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Posts Tagged ‘Conferência’

Bom, ontem (13/04) tive uma noite de TERRIR…

Era um terror que, se não fosse de mau gosto, poderia me fazia morrer de rir.

Tudo bem, essa foi péssima, né? Vamos lá…

Zapeando os canais de televisão, resolvi me concentrar num programa, pra me fazer dormir logo ou pelo menos para me entreter enquanto o sono não chegava. Eis que sintonizo a RedeTV e num passe de mágica a apresentadora Luciana Gimenez está soltando suas rotineiras pérolas: “abafa o caso”, “adoooorrroooo” entre outras ao VIVO na televisão.

A convidada ilustre, Tati Quebra Barraco, estava muito diferente da imagem que tinha em minha memória.

Então, começou o show horripilante. Rapazes fardados, no maior estilo perigo total, traziam bombas que continham o tema a ser discutido. Palavras-chaves que, segundo a apresentadora, seriam bombas para a entrevistada.

A conversa caótica seguiu para vários caminhos:

plástica: foram pouco mais de 10, sob alegação de que em alguns momentos serem feitas por motivo de baixa autoestima,

avó: aos 29 anos (sua filha foi mãe aos 13 anos, repetindo o feito de Tati, também mãe na mesma idade),

luxo: adora esbanjar agora que está bem de vida, mas diz que continua solidária com os amigos da Cidade de Deus e só compra produtos no Brasil. Quando viaja para o exterior não compra NADICA de NADA (?),

roupas: mais de 1200 calças, 300 pares de sapatos, centenas de tops, saias, blusinhas e por aí vai; mas nenhuma roupa da grife da apresentadora Luciana Gimenez, que indignada disse que lhe presentearia com uma calça 40 que estica e parece 42 (?),

Essas foram algumas das temáticas abordadas no programa. Cruzis!

O momento constrangedor começou quando Gimenez resolveu confrontar Tati com o Rodolfo, a Naná (ex-BBB) e um cantor sertanejo e evangélico. Aí a baixaria rolou solta. Os convidados ouviram pelo fone um famoso proibidão da Barraco e começaram a questionar a música, a postura o estilo etc.

Naná recomendou que os filhos da fankeira não devessem ouvir tais impropérios que, não é apropriado para crianças.  E a Barraco lançou uma resposta seca “Quem tem que achar sou eu”. Momentos de tensão!

Atacada pelo Rodolfo que, se disse horrorizado com as poucas roupas da cantora, Tati martirizou Rodolfo dizendo que ele se esqueceu do amigo ET que morreu sem ajuda do amigo.

Rodolfo ofendido retrucou dizendo que ela não deveria meter na conversa “quem está morto e não pode se defender”.

O cantor sertanejo e evangélico (da qual não me recordo o nome) foi mais sutil dizendo que não gostava da música, exigindo respeito pelo seu gosto pessoal. Tati disse que eram de gostos diferentes e que cada um tem seu direito de gostar ou não.

Mais tarde, Tati quebra o barraco, literalmente, com a tal Madame do Funk que diz que ela não é cantora, faz apologia à pedofilia, à erotização gratuita e infantil etc. Resumindo, a Madame disse que a música da Barraco era baixaria pura.

Daí pra frente o show descambou de vez, com sucessivos palavrões, gritaria, ofensas… o mais puro barraco entre a tal lady e a tal moça vinda da favela… Uma aberração de ofensas discriminatórias de ambas as partes.

Tati tentou se defender com a ajuda da querida Gimenez dizendo que “quem não gosta deve mudar de estação “(rádio),  Gimenez completou “mudar o canal da TV”. As duas concluíram “Cada um faz o que quer…”

Até ai tudo bem!

Eis que a apresentadora solta a pérola da noite “Se você não gosta do programa que está assistindo muda de canal, é um direito de todos”. Essa foi a típica pérola La Gimenez, conhecida por suas gafes e frases ridículas.

Peralá!

Como assim muda de canal? Veja bem, veja bem, veja bem!

Não concordo e fico profundamente ofendida que esses pseudos artistas fazem com um canal de TV que é uma concessão pública. O sinal entra na minha casa e eles vivem do que arrecadam com suas publicidades e famas pagas com o suor do meu, do seu, do nosso rosto. E a TV não é de graça, como dizem os espertinhos! Não é só mudar de canal.

É exigir programas de qualidade, que não ofendam a moral e a dignidade humana. É só isso que eu peço. Mudar de canal é muito fácil. É não enxergar a verdade diante do nariz.

Não quero mudar de canal, quero ter a sorte de ter centenas de programas que reforcem o respeito, a paz, a solidariedade, a justiça social, a igualdade etc. Valores tão caros e raros atualmente. Recuso-me a mudar de canal, quero uma TV decente! Quero, luto e exijo uma TV DECENTE!

Moças, ladys, madames, mulheres. Vocês estão nas rádios e nas TV (reforço: concessões públicas) e devem dar exemplos de respeito. Não ficar batendo boca dizendo quem é melhor ou pior. É ridículo! Com todo respeito às domésticas, faxineiras, lavadeiras etc., lavar roupa suja em rede nacional não é certo nem respeitoso!

Depois os barões da Comunicação ficam bradando que exigem “Liberdade de Expressão”,que a Confecom tentou lhes roubar.

Pelamor, liberdade de expressão? Expressão de palavrão, de baixaria, de agressão verbal gratuita? Essa liberdade que eles querem? Liberdade para entrar em todos os lares para falar asneiras e palavras de baixo calão? Tenham dó, meus senhores!

Minha gente, vocês não devem continuar vendo essas baixarias na chamada “televisão pública”, vamos boicotar esses programas péssimos. Nem quero questinoar se a música dela é boa ou não… só o barraco/bate-boca descabido já foi suficiente.

Essa foi a gota d’água pra mim!

Infelimente, tive que exercer meu direito de mudar de canal. Para não correr o risco de ver outra besteira, desliguei a TV e fui dormir. INDIGNADA!

Indignada porque ainda não posso assistir “o programa ideal de QUALIDADE”.

Cada dia que passa, ou melhor, cada programa de TV que apresentam reforça a idéia de que uma outra Comunicação se faz urgente e necessária!

Não dá mais.

BASTA!


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Ontem à noite zapeando os canais da TV a Cabo resolvi parar na Globo News e assitir o debate no programa Entre Aspas comandado pela jornalista Mônica Waldvogel.

O tema do debate era “Liberdade de Imprensa em Debate: Controles sobre a mídia não constituem censura?”.

Acho interessante o assunto e, para meu desespero, resolvi assitir. (Clique na imagem e confira o vídeo)

Em off com imagens excelentes e comoventes é feito uma retrospectiva da censura no Brasil e em outros países e o texto de pano de fundo diz “Apesar de estar escrita na Constituição de todos os países livres, a liberdade de imprensa ainda é questionada como valor absoluto. No Brasil, o Estadão está amordaçado por uma decisão judicial”.

A discussão inicial gira em torno da proibição do Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), que está no centro de uma crise política no Congresso.

Vamos então à luta!

Partimos do princípio de que a liberdade de expressão e de imprensa é um direito fundamental e inquestionável para a soberania e democracia brasileira.

No entanto, a jornalista Mônica ao longo do debate fazia várias investidas de que a Confecom quer o controle dos meios de Comunicação. Ela não quer passar por cima da nossa carta maior e baixar a censura no Brasil

Várias vezes ela tentou deturpar o debate dizendo que não existe informação/legislação clara sobre livre expressão do pensamento e da honra, da individualidade, da honra etc; por isso, alguns setores – leia-se movimentos sociais – querem aproveitar a brecha pra cercar os veículos de Comunicação e impor suas regras. Quem somos nós pra impor regras para as famiglias Marinho (Globo), Frias (Folha de São Paulo), Civita (Abril), Abravanel (SBT), Mesquita (Estado de São Paulo), Saad (Bandeirantes) e a Igreja Universal (Record), que controlam mais de 80% de tudo que é visto, lido ou escutado através dos meios de comunicação no Brasil. Elas produzem praticamente tudo que chega aos nosso olhos e ouvidos.

A Comunicação é um dos negócios mais rentáveis do mundo, por isso, o debate não era para discutir a liberdade de imprensa e de expressão com qualidade informativa, responsável e cidadã. Era pra acusar os movimentos sociais impor censura!

Em algum momento do debate a conversa foi levada a questionar o que é controle público e social e dizer que “trocando em miúdos” ele quer dizer censura.

Do que a Globo e et caverna tem medo? Do movimento social tentar calar sua “voz democrática”. Vocês querem mais liberdade. A tal liberdade absoluta? Tenha dó, PelAmorDeDeus!

Queremos e precisamos discutir a informação e a produção de conteúdo com qualidade, ética e cidadão, não apenas a censura.

Qual é a pauta ora bolas!

O que está em pauta são os grandes conglomerados de Comunicação, que controlam toda as informações que chegam nas casas dos brasileiros. Isso o empresariado não quer discutir. Daí a conversa de “controle = censura” fica fácil de levar quando não queremos discutir os valores jornalísticos éticos e cidadãos.

A liberdade de expressão e de manifestação de pensamento e artística é um direito de todos. E deve ser defendida pelos jornalistas, empresariado e sociedade civil. É indiscutível. Vamos avançar neste debate!

Vamos colocar em pauta que a sociedade precisa ter acesso a todos os meios, formatos e conteúdos informativos para tirar suas próprias conclusões sozinhas, sem ajuda dos editoriais. E também não abrimos mão de sermos contra o monopólio das empresas de Comunicação, que querem ter o direito de liberdade de informar somente aquilo que elas querem ou acham que os brasileiros precisam saber.

Escamotear, deturpar, ou omitir informação não tem nada a ver com liberdade de expressão ou de imprensa. Ou tem?

Pérae…. pérae… pérae…. Já que estamos falando de liberdade. Vamos ao menos garantir o direito à fala do Schröder (vice presidente da Fenaj), que inúmeras vezes foi interrompido secamente pela colega jornalista, sem ao menos concluir sua fala, muito menos seu raciocínio.

Liberdade de quem mesmo?

A Confecom não a intenção de propor ações de censura ou de cerceamento da manifestação da expressão ou informação. Mas a censura acontece por diversos motivos. E os grandes vilões são as falhas na legislação brasileira que está ultrapassada e até mesmo a interpretação dessa mesma legislação. Além dos jogos políticos e/ou de poder existentes em nossa sociedade. Mas não podemos fazer desta discussão um bode expiatório para desqualificarmos a Confecom ou reduzir sua importância apenas à discussão do controle social. Em nenhum lugar está escrito que a Confecom quer baixar a censura patrocinada pelo governo Lula.

Mais uma vez a Globo cumpriu seu papel de dar apenas a sua versão dos fatos achando que, isso sim, é que é debate de fato.

Lamento muito que essa ofensiva tenha partido de uma colega jornalista, tão competente e respeitada como a Mônica Waldvogel.

É de dar pena a “hiperinvestida” da Globo de constantemente se posicionar contrária ao governo Lula, alfinetando a Confecom, colocando na berlinda a jornalista – e os valores éticos e jornalísticos de sempre buscar trazer à tona todas as versões dos fatos, aprendidos nos bancos universitários – e pondo em cheque a credibilidade da noticia produzida por esta empresa.

Participaram desta palhaçada chamada debate Roberto Dias, Prof. Direito Constitucional PUC/SP e Ricardo Gandour, Diretor de Conteúdo do Estadão.

A questão principal que ficou para ser respondida no final do programa era: o que é a censura e como garantir a liberdade de expressão?

Eu deixo a minha: A quem a Globo está enganando com esse discurso melindroso?

Perdoe minha indisposição:

Desculpe não conseguir organizar muito bem minha linha de raciocino ou não escolher bem as palavras. É que ontem não dormir muito bem e acordei pior ainda devido a este debate que ficou atravessado em minha garganta.

E nesses 15 minutinhos que me restam de almoço resolvi produzir um texto rápido para não deixar em branco essa indignação.

Desculpe pela falta de tato!

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Bom… ainda estou em falta com as questões da Confecom Municipal de Campinas, realizada em out/2009.

Fiquei de publicar aqui, além do relato da palestra com o Caco Barcellos, as propostas enviadas à Confecom Paulista.

O Relatório com as propostas aprovadas pela 1ª Conferência Municipal de Comunicação de Campinas contou com  155 indicativos feitos pela sociedade civil, empresariado e Poder Público.

As propostas contemplam os: EIXO 1 – Produção de Conteúdo; EIXO 2 – Meios de Distribuição e EIXO 3 – Cidadania: direitos e deveres.

A Confecom Campinas apontou vários caminhos possíveis para uma outra Comunicação, baseada na democratização dos meios com respeito ao expectador/leitor/ouvinte (público) e abertura para participação pública.

Estamos confiante de que estas e outras propostas  permearão os debates na Confecom Nacional, que incia-se semana que vem em Brasília.

Confira:

Relatório Final da Confecom Campinas – Out/2009

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Estive na Confecom Paulista, mas infelizmente ainda não consegui “sentar” para postar minhas impressões sobre esse evento que está gerando uma importante discussão sobre a necessidade de democratizar as comunicações no Brasil.

È um debate irreversível, que está sendo boicotado pelo empresariado que não quer discutir conteúdo nem Comunicação como direito fundamental e informação como interesse público. Mas nós,  profissionais da comunicação, movimentos sociais organizados, não podemos nos furtar desta discussão e desta luta em prol da informação de qualidade.

Em breve postarei minhas ideias sobre o processo da Confecom SP.  Confira abaixo matéria postada no Portal Vermelho, que se configura num retrato fiél do que foi a etapa paulista;

Unidade dos movimentos marca Confecom SP

Ocorreu entre 20 e 22 de novembro a etapa estadual de São Paulo da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), fechando o ciclo de etapas preparatórias à nacional, que ocorre em Brasília, entre 14 e 17 de dezembro. Por ser a maior etapa do país, a Confecom São Paulo estava rodiada de expectativas. O governo estadual se omitiu, os empresários utilizaram poder econômico e os movimentos sociais deram aula de unidade.

210 delegados e delegadas à etapa nacional, mais de mil de propostas e dezenas de moções. Este foi o extrato objetivo da 1ª Confecom São Paulo. Entretanto, a movimentação política em torno da realização desta conferência movimentou muito mais que resoluções e delegações. A Conferência de Comunicação do estado de São Paulo foi marcada por um debate intenso sobre comunicação e democracia.

A Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação de São Paulo vinha se reunindo desde fevereiro. De lá para cá, empresas se retiraram do processo, outras permaneceram até o fim, houve tentativa de alteração das regras para impedir a participação de empresas menores (como a Fórum, a Retratos do Brasil e outras), foi realizada uma riquíssima atividade preparatória, a Pré-conferência Estadual de Comunicação, entre 1 e 2 de agosto, em São Paulo (SP), além de conferências livres de diversos setores da sociedade e muitas conferências municipais.

Para Bia Barbosa, do Coletivo Intervozes de Comunicação, as demandas apresentadas pelos movimentos sociais são legítimas e necessárias: “Só pedimos uma regulação do setor das comunicações, como qualquer outro setor é regulado neste país.”

Delegação ampla e diversificada

O resultado foram 340 participantes da sociedade civil não-empresarial inscritos para a Confecom estadual, além dos empresários e do Poder Público. Mulheres, jovens, movimento negro, sindical, estudantil, cultural, pela moradia, agrário, diversas entidades que têm por tema a democratização da comunicação, conselhos e mais um sem-número de segmentos da sociedade civil organizada debateram intensamente a necessidade de se democratizar o espectro e a comunicação como um todo no Brasil, como condição para o avanço da democracia no país.

Para Marcelo Bechara, presidente da Comissão Organizadora Nacional (CON) da 1ª Confecom, o trabalho foi longo, mas produtivo. “Foram dias muito intensos, com um pico de nove Conferências Estaduais acontecendo simultaneamente, e tudo saiu como era o esperado. É uma grande vitória para uma conferência que tem tantas especificidades, características muito próprias. Passamos pelas 27 unidades da Federação com muito sucesso. Mas as etapas estaduais foram apenas o começo.”

Erundina

A principal referência do poder público na conferência, entretanto, foi a deputada Luisa Erundina (PSB/SP), reconhecida pelos movimentos sociais pela sua atuação na Comissão de Comunicação, Ciência e Tecnologia na Câmara Federal (CCTCI), e figura fundamental nas pressões pela realização da 1ª Confecom.

Além das diversas propostas apresentadas desde as etapas municipais e conferências livres, os delgados e as delegadas avaliaram também as proposições do setor empresarial, que não esteve presente nas etapas preparatórias e veio com peso significativo à conferência estadual. O tema favorito destes era redução de impostos e tributos, e chegaram a surgir até mesmo propostas de abertura total das comunicações e telecomunicações ao capital estrangeiro.

O setor do empresariado presente à Confecom virou chacota entre os movimentos sociais pela forma como garantiram a delegação. Funcionários de TVs e outros veículos participaram da conferência em troca de folgas, e ainda receberam o dia “trabalhado”. Havia participantes com o crachá verde (que identificava o setor empresarial) reclamando que não estavam entendendo absolutamente nada do que estava sendo dito, mas que ficariam até o fim para garantir o pagamento e as folgas, e ainda, de quebra, “fazer uma moral com o patrão”. Entretanto, os movimentos sociais comemoraram o fato de ao menos 20 das 84 indicações do setor empresarial terem sido de veículos “aliados” dos movimentos, como representantes da Agência Carta Maior e da Revista Fórum, por exemplo.

Diferente das outras conferências realizadas no país, na Confecom as etapas regionais não têm poder deliberativo, assim, todas as propostas apresentadas serão encaminhadas à etapa nacional, que ocorre em Brasília, entre 14 e 17 de dezembro. Entretanto, o plenário fez questão de conhecer e debater as proposições, a fim de se preparar melhor para o debate nacional e tentar dialogar os consensos possíveis.

Moções

A única votação ocorrida foi em relação às moções. Em clima de comoção, foi efusivamente aplaudida e aprovada pelo plenário a moção que deu nome à etapa estadual da Confecom: “Zumbi dos Palmares”, em referência ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data da abertura da atividade. Também receberam apoio vibrante algumas moções encaminhadas por entidades da sociedade civil não empresarial. A primeira, foi em repúdio ao governador José Serra, por não ter organizado por iniciativa do Poder Executivo a 1ª Confecom São Paulo (a iniciativa foi da Assembléia Legislativa do estado). Outra moção aclamada foi a de repúdio à criminalização dos movimentos sociais pelos grandes veículos de comunicação e em apoio á luta pela reforma agrária. Uma terceira, repudiava a própria metodologia da Confecom, que não garantiu o caráter deliberativo das etapas regionais. Nesta linha, diversas outras moções foram ainda aprovadas, repudiando a forma como a mídia no Brasil trata temas como: o papel da mulher e do negro na sociedade, debate acerca do aborto, imagem criminalizada dos movimentos sociais, entre outros.

A escolha das delegações foi feita por segmento. O Poder Público estadual indicou 10% dos delegados e delegadas, ocupando 21 vagas e reservou os outros 10% para o Poder Público federal. A sociedade civil empresarial indicou seus 84 delegados, que correspondem a 40% da delegação e a sociedade civil não-empresarial realizou um amplo e democrático debate para indicar de forma unitária, sem votações, os 84 representantes dos movimentos sociais que estarão na 1ª Conferência Nacional de Comunicação pelo estado de São Paulo. O debate das entidades dos movimentos sociais foi uma verdadeira aula de democracia e unidade, garantindo a escolha de critérios de representação que deram origem à lista de entidades que indicaram os delegados e delegadas.

O desafio agora é realizar a etapa nacional e encaminhar propostas que de fato possam avançar no processo de democratização da mídia no Brasil. Entretanto, a primeira vitória já foi conquistada. Para jornalista Altamiro Borges, “a convocação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação já pode ser considerada uma grande vitória. Num curto espaço de tempo, milhares de brasileiros estão se envolvendo no debate estratégico sobre o papel da mídia na atualidade”.

De fato, a convocação da Conferência, em si, já é uma grande vitória dos setores que há muitos anos lutam pelo estabelecimento de um debate sobre a democratização da comunicação no país. O tema passa, a partir desta Conferência, a deixar de ser restrito a “especialistas”, estabelecendo um processo pedagógico, em que os movimentos sociais, por exemplo, apropriam-se do debate e tornam a comunicação alvo de bandeiras, reivindicações e debates dentro das organizações. A democratização da comunicação passa a ser uma pauta importante aos que lutam pela democracia no Brasil.

Fonte: Portal Vermelho (Luana Bonone)

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No início de outubro/2009 a Prefeitura Municipal de Hortolândia realizou a 1ª Conferência Municipal de Comunicação (Confecom) preparatória para a etapa Estadual.

Com o  tema central “Comunicação local na era digital: meios para construção de direitos e cidadania”, proposto pela Confecom Nacional, o evento debateu ideias, políticas e ações para uma comunicação mais transparente e de qualidade.

O evento reuniu profissionais da área de comunicação, veículos privados ou comunitários de Comunicação Social,  agentes políticos e população em geral, que discutiu o cenário atual da Comunicação em Hortolândia.

Confira abaixo:

 

Propostas apresentadas na Confecom Hortolândia:

 1 – criação e/ou redefinição do Conselho de Comunicação Social em todos os níveis federativos, com poderes deliberativos para a implementação de políticas de regionalização da produção cultural, artística e jornalística;

2 – criação da Secretaria Municipal de Comunicação nos município que não possuem;

3 – aprovar uma lei de imprensa como marco regulatório para rediscussão do papel, estímulo e qualificação do profissional jornalístico.

4 – Previsão das despesas orçamentárias do governo municipal para rádio comunitária legalmente constituída no perímetro do município.

5 – reformulação das leis e normas existentes, e a elaboração de novas abrangendo o sistema de telefonia, cabo, celular, novas tecnologias e novas formas de comunicação propiciadas pela era digital.

6 – mudanças nos processos de concessões de rádio e TV.,

7 – regulamentação dos artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal proibindo o monopólio e a propriedade cruzada, a promoção da cultural nacional e regional, a regionalização da programação, o estímulo à produção independente e a preferência a conteúdos educativos, artísticos, culturais e informativos.

8 – fortalecimento do sistema público de comunicação, fomento a rádios e TVs comunitárias e estabelecimento do horário sindical;

9 – universalização da banda larga e inclusão digital

10 – estabelecimento de políticas e de mecanismos de controle público da comunicação em todos os processos (financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das emissoras, conteúdos de promoção de cidadania, inclusão, igualdade e justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais) inclusive na outorga e renovação das concessões públicas, assegurando a pluralidade e diversidade de conteúdos;

11 – Criar Código de Ética englobando todos os setores empresariais e profissionais da área de comunicação, atribuindo condições de fiscalização e julgamento de questões com a participação da sociedade civil;

12 – fomentar a produção pública e privada sem fins lucrativos, bem como a proteção e o estímulo à produção nacional, em especial a comunicação comunitária (rádio, TV, jornais, web, mídias alternativas, etc)

13 – uso dos recursos do FUST e FUNTEL para políticas públicas de democratização da comunicação social;

14 – regular a internet, respeitando o conceito original da rede, baseado no compartilhamento e na livre produção e circulação de conteúdos, mantendo arquitetura aberta e não proprietária. É preciso modificar a legislação da Anatel a respeito do acesso à Internet via rede elétrica, de maneira a garantir a universalização gratuita ou de baixo custo por esse meio.

15 – ampliar a potência para universalizar o acesso em diferentes freqüências;

16 – criar fundo público de apoio às rádios e TVs comunitárias com participação das propagandas oficiais

17 – promover a anistia, com devolução de equipamentos, para todos os radio difusores que se enquadrem no Código de Ética da Abraço.

18 – revisão de todas as outorgas de rádios comunitárias concedidas por apadrinhamento político.

19 – um projeto brasileiro de rádio digital que atenda a democratização efetiva das comunicações, valorização da Tecnologia Nacional, viabilidade de canais comunitários digitais, que permita o uso eficiente do espectro e não sua restrição e viabilize economicamente canais comunitários.

20 – que os movimentos sociais se incorporem ao debate de fomento à tecnologia para o desenvolvimento nacional.

21 – que os documentos públicos e a produção financiada com verba pública sejam disponibilizados em padrões abertos e registrados com licenças livres. Que órgãos públicos e programas de inclusão digital usem necessariamente software livre.

22 – promoção de políticas de inclusão digital utilizando a infra estrutura dos telecentros, as lan houses e pontos de cultura, pensando-os como espaços  para produção e difusão da cultura e informação.

23 – direito de antena em todas as concessões públicas e os meios necessários para produção e distribuição.

24 – sobre as igrejas: temos que garantir a liberdade de pensamento. Não se deve tirar o direito de elas praticarem comunicação, mas garantir um canal religioso com a presença de todas, incluindo as religiões de matriz africana.

25 – não renovação automática das concessões, tanto em relação à radiodifusão como a todos os serviços de comunicação (em relação à infra e hiper estrutura). Não levar em conta somente o critério técnico e econômico, mas principalmente cumprimento de critérios que levem em conta o atendimento ao interesse público.

26 – reserva de pelo menos 15 canais para as emissoras públicas no espectro da TV digital (cerca de 30%), garantindo a veiculação das emissoras comunitárias, universitárias e legislativas.

27 – criar de um conselho técnico nacional, formado por acadêmicos e membros da sociedade civil para:

– Fiscalizar a publicidade veiculada em âmbito nacional pelos meios de comunicação social sensibilizar a    sociedade civil para exigir o fim da veiculação de publicidade ao público infantil ( até 12 anos).

– Criar mecanismos para a proibição de publicidade de produtos alcoólicos e medicamentos.

– Definir regras para que a publicidade veiculada seja de caráter informativo, sem caráter apelativo emocional

– Fomentar o marketing social  e a propaganda educativa nos meios de comunicação, que trate do consumo como atendimento de necessidades dos indivíduos e não de desejos criados pelo mercado como forma de venda de produtos.

28 – criação do CONSELHO FEDERAL DE JORNALISTAS para garantir um jornalismo responsável, democrático e que reflita a pluralidade de opiniões da sociedade brasileira. O Conselho não é um órgão de censura nem um instrumento corporativo dos jornalistas. É, antes de tudo, um instrumento que permitirá um controle social sobre a ética profissional – assim como o fazem os advogados, médicos, engenheiros e todas as outras profissões que possuem seus conselhos. No caso dos jornalistas, seu objetivo é promover o respeito ao Código de Ética, coibindo os abusos. Terá, como fundamento, a expedição dos registros profissionais, hoje sob a responsabilidade do Ministério do Trabalho; colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos de jornalismo e normatizar o estágio.

29 – FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA O EXERCICIO PROFISSIONAL EM JORNALISMO fundamentada na ética, na competência técnica, no discernimento social, na capacidade crítica e em suas habilidades essenciais.

30 – criação de uma Rádio Educativa Municipal e de uma TV Municipal aberta.

31 – criação de um Plano Municipal de Comunicação.

32 – determinar que o Poder Público local monte um projeto para a substituição de todos os softwares do governo para softwares livres.

 

 

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Em outubro aconteceu a 2ª Conferência Municipal de Cultura de Campinas sob o tema “Cultura, Cidadania e Desenvolvimento”.

Ela serviu para tirarmos propostas de estratégias nos âmbitos Municipal, Eestadual e Nacional referente a Cultura.

Foi um trabalho árduo e democrático dos participantes (governo, sociedade civil organizada, produtores culturais independentes e empresariado) que elegeram também delegados e suplentes para a etapa Estadual.

Reunidos nos GT intitulados “Produção Simbólica e Diversidade Cultural”, “Cultura, Cidade e Cidadania”, “Cultura e Desenvolvimento Sustentável”, “Cultura e Economia Criativa’ e “Gestão e Institucionalidade da Cultura”.

Estão anexas a consolidação das propostas de estratégias aprovadas feitas na 2ª Conferência Municipal de Cultura. Esta consolidação foi feita pela Comissão Organizadora, Relatores, Delegados e Suplentes eleitos.

Parabéns para todos que apesar das diferentes opiniões (partidárias e ideológicas) deram um exemplo de que é possível democraticamente pensarmos juntos melhorias para nosso país.

Anexos arquivos:

– Propostas Municipal;

– Proposta Estadual;

– Proposta Estadual.

Conf_Mun_Cult_Cps_2009_municipal

Conf_Mun_Cult_Cps_2009_estadual

Conf_Mun_Cult_Cps_2009_nacional

 

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