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Posts Tagged ‘Cultura’

O Governo Hélio enviou para Câmara de Vereadores de Campinas o Projeto de Lei Ordinária 29/2011, solicitando regulamentação da gestão de estabelecimentos públicos de saúde, educação, cultura, esporte e lazer por Organizações Sociais, que são entidades privadas.

Na seção da Câmara de Vereadores do último dia 14/02/11, as entidades abaixo organizaram uma grande manifestação que lotou o plenário da Câmara. Diante da pressão dos trabalhadores do serviço público, estudantes, sindicalistas, movimento popular e todos que são contra a essa privatização, os vereadores retiraram da pauta o projeto de lei que privatiza os serviços públicos em Campinas.

Assim convidamos você para participar da agenda de mobilização contra as privatizações em Campinas:

SÁBADO, DIA 19/02, ÀS 9H,

NA PRAÇA DA CATEDRAL

Panfletagem e abaixo assinado solicitando aos vereadores que não aprovem o projeto de privatização da saúde, educação, cultura, esporte e lazer em campinas

Venha participar desse importante momento de luta!

Movimento Popular de Saúde; CEBES; Fórum de usuários do SUS; Associação de Moradores do Jardim Florence; Associação Amigos Nordestinos; Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campinas e região; Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Mobiliários de Campinas e região; Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Campinas; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Americana e Nova Odessa; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Amparo; SindMoto   Campinas e região; Sintratel Campinas e região; SINTPQ; Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Paulínia; Sindicato dos Trabalhadores Químicos Unificados de Campinas e região; IDENTIDADE “Grupo Diversidade”; PT Campinas; PSB Campinas; PSOL Campinas.

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), lançou o estudo “Indicadores de desenvolvimento da mídia: marco para a avaliação do desenvolvimento dos meios de comunicação”. Segundo o documento da Unesco o Estado deve impedir a concentração indevida no setor de mídia e assegurar a pluralidade. “Os governos podem adotar regras para limitar a influência que um único grupo pode ter em um ou mais setores”, diz o estudo.

A organização afirma que os responsáveis pelas leis antimonopólio precisam atuar livres de pressões políticas. “As autoridades devem ter, por exemplo, o poder de desfazer operações de mídia em que a pluralidade está ameaçada”, destaca.

O estudo recomenda ainda a divisão equitativa das frequências de rádio e televisão entre as emissoras públicas, privadas e comunitárias, e entre as estações nacionais, regionais e locais.

Para a Unesco, a distribuição de concessões deve ser transparente e aberta ao público. “O processo deve ser supervisionado por órgão isento de interferência política ou interesses particulares”, afirma.

Na primeira categoria de indicadores proposta para avaliar a mídia de um país, a Unesco questiona se a liberdade de expressão e o direito à informação são garantidos por lei e respeitados na prática.

A publicação ressalta ainda a importância de se preservar a independência editorial e o sigilo das fontes jornalísticas. Além disso, conforme o texto, é preciso averiguar se a população e as organizações da sociedade civil participam da formulação de políticas públicas relativas à mídia.

A Unesco recomenda que o Estado não imponha restrições legais injustificadas à mídia e que as leis sobre crimes contra com a honra (como a difamação) imponham restrições o mais específicas possível para proteger a reputação dos indivíduos.

“Restrições à liberdade de expressão, o discurso do ódio, a privacidade, o desacato a tribunal e a obscenidade têm de ser definidas com clareza na lei e devem ser justificáveis em uma sociedade democrática”, diz o estudo.

Segundo o documento, a mídia não pode estar sujeita à censura prévia – ou seja, qualquer violação às regras para o conteúdo da mídia deve ser punida apenas após sua publicação ou divulgação.

Além disso, o Estado não deve tentar bloquear ou filtrar conteúdo da internet considerado sensível ou prejudicial. “Os provedores, sites, blogs e empresas de mídia na internet não têm a obrigação de registrar-se em um órgão público ou obter uma permissão dele”, informa.

Com relação ao sistema de rádio e televisão, a Unesco recomenda que haja às emissoras garantias legais de independência editorial contra interesses partidários e comerciais. O órgão regulador do setor também deve ser composto por integrantes escolhidos em processo transparente e democrático, e deve prestar contas à população.

Na terceira categoria de indicadores prevista no documento, a Unesco questiona se o conteúdo da mídia – seja ela pública, privada ou comunitária – reflete a diversidade de opiniões na sociedade, inclusive de grupos marginalizados.

A UNESCO também considera essencial para o fortalecimento da democracia o desenvolvimento da mídia comunitária; a capacitação dos profissionais da área; e o avanço da infraestrutura de comunicação, para recepção da radiodifusão, acesso a telefones e à internet.

Indicadores de Desenvolvimento da Mídia – Unesco


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Preciosa: uma história de esperança

Precious ou Preciosa, em bom português conta a história de Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) uma jovem negra; gorda; pobre; analfabeta; abusada sexualmente pelo pai; mãe de dois filhos, sendo um com Síndrome de Down; vitíma de violência doméstica e, que apesar dessa somatória de situações negativas, consegue lutar, sobreviver e dar uma  perspectiva feliz para sua vida.

Uma história de incesto, estupro, violência doméstica, preconceito não são coisas completamente novas no cinema, mas neste filme, formaram uma combinação surpreendente.

Com o triste drama de uma pessoa que sobrevive diariamente às injustiças e tristezas que a vida lhe impõe, suas palavras dilaceram nossa alma e cortam nosso coração.

“Às vezes eu desejo que não estivesse viva. Mas eu não sei como morrer. Não há nenhum botão para desligar. Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã”, diz Preciosa num momento dramático do filme.

Apesar de ser filme, essa é a história de muitas garotas, que podem ser minha ou sua amiga, parente, vizinha, colega etc. Não dá pra fechar os olhos e achar que é só cinema. Tem sim, uma semelhança enorme com a realidade.

Aquela realidade que massacra muitas garotas que são agredidas diariamente e não contam com amparo de ninguém. Que sentem vergonha, medo, tristeza, depressão… inúmeros sentimentos que reforçam que a vida não vale a pena.

No filme, Preciosa consegue passo a passo mudar sua triste realidade e provar que é preciso muito coragem para reverter maldades que as pessoas nos fazem. Sua imaginação é, sem dúvida, um dos pilares que sustentam sua perseverança e, por fim, seu agir.

É um filme intenso, reflexivo, forte e chocante! Foi feito para entendermos o que fazemos com nossas crianças ou nossos adolescentes. E, principalmente, para mudarmos nossa postura diante das agruras da vida. Sermos menos egoístas e maldosos.

A sinopse do filme diz:

“1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo’Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de “Mongo”, por ser portador de Síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação”.

Mas o filme é bem mais que isso…

O filme fala de superação dos limites, de esperança, de busca por justiça, de amor…. de muito amor.

O filme é baseado no livro da escritora e ativista negra Sapphire, tem seis indicações ao Oscar. e conta com atuações de Mariah Carey e Lenny Kravitz.

Pensando no Brasil… apesar dos apesares, de que a lei só existe para ficar no papel e traçando um paralelo com inúmeros casos que vemos de abuso e violência domésticas que ficam impunes (como o caso da cabeleireira morta impunimente pelo marido diante das câmeras de vigilância em Belo Horizonte), ainda tenho muita fé de que a Lei Maria da Penha traga mais justiça para o nosso país.

Um Salve à Maria da Penha!

Mulheres vamos à luta!

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Ontem assisti o incrível filme A verdadeira história de Lena Baker (2008).

Esse drama é baseado na vida de Lena Baker, a primeira e única mulher a ser condenada a cadeira elétrica no estado da Geórgia/EUA.

No início do século 20, vivendo numa sociedade escravocrata extremamente racista Lena Baker luta para conseguir ultrapassar os desafios de sua vida.

Leda é uma mulher negra, que no início da sua fase adulta foi presa por exercer ilegalmente a prostituição. Depois de cumprir sua pena e se apegar a Deus, em meio a reviravoltas  da vida ela se vê amedrontada, ameaçada e escravizada sexualmente por um homem branco, numa sociedade em que era crime uma mulher negra viver com um homem branco.

Ao fazer sua escolha pela liberdade sente-se obrigada a tomar uma atitude mais rigorosa e ao assassinar acidentalmente seu algoz ela é hostiliza por ser negra, pobre e ex-alcoolatra. Leda foi condenada, executada  (cadeira elétrica) e, em 2005, postumamente perdoada.

Uma história recheada de dilemas morais, religiosos e éticos com muito drama. Tichina Arnold desempenha um papel forte e marcante na pele de Lena. Para quem só a conhece no seriado Everybory Hates Chris, não sabe do que essa atriz é capaz.

Não quero me alongar no comentário, mas fazia tempo que não engasgava com imagens e história tão surpreendes. Adoro cinema porque tem o dom de nos tocar intimamente.

É de causar reflexão e muita discussão, porque muitas sociedades/país ainda possuem resquícios dessa amarga e impagável história de escravidão e perpetuam em suas culturas a idéia preconceituosa e desigual de que brancos e negros são seres humanos qualificadamente diferentes e, por isso, merecem tratamento diferenciado.

O problema é que somos todos iguais, mas com nossas diversidades e, por isso, não é aceitável o racismo e/ou diferenciação que tenta desqualificar ou julgar o ser humano, seja quem for ele: negro, índio, latino, mulher, gordo, deficiente etc.

Sem dúvida, é uma história surpreendente!

Informações:

Título Original: The Lena Baker Story
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 106 min

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Em outubro aconteceu a 2ª Conferência Municipal de Cultura de Campinas sob o tema “Cultura, Cidadania e Desenvolvimento”.

Ela serviu para tirarmos propostas de estratégias nos âmbitos Municipal, Eestadual e Nacional referente a Cultura.

Foi um trabalho árduo e democrático dos participantes (governo, sociedade civil organizada, produtores culturais independentes e empresariado) que elegeram também delegados e suplentes para a etapa Estadual.

Reunidos nos GT intitulados “Produção Simbólica e Diversidade Cultural”, “Cultura, Cidade e Cidadania”, “Cultura e Desenvolvimento Sustentável”, “Cultura e Economia Criativa’ e “Gestão e Institucionalidade da Cultura”.

Estão anexas a consolidação das propostas de estratégias aprovadas feitas na 2ª Conferência Municipal de Cultura. Esta consolidação foi feita pela Comissão Organizadora, Relatores, Delegados e Suplentes eleitos.

Parabéns para todos que apesar das diferentes opiniões (partidárias e ideológicas) deram um exemplo de que é possível democraticamente pensarmos juntos melhorias para nosso país.

Anexos arquivos:

– Propostas Municipal;

– Proposta Estadual;

– Proposta Estadual.

Conf_Mun_Cult_Cps_2009_municipal

Conf_Mun_Cult_Cps_2009_estadual

Conf_Mun_Cult_Cps_2009_nacional

 

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