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Posts Tagged ‘jornalismo’

“A vida que ninguém vê” é um livro que te prende do começo ao fim. A cada página virada os personagens saltam da folha e te convidam a apreciar histórias comoventes do cotidiano. No livro a documentarista, jornalista e escritora Eliane Brum apresenta uma seleção de crônicas sobre pessoas anônimas que têm histórias fantásticas que não são contadas nas páginas dos jornais.

A autora “desvendou” histórias comuns e nos apresenta uma reportagem do comum, mas com relatos inacreditáveis!a_vida_que_ninguem_ve

“A vida que ninguém vê” é um livro que desperta muitos sentimentos no leitor: te sensibiliza com a “História de um olhar”; te inspira com “Eva contra as almas deformadas”; te indigna com “Depois da filha, Antonio sepultou a mulher”; te faz chorar com “Sinal fechado para Camila” e sorrir com “O gaúcho do cavalo de pau”.

O livro é uma homenagem àqueles que, de alguma maneira, vivem de forma extraordinária, às margens da sociedade, lutando para sobreviver, buscando conquistar seus sonhos e fazendo de cada dia um momento especial. É também uma aula sobre jornalismo-sociológico e comportamento humano porque apresenta as situações simples e perturbadoras do cotidiano.

 

É tudo verdade. Da primeira à última linha, todas as palavras foram ditas, todos os sentimentos vividos. “A vida que ninguém vê” é o resultado da busca de uma repórter pela notícia que não estava no jornal. Os textos são reportagens pautadas pelo exercício de um olhar atento aos pequenos acontecimentos, ao que se passa na existência das pessoas desconhecidas. É a trajetória de uma repórter em busca do extraordinário em cada vida – só aparentemente – ordinária. É o avesso do jornalismo padrão.  (Sinopse)

A autora leva a risca o conceito de que “a notícia está em todo lugar”. Mas é preciso ter um olhar apurado para identificá-la e contá-la. E isso Eliane Brum tem de sobra!

Além de ser uma jornalista premiadíssima e documentarista talentosa. É também uma observadora da vida real e escritora empática e sagaz. Sou suspeita porque admiro muito o trabalho dessa escritora que tem o dom de tornar visível o que muitos não enxergam. Tenho saudades da sua coluna no portal da revista Época. Ainda bem que posso lê-la no El País.

As crônicas reportagens reunidas neste livro “A vida que ninguém vê” foram publicadas em 1999, na coluna de mesmo nome. Os textos saíam todos os sábados no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Foram um sucesso tão grande que Eliane Brum mereceu o Prêmio Esso Regional daquele ano. Os leitores escreviam contando que, ao ler sobre a vida anônima de outro, descobriram que sua própria vida era especial. “Tudo mudou”, diziam. (Sinopse)

Um retrato do livro

Lançada pela Arquipélago Editorial com 208 páginas que reúnem as 21 melhores histórias apuradas pela jornalista, a obra literária tem uma linguagem fluída, coloquial e um regionalismo típico do Sul, mas precisamente de Porto Alegre. A autora não criou a reportagem crônica, mas, com certeza, deu um ar intenso e intrigante ao gênero denominado “crônicas da vida real”.

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“A vida que ninguém vê” apresenta textos autorais profundos que nos fazem pensar sobre a vida e a força que move esses personagens. O livro é composto por:

  • Prefácio
    • A vida que ninguém vê como eu a vi – Marcelo Rech
  • A vida que ninguém vê
    • Histórias de um olhar
    • Adail quer voar
    • Enterro de pobre
    • Um certo Geppe Coppini
    • O colecionador das almas sobradas
    • O cativeiro
    • O sapo
    • O conde decaído
    • O menino do alto
    • O chorador
    • O encantador de cavalos
    • O gaúcho do cavalo de pau
    • O exílio
    • A voz
    • Sinal fechado para Camila
    • Dona Maria tem olhos brilhantes
    • O doce velhinho dos comerciais
    • O homem que come vidro
    • O álbum
  • O dia seguinte
    • Depois da filha, Antonio sepultou a mulher
    • O dia em que Adail voou
  • Posfácio – Ricardo Kotscho
    • Humanos anônimos
  • Sobre a melhor profissão do mundo
    • O olhar insubordinado
  • Agradecimentos
  • Crédito das imagens

Eliane Brum não foge do apurado rigor e olhar jornalístico-sociológico que lhe é peculiar ao narrar a realidade do “mendigo que jamais pediu coisa alguma; do carregador de malas do aeroporto que nunca voou; do macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja; do doce velhinho dos comerciais que é também uma vítima do holocausto ou do homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade”.

 

“Eva é mulher, negra e pobre. Eva treme as mãos. Tudo isso até aceitam. O que não lhe perdoam é ter se recusado a ser coitada. O que não perdoam a Eva é, sendo mulher, negra, pobre, e deficiente física, ter completado a universidade. E neste país. Todas as fichas eram contra ela e, ainda assim, Eva ousou vencer a aposta. Por isso a condenaram.” (pg. 101)

a_vida_que_ninguem_ve3É uma obra que precisa e merece ser lida, principalmente por jornalistas. Isso porque somos transportados para o tempo e espaço da história contada. “A vida que ninguém vê” tem um tom visceral, comovente, convidativo e que apresenta o outro como a gente pouco vê.

O que eu aprendi com “A vida que ninguém vê” foi manter um olhar mais atento e apurado para os “comuns” que transitam pela minha vida: pessoas comuns, situações comuns, lugares comuns… os comuns do cotidiano que, muitas vezes, passam despercebidos, apesar de serem repletos de significados especiais.

Ao lançar um olhar apurado sobre o cotidiano de uma sociedade automatizada, embrutecida e que não tem tempo para ouvir, entender, perceber ou acolher o outro, acabamos por desvendar algo a respeito do desconhecido e descobrimos também algo sobre nós mesmos.

Vale destacar que Eliane Brum tem no seu currículo os livros “Uma Duas”, “Coluna Prestes – O avesso da lenda”, “O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real” e “A menina quebrada”.

Informações Técnicas

Título: A Vida Que Ninguém Vê

Autora: Eliane Brum

Número de Páginas: 208 páginas

Editora: Arquipélago Editorial

Avaliação: Ótimo

 

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invasao no iraque“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” é daqueles livros reportagens que desvendam o véu sobre seus olhos ao mostrar as mentiras que a mídia conta.

O livro é uma coletânea de artigos escritos e divulgados em sites da internet, entre 2003 e 2005, pelo jornalista Carlos Eduardo Magalhães mostrando as incoerências e as parcialidades da cobertura jornalística norte-americana na guerra do Iraque. De acordo com o auto, dirigida e comandada pela Casa Branca, a mídia do país agiu mais como uma agência de propaganda do que como imprensa.

A falta de ética jornalística dos veículos de comunicação, segundo a obra, colaborou para abafar os erros e crimes do conflito armado no Iraque patrocinado pelo governo americano que alegava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa e possíveis conexões com terroristas internacionais.

O jornalista leva o leitor ao submundo da guerra no Iraque onde a manipulação dos meios de comunicação ditam as regras do jogo. Mostra também as artimanhas do Pentágono para transformar propaganda pró-guerra em notícia e a falta de reação e consciência do povo americano frente ao massacre promovido pelo conflito.

O leitor encontra em cada página que folheia histórias que achava conhecer bem – que leu, assistiu ou ouviu na mídia internacional – e que no fundo não é bem assim que deveriam ter sido contadas.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” afirma que houve farsa no resgate da soldado americana Jessica Lynch e que o atentando à jornalista italiana Giuliana Sgrena foi promovido pelas tropas ianques. O autor crítica o papel da ONU, ao alegar que houve omissão da organização frente ao massacre da população iraquiana, e a atuação dos meios de comunicação que, segundo ele, manipularam informações sobre a guerra e as violações aos Direitos Humanos daquela nação.

O livro apresenta a face vil de um Jornalismo sem ética, manipulador, alienante e que só está preocupado em omitir informações e lucrar com audiência. Parece até a mídia brasileira, mas não é, viu! Pura semelhança!

Literatura de Guerra

Tenho verdadeiro fascínio por livros reportagens e se for literatura de guerra meu entusiasmo aumenta. Mas confesso que esse livro foi um soco no estômago sobre os bastidores da cobertura dos correspondentes de guerra do Iraque.

A cada página uma manipulação se revelava o que me fez refletir sobre outros livros que li a respeito desse conflito armado.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” lança um olhar crítico sobre a atuação da mídia durante o conflito e, principalmente, seu papel no imaginário popular americano.

Não pretendo abrir aqui uma discussão política sobre a atuação do governo americano, mas apenas pontuar nessa resenha as principais revelações que o livro introduz a respeito da política externa americana. Entre elas está a afirmação de que a invasão americana no Iraque foi um dos maiores erros da história política dos EUA, iniciado por George W. Bush e perpetrado por Barack Obama. Primeiro por conta da justificativa falsa, depois pela desumanização dos atos e também por não conseguir construir um governo democrático decente que trouxesse melhorias à vida dos iraquianos. Pior, abriu brecha para o fortalecimento do Estado Islâmico e da Al Qaeda. Ao longo do livro o autor revela que os EUA têm uma política externa amparada no relacionamento com regimes autocráticos e que a imprensa esforça-se para encobrir os reais objetivos do governo.

É uma obra que recomendo a leitura, principalmente para estudantes de Jornalismo porque apresenta uma reflexão importante sobre o papel do jornalista; a diferença entre interesse público e o que interessa ao público; liberdade de imprensa; transparência, independência jornalística, cobertura de guerra; credibilidade, audiência e outras questões da área.

Lógico que não tem nada de novo a afirmação de que a mídia em algum momento manipulou, omitiu, mentiu, deturpou, alienou ou desinformou ao longo da sua existência, mas é bom relembrar ou conhecer histórias que exemplificam o quanto o 4º Poder vai longe para proteger os seus interesses. Boa leitura!

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Trecho do livro que fala sobre a “mea culpa” do New York Times

Sinopse

O governo norte-americano desrespeitou boa parte do mundo dito civilizado quando ignorou o Conselho de Segurança da ONU, ao invadir o Iraque. Usou e abusou de mentiras sobre a existência das armas de destruição em massa (ADM) no país do ditador Saddam Hussein. E para isso, para sustentar essas mentiras, a mídia norte-americana foi fundamental. Mentiram, manipularam e censuraram informações para convencer a todos que haviam as tais ADMs no Iraque.

Informações Técnicas

Título: Invasão no Iraque: Manipulação, Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA

Autor: Carlos Eduardo Magalhães

Número de Páginas: 159 páginas

Editora: Editora Canudos

Avaliação: Ótimo

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Pelo visto está na moda humilhar as pessoas em plena rede nacional de televisão. E os programas campeões neste quesito são os policiais veiculados pelas Redes Record e Bandeirantes: Balanço Geral, Cidade Alerta e  Brasil Urgente.

São apresentadores que humilham os colegas de trabalho, repórteres valentões que debocham de entrevistados e acusados que ameaçam os jornalistas, num ciclo insano de desrespeito e maus tratos.

Fiquei chocada ao assistir na semana passada uma matéria onde a repórter, em rede nacional, zomba do entrevistado através de gargalhadas debochadas, de perguntas irônicas e tendenciosas e de opiniões sarcásticas e preconceituosas: acusando, condenando e, por fim, humilhando o acusado em plena Delegacia de Polícia.

Em seguida, o apresentador faz piadas de mau gosto com seus colegas de trabalho que riem nervosamente disfarçando a atitude vexatória e arbitrária.

Ao pesquisar sobre a referida profissional, descobri que a postura ofensiva já é velha conhecida pelas bandas em que ela atua. Tendo, inclusive, diversos vídeos publicados na Internet com atitudes parecidas ou piores àquelas que assisti. Ela não se acha folgada nem desrespeitosa, mas valente e portadora de uma missão que sob o manto do microfone se “traveste da falsa defesa da busca da verdade dos fatos”.

Além de fazer apologia à lei do “olho por olho”, legitimando a atitude da busca da justiça com as próprias mãos, esses programas incitam a violência contra os acusados que são apontados nas reportagens como culpados num prévio julgamento midiático.

Esses programas também aproveitam para carregar no humor ácido ignorando totalmente os Diretos Humanos num clássico escárnio com as classes e níveis hierárquicos.

Nem vou estender o debate sobre a questão da presunção da inocência ou imparcialidade da imprensa, totalmente desconsiderados nessa seara popularesca dos programas policiais sensacionalistas. Quero apenas fazer uma reflexão sobre a importância de não naturalizarmos a violência e o desrespeito defendendo a ideia de que se for bandido pode tudo: culpar, humilhar, desrespeitar, linchar e matar. É fato que a Justiça brasileira não é das melhores, mas ainda precisamos dela para estabelecer a ordem social. Além disso, nossa história está cheia de casos de crimes praticados pela imprensa por conta do pré-julgamento. Ex.: o bar Bodega e a Escola Base.

E pelo que li na Internet, ao que tudo indica, impera nos bastidores da televisão a ideia de que essas humilhações não passam de brincadeiras entre colegas de trabalho ou de Jornalismo Policial mais incisivo e enérgico.

Ah tá, achei que era assédio moral, desrespeito aos Direitos Humanos, ofensa e difamação! Ignorância minha, perdão!

Apesar dessas atitudes e imagens parecerem naturais e cotidianas, NÃO VOU e NÃO QUERO aceitar e me adaptar a esse Jornalismo de espetáculo em que a trolagem aparece mais do que os fatos e a dignidade humana é motivo de piada.

Obs.: Infelizmente não achei a matéria em questão, mas a Internet esta repleta de reportagens do mesmo gênero da referida repórter e tant@s outr@s colegas de profissão. Uma pena!

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“Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro”
é daqueles livros que mexem com a emoção do leitor. Nele você encontra histórias que fazem sorrir, dão esperança, lhe transportam para o tempo descrito e também fazem morrer de rir. É um livro reportagem inspirador desde a primeira página, pelo rigor na apuração, pois percebemos que foi escrito por alguém preocupado com o ser humano.

Redação convidativa, instigante, com toque de humor, detalhada e primorosa é assim que podemos descrever esta obra do jornalista Audálio Dantas, autor de mais de 10 livros, entre eles “As duas guerras de Vlado Herzog”, ganhador do Prêmio Jabuti 2013.

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Sua resenha diz que “’Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro’ reúne alguns dos melhores trabalhos do brilhante Audálio Dantas. São 13 matérias publicadas entre o final da década de 1950 até meados dos anos de 1970, em revistas como “O Cruzeiro” e “Realidade”, além de um texto especial para a revista Playboy, em 1993. Em textos inéditos, o autor faz uma reflexão sobre os bastidores da apuração dos fatos e sobre os desafios de transformar vida em texto jornalístico – suas escolhas, seus erros, suas dúvidas. Audálio conta, por exemplo, como encontrou Carolina Maria de Jesus na favela paulistana do Canindé e como, ao voltar para a redação, declarou ao chefe que ela já tinha pronta a reportagem que fora buscar. Carolina se tornaria, logo depois, a primeira favelada brasileira a escrever e a publicar uma obra literária. Aos 80 anos, o grande repórter volta à juventude para refletir sobre o seu legado e ajudar as novas gerações de jornalistas e de leitores a pensar sobre a enorme tarefa de contar a história cotidiana de sua época”.

Audálio Dantas foi premiado pela ONU por sua série de reportagens sobre o Nordeste brasileiro publicada na extinta revista Realidade. Também foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo à época do assassinato, pela ditadura militar, do jornalista Vladimir Herzog, foi o primeiro presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e deputado federal.

Sua obra reúne reflexões importantes sobre o reportar, indispensável a todo jornalista que busque aprimorar sua escrita e apuração. Combate o jornalismo de cadeira preguiçoso que ganhou força com a Internet, principalmente as redes sociais, e apresenta a fonte como ela tem que ser, não um personagem detentor de algumas aspas, mas um ser humano com história e sentimento para contar.

Ler “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” me dá saudade de um tempo que não vivi, onde os jornalistas saíam às ruas para caçar notícias, desvendar as mazelas e tristezas alheias, encontrar casos reais comoventes – não para puro entretenimento –, falar sem firulas com franqueza; repórter estilo olho no olho. É um livro que incomoda, causa indignação, angustia e também nos faz sonhar e buscar a transformação do Jornalismo e da sociedade.

Chorei ao ler “Diário de uma favelada: a reportagem que não terminou”, “Nossos desamados irmãos loucos”, “A nova guerra de Canudos”, “Doença de Menino” e “Povo Caranguejo”. Mas também dei boas risadas e me emocionei com o final da reportagem sobre a “A maratona do Beijo” e o “O circo do desespero”. É assim, um misto de emoções!

livro_Tempo-de-Reportagem_dedicatoriaTive a oportunidade de conhecer Audálio Dantas, homem de muita coragem, olhar doce e generoso e voz firme e decidida de quem sabe o que busca. Instinto nato de jornalista fuçador é a tradução exata de um ótimo jornalista, pois reúne qualidades que todo bom escrevinhador quer e precisa ter para apurar os fatos. Um exemplo de militante sindical e social, que nos acolhe com suas escritas ágeis, comoventes e intrigantes. Seus outros livros já estão na minha lista de leitura para 2014.

Lançado pela editora Leya “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” é prefaciado pelo jornalista Fernando Morais e conta com contribuições de Ricardo Kotscho, Samir Curi Mesani e Eliane Brum que nos brindam com uma entrevista com esse mestre da narrativa. O livro é composto por:

  • Diário de uma favelada: a reportagem que não terminou
  • O circo do desespero
  • Nossos desamados irmãos loucos
  • A nova guerra de Canudos
  • Oh, Minas Gerais!
  • Doença de Menino
  • Povo Caranguejo
  • Chile 70
  • Oh! Canadá!
  • Joaquim Salário-Mínimo
  • O prédio
  • À margem
  • A maratona do Beijo

Apêndice

  • Prefácio da 1ª edição do livro “O circo do desespero” – Ricardo Kotscho
  • Os contos das coisas acontecidas – Samir Curi Meserani
  • O monumento anda, fala (e depois come dois ovos fritos) – Eliane Brum

Como jornalista, aproveito esse post para “rasgar muitos elogios” e agradecer esse jornalista e exemplo de ser humano. Em minha opinião, “Tempo de Reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro” é leitura obrigatória para jornalistas e não jornalistas e uma ótima escolha para presentear nesse fim de ano.

Feliz Natal e boa leitura!

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Congresso Estadual dos Jornalistas – Audálio Dantas, eu vou!

E você, vai ficar de fora dessa???


 

Hoje (21/09) começa o 14º Congresso Estadual dos Jornalistas de São Paulo intitulado “Jornalismo e Trabalho no Século XXI”  e organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, que neste ano, homenageará o jornalista Audálio Dantas.

O encontro lançará luz as questões do mundo do trabalho do jornalista através das teses “Organização e Unidade dos jornalistas”, “Fraude no Trabalho: precarização, PJ e multiplataforma”, “Condição de Trabalho: saúde e segurança dos jornalistas”, “Jornalismo Ambiental” e “Novo Marco Regulatório das Comunicações e o papel dos jornalistas”.

Confira a programação e para saber mais sobre o congresso, clique aqui:

21 de setembro (sexta-feira)

17h – Credenciamento no local do Congresso

20h – Abertura solene – Teatro Municipal

20h30 – Ato: 75 anos do SJSP e homenagem ao jornalista Audálio Dantas

21h – Abertura da Exposição Fotográfica – Coquetel

 

22 de setembro (sábado)

8h – Café da manhã

9h – Assembléia: Escolha da mesa diretora dos trabalhos e da comissão da Carta de Caraguatatuba

10h – Plenária

12h – Almoço

13h30 – Plenária

14h – Encerramento do credenciamento

16h – Coffee Break

16h15 – Plenária

18h – Ato: Jornalistas Vítimas da Ditadura Militar – Memória, Verdade, Justiça e Direitos Humanos

19h30 – Jantar

20h30 – Evento Cultural

 

23 de setembro (domingo)

8h – Café da manhã

9h – Plenária Final: eleição dos delegados para o Congresso Nacional e aprovação da Carta de Caraguatatuba

11h – Sessão Solene de encerramento

12h – Almoço

 

Se você quer contribuir com  as discussões e a construção da luta da categoria, saiba que ainda dá tempo de garantir uma vaga como observador.

Participe, porque essa luta é de tod@s nós!

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A Semana Nacional de Pressão pela imediata votação da PEC do Diploma no Senado iniciada em junho/12 e liderada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os Sindicatos dos Jornalistas surtiu efeito.

Na terça-feira (7/8) passada, o Senado aprovou em segundo turno a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que obriga o diploma para jornalistas exercerem a profissão. A PEC 33/2009 é de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

As entidades convocaram a presença e mobilização dos estudantes e jornalistas e foram prontamente atendidos.

Presidente da Fenaj, Celso Schröder, fala sobre aprovação da PEC do Diploma

Nossa luta não é só pela garantia de um papel formal (Diploma) – porque bons e maus profissionais existem em qualquer profissão, independe de diploma – ela se sustenta na defesa do Jornalismo sério, ético e comprometido com os interesses do povo brasileiro e, principalmente, pela dignidade e respeito ao profissional jornalista.

Agora, a categoria cobra que a proposta seja aprovada ainda este ano, já que a sua apreciação vem se estendendo desde 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que seria exigido diploma universitário apenas de profissões ligadas à vida, como se Jornalismo não tivesse nada a ver com vidas.

O dano causado pelo mau jornalismo, na maioria das vezes, fere a ética e a dignidade humana de seus envolvidos, porque uma imagem destruída publicamente pode sofrer danos irreversíveis.

Jornalistas e estudantes paulistas cobram deputados

Na última quarta-feira (8/8), após a aprovação da PEC 33/2009, uma Comitiva de Jornalistas e Estudantes, organizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e a FENAJ, esteve na Câmara dos Deputados em contato com lideranças da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma e com o presidente da Câmara cobrando a apreciação imediata da PEC do Diploma do Senado apensada a PEC 386/2009, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, deputada Rebeca Garcia (PP/AM)

A caravana reuniu-se com o presidente da Fenaj, Celso Schröder, o presidente e a vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, os deputados Paulo Pimenta (PT/RS) e Rebecca Garcia (PP/AM). Posteriormente houve contato, ainda, com o deputado Marco Maia (PT/RS), presidente da Câmara dos Deputados.

Integraram a comitiva paulista o presidente do Sindicato, José Augusto Camargo (Guto) e os diretores Márcia Quintanilha (Sindicalização), Martim Vieira da Regional Piracicaba e eu, Fernanda de Freitas da Regional Campinas.

Estamos vivendo uma escalada de ataques aos direitos trabalhistas e sociais, de forma geral. E no nosso caso, jornalistas, estamos no meio de uma “guerrilha” contra os grandes conglomerados midiáticos que monopolizam a informação e se recusam a estar submetidos a quaisquer leis, ao contrário, estabelecem suas próprias regras, caçando e destruindo aqueles que eles consideram inimigos ou apresentam perigo ao seu poder.

Presidente do Sindicato dos Jornalistas de SP, José Augusto e a diretora de Sindicalização, Márcia Quintanilha

Não podemos aceitar o discurso de que a exigência do diploma fere o direito de liberdade de expressão. Uma coisa nada tem a ver com a outra! Essa defesa só fortalece a mídia e dá plenos poderes para que ela continue monopolizando a vida dos que estão submetidos ao seu regime de informação distorcida.

Nossa luta não se restringe apenas ao reestabelecimento do diploma, ela passa pela valorização do profissional jornalista, pela garantia de condições adequadas e de segurança para o exercício da profissão e também pela melhora e fortalecimento do ensino superior.

Então, por tudo que representa nossa reivindicação, parabéns aos estudantes e jornalistas guerreiros, que enfrentaram muitas horas de viagem para garantir os meus, os seus os nossos direitos à informação séria e de qualidade.

OK

 

Confira o vídeo da entrevista concedida pelo presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, sobre a aprovação (em segunda votação) da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2009 no Senado Federal.

 

Resultado de Votação da PEC 33/2009

Casa:

 Senado Federal

Data:

 07/08/2012

Votação secreta:

 Não

Descrição:

 Proposta de Emenda à Constituição nº 33, de 2009 (2º turno)

Votação:

Presentes: 65   Sim: 60   Não: 4   Abstenção: 0   Presidente: 1   Impedido: 0

Resultado:

 Aprovado

Parlamentares / Votos

Aécio Neves

Sim

 João Durval

P-NRV

Alfredo Nascimento

P-NRV

 João Ribeiro

Sim

Aloysio Nunes Ferreira

Não

 João Vicente Claudino

P-NRV

Alvaro Dias

Sim

 Jorge Viana

Sim

Ana Amélia

Sim

 José Agripino

Sim

Ana Rita

Sim

 José Pimentel

Sim

Angela Portela

Sim

 José Sarney

P-NRV

Anibal Diniz

Sim

 Kátia Abreu

Não

Antonio Carlos Valadares

Sim

 Lídice da Mata

Sim

Antonio Russo

NCom

 Lindbergh Farias

Sim

Armando Monteiro

Sim

 Lobão Filho

P-NRV

Assis Gurgacz

P-NRV

 Lúcia Vânia

Sim

Benedito de Lira

Sim

 Luiz Henrique

Sim

Blairo Maggi

Sim

 Magno Malta

Sim

Casildo Maldaner

Presidente (art. 51 RISF)

 Maria do Carmo Alves

P-NRV

Cássio Cunha Lima

NCom

 Mário Couto

Sim

Cícero Lucena

Sim

 Marta Suplicy

Sim

Ciro Nogueira

Sim

 Mozarildo Cavalcanti

P-NRV

Clésio Andrade

Sim

 Paulo Bauer

Sim

Clovis Fecury

Sim

 Paulo Davim

Sim

Cristovam Buarque

NCom

 Paulo Paim

Sim

Cyro Miranda

Não

 Pedro Simon

Sim

Delcídio do Amaral

P-NRV

 Pedro Taques

Sim

Eduardo Amorim

Sim

 Randolfe Rodrigues

Sim

Eduardo Braga

Sim

 Renan Calheiros

Sim

Eduardo Lopes

Sim

 Ricardo Ferraço

Sim

Eduardo Suplicy

Sim

 Roberto Requião

P-NRV

Epitácio Cafeteira

Sim

 Rodrigo Rollemberg

Sim

Eunício Oliveira

Sim

 Romero Jucá

Sim

Fernando Collor

P-NRV

 Sérgio Petecão

Sim

Flexa Ribeiro

Sim

 Sérgio Souza

Sim

Francisco Dornelles

Sim

 Tomás Correia

Sim

Garibaldi Alves

Sim

 Vanessa Grazziotin

Sim

Gim Argello

Sim

 Vicentinho Alves

P-NRV

Humberto Costa

Sim

 Vital do Rêgo

Sim

Inácio Arruda

Sim

 Waldemir Moka

Sim

Ivo Cassol

Sim

 Walter Pinheiro

Sim

Jader Barbalho

Não

 Wellington Dias

Sim

Jarbas Vasconcelos

Sim

 Wilder Morais

Sim

Jayme Campos

P-NRV

 Zeze Perrella

Sim

João Capiberibe

Sim

 

Legendas utilizadas no quadro acima

MIS – Presente (art. 40 – em Missão)
MERC – Presente no Mercosul
P-NRV – Presente – Não registrou voto
P-OD – Presente (obstrução declarada)
REP – Presente (art. 67/13 – em Representação da Casa)
NCom – Não Compareceu

Justificativas e Licenças:
AP – art. 13, caput – Atividade política/cultural
LA – art. 43, § 6º – Licença à adotante
LAP – art. 43, § 7º – Licença paternidade ou ao adotante
LC – art. 44-A – Candidatura à Presidência/Vice-Presidência
LG – art. 43, § 5º – Licença à gestante
LS – Licença saúde
NA – Dispositivo não citado

 

 

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Amanhã, 21/06, começa a Semana Nacional de Pressão pela imediata votação da PEC do Diploma, no Senado Federal.

A campanha vai de 21 a 28 de junho/12 e tem como objetivo pressionar os senadores a votarem, e

m segundo turno, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Diploma que restabelece a exigência do curso superior específico de Jornalismo para o exercício da profissão de jornalista.

Tanto o presidente do Senado Federal, José Sarney, quanto o líder do governo, senador Eduardo Braga, se comprometeram com o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Celso Schröder, a votar a matéria antes do recesso de julho deste ano.

Então, é chegado o momento de pressionarmos os senadores a votarem e aprovarem essa medida.

Precisamos garantir a volta da regulamentação da nossa profissão e, por conseguinte, defender o jornalismo de qualidade!

Mobilização

De 21 a 28 de junho cada jornalista deve ligar ou falar pessoalmente com os senadores do seu estado para solicitar a votação antes do recesso e também que os próprios parlamentares pressionem o senador Sarney e as lideranças partidárias.

Esse pedido também pode ser reforçado através de um e-mail para os senadores cobrando a votação. Acesse aqui a carta_parlamentares_pdf.

Os jornalistas, professores, estudantes de jornalismo e apoiadores da PEC do Diploma devem enviar mensagens a todos os senadores reivindicando a imediata votação.

Aqueles que tiverem blog, site, perfis nas redes sociais podem colocar o selo da “PEC do Diploma Aprove Já” em “pop up” ou outra forma de destaque nas suas páginas. A mesma pressão deve ser feita no Facebook, Twitter (#pecdodiplomaaproveja), blogs e todas as redes sociais.

Os cursos de Jornalismo também devem se manifestar e organizar ações nas rádios e TVs universitárias através da divulgação de chamadas, mensagens, matérias, entrevistas etc.

Se tudo correr bem a votação poderá acontecer entre os dias 26 e 28 de junho.

Vamos nos organizar em defesa do jornalismo de qualidade e da profissão de jornalista para reconquistar nossa regulamentação!

Vamos fazer um twittaço, buzz no Facebook e em todas as redes sociais marcando presença nas discussões online e offline para garantir nosso diploma.

Abaixo assinado

Se você não assinou, aproveite e assine já o Abaixo Assinado em defesa da PEC do Diploma. Clique aqui e garanta sua manifestação!

Carta aos parlamentares (carta_parlamentares_pdf)

Se quiser enviar e-mail para os parlamentares, sugiro a mensagem do abaixo-assinado:

“EU, FULANO DE TAL, DE CIDADE/ESTADO, expresso apoio às Propostas de Emendas à Constituição que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, restabelecendo a exigência do curso superior específico de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista.

A PEC 33/2009, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares e relatoria do senador Inácio Arruda, e a PEC 386/2009, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands, por um lado resgatam a dignidade dos jornalistas brasileiros e contribuem para a garantia do jornalismo de qualidade.

Por outro lado, as PECs estabelecem o local adequado para a discussão extemporânea, promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que, a serviço das grandes empresas de comunicação do país, prestou um desserviço à sociedade brasileira ao desregulamentar a profissão de jornalista.

O parlamento brasileiro responde adequadamente, sintonizado com a opinião pública, a um processo de judicialização da vida nacional, com caráter nitidamente conservador.

Aposto na independência e na vocação democrática do parlamento para reverter uma decisão nitidamente obscurantista do STF, que tem como único objetivo atingir a profissão de jornalista e a sua capacidade de expressar a liberdade de expressão prevista na Constituição Brasileira.

Pela votação imediata das emendas.”

Senadores em São Paulo

– Marta Suplicy: martasuplicy@senadora.gov.br

– Eduardo Suplicy – eduardo.suplicy@senador.gov.br

– Aloysio Nunes Ferreira Filho – aloysionunes.ferreira@senador.gov.br

Em defesa do Jornalismo, da Informação de Qualidade e do Jornalista EU SOU A FAVOR DA APROVAÇÃO DA PEC DO DIPLOMA.

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