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Posts Tagged ‘José Augusto Camargo’

As eleições para o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo acontece entre os dias 27 e 29 de março de 2012.

Nestas eleições temos duas chapas inscritas para o pleito e eu participo da composição da Chapa 1: SINDICATO FORTE – UNIDADE E LUTA, como diretora na Regional Campinas.

Nesses três anos tivemos vários ataques aos nossos direitos, mas também conseguimos garantir muitas vitórias diante do patronato. E a defesa incondicional da obrigatoriedade do diploma para Jornalistas, condições dignas de trabalho para os jornalistas e a democratização dos meios de comunicação são nossas principais bandeiras de luta. E para avançar nas conquistas, conto com o seu voto na Chapa 1!

Para saber mais sobre a Chapa 1: SINDICATO FORTE – UNIDADE E LUTA visite nosso blog e curta nossa Fan Page no Facebook!

 


CHAPA 1 – Sindicato Forte – Unidade e Luta

Diretoria Executiva

  • Presidente: José Augusto Camargo
  • Secretário Geral: André Luiz Freire
  • Secretária de Finanças: Cândida Maria Rodrigues Vieira
  • Secretário do Interior: Edvaldo Antonio de Almeida
  • Secretária de Sindicalização: Marcia Regina Quintanilha
  • Secretária de Ação e Formação Sindical: Clélia “Telé” Cardim
  • Secretário Jurídico e de Assistência: Paulo Leite Moraes Zocchi
  • Secretária de Cultura e Comunicação: Lilian Mary Parise
  • Secretária de Relações Sindicais e Sociais: Evany Conceição Francheschi Sessa

Conselho de Diretores

  • Kepler Fidalgo Polamarç
  • Alan Felisberto Rodrigues
  • Luis Luciano de Azevedo
  • Wladimir Francisco de Miranda Filho
  • Alessandro Giannini
  • Claudio Luis Oliveira Soares
  • Rose Nogueira
  • Fabiana Caramez
  • José Eduardo de Souza
COMISSÃO DE REGISTRO E FISCALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL

  • Douglas Amparo Mansur
  • Vitor Celso Ribeiro da Silva
  • José Fernandes da Silva

Suplentes

  • José Aparecido dos Santos
  • Luigi Bongiovani

CONSELHO FISCAL

  • Sylvio José Miceli Jr.
  • James Membribes Rubio
  • Raul Antonio Varassim

Suplentes

  • Manuel Alves dos Santos
  • Karina Fernandes Praça

REGIONAIS

BAURU

Diretor Regional– Angelo Sottovia

  • Luis Victorelli
  • Ieda Cristina Borges
  • Luiz Augusto Teixeira Ribeiro
  • Rita Cornélio

CAMPINAS

Diretor Regional– Agildo Nogueira Jr.

  • Katia Fonseca
  • Hugo Arnaldo Gallo Mantellato
  • Fernanda Freitas
  • Edna Madolozzo
  • Marcos Rodrigues Alves
  • Djalma dos Santos

OESTE

Diretora Regional– Tânia Brandão

  • Priscila Guidio Bachiega
  • Geraldo Fernandes Gomes
  • Altino Oliveira Correa

PIRACICABA

Diretor Regional– Martim Vieira Ferreira

  • Luciana Carnevali
  • Fabrice Desmonts da Silva
  • Carlos Castro
  • Poliana Salla Ribeiro
  • Ubirajara de Toledo
  • Vanderlei Zampaulo
  • Paulo Roberto Botão


RIBEIRÃO PRETO


Diretora Regional– Aureni Menezes

  • Antonio Claret Gouvea
  • David Batista Radesca
  • José Francisco Pimenta
  • Ronaldo Augusto Manguetas
  • Fábio Lopes
  • Marco Rogério Duarte
  • Maria Odila Theodoro Netto

SANTOS

Diretor Regional– Carlos Alberto Ratton

  • Edison Domingos Costa Baraçal
  • Reinaldo Salgado Filho
  • Eraldo dos Santos
  • Glauco Ramos Braga
  • Emerson Chaves
  • Dirceu Fernandes Lopez
  • Ademir Henrique


SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Diretor Regional– Harley Pacola

  • Andréia Fusineli
  • José Luis Lançoni
  • Sérgio Sampaio
  • Cecília Dionisio
  • Marcelo Dias dos Santos

SOROCABA

Diretor Regional – José Antonio Rosa

  • Adriane Mendes
  • Fernando Carlos Silva Guimarães
  • Aldo Valério da Silva
  • Emídio Marques
  • Marcelo Antunes Cau

VALE DO PARAÍBA

Diretora Regional– Neusa Maria de Melo

  • Jorge Silva
  • Vanessa Gomes de Paula
  • Fernanda Soares Andrade

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O conceito de golpe midiático ganhou notoriedade nos últimos dias. O debate é público e parte da constatação de que setores da imprensa passaram a atuar de maneira a privilegiar uma candidatura em detrimento de outra. É legítimo – e desejável – que as direções das empresas jornalísticas explicitem suas opções políticas, partidárias e eleitorais. O que é inaceitável é que o façam também fora dos espaços editoriais. Distorcer, selecionar, divulgar opiniões como se fossem fatos não é exercer o jornalismo, mas, sim, manipular o noticiário cotidiano segundo interesses outros que não os de informar com veracidade.
Se esses recursos são usados para influenciar ou determinar o resultado de uma eleição configura-se golpe com o objetivo de interferir na vontade popular. Não se trata aqui do uso da força, mas sim de técnicas de manipulação da opinião pública. Neste contexto, o uso do conceito “golpe midiático” é perfeitamente compreensível.
Este estado de coisas só acontece porque os jornalistas perderam força e importância no processo de elaboração da informação no interior das empresas. Cada vez menos jornalistas detêm o poder da informação que será fornecida à opinião pública. Ela passa por uma triagem prévia já no seu processo de edição e aqueles que descumprem a dita orientação editorial são penalizados. Também nunca conseguem atingir cargos de direção que, agora, são ocupados por executivos que atendem aos interesses de comitês, bancos associados, acionistas etc.
Esse estado de coisas não apenas abre espaço para que a mídia atenda a interesses outros que não o do cidadão, como também avilta a profissão de jornalista, precariza condições de trabalho e achata salários. A consequência mais trágica disso é a necessidade de se adaptar ao “esquema da empresa” para garantir o emprego, mesmo em detrimento dos valores mais caros.
Para avançar nessa discussão é necessário estabelecer a premissa de que informar a população sobre os desmandos do governo (qualquer deles) é dever da imprensa. Orquestrar campanhas pró ou contra candidatos é abuso de poder. A linha divisória entre esses campos é tênue e cabe ao jornalista, respeitando o profissionalismo e a ética, estabelecer o limite tendo em conta o que é de interesse público.
Não podemos incorrer no erro de instaurar na cobertura de fatos políticos os erros cometidos em outras áreas, ou seja, o pré-julgamento (que dispensa provas, pois o suspeito está condenado previamente) e o jornalismo espetáculo (que expõe situações de maneira emocional para provocar reações extremadas).
A ideia de debater e protestar contra esse estado de coisas resultou na realização do ato em defesa da democracia e contra o golpismo midiático a ser realizado no auditório do Sindicato dos Jornalistas. A proposta surgiu em conversa entre blogueiros, foi assumida pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que procurou o Sindicato dos Jornalistas e este aceitou sediar o evento.
A sociedade sabe que o local ideal para este debate é o Sindicato dos Jornalistas. Não apenas porque os jornalistas são parte importante nesse processo, mas, principalmente, pela tradição da entidade em ser um espaço democrático aberto às diversas manifestações públicas e de interesse social.
O que está em discussão são duas concepções opostas, uma que considera a informação um bem privado, passível de uso conforme interesses pessoais e outro que entende a informação como direito social, portanto, regulado por um “contrato social”, exatamente como acontece com a saúde ou a educação.
Ter direito de resposta, garantir espaço para que o contraditório apareça, impedir o monopólio da mídia, tornar transparente os mecanismos de outorga das empresas de rádio e TV, destinar parte da verba oficial para pequenos veículos, criar a rede pública de comunicação, regulamentar as profissões envolvidas com a mídia, não são atos de censura, são movimentos em defesa da liberdade de expressão e cidadania!
O grupo dos liberais quer, a qualquer custo, impedir que o conceito de direito social seja estendido à informação. A confusão feita entre liberdade de opinião, de imprensa, de informação, de profissão e o conceito de censura e de controle público é intencional. Essa confusão é visível na argumentação utilizada pelo Ministro Gilmar Mendes para acabar com a necessidade do diploma de jornalismo. O objetivo é impedir que as ideias por trás das palavras sejam claramente entendidas pelo cidadão e, assim, interditar qualquer reivindicação popular nesse campo.
A liberdade de imprensa é o principal instrumento do jornalista profissional. Não é propriedade dos proprietários dos meios de comunicação. O verdadeiro ato em favor da liberdade de imprensa é feito em defesa do jornalista e, por consequência, diminui o poder da empresa. O problema é que, a exemplo do que escreveu George Orwell no livro 1984 quando criou a novilíngua (que pretendia reduzir o vocabulário, eliminar sinônimos e fundir palavras para diminuir a capacidade de pensamento), o conceito de liberdade de imprensa foi virado pelo avesso e, uma vez apropriado pela empresa de comunicação, passou a diminuir o papel do jornalista obrigando-o a se submeter às engrenagens do poder empresarial. Não é por acaso que existe a frase, ao mesmo tempo trágica e engraçada, de que apenas existe “liberdade de empresa”.
Não é por acaso que o debate sobre liberdade de imprensa e democratização da mídia está presente na campanha eleitoral deste ano. Não é uma briga entre partidos ou candidatos, é uma questão bastante difundida na sociedade e que exige posicionamento público das autoridades. A Associação Nacional de Jornais – ANJ está preparando um código de autoregulamentação para a imprensa que vem, exatamente, no sentido de fazer algo para impedir que o Estado ou a sociedade organizada o faça. Lembremos das palavras do escritor Giuseppe Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo, “mudar para continuar igual”.
O debate público precisa ser aprofundado e ele não será feito com preconceitos ideológicos, mas, sim, a partir de análise apurada da realidade e das necessidades da democracia que, penso, não se concretiza sem o chamado “contrato social” que regra a atividade humana, impedindo que os mais fortes destruam os mais fracos. Estamos clamando pela verdadeira liberdade de imprensa, pela ética profissional e pelo direito do cidadão de informar e ser informado!

José Augusto Camargo – presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

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