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Estive na Confecom Paulista, mas infelizmente ainda não consegui “sentar” para postar minhas impressões sobre esse evento que está gerando uma importante discussão sobre a necessidade de democratizar as comunicações no Brasil.

È um debate irreversível, que está sendo boicotado pelo empresariado que não quer discutir conteúdo nem Comunicação como direito fundamental e informação como interesse público. Mas nós,  profissionais da comunicação, movimentos sociais organizados, não podemos nos furtar desta discussão e desta luta em prol da informação de qualidade.

Em breve postarei minhas ideias sobre o processo da Confecom SP.  Confira abaixo matéria postada no Portal Vermelho, que se configura num retrato fiél do que foi a etapa paulista;

Unidade dos movimentos marca Confecom SP

Ocorreu entre 20 e 22 de novembro a etapa estadual de São Paulo da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), fechando o ciclo de etapas preparatórias à nacional, que ocorre em Brasília, entre 14 e 17 de dezembro. Por ser a maior etapa do país, a Confecom São Paulo estava rodiada de expectativas. O governo estadual se omitiu, os empresários utilizaram poder econômico e os movimentos sociais deram aula de unidade.

210 delegados e delegadas à etapa nacional, mais de mil de propostas e dezenas de moções. Este foi o extrato objetivo da 1ª Confecom São Paulo. Entretanto, a movimentação política em torno da realização desta conferência movimentou muito mais que resoluções e delegações. A Conferência de Comunicação do estado de São Paulo foi marcada por um debate intenso sobre comunicação e democracia.

A Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação de São Paulo vinha se reunindo desde fevereiro. De lá para cá, empresas se retiraram do processo, outras permaneceram até o fim, houve tentativa de alteração das regras para impedir a participação de empresas menores (como a Fórum, a Retratos do Brasil e outras), foi realizada uma riquíssima atividade preparatória, a Pré-conferência Estadual de Comunicação, entre 1 e 2 de agosto, em São Paulo (SP), além de conferências livres de diversos setores da sociedade e muitas conferências municipais.

Para Bia Barbosa, do Coletivo Intervozes de Comunicação, as demandas apresentadas pelos movimentos sociais são legítimas e necessárias: “Só pedimos uma regulação do setor das comunicações, como qualquer outro setor é regulado neste país.”

Delegação ampla e diversificada

O resultado foram 340 participantes da sociedade civil não-empresarial inscritos para a Confecom estadual, além dos empresários e do Poder Público. Mulheres, jovens, movimento negro, sindical, estudantil, cultural, pela moradia, agrário, diversas entidades que têm por tema a democratização da comunicação, conselhos e mais um sem-número de segmentos da sociedade civil organizada debateram intensamente a necessidade de se democratizar o espectro e a comunicação como um todo no Brasil, como condição para o avanço da democracia no país.

Para Marcelo Bechara, presidente da Comissão Organizadora Nacional (CON) da 1ª Confecom, o trabalho foi longo, mas produtivo. “Foram dias muito intensos, com um pico de nove Conferências Estaduais acontecendo simultaneamente, e tudo saiu como era o esperado. É uma grande vitória para uma conferência que tem tantas especificidades, características muito próprias. Passamos pelas 27 unidades da Federação com muito sucesso. Mas as etapas estaduais foram apenas o começo.”

Erundina

A principal referência do poder público na conferência, entretanto, foi a deputada Luisa Erundina (PSB/SP), reconhecida pelos movimentos sociais pela sua atuação na Comissão de Comunicação, Ciência e Tecnologia na Câmara Federal (CCTCI), e figura fundamental nas pressões pela realização da 1ª Confecom.

Além das diversas propostas apresentadas desde as etapas municipais e conferências livres, os delgados e as delegadas avaliaram também as proposições do setor empresarial, que não esteve presente nas etapas preparatórias e veio com peso significativo à conferência estadual. O tema favorito destes era redução de impostos e tributos, e chegaram a surgir até mesmo propostas de abertura total das comunicações e telecomunicações ao capital estrangeiro.

O setor do empresariado presente à Confecom virou chacota entre os movimentos sociais pela forma como garantiram a delegação. Funcionários de TVs e outros veículos participaram da conferência em troca de folgas, e ainda receberam o dia “trabalhado”. Havia participantes com o crachá verde (que identificava o setor empresarial) reclamando que não estavam entendendo absolutamente nada do que estava sendo dito, mas que ficariam até o fim para garantir o pagamento e as folgas, e ainda, de quebra, “fazer uma moral com o patrão”. Entretanto, os movimentos sociais comemoraram o fato de ao menos 20 das 84 indicações do setor empresarial terem sido de veículos “aliados” dos movimentos, como representantes da Agência Carta Maior e da Revista Fórum, por exemplo.

Diferente das outras conferências realizadas no país, na Confecom as etapas regionais não têm poder deliberativo, assim, todas as propostas apresentadas serão encaminhadas à etapa nacional, que ocorre em Brasília, entre 14 e 17 de dezembro. Entretanto, o plenário fez questão de conhecer e debater as proposições, a fim de se preparar melhor para o debate nacional e tentar dialogar os consensos possíveis.

Moções

A única votação ocorrida foi em relação às moções. Em clima de comoção, foi efusivamente aplaudida e aprovada pelo plenário a moção que deu nome à etapa estadual da Confecom: “Zumbi dos Palmares”, em referência ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data da abertura da atividade. Também receberam apoio vibrante algumas moções encaminhadas por entidades da sociedade civil não empresarial. A primeira, foi em repúdio ao governador José Serra, por não ter organizado por iniciativa do Poder Executivo a 1ª Confecom São Paulo (a iniciativa foi da Assembléia Legislativa do estado). Outra moção aclamada foi a de repúdio à criminalização dos movimentos sociais pelos grandes veículos de comunicação e em apoio á luta pela reforma agrária. Uma terceira, repudiava a própria metodologia da Confecom, que não garantiu o caráter deliberativo das etapas regionais. Nesta linha, diversas outras moções foram ainda aprovadas, repudiando a forma como a mídia no Brasil trata temas como: o papel da mulher e do negro na sociedade, debate acerca do aborto, imagem criminalizada dos movimentos sociais, entre outros.

A escolha das delegações foi feita por segmento. O Poder Público estadual indicou 10% dos delegados e delegadas, ocupando 21 vagas e reservou os outros 10% para o Poder Público federal. A sociedade civil empresarial indicou seus 84 delegados, que correspondem a 40% da delegação e a sociedade civil não-empresarial realizou um amplo e democrático debate para indicar de forma unitária, sem votações, os 84 representantes dos movimentos sociais que estarão na 1ª Conferência Nacional de Comunicação pelo estado de São Paulo. O debate das entidades dos movimentos sociais foi uma verdadeira aula de democracia e unidade, garantindo a escolha de critérios de representação que deram origem à lista de entidades que indicaram os delegados e delegadas.

O desafio agora é realizar a etapa nacional e encaminhar propostas que de fato possam avançar no processo de democratização da mídia no Brasil. Entretanto, a primeira vitória já foi conquistada. Para jornalista Altamiro Borges, “a convocação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação já pode ser considerada uma grande vitória. Num curto espaço de tempo, milhares de brasileiros estão se envolvendo no debate estratégico sobre o papel da mídia na atualidade”.

De fato, a convocação da Conferência, em si, já é uma grande vitória dos setores que há muitos anos lutam pelo estabelecimento de um debate sobre a democratização da comunicação no país. O tema passa, a partir desta Conferência, a deixar de ser restrito a “especialistas”, estabelecendo um processo pedagógico, em que os movimentos sociais, por exemplo, apropriam-se do debate e tornam a comunicação alvo de bandeiras, reivindicações e debates dentro das organizações. A democratização da comunicação passa a ser uma pauta importante aos que lutam pela democracia no Brasil.

Fonte: Portal Vermelho (Luana Bonone)

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Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, que acontecerá entre os dias 18 e 21 de novembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

O evento será o primeiro encontro presencial do Fórum da Cultura Digital – um processo planejado para ser horizontal, coletivo, democrático, que reconhece a blogosfera e as articulações em rede como espaços fundamentais para a promoção e realização da cidadania. Ao final deste encontro, será elaborado um documento para ser entregue ao ministro da Cultura e ao presidente Lula com as bases para uma política pública de cultura digital.

Neste evento, como em todo o processo, há um espaço especial para pessoas, que, como você, se apropriaram da internet para produzir informação de relevância e promover articulações/discussões na rede. No Seminário Internacional, você poderá acompanhar mesas de debate com pesquisadores, ativistas, representantes do governo, convidados internacionais, além de atividades culturais e oficinas – a programação completa do evento no endereço www.culturadigital.br.

Se você não está em São Paulo poderá acompanhar a transmissão pelo http://culturadigital.br. Esteja a vontade para divulgar e convidar outras pessoas ou comunidades para acompanhar o evento.

Abaixo, segue também o release com mais informações sobre o seminário.

Fórum colaborativo inova para criar política pública de cultura digital

Evento internacional em São Paulo, entre os dias 18 e 21 de novembro, vai apresentar e discutir o acúmulo de debates abertos via internet para produzir as diretrizes de uma política pública de cultura digital para o Brasil

As novas tecnologias transformam a cultura e a democracia. Então, é necessário que os realizadores de cultura e os agentes políticos debatam o que fazer com esses novos meios de criar, informar e conversar, que expandem e potencializam as relações entre as pessoas. Foi para ocupar esse espaço que o Fórum da Cultura Digital Brasileira foi criado. Trata-se de um processo que reúne, em uma rede social pública e livre, gente que atua no governo, na sociedade, no mercado, na academia, para pensar o país.

Essa iniciativa pioneira, resultado de uma aliança entre o Ministério da Cultura, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a sociedade civil organizada, destaca-se por usar as novas tecnologias para ampliar a participação da sociedade na construção de políticas públicas democráticas, valorizando os processos, complexos, do mundo contemporâneo. O Fórum Digital, como vem sendo chamado por alguns de seus participantes, foi lançado extra-oficialmente no fim de junho, durante o Festival Internacional de Software Livre, em Porto Alegre, pela ministra Dilma Roussef.

No final de julho, em uma coletiva inédita apenas para blogueiros e gestores de Mídias Sociais, realizada durante o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), a coordenação executiva do projeto, capitaneada pelo Ministro da Cultura, Juca Ferreira, lançou o processo oficialmente. Desde então, cerca de 2.300 internautas aderiram a uma rede social que discute novas regras e formas de incentivar o conteúdo digital brasileiro.

Para consolidar o que foi produzido até agora e colocar as pessoas em contato presencial, será realizado entre os dias 18 e 21 de novembro o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Os participantes vão acompanhar mesas de debate com pesquisadores, ativistas, representantes do governo, convidados internacionais, além de atividades culturais e oficinas – a programação completa do evento estará em breve no endereço www.culturadigital.br. Além disso, os integrantes da rede social também poderão propor atividades auto-gestionadas, em espaços abertos para isso. Uma lona de circo está sendo levantada para ser ocupada pelo futuro.

O seminário também será transmitido pela internet no endereço www.culturadigital.br.

Os debates do Fórum de Cultura Digital Brasileira estão divididos em cinco eixos temáticos: memória, comunicação, arte, infraestrutura e economia. Cada um deles conta com um curador, responsável por estimular os debates e sistematizar as contribuições e diretrizes apontadas pelos participantes.

Na rede culturadigital.br, o cidadão pode se cadastrar, criar o seu perfil e articular grupos, postar conteúdos, além de interagir com pessoas que pensam a cultura digital. Em três meses de funcionamento, o fórum já conta com mais de 2.300 participantes, 143 grupos de debate, 233 blogs, 711 posts, 649 seguidores no twitter e mais de 45 mil visitantes.

PROGRAMAÇÃO:

1ª Dia – 18/11 – 4ª feira
9h/17h
Credenciamento/ inscrição

13h/14h
Intervenção artística – tendas do hall

14h/17h
Plenária de Memória – Sala Petrobrás
Seminário de Infraestrutura – Sala BNDES
Palestrantes:
José Luiz Ribeiro Filho (Diretor de Serviços e Soluções da RNP)

Sérgio Amadeu da Silveira (Sociólogo e professor da Faculdade Cásper Libero)

 

Franklin Coelho (Universidade Federal Fluminense e Projeto Piraí Digital)
Antônio Carlos dos Santos Silva, o TC (Casa de Cultura Tainã)

 

Convidado do Governo (a confirmar)
Moderador: Diogo Moyses (Curador do eixo infraestrutura do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

 


Ações auto-gestionadas – tendas do hall

19h/21h
Ato Inaugural e coquetel com Ministro da Cultura, Juca Ferreira, e outros ministros

2ª Dia – 19/11 – 5ª feira

9h/17h

Credenciamento/ inscrição
9h/12h
Plenária de Comunicação – Sala Petrobrás
Seminário de Memória – Sala BNDES
Palestrantes:
Angela Bettencourt (Fundação Biblioteca Nacional)
Pedro Puntoni ou Edson Gomi (Brasiliana– projeto de acervo digital da USP)
Dalton Martins (Coordenador de tecnologia social do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária Weblab)
Geber Ramalho (Games, interfaces e acervos – UFPE)
Jomar Silva (Padrões e protocolos – ODF Alliance)
Moderador: José Murilo Jr. (Gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura)

Ações auto gestionadas – tendas do hall14h/17h
Plenária de Economia da Cultura Digital – Sala Petrobrás
Seminário de Arte – Sala BNDES
Palestrantes:

Patrícia Canetti (Artista digital, criadora do Canal Contemporâneo)
Bia Medeiros (Professora de arte digital da UnB, coordenadora do Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos)

Pau Alsina

(pesquisador da Universidade Aberta da Catalunha e do IN3, na Espanha)

 

Laymert Garcia dos Santos (Sociólogo da UNICAMP)
André Vallias (Poeta e produtor de mídia interativa)
Moderador: Cicero Inácio da Silva (curador de arte digital do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

 

Ações auto gestionadas – tendas do hall

a partir das 18h
Ação musical/ cinema – lona de circo externa

3º Dia – 20/11 – 6ª feira
9h/17h
Credenciamento/ inscrição
9h/12h
Plenária de Infraestrutura – Sala Petrobrás
Seminário de Comunicação – Sala BNDES
Palestrantes:

Jean Burgess (pesquisadora da Universidade de Queensland, na Austrália, e co-autora do livro “Youtube a Revolução Digital)
Ivana Bentes (professora da UFRJ)
Alex Primo (professor da UFRGS)
Anápuaká Muniz (Web Brasil Indígena)

Jamie King (Steal This Film)
Moderador: André Deak (curador do eixo comunicação do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

Ações auto gestionadas – tendas do hall

13h/14h

Intervenção artística – tendas do hall
14h/17h
Plenária de Arte – Sala Petrobrás

 

Seminário de Economia da Cultura Digital – Sala BNDES
Palestrantes:

Daniel Granados (Producciones Doradas)

 

Pablo Capilé (Circuito Fora do Eixo)
Ladislaw Dowbor (Economista e professor da PUC-SP)
Ronaldo Lemos
(Professor de direito da FGV-Rio)
Juliana Nolasco (Coordenação de Economia da Cultura – MinC)
Moderador: Oona Castro

 (curadora do eixo economia do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

 

Ações auto gestionadas – tendas do hall

a partir das 21h
Ação musical – lona de circo externa
4º Dia – 21/11 – Sábado

9h/17h
Credenciamento/ inscrição

 
9h/12h
Transmissão da sala BNDES na Sala Petrobrás
Contexto Internacional da Cultura Digital – Sala BNDES
Palestrantes:

Raquel Rennó (pesquisadora de arte digital e integrante da Associaçao Cultural de Projetos em Cultura Digital ZZZinc, de Barcelona e do International Center for Info Ethics, da Alemanha)
David Sasaki (diretor do Rising Voices)
Ivo Corrêa (Responsável pelas políticas públicas e governamentais da Google Brasil)
Alfredo Manevy (Secretário executivo do Ministério da Cultura)
Amelia Andersdotter (membro do Partido Pirata Sueco)
Moderador: Álvaro Malaguti (gerente de projetos da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa- RNP)
Transmissão da sala BNDES nas tendas do hall

13h/14h

Intervenção artística – tendas do hall
Fonte: Assessoria de Imprensa do MinC

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