sim!

Agora o mercado de trabalho, já tão competitivo e cruel, mais uma vez, poderá impor suas regras e privilegiar os QI que agora devidamente “credenciados” podem pousar de jornalista nos veículos de seus tios, pais, avôs políticos, empresários etc.

Até hoje não consigo entender como chegamos a essa situação!!! Perguntas sem respostas!

Não acho que a profissão de jornalista tem um status, um prestígio ou uma nuvem iluminada que faz com que sejamos seres diferentes acima do bem e do mal. Mas alguns acham que sim, não sei por quê?

Assim como qualquer profissão, queremos ter nossos direitos assegurados e nossa regulamentação é imprescindível para que possamos fazer um trabalho respeitado, descente e digno.

Será que a população, tão saturada de informações supérfluas, fúteis e ignorantes, quer que seus filhos continuem lendo as besteiras propagandeadas e publicadas por paus-mandado do Partido da Imprensa Golpista (PIG). Será?

Espero que não!

Não sou inocente quanto a aprovação da PEC. Sei que muitos daqueles que estão no parlamento tem seus conchavos  com donos de jornais e, pior, muitos são donos de veículos de comunicação e não querem nem saber de falar nesse assunto. Agora podem contratar quem eles quiserem pra escrever o que bem entenderem!

Mas espero sinceramente que os políticos decentes, ou pelo menos um pouco comprometido com uma imprensa mais cidadã e democrática, façam a sua parte e impeçam que essa loucura continue.

REGULAMENTAÇÃO JÁ!

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Ontem à noite zapeando os canais da TV a Cabo resolvi parar na Globo News e assitir o debate no programa Entre Aspas comandado pela jornalista Mônica Waldvogel.

O tema do debate era “Liberdade de Imprensa em Debate: Controles sobre a mídia não constituem censura?”.

Acho interessante o assunto e, para meu desespero, resolvi assitir. (Clique na imagem e confira o vídeo)

Em off com imagens excelentes e comoventes é feito uma retrospectiva da censura no Brasil e em outros países e o texto de pano de fundo diz “Apesar de estar escrita na Constituição de todos os países livres, a liberdade de imprensa ainda é questionada como valor absoluto. No Brasil, o Estadão está amordaçado por uma decisão judicial”.

A discussão inicial gira em torno da proibição do Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), que está no centro de uma crise política no Congresso.

Vamos então à luta!

Partimos do princípio de que a liberdade de expressão e de imprensa é um direito fundamental e inquestionável para a soberania e democracia brasileira.

No entanto, a jornalista Mônica ao longo do debate fazia várias investidas de que a Confecom quer o controle dos meios de Comunicação. Ela não quer passar por cima da nossa carta maior e baixar a censura no Brasil

Várias vezes ela tentou deturpar o debate dizendo que não existe informação/legislação clara sobre livre expressão do pensamento e da honra, da individualidade, da honra etc; por isso, alguns setores – leia-se movimentos sociais – querem aproveitar a brecha pra cercar os veículos de Comunicação e impor suas regras. Quem somos nós pra impor regras para as famiglias Marinho (Globo), Frias (Folha de São Paulo), Civita (Abril), Abravanel (SBT), Mesquita (Estado de São Paulo), Saad (Bandeirantes) e a Igreja Universal (Record), que controlam mais de 80% de tudo que é visto, lido ou escutado através dos meios de comunicação no Brasil. Elas produzem praticamente tudo que chega aos nosso olhos e ouvidos.

A Comunicação é um dos negócios mais rentáveis do mundo, por isso, o debate não era para discutir a liberdade de imprensa e de expressão com qualidade informativa, responsável e cidadã. Era pra acusar os movimentos sociais impor censura!

Em algum momento do debate a conversa foi levada a questionar o que é controle público e social e dizer que “trocando em miúdos” ele quer dizer censura.

Do que a Globo e et caverna tem medo? Do movimento social tentar calar sua “voz democrática”. Vocês querem mais liberdade. A tal liberdade absoluta? Tenha dó, PelAmorDeDeus!

Queremos e precisamos discutir a informação e a produção de conteúdo com qualidade, ética e cidadão, não apenas a censura.

Qual é a pauta ora bolas!

O que está em pauta são os grandes conglomerados de Comunicação, que controlam toda as informações que chegam nas casas dos brasileiros. Isso o empresariado não quer discutir. Daí a conversa de “controle = censura” fica fácil de levar quando não queremos discutir os valores jornalísticos éticos e cidadãos.

A liberdade de expressão e de manifestação de pensamento e artística é um direito de todos. E deve ser defendida pelos jornalistas, empresariado e sociedade civil. É indiscutível. Vamos avançar neste debate!

Vamos colocar em pauta que a sociedade precisa ter acesso a todos os meios, formatos e conteúdos informativos para tirar suas próprias conclusões sozinhas, sem ajuda dos editoriais. E também não abrimos mão de sermos contra o monopólio das empresas de Comunicação, que querem ter o direito de liberdade de informar somente aquilo que elas querem ou acham que os brasileiros precisam saber.

Escamotear, deturpar, ou omitir informação não tem nada a ver com liberdade de expressão ou de imprensa. Ou tem?

Pérae…. pérae… pérae…. Já que estamos falando de liberdade. Vamos ao menos garantir o direito à fala do Schröder (vice presidente da Fenaj), que inúmeras vezes foi interrompido secamente pela colega jornalista, sem ao menos concluir sua fala, muito menos seu raciocínio.

Liberdade de quem mesmo?

A Confecom não a intenção de propor ações de censura ou de cerceamento da manifestação da expressão ou informação. Mas a censura acontece por diversos motivos. E os grandes vilões são as falhas na legislação brasileira que está ultrapassada e até mesmo a interpretação dessa mesma legislação. Além dos jogos políticos e/ou de poder existentes em nossa sociedade. Mas não podemos fazer desta discussão um bode expiatório para desqualificarmos a Confecom ou reduzir sua importância apenas à discussão do controle social. Em nenhum lugar está escrito que a Confecom quer baixar a censura patrocinada pelo governo Lula.

Mais uma vez a Globo cumpriu seu papel de dar apenas a sua versão dos fatos achando que, isso sim, é que é debate de fato.

Lamento muito que essa ofensiva tenha partido de uma colega jornalista, tão competente e respeitada como a Mônica Waldvogel.

É de dar pena a “hiperinvestida” da Globo de constantemente se posicionar contrária ao governo Lula, alfinetando a Confecom, colocando na berlinda a jornalista – e os valores éticos e jornalísticos de sempre buscar trazer à tona todas as versões dos fatos, aprendidos nos bancos universitários – e pondo em cheque a credibilidade da noticia produzida por esta empresa.

Participaram desta palhaçada chamada debate Roberto Dias, Prof. Direito Constitucional PUC/SP e Ricardo Gandour, Diretor de Conteúdo do Estadão.

A questão principal que ficou para ser respondida no final do programa era: o que é a censura e como garantir a liberdade de expressão?

Eu deixo a minha: A quem a Globo está enganando com esse discurso melindroso?

Perdoe minha indisposição:

Desculpe não conseguir organizar muito bem minha linha de raciocino ou não escolher bem as palavras. É que ontem não dormir muito bem e acordei pior ainda devido a este debate que ficou atravessado em minha garganta.

E nesses 15 minutinhos que me restam de almoço resolvi produzir um texto rápido para não deixar em branco essa indignação.

Desculpe pela falta de tato!

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UM MARCO EM BRASÍLIA

Considerada um dos pilares da construção da democracia em qualquer sociedade, a Liberdade de Imprensa será homenageada com a construção de um Monumento em Brasília.

Idealizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade que congrega mais de 30 mil profissionais, o Monumento à liberdade de Imprensa será uma obra com 1000 m², que deverá se transformar em mais um marco arquitetônico e cultural da Capital Federal.

Em suas dependências está projetado um espaço equipado para servir aos correspondentes estrangeiros e jornalistas brasileiros em trânsito por Brasília.

ESPAÇO PARA JORNALISTAS E COMUNIDADE


Com projeto do arquiteto mineiro Gustavo Penna, o Monumento, que abrigará a Fundação Henfil, terá Espaço Multimídia, Auditório, Estúdio de Rádio e TV, Sala para entrevistas Coletivas, Ambiente para Exposições, Museu das Comunicações e espaço onde os jornalistas terão à sua disposição equipamentos para produzir e transmitir matérias.

O complexo do Monumento à Liberdade de Imprensa pretende tornar-se um ponto de referência, não apenas para Jornalistas, que poderão ali promover cursos e palestras e expor trabalhos, mas também para a comunidade que terá livre acesso para conhecer a história das Comunicações Sociais no Brasil, seus personagens e sua obra.

PATROCÍNIO


A execução do projeto está sendo viabilizada através da Lei Federal de Incentivo à Cultura contando, até o momento, com o apoio do Governo do Distrito Federal, da Petrobrás, da Brasil Telecom, do Ministério da Cultura, da Govesa e dos Correios. Outras empresas que desejam associar seu nome ao empreendimento poderão fazê-lo, bastando para tanto contatar a FENAJ através dos telefones (61) 3244-0650 e (61) 3244-0658 ou pelo e-mail: fenaj@fenaj.org.br.

Além da cessão das dependências do centro de imprensa para realização de eventos, organização de entrevistas coletivas e exposições, a FENAJ possibilitará que cada patrocinador dê seu nome a um dos espaços físicos do monumento, expondo permanentemente sua logomarca.

Fonte: Portal Fenaj

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