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O bonde da cultura Hip Hop, mais especificadamente, da Dança Urbana (Dança de Rua ou Street Dance) vai estacionar nas Olimpíadas Rio 2016 para levar muitas atrações artísticas e culturais para os turistas e os cariocas.

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Battle Of The Year Brazil (BOTY) 2010 / Crédito: Fernanda Sunega

Começa no dia 6 e vai até 11 de agosto o festival de Dança Urbana “Battle Brazil – Edição Especial”, na Escola Nacional do Circo, no Rio de Janeiro. A atração integra a programação de mostras culturais organizada pela Funarte.

O objetivo da atividade é promover o intercâmbio artístico-cultural entre grupos de Dança de Rua brasileiros por meio de apresentações de grupos (crews) de Hip Hop de renome internacional vindos de quatro estados brasileiros. A atração integra o calendário de mostras artísticas e culturais organizado pela Funarte.

Organizada pela Cia Eclipse Cultura e Arte, a “Battle Brazil” é considerada a maior competição nacional de Dança de Rua (Street Dance) realizada em Campinas/SP. Mas desta vez, não haverá competição porque a mostra de dança integrará o calendário de atrações artístico-culturais dos Jogos Olímpicos 2016.

Durante o evento os grupos irão oferecer oficinas, palestras, batalhas shows e espetáculos de danças para propagar seus trabalhos e iniciativas culturais. A proposta da “Battle Brazil – Edição Especial” não é ser somente uma mostra, mas incentivar a interação entre os grupos de forma a divulgar o talento desses artistas.

Participam da mostra 12 grupos de danças oriundos das regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste. Sendo eles: MOS Crew, de Campinas/SP; Original Rocking, de Poços de Caldas/MG; Still Contact, de Curitiba/PR; Resistência Ativa, de Anápolis/GO; The Killers, de São Paulo/SP; Street Son, de São Paulo/SP; Crewest, de Franco da Rocha/SP; Super Star B.Boys, de Colombo/PR; Browns Boggie, de Campinas/SP;  Pânico Krumpers, de Campinas/SP, Companhia Híbrida/RJ e Cia Eclipse Cultura e Arte, de Campinas/SP. Além do MC Uiu e os DJ’s JP Black e Negresco.

Além de espetáculos, a “Battle Brasil – Edição Especial” oferecerá palestras e oficinas aplicadas pelos grupos convidados. A intenção é oferecer um espaço para a troca de saberes e vivências culturais e artísticas, além de estimular a interação com a comunidade artística carioca e, principalmente, com turistas que participarão das Olimpíadas Rio 2016.

Serão realizadas oficinas de “Danças Urbanas Estilo Popping” e “Danças Urbanas Estilo Krump” e uma palestra sobre “Danças Urbanas no Brasil”

 

Batalha Show Danças Urbanas

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Breaking, Popping, Krump e outros gêneros serão apresentados na edição especial da Battle Brazil / Crédito: Gustavo Brito

Batalhas Show são apresentações demonstrativas sem competições, apesar da denominação “batalha”. Elas apresentarão ao público diferentes estilos de Dança Urbana, formas de expressão e performances dos dançarinos, bem como gêneros musicais variados que compõem estas danças.

Durante a programação serão apresentadas coreografias com temáticas diversas enfatizando vários estilos de dança, que nasceram com a Cultura Hip Hop na década de 70 nos Estados Unidos, mas que assumem características regionais em cada lugar do mundo.

A Escola Nacional do Circo será palco de artistas-atletas que realizarão performances com saltos, giros, movimentos acrobáticos musicados com muita energia, ritmo e sentimento do original Hip Hop.

 

Espetáculos de Dança

Espetaculo Impermanência / Crédito: Samuel Lorenzetti

Espetáculo Impermanência / Crédito: Samuel Lorenzetti

Durante a mostra, será possível assistir ao espetáculo “Impermanência”, interpretado pela Cia Eclipse Cultura e Arte. O espetáculo revela como a impermanência influencia tanto a nossa vida, como também o ambiente, porque tudo está em constante mutação. A impermanência invade nossa existência e faz parte de nossa condição humana. Através dela é possível abdicar de apegos e medos, vivenciando a renúncia, a aceitação e a instabilidade.

Esse espetáculo foi premiado pelo ProAC (Programa de Ação Cultural) Circulação Dança 2015 da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Já o espetáculo “Olho Nu”, terceira parte da trilogia que discute Hip Hop e fragilidade, traz  como mote o desejo de desnudar o dançarino de rua, ressaltando as fragilidades deste corpo potente e, ao mesmo tempo, revelar todo o potencial criativo existente por trás destas fragilidades. Na cena, a repetição que busca transformação, busca também por formas de composição que extrapolem o lugar comum dessa técnica levando à reflexão sobre este corpo que se atém no papel de entreter e atender expectativas daquele que assiste.

A montagem foi criada pela Companhia Híbrida, fundada em 2007 na cidade do Rio de Janeiro, pelo diretor e coreógrafo Renato Cruz. Desde o inicio, a proposta desta Companhia reside em desenvolver uma pesquisa singular misturando diferentes linguagens artísticas, tais como as Danças Urbanas, a dança Contemporânea, a linguagem teatral e tudo mais que possa servir como base para materialização de novas ideias.

 

Jam – Encontro de Confraternização

Durante a Battle Brazil será realizado um encontro de Jam, com confraternização e intercâmbio cultural dos artistas convidados com os dançarinos do Rio de Janeiro ou outros que estejam na cidade, como turistas, e queiram integrar o palco para apresentação improvisada.

 

Breve histórico da Cia Eclipse Cultura e Arte

Eclipse Cultura e Arte

Eclipse Cultura e Arte / Divulgação

Criada em 2002 na cidade de Campinas/SP, a companhia tem sido premiada nacional e internacionalmente por espetáculos e projetos realizados em Dança Urbana.

A Cia Eclipse Cultura e Arte realiza pesquisas artístico-culturais para criação de peças, espetáculos, performances e intervenções; desenvolvendo os diferentes estilos de Danças Urbanas, sua especialidade, mesclado com técnicas de ginástica acrobática, circo, teatro, entre outras linguagens artísticas que contribuem com a iniciativa proposta.

A companhia é organizadora do Campinas Street Dance Festival, festival oficial de Dança de Rua que entrou para o calendário anual da cidade, e da Battle Of The Year Brazil, etapa nacional da competição conhecida como a Copa do Mundo da Dança de Rua, cuja final é realizada na Alemanha desde 1990.

A Cia Eclipse desenvolve projeto de formação e iniciação em Danças Urbanas com aulas gratuitas oferecidas por dançarinos e coreógrafos voluntários. Os encontros acontecem aos sábados à tarde na Estação Cultura de Campinas e na Casa de Hip Hop de Campinas.

A Cia Eclipse Cultura e Arte foi fundada e é dirigida pelos coreógrafos e bailarinos Ana Cristina e Kico Brown. Em 2011, eles lançaram o livro “Dança de Rua” que apresenta um estudo sobre uma das maiores manifestações culturais que influenciou e influencia a juventude do mundo inteiro, o Hip Hop.

Mais informações sobre a companhia em www.eclipse.art.br.

 

Mostra Funarte de Festivais

A Battle Brazil – Edição Especial foi contemplada pelo edital da Funarte (Fundação Nacional das Artes), que selecionou projetos de âmbito nacional, para compor a programação artística de três espaços da fundação na cidade do Rio de Janeiro: Teatro Dulcina, Teatro Cacilda Becker e Escola Nacional de Circo durante os Jogos Olímpicos 2016. A programação deverá ser realizada entre os dias 30 de julho a 4 de setembro.

Com essa iniciativa, o MinC (Ministério da Cultura) e a Funarte pretendem dar ampla visibilidade a uma importante rede de difusão, formação e promoção do acesso à diversidade da produção artística brasileira, constituída pelos festivais nacionais de Circo, Dança, Teatro e suas transversalidades.

 

PROGRAMAÇÃO

06/08 (sábado)

  • 19h: Showcases de Breaking

07/08 (domingo)

  • 16 às 19h: Jam – Encontro de Dançarinos (confraternização e interação)
  • 19 às 21h: Batalha Show de Danças Urbanas

09/08 (terça-feira)

  • 16 às 17h30: Oficina “Danças Urbanas Estilo Popping”
  • 17h30 às 19h: Palestra “Danças Urbanas no Brasil”
  • 19 às 20h30: Oficina “Danças Urbanas Estilo Krump”

10/08 (quarta-feira)

  • 19 às 20h: Espetáculo IMPERMANÊNCIA – Cia Eclipse Cultura e Arte/SP

11/08 (quinta-feira)

  • 19 às 20h: Espetáculo OLHO NU – Companhia Híbrida/RJ

 

Todas as atrações são gratuitas e a programação completa pode ser conferida em www.battlebrazil.com.br.

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(Crédito: www.outrapagina.com)

Sou suspeita para falar desse tema “televisão” porque sou apaixonada pela série How To Get Away With Murder e fã da atriz Viola Davis.

Desta forma, ainda que tardiamente, quero registrar minhas impressões sobre o comovente discurso da atriz Viola Davis na cerimônia de entrega do 67º Emmy Awards.

Ela é a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy na categoria de “Melhor Atriz em Drama” como resultado de sua belíssima atuação na série How to Get Away with Murder, ficção produzida por Shonda Rhimes, roteirista, cineasta e produtora norte-americana. Quase esqueci, outra mulher negra talentosa, cujas séries fazem muito sucesso na televisão.

E o que dizer do discurso de Viola Davis? Inspirador, motivador e dedicado a todas as mulheres negras que lutam todos os dias para derrubar os tijolos das diferenças de sexo, classe e raça presentes em nossa cultura, historicamente, conservadora, patriarcal e escravocrata. Ele não foi feito por uma brasileira, mas nos cabe muito bem!

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman.

E completa com “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. A minha história não termina aqui”, disse ela. “Há muito trabalho que precisa ser feito em muitas áreas para negócios com atores de cor, tantas narrativas, tantas histórias que precisam ser vistos e sentidas.”

 

Vale destacar que, Harriet Tubman (1822-1913), conhecida como Black Moses, era uma afro-americana, abolicionista que conquistou a liberdade para si e outros negros escravizados nos EUA.

Esse não foi o único prêmio que Viola Davis ganhou como atriz. Ela conquistou também a categoria de “Atriz Favorita em Nova Série de Drama” no People’s Choice Awards 2015 e no Screen Actors Guild (SAG Awards) como “Melhor Atriz em Série de Drama” nos anos de 2015 e 2016, ambos pelo seu papel em How To Get Away With Murder.

É inegável que How to Get Away with Murder alcançou o sucesso, boa parte devido ao talento de Viola Davis que dá um toque especial à protagonista da série, uma espécie de anti-heroína negra pouco convencional. Ela não é uma atriz qualquer que despontou do nada, construiu sua carreira com muitos filmes de sucesso, alguns deles que revelam a disparidade racial na sociedade norte-americana.

 

Oportunidades para brancas e negras

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Elenco de How To Get Away With Murder (Crédito: Hotter In Hollywood)

Sem dúvida há uma linha tênue que separa as mulheres negras das brancas, no que diz respeito às questões de gênero, classe e raça. Por isso, as palavras de Viola Davis incomodaram, e muito, aqueles que acham que o negro não deve questionar qual o seu lugar na sociedade ou almejar mudar seu status quo. Esse discurso, polêmico e delicado, também nos leva a refletir que as coisas estão mudando, gradativamente e bem pouquinho, mas estão. Ainda bem!

Estamos chegando a lugares que não eram reservados para nós e a sociedade está sendo obrigada a aceitar que estamos ocupando mais espaço: nas universidades públicas, cargos públicos, andando de avião, abrindo nossas empresas, frequentando shoppings, teatros, viajando para o exterior…

Ops… somos gente também e sempre ajudamos a construir esse país como qualquer outra pessoa. Como diz uma amiga fanfarrona “vem pra minha doutrina, A-Ceita, aceita que dói menos porque não estamos pedindo a aprovação de ninguém!”.

O que nos falta, em relação às pessoas de pele clara, são as oportunidade. Oportunidades de provamos que também somos bons, que temos talento, que podemos ser bem sucedidos em nossas iniciativas. E, por tudo isso e muito mais, devemos ganhar melhores salários e sermos mais respeitados. É a eterna luta pela igualdade de oportunidades.

E não me venha com o discurso de meritocracia pra cima de uma população, que por séculos está negligenciada às periferias da vida sem estudo, sem trabalho, sem certeza sobre o pão de amanhã…

Não é que eu seja contra a meritocracia, mas se vivêssemos numa sociedade igualitária, o destaque por méritos faria sentido e seria mais justo. Mas não é o nosso caso. Vivemos num país desigual onde mulheres negras estão abaixo de homens negros, mulheres brancas e, por fim, homens brancos. Arcamos com o ônus da discriminação de cor, gênero, classe, região e qualificação. Nossa situação dispensa comentários! Mas está registrada em várias estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nessa matéria “Estudos comprovam a falta de oportunidades para mulheres negras na TV”. Somos uma população de consumidores negros invisíveis e não representados na publicidade, na televisão, no cinema, nas telenovelas, nos telejornais e tantos outros produtos de comunicação.

Quando ouço falar em meritocracia penso imediatamente em minha mãe, uma mulher extraordinariamente inteligente (muito sábia e observadora) que só conseguiu completar o Ensino Médio aos quase 50 anos de idade. Se ela tivesse tido uma única chance, com certeza, sua vida teria sido outra. Teríamos uma Nutricionista negra andando de jaleco branco para desconforto dos conservadores de plantão. Mas a vida não lhe reservou privilégios e oportunidades!

Enfim, esse post acabou se tornando um manifesto, mas era só para registrar que o discurso da Viola Davis – que arrancou lágrimas dos meus olhos – foi muito oportuno para o momento que estamos passando, de violência, racismo, discriminação, competição e desumanização. Além de ser também provocador e merecedor da nossa reflexão sobre intolerância racial e igualdade de direitos e oportunidades. Bem como, sobre políticas públicas de reparação racial.

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito o que conquistar!

 

Discursos de Viola Davis que entraram para a história

Confira abaixo um pot-pourri dos discursos empoderadores proferidos por essa excelente atriz que já conquistou muitos prêmios:

 

67º Emmy Awards – premiação anual em que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA elege os melhores programas e profissionais da televisão (20/09/15).

People’s Choice Awards 2015 – premiação que homenageia os melhores do ano de acordo com os fãs, no cinema, na televisão e na música dos EUA (09/01/15)

SAG Awards 2015 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (25/01/15)

SAG Awards 2016 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (30/01/16)

 

Obs.: depois as pessoas perguntam “por que você não escreve mais vezes no blog?” Eu digo: porque quando escrevo um post eu não sei a hora de parar e vira um tratado sobre tal assunto… Mas estou aprendendo a blogar para aprimorar a minha escrita. Eu sou nova… chego lá! Rsrsrs

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito para conquistar!

 

  • Comente qual o discurso que inspira/ou sua vida?
  • Você conhece o discurso de Martin Luther King “I have a dream!”? O que você acha?
  • Conte pra mim?

 

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Família Eclipse Cultura e Arte (Crédito: Jurssa Santos)

Eles são jovens, negros, pobres, vindos da periferia de todos os cantos do Brasil e estão unidos num só ideal: Cultura Hip Hop. E no final de semana retrasado, 5 e 6 de setembro, lotaram a Estação Cultura e o Teatro Castro Mendes para participar do Campinas Street Dance Festival e da Battle Of The Year Brazil (BOTY), considerada a Copa do Mundo de Dança de Rua.

Esse tradicional festival já faz parte do calendário oficial da cidade e é esperado ansiosamente pelos dançarinos e amantes da Cultura Hip Hop do Brasil inteiro.

Mas o encontro deste ano teve um sabor diferente pra mim. Meio que de despedida!

Essa sensação começou quando recebi o texto para divulgação da BOTY 2015. O release, salvo alguns detalhes, estava muito bom mesmo. Me lembrei de quando conheci a Cris no curso de Assessoria de Imprensa do Senac. Eu como “instrutora” e ela na sala querendo aprender o máximo de informação pra usar na sua empresa de produção de espetáculos (performances, shows, eventos, cursos, workshops) de Dança Rua. Ali surgiu nossa amizade e o convite para participar do projeto.

Tantos anos depois, a amizade solidificou e o projeto ganhou formas, cores, luzes e pernas… caiu no mundo e se tornou um empreendimento fantástico! Com frutos como: a Associação Família Eclipse (com projetos sociais de arte-educação), o curta metragem “Escolhas”, o livro “Dança de Rua” e tantas outras frentes de trabalho… Viajou o país inteiro e circulou pela Alemanha, França, Estados Unidos e vários países latinos. Nossa como vocês foram longe e com tão pouco patrocínio ou investimento!

Olhando pra trás vejo tudo que a Cris e o Kico construíram e compartilharam com tod@s que passaram pelos projetos beneficentes na Estação Cultura e me sinto muito orgulhosa de ter dado uma pequenina contribuição. Acho que meu apoio foi mais “moral” ou talvez “intelectual” do que outra coisa.

E nos últimos dois anos, acompanhei tudo mais pela tela do computador, mensagens de telefone e ligações cheias de afeto do que presencialmente. Lamento muito por não ter estado mais presente, mas é a roda da vida que gira mais rápido do que podemos acompanhar ou nos dar conta do tempo que se passou.

Eu ponho fé é na fé da moçada

Circulando pela Estação Cultura, perdida e distante acabei me deparando com os rostinhos d@s nov@s integrantes da equipe (staff, como eles se denominam) pensei como o projeto da Associação Família Eclipse está forte e cresce cada dia mais.

Por isso, não tive “coragem” de ir aos bastidores do evento realizado no Teatro Castro Mendes nem para espiar a produção. Vi que vocês nem precisaram da minha ajuda dessa vez! É uma prova que tudo está no rumo certo. Rumo ao sucesso!

Essa rapaziada produz, dirige, organiza, projeta, canta, dança e se promove sozinha… Fazem de tudo, inclusive assessoria de comunicação, que era onde minha humilde contribuição se inseria.

Cheguei à conclusão que minha contribuição, talvez, não seja mais necessária. Sem mimimi ou chororô da minha parte, reconheço que vocês estão voando muito alto.

Não estou triste por isso… Estou muito feliz porque o projeto cresceu e ganhou vida própria. Sou muito grata porque aprendi mais do que ensinei… ganhei mais do que doei… sonhei junto e vi diante dos meus olhos os frutos colhidos do projeto. E nem fiz tanto esforço pra tudo isso acontecer… Torci muito, isso é verdade. Fiz muitas preces a cada foto que via dos embarques e desembarques em aeroportos. Queria tanto estar lá! E me senti orgulhosa com cada prêmio conquistado em batalhas dificílimas.

MOS Crew Campinas (Crédito: Samuel Lorenzetti)

Agora, com lágrimas nos olhos, mas muita felicidade no coração vejo que o ideal da Cultura Hip Hop é maior que nós: que meus desejos, minha contribuição ou os anseios do grupo. É um sonho de muitos jovens brasileiros que passaram a acreditar que podem viver de arte. E quando digo viver, me refiro a pagar suas contas com um trabalho artístico. Tanta gente legal que integrou a equipe, estudou muito e se profissionalizou…

Amig@s de longa data, como MOS Crew, sagraram se campeões na BOTY 2015 e estão fazendo as malas para representar o país na BOTY da Alemanha, a tal BOTY gringa… Quer presente maior que esse neste momento de despedida?

Saio dessa roda mais fortalecida e muito grata por tudo que recebi: carinho, atenção, respeito, reconhecimento, sinceridade, renovação de sonhos, compaixão e amizade. Ser Família Eclipse é isso e muito mais! Quanta gente sonhadora e realizadora que conheci e quanta coisa eu vivi!

Estarei aqui sempre que precisarem e tenho certeza que vocês estarão sempre a postos também. Sou fã de vocês!

Sinto que está na hora de contribuir com novos embriões! Então… não é um ADEUS PARA SEMPRE, mas um até logo… nos encontramos nas quebradas da vida.

Valeu por tudo!

E vamos à luta! – Gonzaguinha

Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada

Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí…

#gratidao #uniao #inspiracao #humildade #dançarinos #dançarinas #bboys #bgirls #poppers #lockers #hiphopers #housers #grafiteiros #grafiteiras #djs #mcs #artistas #produtores #produtoras #família #amigos #amigas #arte #cultura #tamujunto

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Reunião do movimento CAMPINAS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE, EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER 

DATA: Segunda-feira, 4 de abril de 2011, às 19h, Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Campinas (STMC) (Rua Joaquim Novaes, 97, Cambuí).

O prefeito Hélio quer privatizar o serviço público municipal de Campinas, tentando implantar o projeto das OSs (Organizações Sociais), mas pressionado pelos movimentos populares retirou o projeto e maquiou com o nome de Gestão Compartilhada, mantendo a privatização dos serviços de Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Apresentamos os motivos pelos quais somos contra a privatização dos serviços públicos:

1  A gestão do serviço público é obrigação da Prefeitura Municipal, para a qual o prefeito foi eleito, e não pode ser entregue para a iniciativa privada, tendo como conseqüências o sucateamento e a precarização dos serviços públicos, afrontando os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade, ferindo o Artigo 37 da Constituição Federal; 

2  A privatização dos serviços públicos acaba com o controle social. A população fica sem instrumentos para fiscalizar a aplicação e o controle dos recursos públicos, abrindo precedentes para desvios do dinheiro público. 

3  Com a privatização dos serviços públicos as condições de trabalho são precarizadas, pois as gestões privadas não oferecem condições adequadas de trabalho, constituindo-se em um ataque frontal aos direitos sociais e trabalhistas historicamente conquistados com muita luta pelos trabalhadores; 

4  O argumento do prefeito de que a folha de pagamento está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal não se sustenta, pois o limite é de 51% da arrecadação e o gasto com a folha de pagamento é de apenas 43%.

5  São inúmeros os danos causados ao serviço público pela privatização, que transforma direitos em mercadoria, pois as empresas só visam o lucro, oferecendo péssimas condições de trabalho e atendimento à população. 

6 – Privatização, seja através de OS ou Gestão Compartilhada, socializa os prejuízos e privatiza os lucros, transformando a máquina pública num balcão de negócios. De um lado o governo e de outro os amigos do governo, no meio a os servidores concursados e a população refém da imoralidade administrativa. 

7 – A privatização gera terceirização e quarteirização de serviços. Em Campinas temos exemplo de terceirização nas Naves Mães e de quarteirização no Hospital Ouro Verde. A administração terceirizou a gestão do Hospital para Unifesp, que por sua vez a quarteirizou para a SPDM, empresa cheia de dívidas e de passivo trabalhista, hoje objeto de investigação do Ministério Público Federal.

 

O MOVIMENTO POPULAR MANTÉM A RESISTÊNCIA E A LUTA

CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO  SERVIÇO PÚBLICO EM CAMPINAS

 

AÇÕES:

1) Apresentação da proposta do PL de iniciativa popular;

2) Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, caminhada contra as privatizações e venda dos leitos Hospitalares. Concentração às 10h, em frente ao MASP (Av. Paulista), segue pela Rua da Consolação até a Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 e depois até o Ministério Público Estadual.

3) Abaixo assinado contra a privatização da saúde, educação, cultura, esporte e lazer

4)Outros assuntos;

 

MOVIMENTO CAMPINAS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

 

 

Visite o blog do movimento Campinas Contra Privatização:
http://campinascontraprivatizacao.blogspot.com

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CARTA ABERTA

Mobilização continua contra a privatização dos serviços públicos em Campinas

O movimento popular, organizado em associações, diretórios acadêmicos, sindicatos, centrais sindicais e partidos políticos, derrotou o Projeto de Lei das OSs, apresentado pelo prefeito Hélio – O PRIVATIZADOR dos serviços públicos na Saúde, Educação, Cultura e Esporte.

Desde o início, o movimento popular foi protagonista da resistência contra o projeto, organizando uma ampla mobilização, lotando o plenário da Câmara e impedindo sua aprovação.

As entidades contrárias ao projeto lançaram o manifesto “Campinas Contra as Privatizações”, criaram um blog do movimento e colheram milhares de assinaturas no abaixo-assinado que reivindica seu arquivamento.

Pressionado pela opinião pública, o prefeito Hélio retirou o projeto, mas sua rendição, também, deve ser interpretada como estratégia para desmobilizar o movimento, pois já anunciou que apresentará outro projeto, agora chamado de “Gestão Compartilhada”, alterando o nome, mas mantendo a proposta de privatizar os serviços públicos.

O movimento popular mantém a resistência e a luta contra a privatização do serviço público em Campinas.

Campinas, 02 de março de 2011

Movimento Campinas Contra Privatização

Prefeito Hélio

“O PRIVATIZADOR”

Viste o nosso Blog: www.campinascontraprivatizacao.blogspot.com

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Pessoal, não esqueçam:

ATO Público do Movimento Campinas contra a Privatização da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer.


DATA: 02/03/11 – quarta-feira

LOCAL: Paço Municipal

HORÁRIO: 14h

Prefeito Hélio

O PRIVATIZADOR

MANIFESTO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Os movimentos sociais que lutam contra a aprovação do PL 29/11, apresentado pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos (O PRIVATIZADOR), entregando às entidades privadas – chamadas Organizações Sociais (OSs) –  a responsabilidade da gestão dos serviços públicos nas áreas da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer, apresentam as razões para a população não aceitar esse projeto de privatização:

1 – A gestão do serviço público é obrigação da Prefeitura Municipal, para a qual o prefeito foi eleito, e não pode ser entregue para a iniciativa privada, tendo como conseqüências a precarização e o sucateamento dos serviços públicos, afrontando os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade, ferindo o Artigo 37 da Constituição Federal;

2 – A privatização dos serviços públicos acaba com o controle social. A população fica sem instrumentos para fiscalizar a aplicação e o controle dos recursos públicos, abrindo precedentes para desvios do dinheiro público.

3 – Com a privatização dos serviços públicos as condições de trabalho são precarizadas, pois as gestões privadas não oferecem condições adequadas de trabalho, constituindo-se em um ataque frontal aos direitos sociais e trabalhistas historicamente conquistados com muita luta pelos trabalhadores;

4 – O argumento do prefeito de que a folha de pagamento está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal não se sustenta, pois o limite é de 51% da arrecadação e o gasto com a folha de pagamento é de apenas 43%.

5 – São inúmeros os danos causados ao Serviço Público pelo modelo privatista das Organizações Sociais, que só visam o lucro, como com as péssimas condições da saúde e de outros serviços públicos em todas as cidades onde o projeto foi implantado;

 

Subscrevem em apoio a este manifesto as entidades:

Associação dos Educadores e Educadoras Sociais do Estado de São Paulo (AEESSP) – Associação de Pessoas com Epilepsia de Campinas e Região Metropolitana (Apecamp) – Associação de Moradores do Jardim Florence – Sociedade Amigos de Bairro Jardim Nova Europa – Associação Amigos Nordestinos – Associação Florescendo a Vida dos Familiares, Amigos e Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Campinas (AFLORE) – Movimento Popular de Saúde de Campinas (MOPS) – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) Núcleo Campinas – Fórum de Usuários do SUS Campinas – Diretório Central dos Estudantes da Unicamp (DCE) – IDENTIDADE Grupo de Luta pela Diversidade SexualLevante Cultura Campinas – Centro Acadêmico de Psicologia da Puccamp – Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (ATESQ) –Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região – Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Mobiliário de Campinas e Região – Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Campinas (STMC)Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Americana e Nova Odessa – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Amparo – SindiMoto Campinas e Região – Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing de Campinas e Região (Sintratel) – Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia – Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia/CUT) – Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas, Osasco e Vinhedo – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto de Campinas e Região (Sindae) – Central Única dos Trabalhadores “Subsede Campinas” – Coletivo Vamos à Luta Oposição no Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp – Oposição do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região – Intersindical – Instrumento de Luta, Unidade da Classe e Construção de uma Central – Partido Socialista Brasileiro (PSB) CampinasPartido Socialismo e Liberdade (PSOL) Campinas – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) – Partido Comunista Brasileiro (PCB).

ASSINE O ABAIXO-ASSINADO VIRTUAL: http://www.peticaopublica.com.br

Viste o nosso Blog: www.campinascontraprivatizacao.blogspot.com

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A organização popular mostra sua força contra as privatizações da saúde, educação, cultura, esporte e lazer em Campinas

O Governo Hélio enviou para Câmara de Vereadores de Campinas o Projeto de Lei Ordinária 29/2011, solicitando regulamentação da gestão de estabelecimentos públicos de saúde, educação, cultura, esporte e lazer por Organizações Sociais, que são entidades privadas.

Na seção da Câmara de Vereadores do último dia 14/02/11, as entidades abaixo organizaram uma grande manifestação que lotou o plenário da Câmara. Diante da pressão dos trabalhadores do serviço público, estudantes, sindicalistas, movimento popular e todos que são contra a essa privatização, os vereadores retiraram da pauta o projeto de lei que privatiza os serviços públicos em Campinas.

Já estava agendado um debate público para esta quinta-feira, 17/02/11, para discutir o projeto. Diante dos fatos acontecidos o debate foi Cancelado conforme informa a Comissão de Constituição e Legalidade no Diário Oficial do Município de 15/02/0/2211.

 

PODER LEGISLATIVO

CAMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS

CANCELAMENTO DO 1º DEBATE PÚBLICO

A Comissão de Constituição e Legalidade, informa o  CANCELAMENTO  do Debate Público do dia 17 de fevereiro de 2011, quinta-feira, às 14h, agendado para debater o PLO nº 29/11, Processo nº 207151, de autoria da Prefeitura Municipal, que “DISPÕE SOBRE A QUALIFICAÇÃO DE ENTIDADES COMO ORGANIZAÇÕES SOCIAIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.”
Campinas, 15 de fevereiro de 2011

VEREADOR LUIS YABIKU

Presidente da Comissão de Constituição e Legalidade

Devemos continuar mobilizados contra as privatizações do serviço público em Campinas, até que o projeto seja derrotado definitivamente.

 

A LUTA FAZ A LEI

Temos reunião para dar continuidade à nossa mobilização com todas as entidades que são contra a privatização do serviço público dia 21/02/2011 às 19:30 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos: Rua Dr Quirino, 560

Participe desse importante momento de luta!

 

ABAIXO ASSINADO

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Campinas contra a Privatização»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=plo2911

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também concorda.

 


Movimento Popular de Saúde; CEBES; Fórum de usuários do SUS; Associação de Moradores do Jardim Florence; Associação Amigos Nordestinos; Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campinas e região; Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Mobiliários de Campinas e região; Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Campinas; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Americana e Nova Odessa; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Amparo; SindMoto   Campinas e região; Sintratel Campinas e região; SINTPQ; Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Paulínia; Sindicato dos Trabalhadores Químicos Unificados de Campinas e região; IDENTIDADE “Grupo Diversidade”; PT Campinas; PSB Campinas; PSOL Campinas.

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