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Preciosa: uma história de esperança

Precious ou Preciosa, em bom português conta a história de Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) uma jovem negra; gorda; pobre; analfabeta; abusada sexualmente pelo pai; mãe de dois filhos, sendo um com Síndrome de Down; vitíma de violência doméstica e, que apesar dessa somatória de situações negativas, consegue lutar, sobreviver e dar uma  perspectiva feliz para sua vida.

Uma história de incesto, estupro, violência doméstica, preconceito não são coisas completamente novas no cinema, mas neste filme, formaram uma combinação surpreendente.

Com o triste drama de uma pessoa que sobrevive diariamente às injustiças e tristezas que a vida lhe impõe, suas palavras dilaceram nossa alma e cortam nosso coração.

“Às vezes eu desejo que não estivesse viva. Mas eu não sei como morrer. Não há nenhum botão para desligar. Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã”, diz Preciosa num momento dramático do filme.

Apesar de ser filme, essa é a história de muitas garotas, que podem ser minha ou sua amiga, parente, vizinha, colega etc. Não dá pra fechar os olhos e achar que é só cinema. Tem sim, uma semelhança enorme com a realidade.

Aquela realidade que massacra muitas garotas que são agredidas diariamente e não contam com amparo de ninguém. Que sentem vergonha, medo, tristeza, depressão… inúmeros sentimentos que reforçam que a vida não vale a pena.

No filme, Preciosa consegue passo a passo mudar sua triste realidade e provar que é preciso muito coragem para reverter maldades que as pessoas nos fazem. Sua imaginação é, sem dúvida, um dos pilares que sustentam sua perseverança e, por fim, seu agir.

É um filme intenso, reflexivo, forte e chocante! Foi feito para entendermos o que fazemos com nossas crianças ou nossos adolescentes. E, principalmente, para mudarmos nossa postura diante das agruras da vida. Sermos menos egoístas e maldosos.

A sinopse do filme diz:

“1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo’Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de “Mongo”, por ser portador de Síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação”.

Mas o filme é bem mais que isso…

O filme fala de superação dos limites, de esperança, de busca por justiça, de amor…. de muito amor.

O filme é baseado no livro da escritora e ativista negra Sapphire, tem seis indicações ao Oscar. e conta com atuações de Mariah Carey e Lenny Kravitz.

Pensando no Brasil… apesar dos apesares, de que a lei só existe para ficar no papel e traçando um paralelo com inúmeros casos que vemos de abuso e violência domésticas que ficam impunes (como o caso da cabeleireira morta impunimente pelo marido diante das câmeras de vigilância em Belo Horizonte), ainda tenho muita fé de que a Lei Maria da Penha traga mais justiça para o nosso país.

Um Salve à Maria da Penha!

Mulheres vamos à luta!

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Ontem assisti o incrível filme A verdadeira história de Lena Baker (2008).

Esse drama é baseado na vida de Lena Baker, a primeira e única mulher a ser condenada a cadeira elétrica no estado da Geórgia/EUA.

No início do século 20, vivendo numa sociedade escravocrata extremamente racista Lena Baker luta para conseguir ultrapassar os desafios de sua vida.

Leda é uma mulher negra, que no início da sua fase adulta foi presa por exercer ilegalmente a prostituição. Depois de cumprir sua pena e se apegar a Deus, em meio a reviravoltas  da vida ela se vê amedrontada, ameaçada e escravizada sexualmente por um homem branco, numa sociedade em que era crime uma mulher negra viver com um homem branco.

Ao fazer sua escolha pela liberdade sente-se obrigada a tomar uma atitude mais rigorosa e ao assassinar acidentalmente seu algoz ela é hostiliza por ser negra, pobre e ex-alcoolatra. Leda foi condenada, executada  (cadeira elétrica) e, em 2005, postumamente perdoada.

Uma história recheada de dilemas morais, religiosos e éticos com muito drama. Tichina Arnold desempenha um papel forte e marcante na pele de Lena. Para quem só a conhece no seriado Everybory Hates Chris, não sabe do que essa atriz é capaz.

Não quero me alongar no comentário, mas fazia tempo que não engasgava com imagens e história tão surpreendes. Adoro cinema porque tem o dom de nos tocar intimamente.

É de causar reflexão e muita discussão, porque muitas sociedades/país ainda possuem resquícios dessa amarga e impagável história de escravidão e perpetuam em suas culturas a idéia preconceituosa e desigual de que brancos e negros são seres humanos qualificadamente diferentes e, por isso, merecem tratamento diferenciado.

O problema é que somos todos iguais, mas com nossas diversidades e, por isso, não é aceitável o racismo e/ou diferenciação que tenta desqualificar ou julgar o ser humano, seja quem for ele: negro, índio, latino, mulher, gordo, deficiente etc.

Sem dúvida, é uma história surpreendente!

Informações:

Título Original: The Lena Baker Story
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 106 min

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Publicado em 02/08/09

 + TALENTO + CARISMA =

Hoje vou dedicar minhas palavras àquele que me parece um ator completo: SELTON MELLO. Um ator que pela maturidade, talento e dedicação aperfeiçoou-se e tornou-se um grande diretor. Não vou falar sobre as dezenas de novelas, mas sim dos longa metragens importantes e que considero de altíssimo nível. Além de interessantes histórias eles marcaram a trajetória deste comovente ator: O auto da compadecida, Caramuru, Lamarca, O que é isso companheiro?, Lisbela e o prisioneiro, O coronel e o lobisomem, O cheiro do ralo, A mulher invisível, Meu nome não é Johnny e Jean Charles. Selton Mello acumulou muitos sucessos, mas sem dúvida os últimos trabalhos revelaram o ator excepcional em que ele se tornou. Tanto a construção do roteiro, quanto a interpretação fazem dos filmes Meu nome não é Johnny e Jean Charles um sucesso comovente e incrível. Pode ser porque tratam de histórias verídicas ou porque a sensibilidade e talento de Selton dão um sabor especial e tocante às histórias interpretadas. Pra mim, Selton é o Johnny Depp brasileiro, um ator: sexy, divertido, dramático, centrado, dedicado, profundo, vivaz, realista e talentoso. Ele, assim como Depp, nos projeta com sons, imagens, cores, sabores e texturas para o tempo presente do filme, seja humor ou drama. Nesses filmes realidade e ficção confundem-se, fazendo do “assistir um filme” uma experiência instigante. Selton é o nosso Johnny Depp inteligente e interessante, mas sem tesouras!

Meu nome não é Johnny (2008) conta a história de João Guilherme Estrella, carismático carioca de classe média que se tornou o maior vendedor de drogas do Rio de Janeiro e depois teve que lidar com o sistema carcerário do país.  É a história de um homem do tipo incomum, sem limites e que busca o prazer a qualquer custo.

Jean Charles (2009) é um filme comovente e baseado na história do eletricista brasileiro assassinado por policiais no metrô de Londres por ter sido confundido com um terrorista. A história reforça a luta por justiça, pois até hoje os assassinos estão impunes e os familiares e amigos de Jean ainda clama por justiça.

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