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Posts Tagged ‘Jornalista’

“A vida que ninguém vê” é um livro que te prende do começo ao fim. A cada página virada os personagens saltam da folha e te convidam a apreciar histórias comoventes do cotidiano. No livro a documentarista, jornalista e escritora Eliane Brum apresenta uma seleção de crônicas sobre pessoas anônimas que têm histórias fantásticas que não são contadas nas páginas dos jornais.

A autora “desvendou” histórias comuns e nos apresenta uma reportagem do comum, mas com relatos inacreditáveis!a_vida_que_ninguem_ve

“A vida que ninguém vê” é um livro que desperta muitos sentimentos no leitor: te sensibiliza com a “História de um olhar”; te inspira com “Eva contra as almas deformadas”; te indigna com “Depois da filha, Antonio sepultou a mulher”; te faz chorar com “Sinal fechado para Camila” e sorrir com “O gaúcho do cavalo de pau”.

O livro é uma homenagem àqueles que, de alguma maneira, vivem de forma extraordinária, às margens da sociedade, lutando para sobreviver, buscando conquistar seus sonhos e fazendo de cada dia um momento especial. É também uma aula sobre jornalismo-sociológico e comportamento humano porque apresenta as situações simples e perturbadoras do cotidiano.

 

É tudo verdade. Da primeira à última linha, todas as palavras foram ditas, todos os sentimentos vividos. “A vida que ninguém vê” é o resultado da busca de uma repórter pela notícia que não estava no jornal. Os textos são reportagens pautadas pelo exercício de um olhar atento aos pequenos acontecimentos, ao que se passa na existência das pessoas desconhecidas. É a trajetória de uma repórter em busca do extraordinário em cada vida – só aparentemente – ordinária. É o avesso do jornalismo padrão.  (Sinopse)

A autora leva a risca o conceito de que “a notícia está em todo lugar”. Mas é preciso ter um olhar apurado para identificá-la e contá-la. E isso Eliane Brum tem de sobra!

Além de ser uma jornalista premiadíssima e documentarista talentosa. É também uma observadora da vida real e escritora empática e sagaz. Sou suspeita porque admiro muito o trabalho dessa escritora que tem o dom de tornar visível o que muitos não enxergam. Tenho saudades da sua coluna no portal da revista Época. Ainda bem que posso lê-la no El País.

As crônicas reportagens reunidas neste livro “A vida que ninguém vê” foram publicadas em 1999, na coluna de mesmo nome. Os textos saíam todos os sábados no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Foram um sucesso tão grande que Eliane Brum mereceu o Prêmio Esso Regional daquele ano. Os leitores escreviam contando que, ao ler sobre a vida anônima de outro, descobriram que sua própria vida era especial. “Tudo mudou”, diziam. (Sinopse)

Um retrato do livro

Lançada pela Arquipélago Editorial com 208 páginas que reúnem as 21 melhores histórias apuradas pela jornalista, a obra literária tem uma linguagem fluída, coloquial e um regionalismo típico do Sul, mas precisamente de Porto Alegre. A autora não criou a reportagem crônica, mas, com certeza, deu um ar intenso e intrigante ao gênero denominado “crônicas da vida real”.

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“A vida que ninguém vê” apresenta textos autorais profundos que nos fazem pensar sobre a vida e a força que move esses personagens. O livro é composto por:

  • Prefácio
    • A vida que ninguém vê como eu a vi – Marcelo Rech
  • A vida que ninguém vê
    • Histórias de um olhar
    • Adail quer voar
    • Enterro de pobre
    • Um certo Geppe Coppini
    • O colecionador das almas sobradas
    • O cativeiro
    • O sapo
    • O conde decaído
    • O menino do alto
    • O chorador
    • O encantador de cavalos
    • O gaúcho do cavalo de pau
    • O exílio
    • A voz
    • Sinal fechado para Camila
    • Dona Maria tem olhos brilhantes
    • O doce velhinho dos comerciais
    • O homem que come vidro
    • O álbum
  • O dia seguinte
    • Depois da filha, Antonio sepultou a mulher
    • O dia em que Adail voou
  • Posfácio – Ricardo Kotscho
    • Humanos anônimos
  • Sobre a melhor profissão do mundo
    • O olhar insubordinado
  • Agradecimentos
  • Crédito das imagens

Eliane Brum não foge do apurado rigor e olhar jornalístico-sociológico que lhe é peculiar ao narrar a realidade do “mendigo que jamais pediu coisa alguma; do carregador de malas do aeroporto que nunca voou; do macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja; do doce velhinho dos comerciais que é também uma vítima do holocausto ou do homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade”.

 

“Eva é mulher, negra e pobre. Eva treme as mãos. Tudo isso até aceitam. O que não lhe perdoam é ter se recusado a ser coitada. O que não perdoam a Eva é, sendo mulher, negra, pobre, e deficiente física, ter completado a universidade. E neste país. Todas as fichas eram contra ela e, ainda assim, Eva ousou vencer a aposta. Por isso a condenaram.” (pg. 101)

a_vida_que_ninguem_ve3É uma obra que precisa e merece ser lida, principalmente por jornalistas. Isso porque somos transportados para o tempo e espaço da história contada. “A vida que ninguém vê” tem um tom visceral, comovente, convidativo e que apresenta o outro como a gente pouco vê.

O que eu aprendi com “A vida que ninguém vê” foi manter um olhar mais atento e apurado para os “comuns” que transitam pela minha vida: pessoas comuns, situações comuns, lugares comuns… os comuns do cotidiano que, muitas vezes, passam despercebidos, apesar de serem repletos de significados especiais.

Ao lançar um olhar apurado sobre o cotidiano de uma sociedade automatizada, embrutecida e que não tem tempo para ouvir, entender, perceber ou acolher o outro, acabamos por desvendar algo a respeito do desconhecido e descobrimos também algo sobre nós mesmos.

Vale destacar que Eliane Brum tem no seu currículo os livros “Uma Duas”, “Coluna Prestes – O avesso da lenda”, “O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real” e “A menina quebrada”.

Informações Técnicas

Título: A Vida Que Ninguém Vê

Autora: Eliane Brum

Número de Páginas: 208 páginas

Editora: Arquipélago Editorial

Avaliação: Ótimo

 

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invasao no iraque“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” é daqueles livros reportagens que desvendam o véu sobre seus olhos ao mostrar as mentiras que a mídia conta.

O livro é uma coletânea de artigos escritos e divulgados em sites da internet, entre 2003 e 2005, pelo jornalista Carlos Eduardo Magalhães mostrando as incoerências e as parcialidades da cobertura jornalística norte-americana na guerra do Iraque. De acordo com o auto, dirigida e comandada pela Casa Branca, a mídia do país agiu mais como uma agência de propaganda do que como imprensa.

A falta de ética jornalística dos veículos de comunicação, segundo a obra, colaborou para abafar os erros e crimes do conflito armado no Iraque patrocinado pelo governo americano que alegava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa e possíveis conexões com terroristas internacionais.

O jornalista leva o leitor ao submundo da guerra no Iraque onde a manipulação dos meios de comunicação ditam as regras do jogo. Mostra também as artimanhas do Pentágono para transformar propaganda pró-guerra em notícia e a falta de reação e consciência do povo americano frente ao massacre promovido pelo conflito.

O leitor encontra em cada página que folheia histórias que achava conhecer bem – que leu, assistiu ou ouviu na mídia internacional – e que no fundo não é bem assim que deveriam ter sido contadas.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” afirma que houve farsa no resgate da soldado americana Jessica Lynch e que o atentando à jornalista italiana Giuliana Sgrena foi promovido pelas tropas ianques. O autor crítica o papel da ONU, ao alegar que houve omissão da organização frente ao massacre da população iraquiana, e a atuação dos meios de comunicação que, segundo ele, manipularam informações sobre a guerra e as violações aos Direitos Humanos daquela nação.

O livro apresenta a face vil de um Jornalismo sem ética, manipulador, alienante e que só está preocupado em omitir informações e lucrar com audiência. Parece até a mídia brasileira, mas não é, viu! Pura semelhança!

Literatura de Guerra

Tenho verdadeiro fascínio por livros reportagens e se for literatura de guerra meu entusiasmo aumenta. Mas confesso que esse livro foi um soco no estômago sobre os bastidores da cobertura dos correspondentes de guerra do Iraque.

A cada página uma manipulação se revelava o que me fez refletir sobre outros livros que li a respeito desse conflito armado.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” lança um olhar crítico sobre a atuação da mídia durante o conflito e, principalmente, seu papel no imaginário popular americano.

Não pretendo abrir aqui uma discussão política sobre a atuação do governo americano, mas apenas pontuar nessa resenha as principais revelações que o livro introduz a respeito da política externa americana. Entre elas está a afirmação de que a invasão americana no Iraque foi um dos maiores erros da história política dos EUA, iniciado por George W. Bush e perpetrado por Barack Obama. Primeiro por conta da justificativa falsa, depois pela desumanização dos atos e também por não conseguir construir um governo democrático decente que trouxesse melhorias à vida dos iraquianos. Pior, abriu brecha para o fortalecimento do Estado Islâmico e da Al Qaeda. Ao longo do livro o autor revela que os EUA têm uma política externa amparada no relacionamento com regimes autocráticos e que a imprensa esforça-se para encobrir os reais objetivos do governo.

É uma obra que recomendo a leitura, principalmente para estudantes de Jornalismo porque apresenta uma reflexão importante sobre o papel do jornalista; a diferença entre interesse público e o que interessa ao público; liberdade de imprensa; transparência, independência jornalística, cobertura de guerra; credibilidade, audiência e outras questões da área.

Lógico que não tem nada de novo a afirmação de que a mídia em algum momento manipulou, omitiu, mentiu, deturpou, alienou ou desinformou ao longo da sua existência, mas é bom relembrar ou conhecer histórias que exemplificam o quanto o 4º Poder vai longe para proteger os seus interesses. Boa leitura!

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Trecho do livro que fala sobre a “mea culpa” do New York Times

Sinopse

O governo norte-americano desrespeitou boa parte do mundo dito civilizado quando ignorou o Conselho de Segurança da ONU, ao invadir o Iraque. Usou e abusou de mentiras sobre a existência das armas de destruição em massa (ADM) no país do ditador Saddam Hussein. E para isso, para sustentar essas mentiras, a mídia norte-americana foi fundamental. Mentiram, manipularam e censuraram informações para convencer a todos que haviam as tais ADMs no Iraque.

Informações Técnicas

Título: Invasão no Iraque: Manipulação, Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA

Autor: Carlos Eduardo Magalhães

Número de Páginas: 159 páginas

Editora: Editora Canudos

Avaliação: Ótimo

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“Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro”
é daqueles livros que mexem com a emoção do leitor. Nele você encontra histórias que fazem sorrir, dão esperança, lhe transportam para o tempo descrito e também fazem morrer de rir. É um livro reportagem inspirador desde a primeira página, pelo rigor na apuração, pois percebemos que foi escrito por alguém preocupado com o ser humano.

Redação convidativa, instigante, com toque de humor, detalhada e primorosa é assim que podemos descrever esta obra do jornalista Audálio Dantas, autor de mais de 10 livros, entre eles “As duas guerras de Vlado Herzog”, ganhador do Prêmio Jabuti 2013.

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Sua resenha diz que “’Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro’ reúne alguns dos melhores trabalhos do brilhante Audálio Dantas. São 13 matérias publicadas entre o final da década de 1950 até meados dos anos de 1970, em revistas como “O Cruzeiro” e “Realidade”, além de um texto especial para a revista Playboy, em 1993. Em textos inéditos, o autor faz uma reflexão sobre os bastidores da apuração dos fatos e sobre os desafios de transformar vida em texto jornalístico – suas escolhas, seus erros, suas dúvidas. Audálio conta, por exemplo, como encontrou Carolina Maria de Jesus na favela paulistana do Canindé e como, ao voltar para a redação, declarou ao chefe que ela já tinha pronta a reportagem que fora buscar. Carolina se tornaria, logo depois, a primeira favelada brasileira a escrever e a publicar uma obra literária. Aos 80 anos, o grande repórter volta à juventude para refletir sobre o seu legado e ajudar as novas gerações de jornalistas e de leitores a pensar sobre a enorme tarefa de contar a história cotidiana de sua época”.

Audálio Dantas foi premiado pela ONU por sua série de reportagens sobre o Nordeste brasileiro publicada na extinta revista Realidade. Também foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo à época do assassinato, pela ditadura militar, do jornalista Vladimir Herzog, foi o primeiro presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e deputado federal.

Sua obra reúne reflexões importantes sobre o reportar, indispensável a todo jornalista que busque aprimorar sua escrita e apuração. Combate o jornalismo de cadeira preguiçoso que ganhou força com a Internet, principalmente as redes sociais, e apresenta a fonte como ela tem que ser, não um personagem detentor de algumas aspas, mas um ser humano com história e sentimento para contar.

Ler “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” me dá saudade de um tempo que não vivi, onde os jornalistas saíam às ruas para caçar notícias, desvendar as mazelas e tristezas alheias, encontrar casos reais comoventes – não para puro entretenimento –, falar sem firulas com franqueza; repórter estilo olho no olho. É um livro que incomoda, causa indignação, angustia e também nos faz sonhar e buscar a transformação do Jornalismo e da sociedade.

Chorei ao ler “Diário de uma favelada: a reportagem que não terminou”, “Nossos desamados irmãos loucos”, “A nova guerra de Canudos”, “Doença de Menino” e “Povo Caranguejo”. Mas também dei boas risadas e me emocionei com o final da reportagem sobre a “A maratona do Beijo” e o “O circo do desespero”. É assim, um misto de emoções!

livro_Tempo-de-Reportagem_dedicatoriaTive a oportunidade de conhecer Audálio Dantas, homem de muita coragem, olhar doce e generoso e voz firme e decidida de quem sabe o que busca. Instinto nato de jornalista fuçador é a tradução exata de um ótimo jornalista, pois reúne qualidades que todo bom escrevinhador quer e precisa ter para apurar os fatos. Um exemplo de militante sindical e social, que nos acolhe com suas escritas ágeis, comoventes e intrigantes. Seus outros livros já estão na minha lista de leitura para 2014.

Lançado pela editora Leya “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” é prefaciado pelo jornalista Fernando Morais e conta com contribuições de Ricardo Kotscho, Samir Curi Mesani e Eliane Brum que nos brindam com uma entrevista com esse mestre da narrativa. O livro é composto por:

  • Diário de uma favelada: a reportagem que não terminou
  • O circo do desespero
  • Nossos desamados irmãos loucos
  • A nova guerra de Canudos
  • Oh, Minas Gerais!
  • Doença de Menino
  • Povo Caranguejo
  • Chile 70
  • Oh! Canadá!
  • Joaquim Salário-Mínimo
  • O prédio
  • À margem
  • A maratona do Beijo

Apêndice

  • Prefácio da 1ª edição do livro “O circo do desespero” – Ricardo Kotscho
  • Os contos das coisas acontecidas – Samir Curi Meserani
  • O monumento anda, fala (e depois come dois ovos fritos) – Eliane Brum

Como jornalista, aproveito esse post para “rasgar muitos elogios” e agradecer esse jornalista e exemplo de ser humano. Em minha opinião, “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” é leitura obrigatória para jornalistas e não jornalistas e uma ótima escolha para presentear nesse fim de ano.

Feliz Natal e boa leitura!

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Congresso Estadual dos Jornalistas – Audálio Dantas, eu vou!

E você, vai ficar de fora dessa???


 

Hoje (21/09) começa o 14º Congresso Estadual dos Jornalistas de São Paulo intitulado “Jornalismo e Trabalho no Século XXI”  e organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, que neste ano, homenageará o jornalista Audálio Dantas.

O encontro lançará luz as questões do mundo do trabalho do jornalista através das teses “Organização e Unidade dos jornalistas”, “Fraude no Trabalho: precarização, PJ e multiplataforma”, “Condição de Trabalho: saúde e segurança dos jornalistas”, “Jornalismo Ambiental” e “Novo Marco Regulatório das Comunicações e o papel dos jornalistas”.

Confira a programação e para saber mais sobre o congresso, clique aqui:

21 de setembro (sexta-feira)

17h – Credenciamento no local do Congresso

20h – Abertura solene – Teatro Municipal

20h30 – Ato: 75 anos do SJSP e homenagem ao jornalista Audálio Dantas

21h – Abertura da Exposição Fotográfica – Coquetel

 

22 de setembro (sábado)

8h – Café da manhã

9h – Assembléia: Escolha da mesa diretora dos trabalhos e da comissão da Carta de Caraguatatuba

10h – Plenária

12h – Almoço

13h30 – Plenária

14h – Encerramento do credenciamento

16h – Coffee Break

16h15 – Plenária

18h – Ato: Jornalistas Vítimas da Ditadura Militar – Memória, Verdade, Justiça e Direitos Humanos

19h30 – Jantar

20h30 – Evento Cultural

 

23 de setembro (domingo)

8h – Café da manhã

9h – Plenária Final: eleição dos delegados para o Congresso Nacional e aprovação da Carta de Caraguatatuba

11h – Sessão Solene de encerramento

12h – Almoço

 

Se você quer contribuir com  as discussões e a construção da luta da categoria, saiba que ainda dá tempo de garantir uma vaga como observador.

Participe, porque essa luta é de tod@s nós!

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A Semana Nacional de Pressão pela imediata votação da PEC do Diploma no Senado iniciada em junho/12 e liderada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os Sindicatos dos Jornalistas surtiu efeito.

Na terça-feira (7/8) passada, o Senado aprovou em segundo turno a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que obriga o diploma para jornalistas exercerem a profissão. A PEC 33/2009 é de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

As entidades convocaram a presença e mobilização dos estudantes e jornalistas e foram prontamente atendidos.

Presidente da Fenaj, Celso Schröder, fala sobre aprovação da PEC do Diploma

Nossa luta não é só pela garantia de um papel formal (Diploma) – porque bons e maus profissionais existem em qualquer profissão, independe de diploma – ela se sustenta na defesa do Jornalismo sério, ético e comprometido com os interesses do povo brasileiro e, principalmente, pela dignidade e respeito ao profissional jornalista.

Agora, a categoria cobra que a proposta seja aprovada ainda este ano, já que a sua apreciação vem se estendendo desde 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que seria exigido diploma universitário apenas de profissões ligadas à vida, como se Jornalismo não tivesse nada a ver com vidas.

O dano causado pelo mau jornalismo, na maioria das vezes, fere a ética e a dignidade humana de seus envolvidos, porque uma imagem destruída publicamente pode sofrer danos irreversíveis.

Jornalistas e estudantes paulistas cobram deputados

Na última quarta-feira (8/8), após a aprovação da PEC 33/2009, uma Comitiva de Jornalistas e Estudantes, organizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e a FENAJ, esteve na Câmara dos Deputados em contato com lideranças da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma e com o presidente da Câmara cobrando a apreciação imediata da PEC do Diploma do Senado apensada a PEC 386/2009, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, deputada Rebeca Garcia (PP/AM)

A caravana reuniu-se com o presidente da Fenaj, Celso Schröder, o presidente e a vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, os deputados Paulo Pimenta (PT/RS) e Rebecca Garcia (PP/AM). Posteriormente houve contato, ainda, com o deputado Marco Maia (PT/RS), presidente da Câmara dos Deputados.

Integraram a comitiva paulista o presidente do Sindicato, José Augusto Camargo (Guto) e os diretores Márcia Quintanilha (Sindicalização), Martim Vieira da Regional Piracicaba e eu, Fernanda de Freitas da Regional Campinas.

Estamos vivendo uma escalada de ataques aos direitos trabalhistas e sociais, de forma geral. E no nosso caso, jornalistas, estamos no meio de uma “guerrilha” contra os grandes conglomerados midiáticos que monopolizam a informação e se recusam a estar submetidos a quaisquer leis, ao contrário, estabelecem suas próprias regras, caçando e destruindo aqueles que eles consideram inimigos ou apresentam perigo ao seu poder.

Presidente do Sindicato dos Jornalistas de SP, José Augusto e a diretora de Sindicalização, Márcia Quintanilha

Não podemos aceitar o discurso de que a exigência do diploma fere o direito de liberdade de expressão. Uma coisa nada tem a ver com a outra! Essa defesa só fortalece a mídia e dá plenos poderes para que ela continue monopolizando a vida dos que estão submetidos ao seu regime de informação distorcida.

Nossa luta não se restringe apenas ao reestabelecimento do diploma, ela passa pela valorização do profissional jornalista, pela garantia de condições adequadas e de segurança para o exercício da profissão e também pela melhora e fortalecimento do ensino superior.

Então, por tudo que representa nossa reivindicação, parabéns aos estudantes e jornalistas guerreiros, que enfrentaram muitas horas de viagem para garantir os meus, os seus os nossos direitos à informação séria e de qualidade.

OK

 

Confira o vídeo da entrevista concedida pelo presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, sobre a aprovação (em segunda votação) da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2009 no Senado Federal.

 

Resultado de Votação da PEC 33/2009

Casa:

 Senado Federal

Data:

 07/08/2012

Votação secreta:

 Não

Descrição:

 Proposta de Emenda à Constituição nº 33, de 2009 (2º turno)

Votação:

Presentes: 65   Sim: 60   Não: 4   Abstenção: 0   Presidente: 1   Impedido: 0

Resultado:

 Aprovado

Parlamentares / Votos

Aécio Neves

Sim

 João Durval

P-NRV

Alfredo Nascimento

P-NRV

 João Ribeiro

Sim

Aloysio Nunes Ferreira

Não

 João Vicente Claudino

P-NRV

Alvaro Dias

Sim

 Jorge Viana

Sim

Ana Amélia

Sim

 José Agripino

Sim

Ana Rita

Sim

 José Pimentel

Sim

Angela Portela

Sim

 José Sarney

P-NRV

Anibal Diniz

Sim

 Kátia Abreu

Não

Antonio Carlos Valadares

Sim

 Lídice da Mata

Sim

Antonio Russo

NCom

 Lindbergh Farias

Sim

Armando Monteiro

Sim

 Lobão Filho

P-NRV

Assis Gurgacz

P-NRV

 Lúcia Vânia

Sim

Benedito de Lira

Sim

 Luiz Henrique

Sim

Blairo Maggi

Sim

 Magno Malta

Sim

Casildo Maldaner

Presidente (art. 51 RISF)

 Maria do Carmo Alves

P-NRV

Cássio Cunha Lima

NCom

 Mário Couto

Sim

Cícero Lucena

Sim

 Marta Suplicy

Sim

Ciro Nogueira

Sim

 Mozarildo Cavalcanti

P-NRV

Clésio Andrade

Sim

 Paulo Bauer

Sim

Clovis Fecury

Sim

 Paulo Davim

Sim

Cristovam Buarque

NCom

 Paulo Paim

Sim

Cyro Miranda

Não

 Pedro Simon

Sim

Delcídio do Amaral

P-NRV

 Pedro Taques

Sim

Eduardo Amorim

Sim

 Randolfe Rodrigues

Sim

Eduardo Braga

Sim

 Renan Calheiros

Sim

Eduardo Lopes

Sim

 Ricardo Ferraço

Sim

Eduardo Suplicy

Sim

 Roberto Requião

P-NRV

Epitácio Cafeteira

Sim

 Rodrigo Rollemberg

Sim

Eunício Oliveira

Sim

 Romero Jucá

Sim

Fernando Collor

P-NRV

 Sérgio Petecão

Sim

Flexa Ribeiro

Sim

 Sérgio Souza

Sim

Francisco Dornelles

Sim

 Tomás Correia

Sim

Garibaldi Alves

Sim

 Vanessa Grazziotin

Sim

Gim Argello

Sim

 Vicentinho Alves

P-NRV

Humberto Costa

Sim

 Vital do Rêgo

Sim

Inácio Arruda

Sim

 Waldemir Moka

Sim

Ivo Cassol

Sim

 Walter Pinheiro

Sim

Jader Barbalho

Não

 Wellington Dias

Sim

Jarbas Vasconcelos

Sim

 Wilder Morais

Sim

Jayme Campos

P-NRV

 Zeze Perrella

Sim

João Capiberibe

Sim

 

Legendas utilizadas no quadro acima

MIS – Presente (art. 40 – em Missão)
MERC – Presente no Mercosul
P-NRV – Presente – Não registrou voto
P-OD – Presente (obstrução declarada)
REP – Presente (art. 67/13 – em Representação da Casa)
NCom – Não Compareceu

Justificativas e Licenças:
AP – art. 13, caput – Atividade política/cultural
LA – art. 43, § 6º – Licença à adotante
LAP – art. 43, § 7º – Licença paternidade ou ao adotante
LC – art. 44-A – Candidatura à Presidência/Vice-Presidência
LG – art. 43, § 5º – Licença à gestante
LS – Licença saúde
NA – Dispositivo não citado

 

 

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Nesta semana conversei com alguns amigos sobre os profissionais que trabalham 15, 20 ou 30 anos na mesma empresa e de como esses casos estão cada vez mais raros hoje em dia.

Nas décadas de 1950 e 1960 era muito comum um trabalhador entrar na empresa e se aposentar nela. Hoje e dia isso é pouco comum e até muitos consultores de Recursos Humanos (RH) dizem que é bom para um profissional ter experiências variadas em seu currículo, às vezes, muito mais do que ter longos anos de experiência numa única empresa ou numa única função. A diversidade de tarefas e responsabilidades realizadas enche os olhos dos recrutadores de RH.

Quando me deparo com um profissional com tantos anos de casa, imagino que aquela pessoa realmente encontrou uma profissão prazerosa, está realizado profissionalmente ou encontrou uma empresa que reconhece o seu talento. Também fico em dúvidas de como será possível construir uma carreira de muitos anos numa única empresa nos tempos atuais – onde impera a instabilidade do mercado de trabalho.

A verdade é que esse tal mercado de trabalho mudou muito nos últimos anos. Não só as relações de trabalho como também os vínculos empregatícios. Houve um boom dos profissionais autônomos, médio empresário, microempresário, grande empresário, profissional associado, micro empreendedor individual, empreendedores, trabalhadores informais, entre outras formas de atuação profissional.

Diante dessa grande variedade de relações de trabalho a Revista Caros Amigos publicou no ano passado o caderno “Desenvolvimento do Trabalho – 50 profissões de futuro”. Anunciada como uma publicação que constitui um verdadeiro guia de serviço das ocupações mais procuradas atualmente ela conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal e, por isso, é possível encontrar neste caderno muitas atividades ligadas à área petrolífera, principalmente, diante dessa nova realidade do pré-sal.

Quando recebi o caderno fiquei interessada em saber o que mais o mercado irá exigir de nós e como devemos nos adequar à nova realidade do crescimento da informatização em várias áreas. Mas o que vi foram inúmeras profissões que variam entre engenharia e técnico de projetos com descrições da função e nível escolar exigido tudo mundo entrelaçado a uma única área: o Petróleo.

Confira as novas profissões do futuro segundo o guia:

Ensino para todos os gostos

O ponto positivo é que a publicação traz um grande apelo para a importância da formação adequada para cada área e ressalta que o papel da universidade é fundamental para criarmos profissionais capacitados para as novas exigências do mercado de trabalho.

Independente do que escolhermos como profissão, o caderno ressalta que são inúmeras as formas de capacitação dos profissionais: cursos técnicos ou profissionalizantes, ensino a distância (cursos técnicos, graduações e mestrados), graduações tecnológicas, bacharelados e licenciaturas (graduações), mestrados profissionalizantes ou acadêmicos etc.

Não entrarei na discussão sobre as universidades boas ou ruins ou sobre quais as melhores formas de ensino. O que posso recomendar é que, ao se matricular, o futuro profissional deve estar atento a escolha da universidade e buscar saber se o curso é autorizado e tem diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e, principalmente, se aquela forma de ensino se adequará às suas necessidades.

Jornalistas sofrem com as condições de trabalho precárias

Como jornalista não posso encerrar esse post sem fazer uma reflexão sobre o futuro do Jornalismo, dizer da necessidade de formação para o jornalista e falar como o cenário profissional nessa área é um dos piores possíveis. Há pesquisas que dizem que é uma das piores profissões para se trabalhar.

Em tempos de queda da “exigência” do diploma para formação do jornalista está cada vez mais difícil se manter no mercado profissional porque as grandes empresas de Comunicação estão, cada vez mais, pressionando os profissionais e desrespeitando seus direitos e, pior, contratando de forma irregular e contratando também pessoas que nada têm a ver com a profissão de jornalista – para exercer a tarefa de um profissional.

Primeiro quero dizer que SOU A FAVOR DO DIPLOMA! Não que ele seja garantia de um bom profissional, pois em qualquer profissão haverá profissionais bons e éticos e outros nem tanto, independente de diploma. Mas a formação acadêmica garante o acesso a uma série de informações e experiências que irão preparar o jornalista para realidade a ser enfrentada. Na faculdade o futuro jornalista aprende como lidar de forma ética e responsável com essa dita informação que se configura como um bem social.

E na esteira da pressão diária do exercício profissional, podemos não acreditar, mas a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) ainda está em vigor. E mesmo sendo ignorada pelos patrões e, principalmente, pelos barões da Comunicação, ela tem que ser respeitada.

Então, no campo do Jornalismo nos deparamos cotidianamente com a precarização do trabalho do jornalista de várias formas: através dos chamados “frilas fixos”, a troca do registro em carteira pela terceirização e “quarteirização”, as assessorias home offices e a pejotização. Ambos suprimem vários direitos trabalhistas.

Essa onda de transformar os jornalistas em Pessoa Jurídica (PJ) é uma das piores formas de precarização das relações trabalhistas e também a mais comum delas. Os PJ’s são profissionais contratados sem vínculo empregatício, mas que cumprem todos os compromissos de trabalhador contratado com carteira assinada: com jornada de trabalho, horário de entrada, de saída, de almoço; chefia imediata, entre outros ritos de um trabalhador celetista.

A empresa utiliza a forma de contratação PJ para economizar nos impostos e explorar o profissional, mas cobram dele as mesmas responsabilidades dos assalariados. Diferente do que estabelece a legislação que reconhece o PJ como uma empresa.

Temos também os “frilas fixos” que prestam serviços regulares para determinada empresa, mas também sem contratação regular.

Outro problema enfrentado pelos jornalistas são as difíceis estruturas encontradas nas assessorias home office. Os profissionais, que muitas vezes, não encontram recolocação no mercado de trabalho, “abrem” sua própria assessoria de Imprensa ou de Comunicação e correm atrás de clientes. Nesta busca eles oferecem todos os tipos de serviços possíveis e quando não conseguem dar conta das demandas, em alguns casos, terceirizam o trabalho, ou seja, é a terceirização que se transforma em quarteirização do trabalho.

Explico melhor o que quero dizer. Conheço inúmeros jornalistas que trabalhm home office e que contratam outros jornalistas, para determinadas situações, as vezes de forma precária para dar conta da demanda de serviço. Esse novo “vínculo empregatício” acaba se transformando na quarteirização do trabalho, já que a empresa contrata a assessoria – sendo uma forma de terceirizar os trabalhos de Comunicação da companhia – e a assessoria, por sua vez, contrata outro profissional para ajudar na demanda – estabelecendo a quarteirização do serviço.

É muito triste ver amigos jornalistas sendo explorados e, pior, amigos jornalistas explorando outros colegas porque o mercado se tornou uma terra sem lei. Terra onde o empresariado ganha as batalhas porque encontra quem se sujeita às situações precárias para pagar suas contas.

No caderno da Caros Amigos, o professor titular de Sociologia do Trabalho no IFCH/Unicamp, Ricardo Antunes explica em seu artigo “As desconstruções: do trabalho, sua nova morfologia e a era das rebeliões” que as tendências do mercado do trabalho são:

1)      … incessante pressão para desregulamentar o trabalho e reduzir os direitos sociais dos trabalhadores;

2)      Ampliação das práticas flexíveis de contratação da força de trabalho, sendo também freqüente tanto a ampliação do emprego formal como daquele pautado pela informalidade, movimento que também depende da expansão ou queda do crescimento econômico;

3)      Aumento dos mecanismos de individualização das realizações de trabalho, com o objetivo de fraturar a coesão e os laços de solidariedade entre os trabalhadores;

4)      Ampliação do ideário empresarial, em que os(as) trabalhadores(as) são “envolvidos” e “incentivados” a se tornarem “parceiros”, “sócios”, “colaboradores”, procurando desestruturar a solidariedade de classe e enfraquecer os sindicatos;

5)      Ampliação do trabalho em domicilio e das chamadas “cooperativas de trabalho” responsáveis pela subcontratação, terceirização e precarização da força de trabalho.

Neste contexto, a união da classe trabalhadora em torno de propostas comuns – defesa dos direitos trabalhistas – e fortalecimento das instituições de defesa dos trabalhadores – sindicatos, centrais sindicais e federações – é fundamental para garantirmos nossos direitos e fazer frente ao empresariado brasileiro de forma mobilizada, unificada e forte.

O fato é que se continuarmos sendo explorados desse jeito ficará cada vez mais difícil nos mantermos por muitos anos numa única empresa, principalmente se você for jornalista.

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 6049/05, do deputado Alex Canziani (PTB-PR), que regulamenta o ofício de cozinheiro. O projeto, já aprovado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, deve seguir para o Senado, a menos que seja interposto recurso para votação em Plenário.

Pela proposta, cozinheiro é o profissional que manipula e prepara alimentos em empresas de hospedagem, restaurantes, bares, quiosques, hospitais, escolas, indústrias, residências e similares.

Só poderá exercer a profissão quem comprovar a realização de cursos em instituições oficiais ou privadas, nacionais ou estrangeiras. Aqueles que já trabalham como cozinheiro por pelo menos três anos antes da promulgação da lei ficam dispensados dessa obrigação.

Emenda
O relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), apresentou parecer favorável ao projeto e também à emenda da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Essa emenda prevê que a regulamentação só entrará em vigor após a criação de um órgão fiscalizador do exercício profissional de cozinheiro.

Reportagem – Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Newton Araújo

Observações minha:
Lembra da história do cozinheiro???
Nossa profissão foi comparada ao cozinheiro, que não precisava de qualificação para atuar.
Agora com a aprovação do projeto de lei que propõe que até para ser cozinheiro agora precisa ter cursado uma instituição de ensino. Como fica o nosso caso? Para ser cozinheiro precisa ter diploma, enquanto que para ser jornalista basta ter nascido… já que o diploma, infelizmente, agora não serve pra nada!
É o fim mesmo… graças ao Gilmar Mendes!!!

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