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Crédito: FreeImages.com/Michelle Seixas (#1562581)

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Como esse ano está sendo marcado por pequenas mudanças em minha vida, me propus a participar de um Desafio Literário.

Nos últimos dois anos diminui bastante o ritmo de leitura porque assumi outros compromissos que tornaram o meu horário muito mais apertado. Mesmo assim, vou me esforçar para retomar a leitura e escrever mais resenhas.

Esse desafio não é nenhuma competição, apenas uma forma de variar a leitura tornando-a mais instigante e diferente.

O Desafio Literário Mix tem como base as indicações dos blogs Annie Bitencourt, Além do Livro, Livros & Escritos e Inspirada por Palavras.

Pesquisei vários Desafios Literários e resolvi elaborar uma mistura (mix) que se adaptasse ao meu perfil e objetivo literário, pois não curto obras de ficção. Apesar do meu gosto “restrito” prometo me esforçar para sair da minha zona de conforto e explorar leituras variadas. #DesafioLiterárioMix

O Desafio Literário Mix vai durar 24 meses, iniciando em 1º de junho de 2016 com término em 31 de maio de 2018. Minha intenção é escolher de forma aleatória os livros não lidos que ainda tenho na estante, encaixando-os aos temas propostos pelo Desafio Literário Mix. Pretendo ler um livro de cada categoria, apesar do desafio permitir eliminar um ou mais itens com um único livro.

A cada seis meses postarei uma avaliação das metas. Adoro metas! Não para mensurar ou cobrar algo, apenas para verificar o andamento do projeto.

De qualquer forma prometo me esforçar para ampliar meus horizontes literários lendo um livro para cada categoria listada.

Vamos à lista:

  1. Um livro com mais de 500 páginas
  2. Um livro que tenha virado filme
  3. Um livro que contenha números no título
  4. Um livro que seja escrito por uma mulher
  5. Um livro que tenha sido publicado no ano do desafio
  6. Um livro que o título tenha apenas uma palavra
  7. Um livro que tenha mais de 100 anos
  8. Um livro que seja baseado em fatos reais
  9. Um livro que você tenha comprado ou escolheu apenas pela capa
  10. Um livro que se passe durante o natal
  11. Um livro que você termine em um dia
  12. Um livro que tenha sido adaptado para TV
  13. Um livro que relembre sua infância
  14. Um livro que contenha uma cor no título
  15. Um livro recomendado por um amigo
  16. Um livro que fez você chorar
  17. Um livro que foi publicado no ano que você nasceu
  18. Um livro que faça parte de uma trilogia (ler ao menos uma obra da trilogia)
  19. Um livro clássico
  20. Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos
  21. Um livro engraçado (de humor)
  22. Um livro que ganhou o prêmio Pullitzer
  23. Um livro de biografia
  24. Um livro banido e/ou censurado
  25. Um livro que te intimide
  26. O livro mais antigo na estante e que você ainda não leu
  27. Um livro com menos de 150 páginas
  28. Um livro que você abandonou
  29. Um livro que você pensou em abandonar, mas persistiu na leitura
  30. Um livro que você nunca terminou
  31. Um livro que ganhou um prêmio literário
  32. Um livro escrito por um/a jornalista
  33. Um livro com história de guerra
  34. Um livro reportagem
  35. Um livro que você ganhou
  36. Um livro com título estranho
  37. Um livro nacional
  38. Um livro sobre política
  39. Um livro que demonstre que “o mundo tá cada vez pior, antigamente não era assim”
  40. Um livro em que a história se passe em pelo menos dois países de continentes diferentes (América, Europa, Ásia, África, Oceania e Antártida)
  41. Um livro estrangeiro
  42. Um livro sobre religião
  43. Um livro que fale sobre a morte
  44. Um livro de autoajuda
  45. Um livro de suspense/thriller
  46. Um livro de contos
  47. Um livro de não-ficção
  48. Um livro de cartum/charge
  49. Um livro de sick lit
  50. Um livro que contenha ilustrações
  51. Um livro de terror
  52. Um livro considerado cult
  53. Um livro apocalíptico
  54. Um livro que contenha um assassinato
  55. Um livro emprestado
  56. Um livro muito barato
  57. Um livro da biblioteca
  58. Um livro pequeno
  59. Um livro em formato diferente
  60. Um livro que contenha referências musicais
  61. Um livro polêmico
  62. Um livro subestimado
  63. Um livro mind fucking
  64. Um livro chocante
  65. Um livro que contenha uma história de amor marcante
  66. Um livro que você ainda não leu, mas já assistiu à adaptação
  67. Um livro que você gostaria que virasse filme ou série
  68. Um livro que contenha um personagem que você gostaria de ser
  69. Um livro com uma história que você gostaria de viver
  70. Um livro que você gostaria de ter escrito
  71. Um livro que te inspira
  72. Um livro que você gostaria que todos lessem
  73. Um livro que você gostaria de não ter lido (“desler”)
  74. Um livro que te dê vontade de viajar
  75. Um livro que te faça lembrar alguma estação do ano (primavera, verão, outono ou inverno)
  76. Um livro para dar de presente
  77. Um livro para ler antes de dormir
  78. Uma releitura
  79. Um livro com resenhas negativas
  80. Um livro que todo mundo gostou, menos você
  81. Um livro que você escolheu pelo título
  82. Um livro cujo título não condiz com a história
  83. Um livro cujo título tenha mais de 5 palavras
  84. Um livro cujo título seja um ou mais nomes próprios
  85. Um livro de um autor que você nunca tenha lido
  86. Um livro assinado por um pseudônimo
  87. Um livro escrito por dois autores
  88. Um livro de um autor que já morreu
  89. Um livro que comece com a letra do seu nome
  90. Um livro que você sempre quis ler

Essa lista está bem grande, me empolguei é verdade, mas quero ter bastante opção ao escolher a próxima leitura. A intenção é tornar esse desafio estimulante e muito prazeroso.

Convido você a participar deste Desafio Literário Mix. Pode adaptá-lo às suas necessidades e não se esqueça de usar a hashtag #DesafioLiterárioMix

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“A vida que ninguém vê” é um livro que te prende do começo ao fim. A cada página virada os personagens saltam da folha e te convidam a apreciar histórias comoventes do cotidiano. No livro a documentarista, jornalista e escritora Eliane Brum apresenta uma seleção de crônicas sobre pessoas anônimas que têm histórias fantásticas que não são contadas nas páginas dos jornais.

A autora “desvendou” histórias comuns e nos apresenta uma reportagem do comum, mas com relatos inacreditáveis!a_vida_que_ninguem_ve

“A vida que ninguém vê” é um livro que desperta muitos sentimentos no leitor: te sensibiliza com a “História de um olhar”; te inspira com “Eva contra as almas deformadas”; te indigna com “Depois da filha, Antonio sepultou a mulher”; te faz chorar com “Sinal fechado para Camila” e sorrir com “O gaúcho do cavalo de pau”.

O livro é uma homenagem àqueles que, de alguma maneira, vivem de forma extraordinária, às margens da sociedade, lutando para sobreviver, buscando conquistar seus sonhos e fazendo de cada dia um momento especial. É também uma aula sobre jornalismo-sociológico e comportamento humano porque apresenta as situações simples e perturbadoras do cotidiano.

 

É tudo verdade. Da primeira à última linha, todas as palavras foram ditas, todos os sentimentos vividos. “A vida que ninguém vê” é o resultado da busca de uma repórter pela notícia que não estava no jornal. Os textos são reportagens pautadas pelo exercício de um olhar atento aos pequenos acontecimentos, ao que se passa na existência das pessoas desconhecidas. É a trajetória de uma repórter em busca do extraordinário em cada vida – só aparentemente – ordinária. É o avesso do jornalismo padrão.  (Sinopse)

A autora leva a risca o conceito de que “a notícia está em todo lugar”. Mas é preciso ter um olhar apurado para identificá-la e contá-la. E isso Eliane Brum tem de sobra!

Além de ser uma jornalista premiadíssima e documentarista talentosa. É também uma observadora da vida real e escritora empática e sagaz. Sou suspeita porque admiro muito o trabalho dessa escritora que tem o dom de tornar visível o que muitos não enxergam. Tenho saudades da sua coluna no portal da revista Época. Ainda bem que posso lê-la no El País.

As crônicas reportagens reunidas neste livro “A vida que ninguém vê” foram publicadas em 1999, na coluna de mesmo nome. Os textos saíam todos os sábados no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Foram um sucesso tão grande que Eliane Brum mereceu o Prêmio Esso Regional daquele ano. Os leitores escreviam contando que, ao ler sobre a vida anônima de outro, descobriram que sua própria vida era especial. “Tudo mudou”, diziam. (Sinopse)

Um retrato do livro

Lançada pela Arquipélago Editorial com 208 páginas que reúnem as 21 melhores histórias apuradas pela jornalista, a obra literária tem uma linguagem fluída, coloquial e um regionalismo típico do Sul, mas precisamente de Porto Alegre. A autora não criou a reportagem crônica, mas, com certeza, deu um ar intenso e intrigante ao gênero denominado “crônicas da vida real”.

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“A vida que ninguém vê” apresenta textos autorais profundos que nos fazem pensar sobre a vida e a força que move esses personagens. O livro é composto por:

  • Prefácio
    • A vida que ninguém vê como eu a vi – Marcelo Rech
  • A vida que ninguém vê
    • Histórias de um olhar
    • Adail quer voar
    • Enterro de pobre
    • Um certo Geppe Coppini
    • O colecionador das almas sobradas
    • O cativeiro
    • O sapo
    • O conde decaído
    • O menino do alto
    • O chorador
    • O encantador de cavalos
    • O gaúcho do cavalo de pau
    • O exílio
    • A voz
    • Sinal fechado para Camila
    • Dona Maria tem olhos brilhantes
    • O doce velhinho dos comerciais
    • O homem que come vidro
    • O álbum
  • O dia seguinte
    • Depois da filha, Antonio sepultou a mulher
    • O dia em que Adail voou
  • Posfácio – Ricardo Kotscho
    • Humanos anônimos
  • Sobre a melhor profissão do mundo
    • O olhar insubordinado
  • Agradecimentos
  • Crédito das imagens

Eliane Brum não foge do apurado rigor e olhar jornalístico-sociológico que lhe é peculiar ao narrar a realidade do “mendigo que jamais pediu coisa alguma; do carregador de malas do aeroporto que nunca voou; do macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja; do doce velhinho dos comerciais que é também uma vítima do holocausto ou do homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade”.

 

“Eva é mulher, negra e pobre. Eva treme as mãos. Tudo isso até aceitam. O que não lhe perdoam é ter se recusado a ser coitada. O que não perdoam a Eva é, sendo mulher, negra, pobre, e deficiente física, ter completado a universidade. E neste país. Todas as fichas eram contra ela e, ainda assim, Eva ousou vencer a aposta. Por isso a condenaram.” (pg. 101)

a_vida_que_ninguem_ve3É uma obra que precisa e merece ser lida, principalmente por jornalistas. Isso porque somos transportados para o tempo e espaço da história contada. “A vida que ninguém vê” tem um tom visceral, comovente, convidativo e que apresenta o outro como a gente pouco vê.

O que eu aprendi com “A vida que ninguém vê” foi manter um olhar mais atento e apurado para os “comuns” que transitam pela minha vida: pessoas comuns, situações comuns, lugares comuns… os comuns do cotidiano que, muitas vezes, passam despercebidos, apesar de serem repletos de significados especiais.

Ao lançar um olhar apurado sobre o cotidiano de uma sociedade automatizada, embrutecida e que não tem tempo para ouvir, entender, perceber ou acolher o outro, acabamos por desvendar algo a respeito do desconhecido e descobrimos também algo sobre nós mesmos.

Vale destacar que Eliane Brum tem no seu currículo os livros “Uma Duas”, “Coluna Prestes – O avesso da lenda”, “O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real” e “A menina quebrada”.

Informações Técnicas

Título: A Vida Que Ninguém Vê

Autora: Eliane Brum

Número de Páginas: 208 páginas

Editora: Arquipélago Editorial

Avaliação: Ótimo

 

Liebster2-e1455298019322Fui indicada pela blogueira Gabriely Costa do blog Resenha Tudo para responder a Tag Liebster Award – Discover New Blog.

Fui indicada no final de fevereiro, mas com a viagem de férias que estava se aproximando no início de março, não consegui me organizar para responder a tag.

O objetivo da Tag Liebster Award – Discover New Blog é ajudar na divulgação de novos blogs e também mostrar um pouco do perfil da autora (blogueira).

Ressalto que raramente publico nesse blog assuntos sobre “feminices” ou sobre minha vida particular, mas dessa vez vou responder essa tag que me parece ser bacana e, de quebra, variar o estilo de post.

Fiquei muito feliz com a indicação, gratidão Gabi!

As regras são as seguintes:

  • Escrever 11 fatos sobre mim;
  • Responder as perguntas de quem te indicou;
  • Indicar de 11 a 20 blogs com menos de 200 seguidores;
  • Fazer 11 perguntar para as próximas indicadas responderem;
  • Colocar o selo Liebster Award;
  • Linkar de volta quem te indicou;
  • Avisar os indicados.

Vamos lá, 11 fatos sobre mim:

  1. Sou filha única e sinto muita saudade da minha mãe que já desencarnou;
  2. Sou espírita e pratico a Lei da Atração e a Programação Neurolinguista, as aplico todos os dias em minha vida;
  3. Adoro livros e leio de tudo, mas não leio livro de ficção;
  4. Não gosto de sertanejo, sertanejo universitário etc., mas amo música caipira;
  5. Sou muito organizada, brava e irônica;
  6. Amo viajar, filme de terror/suspense, vinho e queijo;
  7. Prefiro salgado a doce;
  8. Não sou boa cozinheira, ainda. Mas sou muito esforçada na cozinha;
  9. Tenho sono irregular, acordo quase de hora em hora durante a noite toda;
  10. Adoro assistir lutas de MMA e Boxe, futebol e Motocross estilo livre;
  11. Tenho nojo, pavor e medo de lagartixas… eca.

Respondendo as 11 perguntas de quem me indicou:

1 – Porque você criou o blog?

Criei o blog em 2009 na plataforma do UOL (UOL Blog) para resenhar livros que gostava muito e comentar assuntos que me interessavam, como política e jornalismo. Sou assessora de imprensa e cotidianamente tenho que escrever de forma técnica. Então, o blog me possibilita(va) escrever sobre tudo de forma despretensiosa. Hoje o blog é um espaço para escrever sobre o que eu gosto e compartilhar com pessoas que se interessam pelas mesmas coisas.

2 – Qual seu gênero de série favorito?

Tenho dois estilos favoritos: comédia e suspense/mistério.

3 – Qual foi o último livro que você leu?

“O Harém de Kadafi – a História Real de Uma das Jovens Presas do Ditador da Líbia”, da jornalista Annick Cojean. Esse eu ainda não resenhei aqui no blog porque acabei de ler durante a minha viagem de férias (abril/16).

4 – Uma coisa que você gosta e todo mundo odeia.

Ficar em casa nos fins de semana, de boa…. só de pijama e pantufas. Adoroooo! rsrs

5 – Uma frase que você leva pra vida.

São várias, mas a que me descreve recente é “Somos o resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos e das pessoas que amamos”, de Airton Ortiz.

6 – O que/quem te motiva a continuar com o blog?

Minha paixão pela leitura e pela escrita. Fico feliz quando recebo algum retorno/comentário sobre algo que postei e isso me faz querer seguir adiante para melhorar, e quem sabe, profissionalizar o Blog da Nanda.

7 – Uma viagem dos sonhos.

Acabei de realizar: Austrália. Com certeza, voltarei lá. Eu ainda vou morar na Austrália!

8 – Uma paixão do momento.

Retomar o hábito de ouvir música. Estou aprendendo a me libertar de ouvir o noticiário radiojornalístico. Qualquer dia faço um post sobre a playlist que estou montando. Tinha me esquecido como é prazeroso ouvir música.

9 – Uma coisa que você quer fazer, mas não tem coragem?

Viajar de carro para outro Estado ou um lugar bacana, fazer uma road trip.

10 – Qual foi sua reação ao ganhar seus primeiros seguidores do blog/canal?

Minha reação foi mais ou menos assim: nossa é inacreditável, tem gente que dedica um tempinho da vida para me ler! Fiquei muito feliz, empolgada e grata. Recentemente comecei a escrever com finalidade de conquistar mais seguidores, porque antes o blog era só um projeto pessoal: uma válvula de escape para a minha “escrita reprimida”.

11 – Qual sua Comida favorita?

Comida boa!

Blogs que indico:

Livros e Cultura

 Jardim da Lô

Help Lais

 Divas Blog

Francesinha Blog

Poesia Descompassada

Kem Te Disse

Loucuras ao Vento

Cheia de Invenção

Vanessa Martins

Santta Vaidade

Saia Rasgada

 

11 perguntas para minhas indicadas responderem:

  1. Porque você criou o blog?
  2. Tem algum assunto/tema que você evita falar no blog?
  3. Quais são seus objetivos em relação ao blog?
  4. Qual blogueira/youtuber você mais gosta? (pode ser várias)
  5. Qual seu maior sonho?
  6. O que/quem te inspira?
  7. Que tipo de leitura/livro você curte?
  8. Qual a frase, expressão, palavra, “palavrão” ou regionalismo que você mais usa no cotidiano?
  9. Diga uma coisa que todo mundo gosta, mas você detesta.
  10. Considerando esse momento difícil pelo qual nosso país está passando, qual a mensagem/dica/conselho que você dá aos brasileiros?
  11. Dê dicas ou sugestão para melhorar o blog que te tagueou.
E tod@s @s blogueir@s que quiserem responder a Tag,  fiquem a vontade, só não esqueçam de deixar seu comentário aqui embaixo com o link do post. 
Para finalizar esse post quero agradecer, mais uma vez, a Gabriely Costa do blog Resenha Tudo.

 

Venha descobrir como uma jovem jornalista de um pequeno jornal paulistano conseguiu a primeira entrevista de Drummond para a imprensa, dando um “furo de reportagem” que lhe rendeu uma doce amizade

O Sarau Literário “Desvendando o Autor” recebe a jornalista e escritora Nanete Neves para uma roda de conversa sobre o livro “O Poeta e a foca”. Será neste sábado (30), às 18h, no Museu do Café em Campinas/SP.

Em 1977, Carlos Drummond de Andrade completava 75 anos sem nunca ter dado uma entrevista sequer: toda vida ele fugiu de jornalistas. Com toda a grande imprensa à sua procura, só uma jovem repórter de um pequeno jornal paulistano foi recebida por ele – e em seu apartamento, no Rio de Janeiro, aonde nem os amigos tinham acesso. Quase 40 anos depois a escritora e jornalista Nanete Neves resolveu contar essa história no livro “O Poeta e a foca” (Editora Pasavento).

No livro, Nanete Neves conta como foi esse encontro que rendeu boa matéria no Shopping-City News, um perfil do Poeta na revista Nova e, principalmente, uma doce amizade, com troca de telefonemas e cartas por vários anos. A autora relata também as conversas com intelectuais que lhe falaram do jeito de ser do Poeta, suas esquisitices, sua visão de mundo e idiossincrasias pessoais, preparando-a para conhecer o mito: Antônio Houaiss, Nélida Piñon, Ferreira Gullar, Affonso Romano de San’Ana, Antônio Callado, Pedro Nava, entre outros.

O livro “O Poeta e a foca” é atemporal e dá uma importante aula de jornalismo e de seus bastidores.

Nesse encontro “Desvendando o Autor” vamos desnudar o processo criativo de uma entrevista que tinha tudo para não dar certo, mas que rendeu boas histórias para contar.

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Nanete Alves

É jornalista, escritora e autora do livro-reportagem “Lavoura dourada – A saga dos produtores de tabaco do Sul do Brasil”, organizadora da coletânea “Batendo ponto: uma colherada de humor na hora do cafezinho”.

A autora participa da antologia “Corda Bamba”, da Pastelaria Studios de Lisboa, que reúne contos de autores portugueses e brasileiros. Como ghostwriter editou quase 20 livros de não ficção para as editoras Saraiva, Campus Elsevier, Larousse e Planeta, empresas em que também atua como preparadora de originais.

Sob o pseudônimo Laura Fuentes, participou de cinco antologias de contos “Blablablogue – Crônicas & Confissões”;  “Mecanismos precários”; “Portal Fundação, Portal Fahrenheit e Todos os portais – realidades expandidas”.

Nanete Alves é pós-graduada em Formação de Escritores e Criação Literária e depois de uma longa carreira na imprensa, há mais de 10 anos vem se dedicando unicamente à escrita, trabalhando para o mercado editorial como editora, coach de autores e ministrando oficinas literárias de:  “Biografias & Ghostwriting” na Oficina de Escrita Criativa;  “Vitamina Criativa” para textos de ficção e “Ouvir, falar… e convencer!” voltado para o mercado corporativo.

Sarau Literário “Desvendando o Autor”

O sarau é formado por um coletivo de amigos informais que compartilha o prazer pela leitura, livros e arte em geral. Ess, que decidiram se unir para convidar escritores, editores, autores, blogueiros e afins para um dedo de prosa sobre literatura e o mundo da escrita criativa.

O Sarau Literário Desvendando o Autor tem como proposta fomentar a leitura e cursos sobre produções literárias, divulgar novos escritores, apreciar e resenhar novos lançamentos, promover encontros literários e culturais e compartilhar e viabilizar a troca de saberes.

O Sarau conta com a parceria do Museu do Café (MUCA) e do Grupo Intermunicipal de Incentivo à Leitura (Giile).

Serviço:

Sarau Literário “Desvendando o Autor” com Nanete Alves

  • Quando: Sábado (30/04), às 18h
  • Onde: Museu do Café (MUCA) – Av. Dr. Heitor Penteado, 2145 – Pq. Taquaral, Campinas/SP
  • Informações: Atividade gratuita e aberta ao público
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(Crédito: www.outrapagina.com)

Sou suspeita para falar desse tema “televisão” porque sou apaixonada pela série How To Get Away With Murder e fã da atriz Viola Davis.

Desta forma, ainda que tardiamente, quero registrar minhas impressões sobre o comovente discurso da atriz Viola Davis na cerimônia de entrega do 67º Emmy Awards.

Ela é a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy na categoria de “Melhor Atriz em Drama” como resultado de sua belíssima atuação na série How to Get Away with Murder, ficção produzida por Shonda Rhimes, roteirista, cineasta e produtora norte-americana. Quase esqueci, outra mulher negra talentosa, cujas séries fazem muito sucesso na televisão.

E o que dizer do discurso de Viola Davis? Inspirador, motivador e dedicado a todas as mulheres negras que lutam todos os dias para derrubar os tijolos das diferenças de sexo, classe e raça presentes em nossa cultura, historicamente, conservadora, patriarcal e escravocrata. Ele não foi feito por uma brasileira, mas nos cabe muito bem!

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman.

E completa com “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. A minha história não termina aqui”, disse ela. “Há muito trabalho que precisa ser feito em muitas áreas para negócios com atores de cor, tantas narrativas, tantas histórias que precisam ser vistos e sentidas.”

 

Vale destacar que, Harriet Tubman (1822-1913), conhecida como Black Moses, era uma afro-americana, abolicionista que conquistou a liberdade para si e outros negros escravizados nos EUA.

Esse não foi o único prêmio que Viola Davis ganhou como atriz. Ela conquistou também a categoria de “Atriz Favorita em Nova Série de Drama” no People’s Choice Awards 2015 e no Screen Actors Guild (SAG Awards) como “Melhor Atriz em Série de Drama” nos anos de 2015 e 2016, ambos pelo seu papel em How To Get Away With Murder.

É inegável que How to Get Away with Murder alcançou o sucesso, boa parte devido ao talento de Viola Davis que dá um toque especial à protagonista da série, uma espécie de anti-heroína negra pouco convencional. Ela não é uma atriz qualquer que despontou do nada, construiu sua carreira com muitos filmes de sucesso, alguns deles que revelam a disparidade racial na sociedade norte-americana.

 

Oportunidades para brancas e negras

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Elenco de How To Get Away With Murder (Crédito: Hotter In Hollywood)

Sem dúvida há uma linha tênue que separa as mulheres negras das brancas, no que diz respeito às questões de gênero, classe e raça. Por isso, as palavras de Viola Davis incomodaram, e muito, aqueles que acham que o negro não deve questionar qual o seu lugar na sociedade ou almejar mudar seu status quo. Esse discurso, polêmico e delicado, também nos leva a refletir que as coisas estão mudando, gradativamente e bem pouquinho, mas estão. Ainda bem!

Estamos chegando a lugares que não eram reservados para nós e a sociedade está sendo obrigada a aceitar que estamos ocupando mais espaço: nas universidades públicas, cargos públicos, andando de avião, abrindo nossas empresas, frequentando shoppings, teatros, viajando para o exterior…

Ops… somos gente também e sempre ajudamos a construir esse país como qualquer outra pessoa. Como diz uma amiga fanfarrona “vem pra minha doutrina, A-Ceita, aceita que dói menos porque não estamos pedindo a aprovação de ninguém!”.

O que nos falta, em relação às pessoas de pele clara, são as oportunidade. Oportunidades de provamos que também somos bons, que temos talento, que podemos ser bem sucedidos em nossas iniciativas. E, por tudo isso e muito mais, devemos ganhar melhores salários e sermos mais respeitados. É a eterna luta pela igualdade de oportunidades.

E não me venha com o discurso de meritocracia pra cima de uma população, que por séculos está negligenciada às periferias da vida sem estudo, sem trabalho, sem certeza sobre o pão de amanhã…

Não é que eu seja contra a meritocracia, mas se vivêssemos numa sociedade igualitária, o destaque por méritos faria sentido e seria mais justo. Mas não é o nosso caso. Vivemos num país desigual onde mulheres negras estão abaixo de homens negros, mulheres brancas e, por fim, homens brancos. Arcamos com o ônus da discriminação de cor, gênero, classe, região e qualificação. Nossa situação dispensa comentários! Mas está registrada em várias estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nessa matéria “Estudos comprovam a falta de oportunidades para mulheres negras na TV”. Somos uma população de consumidores negros invisíveis e não representados na publicidade, na televisão, no cinema, nas telenovelas, nos telejornais e tantos outros produtos de comunicação.

Quando ouço falar em meritocracia penso imediatamente em minha mãe, uma mulher extraordinariamente inteligente (muito sábia e observadora) que só conseguiu completar o Ensino Médio aos quase 50 anos de idade. Se ela tivesse tido uma única chance, com certeza, sua vida teria sido outra. Teríamos uma Nutricionista negra andando de jaleco branco para desconforto dos conservadores de plantão. Mas a vida não lhe reservou privilégios e oportunidades!

Enfim, esse post acabou se tornando um manifesto, mas era só para registrar que o discurso da Viola Davis – que arrancou lágrimas dos meus olhos – foi muito oportuno para o momento que estamos passando, de violência, racismo, discriminação, competição e desumanização. Além de ser também provocador e merecedor da nossa reflexão sobre intolerância racial e igualdade de direitos e oportunidades. Bem como, sobre políticas públicas de reparação racial.

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito o que conquistar!

 

Discursos de Viola Davis que entraram para a história

Confira abaixo um pot-pourri dos discursos empoderadores proferidos por essa excelente atriz que já conquistou muitos prêmios:

 

67º Emmy Awards – premiação anual em que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA elege os melhores programas e profissionais da televisão (20/09/15).

People’s Choice Awards 2015 – premiação que homenageia os melhores do ano de acordo com os fãs, no cinema, na televisão e na música dos EUA (09/01/15)

SAG Awards 2015 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (25/01/15)

SAG Awards 2016 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (30/01/16)

 

Obs.: depois as pessoas perguntam “por que você não escreve mais vezes no blog?” Eu digo: porque quando escrevo um post eu não sei a hora de parar e vira um tratado sobre tal assunto… Mas estou aprendendo a blogar para aprimorar a minha escrita. Eu sou nova… chego lá! Rsrsrs

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito para conquistar!

 

  • Comente qual o discurso que inspira/ou sua vida?
  • Você conhece o discurso de Martin Luther King “I have a dream!”? O que você acha?
  • Conte pra mim?

 

Vire e mexe o Deputado Federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) se enfia numa polêmica contra algum movimento racial, feminista, religioso, LGBTT, estudantil ou outro qualquer. Sim, é o mesmo deputado que esteve envolvido na polêmica da “cura gay”.

Parece até estratégia de marketing se manter constantemente sob os holofotes da mídia para a difusão de suas ideias e opiniões racistas, intolerantes, machistas e conservadoras contra a ideologia de gênero e outros avanços dos Direitos Humanos. Ele leva a sério a questão de quem não é visto não é lembrado!
Impressionante como ele tem opinião para tudo quanto é assunto! #indignada

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Divulgação postada na loja “Orgulho Hétero”

E com toda essa disposição de briga, não é de luta não… é de briga mesmo, as declarações desse militar tem ganho os corações e mentes de muitos intolerantes pelo Brasil afora, tanto que muitos sites e redes sociais criaram páginas que, praticamente, o idolatram. #preocupante

A mais recente declaração polêmica que acompanhei do Bolsonaro, necessariamente, não é a última em que ele se envolveu, é um tema que gerou muita repercussão no universo escolar: o ensino da ideologia de gênero nas escolas e a suposta distribuição de cartilhas e livros escolares que estimulam a sexualidade infantil.

Vamos aos fatos, que contra eles não há argumentos!

Ao que tudo indica Jair Bolsonaro gravou um vídeo criticando a iniciativa sem checar a veracidade das informações. O caso gerou desconforto nos editores da revista “Nova Escola”, envolvidos na questão, tanto que a revista publicou na sua página no Facebook uma resposta refutando as informações do deputado Bolsonaro. Confira o conteúdo publicado pela revista, em 15 de janeiro deste ano:

Checagem de Informações: O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) publicou há alguns dias um vídeo sobre Educação. Nova Escola apurou as informações do vídeo. Veja agora os equívocos cometidos pelo deputado e os dados corretos.”

A revista “Nova Escola” é dirigida aos professores e profissionais da educação e é muito conceituada no campo da formação docente. Confesso que gosto muito dessa publicação e sempre que posso compro um exemplar.

Dessa vez, o deputado Bolsonaro mexeu com quem não devia e recebeu a resposta a altura. Sabe aquele ditado “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Então, está aí um bom exemplo disso.

Apesar do parlamentar retrucar o vídeo da “Nova Escola”, não acrescentou nada significativo ao pensamento dele, ou seja, mais do mesmo.

Parabéns pela iniciativa da revista “Nova Escola” em não deixar sem explicação esses equívocos do parlamentar!

Mas afinal o que é ideologia de gênero?

A Ideologia de Gênero defende que a auto-definição da sexualidade de uma pessoa não é explicada apenas pela sua concepção biológica, ou seja, nasceu homem será homem o resto da vida porque entende que a pessoa não nasce homem ou mulher.

Os teóricos dessa linha acreditam que o gênero é fruto de uma construção da identidade de cada indivíduo enquanto ser humano influenciado pela cultura, comportamento e descoberta interior ao longo da vida. Homem e mulher seriam, então, papéis sociais adaptáveis, que cada pessoa representaria como e quando quisesse, independentemente do que a biologia determine como indicação masculina e feminina.

Conflito ideológico

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Adesivo vendido na loja “Orgulho Hétero”

Uma das principais preocupações daqueles que combatem a ideologia de gênero é com a destruição do modelo tradicional de família, constituída pela sociedade como a formação de um casal (pai e mãe) e seus filhos. Mas gente, essa concepção arcaica de família já não faz sentido há anos. Família é um coletivo/grupo de pessoas que se amam, se protegem, se ajudam e evoluem com a convivência, independente da sexualidade.

Não venha me dizer que família só pode ser constituída por homem e mulher, por favor! Divergências religiosas à parte, eu até respeito a opinião alheia, mas acredito que essa ideia (marido e mulher) é uma definição muito pobre diante da diversidade sexual presente em nossa sociedade.

A coisa toda é tão complexa que, ano passado, em Campinas teve alguns vereadores que falaram impropérios na tribuna parlamentar e até aprovaram uma Moção “contra a inserção de questão de temática de ideologia de gênero, por meio de pensamento de Simone de Beauvoir, na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015”.

Destaco, mais uma vez, que respeito as opiniões contrárias quando galgadas na razão e em fundamentos teóricos que fazem sentido. Não em explicações baseadas em ideologias e moralidades religiosas que beneficiam uma determinada parte da sociedade.

Onde fica o papel do Estado Laico?

É na escola que parte do caráter e construção social da identidade é formada, então, nada mais justo que a intolerância seja combatida nessa instância institucional. É dever do Estado promover por meio da educação: o respeito à diversidade, a igualdade de oportunidades e o combate às diferenças de sexo, à discriminação e à violência física e psicológica. Para isso, é fundamental introduzir essa discussão em todos os setores da sociedade.

Garantir o ensino da ideologia de gênero nas escolas será um avanço na luta pelos Direitos Humanos, principalmente, em defesa da Diversidade.

Só pra registrar, o deputado Jair Bolsonaro é natural de Campinas/SP, última cidade no país a abolir a escravidão e que mantém até hoje requícios conservadores e patriarcais fortíssimos. Coincidência, né? #sqn #ninguemmerece

Obs.: se você acha que estou sendo cruel com o deputado Bolsonaro, leia a matéria “As 10 frases mais polêmicas de Jair Bolsonaro”, publicada no site Pragmatismo Político. É de encher os olhos de lágrimas! #sqn

Qual a sua opinião sobre esse assunto?

Já tem um tempinho que o ano começou e recebi o “Relatório Anual do WordPress 2015” com as estatísticas do blog. Todo vez que recebo o relatório me questiono “Por que durante o ano passado não me esforcei mais para concretizar o projeto do blog, que é uma das grandes realizações e prazeres da minha vida?”.

Em seguida vem a resposta: você preferiu focar em outros projetos, agora está aí o resultado da sua falta de planejamento.

Se você quer fazer muita coisa, mas não planeja direito, a proposta não vai pra frente. Assim que é a vida: “não chore sobre o leite derramado ele pode já estar estragado”. Ops… esse é um título de um livro que eu quero um dia resenhar aqui no blog.

Mas esse ano será diferente, já comecei o ano de forma diferente com muita vontade de realizar os projetos estagnados. Estou interagindo em vários grupos de bloggers nas redes sociais e aprendendo muitas coisas bacanas para implementar por aqui. Não vou desanimar porque estou em processo de melhorias continuas. 🙂

De antemão, agradeço a tod@s que com muita paciência reservaram alguns minutos da sua vida para ler meus textos Apesar de não escrever com objetivo de ter uma mega audiência, eu desejo ser lida, sim! Obrigada de coração!

Vamos aos números da minha despretensiosa audiência:

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 7.300 vezes em 2015. Se fosse um comboio, eram precisas 6 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

 

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Os números de 2011: estatísticas interessantes

 

 

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