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Posts Tagged ‘discriminação’

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(Crédito: www.outrapagina.com)

Sou suspeita para falar desse tema “televisão” porque sou apaixonada pela série How To Get Away With Murder e fã da atriz Viola Davis.

Desta forma, ainda que tardiamente, quero registrar minhas impressões sobre o comovente discurso da atriz Viola Davis na cerimônia de entrega do 67º Emmy Awards.

Ela é a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy na categoria de “Melhor Atriz em Drama” como resultado de sua belíssima atuação na série How to Get Away with Murder, ficção produzida por Shonda Rhimes, roteirista, cineasta e produtora norte-americana. Quase esqueci, outra mulher negra talentosa, cujas séries fazem muito sucesso na televisão.

E o que dizer do discurso de Viola Davis? Inspirador, motivador e dedicado a todas as mulheres negras que lutam todos os dias para derrubar os tijolos das diferenças de sexo, classe e raça presentes em nossa cultura, historicamente, conservadora, patriarcal e escravocrata. Ele não foi feito por uma brasileira, mas nos cabe muito bem!

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman.

E completa com “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. A minha história não termina aqui”, disse ela. “Há muito trabalho que precisa ser feito em muitas áreas para negócios com atores de cor, tantas narrativas, tantas histórias que precisam ser vistos e sentidas.”

 

Vale destacar que, Harriet Tubman (1822-1913), conhecida como Black Moses, era uma afro-americana, abolicionista que conquistou a liberdade para si e outros negros escravizados nos EUA.

Esse não foi o único prêmio que Viola Davis ganhou como atriz. Ela conquistou também a categoria de “Atriz Favorita em Nova Série de Drama” no People’s Choice Awards 2015 e no Screen Actors Guild (SAG Awards) como “Melhor Atriz em Série de Drama” nos anos de 2015 e 2016, ambos pelo seu papel em How To Get Away With Murder.

É inegável que How to Get Away with Murder alcançou o sucesso, boa parte devido ao talento de Viola Davis que dá um toque especial à protagonista da série, uma espécie de anti-heroína negra pouco convencional. Ela não é uma atriz qualquer que despontou do nada, construiu sua carreira com muitos filmes de sucesso, alguns deles que revelam a disparidade racial na sociedade norte-americana.

 

Oportunidades para brancas e negras

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Elenco de How To Get Away With Murder (Crédito: Hotter In Hollywood)

Sem dúvida há uma linha tênue que separa as mulheres negras das brancas, no que diz respeito às questões de gênero, classe e raça. Por isso, as palavras de Viola Davis incomodaram, e muito, aqueles que acham que o negro não deve questionar qual o seu lugar na sociedade ou almejar mudar seu status quo. Esse discurso, polêmico e delicado, também nos leva a refletir que as coisas estão mudando, gradativamente e bem pouquinho, mas estão. Ainda bem!

Estamos chegando a lugares que não eram reservados para nós e a sociedade está sendo obrigada a aceitar que estamos ocupando mais espaço: nas universidades públicas, cargos públicos, andando de avião, abrindo nossas empresas, frequentando shoppings, teatros, viajando para o exterior…

Ops… somos gente também e sempre ajudamos a construir esse país como qualquer outra pessoa. Como diz uma amiga fanfarrona “vem pra minha doutrina, A-Ceita, aceita que dói menos porque não estamos pedindo a aprovação de ninguém!”.

O que nos falta, em relação às pessoas de pele clara, são as oportunidade. Oportunidades de provamos que também somos bons, que temos talento, que podemos ser bem sucedidos em nossas iniciativas. E, por tudo isso e muito mais, devemos ganhar melhores salários e sermos mais respeitados. É a eterna luta pela igualdade de oportunidades.

E não me venha com o discurso de meritocracia pra cima de uma população, que por séculos está negligenciada às periferias da vida sem estudo, sem trabalho, sem certeza sobre o pão de amanhã…

Não é que eu seja contra a meritocracia, mas se vivêssemos numa sociedade igualitária, o destaque por méritos faria sentido e seria mais justo. Mas não é o nosso caso. Vivemos num país desigual onde mulheres negras estão abaixo de homens negros, mulheres brancas e, por fim, homens brancos. Arcamos com o ônus da discriminação de cor, gênero, classe, região e qualificação. Nossa situação dispensa comentários! Mas está registrada em várias estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nessa matéria “Estudos comprovam a falta de oportunidades para mulheres negras na TV”. Somos uma população de consumidores negros invisíveis e não representados na publicidade, na televisão, no cinema, nas telenovelas, nos telejornais e tantos outros produtos de comunicação.

Quando ouço falar em meritocracia penso imediatamente em minha mãe, uma mulher extraordinariamente inteligente (muito sábia e observadora) que só conseguiu completar o Ensino Médio aos quase 50 anos de idade. Se ela tivesse tido uma única chance, com certeza, sua vida teria sido outra. Teríamos uma Nutricionista negra andando de jaleco branco para desconforto dos conservadores de plantão. Mas a vida não lhe reservou privilégios e oportunidades!

Enfim, esse post acabou se tornando um manifesto, mas era só para registrar que o discurso da Viola Davis – que arrancou lágrimas dos meus olhos – foi muito oportuno para o momento que estamos passando, de violência, racismo, discriminação, competição e desumanização. Além de ser também provocador e merecedor da nossa reflexão sobre intolerância racial e igualdade de direitos e oportunidades. Bem como, sobre políticas públicas de reparação racial.

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito o que conquistar!

 

Discursos de Viola Davis que entraram para a história

Confira abaixo um pot-pourri dos discursos empoderadores proferidos por essa excelente atriz que já conquistou muitos prêmios:

 

67º Emmy Awards – premiação anual em que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA elege os melhores programas e profissionais da televisão (20/09/15).

People’s Choice Awards 2015 – premiação que homenageia os melhores do ano de acordo com os fãs, no cinema, na televisão e na música dos EUA (09/01/15)

SAG Awards 2015 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (25/01/15)

SAG Awards 2016 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (30/01/16)

 

Obs.: depois as pessoas perguntam “por que você não escreve mais vezes no blog?” Eu digo: porque quando escrevo um post eu não sei a hora de parar e vira um tratado sobre tal assunto… Mas estou aprendendo a blogar para aprimorar a minha escrita. Eu sou nova… chego lá! Rsrsrs

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito para conquistar!

 

  • Comente qual o discurso que inspira/ou sua vida?
  • Você conhece o discurso de Martin Luther King “I have a dream!”? O que você acha?
  • Conte pra mim?

 

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Sábado, 08/08, vamos todo à Praça a partir das 9 horas. Às 9h30 vamos fazer uma concentração na Estação Cultura e às 10h vamos realizar um Ato contra o Racismo na frente da Loja Marisa (Leia o texto abaixo).

PROTESTO CONTRA RACISMO NO COMERCIO DE CAMPINAS

O que é o racismo?

O racismo é uma ideologia de dominação de uma raça/etnia por outra, que se manifesta no dia-dia através de ações de preconceitos e discriminações com o objetivo de desmoralizar e violentar o individuo em condição de inferioridade econômica e social, de modo a embarreirar o mesmo, no direito de igualdade e de cidadania, reafirmando a predominância do dominante, em todos os campos e momentos da vida. Perpetuando a sensação de quais posições cada um deve ocupar na sociedade.

É necessário dar um basta a uma situação que esta se tornando comum em varias lojas do comércio de campinas, que é a discriminação, o preconceito, o racismo humilhante que a população negra é submetida diariamente neste comércio.

No dia 24 de junho ultimo, por volta das 12h30min, REGINA SEMIÃO, diretora do Sindicato dos trabalhadores Domésticos de Campinas, entrou na loja Marisa, da Regente Feijó, para comprar peça de roupa. Após circular pelo primeiro piso procurando, e não encontrando nenhuma vendedora, com pressa, pois tinha uma viagem marcada, resolveu ir embora, quando se retirava, um alarme disparou, e um funcionário da loja, a interpelou acusando “Dona tem objeto da loja dentro da sua bolsa”.

A senhora ora acusada respondeu que não tinha objeto algum na bolsa, pois não havia comprado nada. Mesmo assim, o funcionário resolveu revista-la. Entrou na loja novamente e foi obrigada a abrir a bolsa sobre a mesa. Humilhada na frente de uma aglomeração de pessoas juntou suas coisas e quando saia da loja foi abordada por uma senhora que presenciando o fato convenceu-a a chamar a polícia. Os policiais ao chegarem a encontraram chorando, registraram a ocorrência e a instruíram a fazer um boletim de ocorrência na delegacia e procurar um advogado para processar a loja, o que ela prontamente fez.

Fatos como este, têm sido constantes. É preciso dar um basta nos atos discriminatórios e racistas em Campinas. Convidamos todas e todos, para uma manifestação em frente à Loja Marisa, para repudiar esses atos racistas.

O que fazer em casos como este:
Manter-se calmo se possível;
Não abrir a bolsa para nenhum segurança;
Chamar a polícia;
Não ir para fundo da loja em quartinho isso e perigoso;
Chame atenção dos clientes que você está sento acusado injustamente;
Arrume testemunhas;
Lavre um boletim de ocorrência contra a loja;
Procure um advogado de sua confiança.

Fonte: http://www.geledes.org.br/

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Bom, ontem (13/04) tive uma noite de TERRIR…

Era um terror que, se não fosse de mau gosto, poderia me fazia morrer de rir.

Tudo bem, essa foi péssima, né? Vamos lá…

Zapeando os canais de televisão, resolvi me concentrar num programa, pra me fazer dormir logo ou pelo menos para me entreter enquanto o sono não chegava. Eis que sintonizo a RedeTV e num passe de mágica a apresentadora Luciana Gimenez está soltando suas rotineiras pérolas: “abafa o caso”, “adoooorrroooo” entre outras ao VIVO na televisão.

A convidada ilustre, Tati Quebra Barraco, estava muito diferente da imagem que tinha em minha memória.

Então, começou o show horripilante. Rapazes fardados, no maior estilo perigo total, traziam bombas que continham o tema a ser discutido. Palavras-chaves que, segundo a apresentadora, seriam bombas para a entrevistada.

A conversa caótica seguiu para vários caminhos:

plástica: foram pouco mais de 10, sob alegação de que em alguns momentos serem feitas por motivo de baixa autoestima,

avó: aos 29 anos (sua filha foi mãe aos 13 anos, repetindo o feito de Tati, também mãe na mesma idade),

luxo: adora esbanjar agora que está bem de vida, mas diz que continua solidária com os amigos da Cidade de Deus e só compra produtos no Brasil. Quando viaja para o exterior não compra NADICA de NADA (?),

roupas: mais de 1200 calças, 300 pares de sapatos, centenas de tops, saias, blusinhas e por aí vai; mas nenhuma roupa da grife da apresentadora Luciana Gimenez, que indignada disse que lhe presentearia com uma calça 40 que estica e parece 42 (?),

Essas foram algumas das temáticas abordadas no programa. Cruzis!

O momento constrangedor começou quando Gimenez resolveu confrontar Tati com o Rodolfo, a Naná (ex-BBB) e um cantor sertanejo e evangélico. Aí a baixaria rolou solta. Os convidados ouviram pelo fone um famoso proibidão da Barraco e começaram a questionar a música, a postura o estilo etc.

Naná recomendou que os filhos da fankeira não devessem ouvir tais impropérios que, não é apropriado para crianças.  E a Barraco lançou uma resposta seca “Quem tem que achar sou eu”. Momentos de tensão!

Atacada pelo Rodolfo que, se disse horrorizado com as poucas roupas da cantora, Tati martirizou Rodolfo dizendo que ele se esqueceu do amigo ET que morreu sem ajuda do amigo.

Rodolfo ofendido retrucou dizendo que ela não deveria meter na conversa “quem está morto e não pode se defender”.

O cantor sertanejo e evangélico (da qual não me recordo o nome) foi mais sutil dizendo que não gostava da música, exigindo respeito pelo seu gosto pessoal. Tati disse que eram de gostos diferentes e que cada um tem seu direito de gostar ou não.

Mais tarde, Tati quebra o barraco, literalmente, com a tal Madame do Funk que diz que ela não é cantora, faz apologia à pedofilia, à erotização gratuita e infantil etc. Resumindo, a Madame disse que a música da Barraco era baixaria pura.

Daí pra frente o show descambou de vez, com sucessivos palavrões, gritaria, ofensas… o mais puro barraco entre a tal lady e a tal moça vinda da favela… Uma aberração de ofensas discriminatórias de ambas as partes.

Tati tentou se defender com a ajuda da querida Gimenez dizendo que “quem não gosta deve mudar de estação “(rádio),  Gimenez completou “mudar o canal da TV”. As duas concluíram “Cada um faz o que quer…”

Até ai tudo bem!

Eis que a apresentadora solta a pérola da noite “Se você não gosta do programa que está assistindo muda de canal, é um direito de todos”. Essa foi a típica pérola La Gimenez, conhecida por suas gafes e frases ridículas.

Peralá!

Como assim muda de canal? Veja bem, veja bem, veja bem!

Não concordo e fico profundamente ofendida que esses pseudos artistas fazem com um canal de TV que é uma concessão pública. O sinal entra na minha casa e eles vivem do que arrecadam com suas publicidades e famas pagas com o suor do meu, do seu, do nosso rosto. E a TV não é de graça, como dizem os espertinhos! Não é só mudar de canal.

É exigir programas de qualidade, que não ofendam a moral e a dignidade humana. É só isso que eu peço. Mudar de canal é muito fácil. É não enxergar a verdade diante do nariz.

Não quero mudar de canal, quero ter a sorte de ter centenas de programas que reforcem o respeito, a paz, a solidariedade, a justiça social, a igualdade etc. Valores tão caros e raros atualmente. Recuso-me a mudar de canal, quero uma TV decente! Quero, luto e exijo uma TV DECENTE!

Moças, ladys, madames, mulheres. Vocês estão nas rádios e nas TV (reforço: concessões públicas) e devem dar exemplos de respeito. Não ficar batendo boca dizendo quem é melhor ou pior. É ridículo! Com todo respeito às domésticas, faxineiras, lavadeiras etc., lavar roupa suja em rede nacional não é certo nem respeitoso!

Depois os barões da Comunicação ficam bradando que exigem “Liberdade de Expressão”,que a Confecom tentou lhes roubar.

Pelamor, liberdade de expressão? Expressão de palavrão, de baixaria, de agressão verbal gratuita? Essa liberdade que eles querem? Liberdade para entrar em todos os lares para falar asneiras e palavras de baixo calão? Tenham dó, meus senhores!

Minha gente, vocês não devem continuar vendo essas baixarias na chamada “televisão pública”, vamos boicotar esses programas péssimos. Nem quero questinoar se a música dela é boa ou não… só o barraco/bate-boca descabido já foi suficiente.

Essa foi a gota d’água pra mim!

Infelimente, tive que exercer meu direito de mudar de canal. Para não correr o risco de ver outra besteira, desliguei a TV e fui dormir. INDIGNADA!

Indignada porque ainda não posso assistir “o programa ideal de QUALIDADE”.

Cada dia que passa, ou melhor, cada programa de TV que apresentam reforça a idéia de que uma outra Comunicação se faz urgente e necessária!

Não dá mais.

BASTA!


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Há tempos queria assistir o filme Milagre em Santa Anna de Spike Lee e não encontrava tempo e quando o tinha esquecia completamente de onde coloquei o DVD… loucuras minhas.

Não sou muito fã de filmes sobre a guerra, mas adoro filmes que reconstroem as histórias do passado. Mesmo que estes sejam apenas filmes, muitos baseados em fatos reais, mas com licença poética ou de compreensão.

Falar da Alemanha nazista ainda é um prato cheio para os cineastas do mundo inteiro… E renderá ainda muito pano pra manga, pode ter certeza.

O que falar de histórias de cumplicidade num ambiente hostil?

Spike Lee não poderia ficar de fora dessa. Também produziu seu filme com sua versão sangrenta sobre a guerra travada contra os alemães, sendo que esta se passa na Toscana (Itália) num vilarejo chamado Santa Ana.

Este filme comovente me fez refletir sobre como os negros eram tratados como lixo na guerra. Eram mandados para a linha de frente para poupar do combate acirrado os homens brancos. Não sou generalista, dizendo que todos os exércitos da terra maltratavam negros, mas que sempre houve diferença isso não dá pra negar até hoje.

É um filme que reforça a tese do cineasta de que negros e brancos não estão, ainda, em pé de igualdade, infelizmente!

E o que falar de Spike Lee que construiu sua carreira em cima de filmes que relatam o descaso, a indiferença, a discriminação e as injustiças cometidas contra negros americanos. Spike Lee tenta resgatar com seus filmes, histórias de vida que retratam anos após anos de opressão contra os negros, não só americanos, mas de forma geral, do mundo.

Diria que desta vez, ele não foi feliz tanto quanto em outros filmes, mas com um pouco de esforço do telespectador sua mensagem se faz ouvida, bem baixinha, mas se faz.

O filme fala das diferenças de tratamento entre brancos e negros, de confiança, de respeito, de lutar por um ideal – que nem sempre é seu – e de amor ao próximo.

Mas também fala de estereótipos que o próprio Spike Lee reforça entre os quatro soldados negros que protagonizam o enredo do filme: o malandro, o bobão, o que faz o que os outros mandam e o revoltado.

O início do filme tenta oferecer um mistério que se desvendará somente no final. Mas infelizmente, não é uma coisa que nos faz entender logo de cara. Ao final muitos podem achar que o início do filme poderia ter sido mais bem construído ou que o final poderia tem um enredo mais traçado. Ainda não sei se o problema está no início ou no fim do filme. Bom deixa pra lá!

Bom, de qualquer forma vale a dica para ver como um cineasta negro americano retrata uma guerra ao seu entender. São os olhos e ideais deste cineasta que se transportam para a tela de uma forma não tão consistente. Ele não foi feliz em mostrar as desigualdades, apenas balbuciou na tela que as diferenças existem. Mas isso todo mundo já sabe, né?

É bom dizer, que Spike já fez filmes bem melhores. Mas vale dar uma conferida para ver o que ele pensa.

Sinopse

Adaptação do romance de James McBride, ambientado durante a Segunda Guerra, que conta a história de quatro soldados americanos que fazem parte da 92º Divisão Buffalo Soldier – formada apenas por negros. Baseados na Toscana, Itália, em 1944, esses quatro homens caem numa armadilha preparada pelos nazistas. E acabam se separando quando um deles decide arriscar sua própria vida para salvar um garotinho italiano.

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Ontem assisti o incrível filme A verdadeira história de Lena Baker (2008).

Esse drama é baseado na vida de Lena Baker, a primeira e única mulher a ser condenada a cadeira elétrica no estado da Geórgia/EUA.

No início do século 20, vivendo numa sociedade escravocrata extremamente racista Lena Baker luta para conseguir ultrapassar os desafios de sua vida.

Leda é uma mulher negra, que no início da sua fase adulta foi presa por exercer ilegalmente a prostituição. Depois de cumprir sua pena e se apegar a Deus, em meio a reviravoltas  da vida ela se vê amedrontada, ameaçada e escravizada sexualmente por um homem branco, numa sociedade em que era crime uma mulher negra viver com um homem branco.

Ao fazer sua escolha pela liberdade sente-se obrigada a tomar uma atitude mais rigorosa e ao assassinar acidentalmente seu algoz ela é hostiliza por ser negra, pobre e ex-alcoolatra. Leda foi condenada, executada  (cadeira elétrica) e, em 2005, postumamente perdoada.

Uma história recheada de dilemas morais, religiosos e éticos com muito drama. Tichina Arnold desempenha um papel forte e marcante na pele de Lena. Para quem só a conhece no seriado Everybory Hates Chris, não sabe do que essa atriz é capaz.

Não quero me alongar no comentário, mas fazia tempo que não engasgava com imagens e história tão surpreendes. Adoro cinema porque tem o dom de nos tocar intimamente.

É de causar reflexão e muita discussão, porque muitas sociedades/país ainda possuem resquícios dessa amarga e impagável história de escravidão e perpetuam em suas culturas a idéia preconceituosa e desigual de que brancos e negros são seres humanos qualificadamente diferentes e, por isso, merecem tratamento diferenciado.

O problema é que somos todos iguais, mas com nossas diversidades e, por isso, não é aceitável o racismo e/ou diferenciação que tenta desqualificar ou julgar o ser humano, seja quem for ele: negro, índio, latino, mulher, gordo, deficiente etc.

Sem dúvida, é uma história surpreendente!

Informações:

Título Original: The Lena Baker Story
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 106 min

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