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Archive for the ‘Política’ Category

Na primeira semana de janeiro aconteceu o ato “Nenhuma a Menos – O Machismo Mata” em memória às vítimas da “Chacina do Réveillon”, onde um homem assassinou 12 pessoas. Dessas, nove eram mulheres, a quem chamou de “vadias” numa carta em que justifica o ato em razão da disputa travada pela guarda do filho. O assassino, acusado de abusar sexualmente do filho de oito anos, matou sua ex-mulher, o filho e também se suicidou.

Na ocasião, centenas de mulheres saíram em passeata pelo Centro de Campinas para denunciar o feminicídio e a misoginia presentes na sociedade.

Uma pesquisa realizada em 2014, pelo Instituto Avon em parceria com o Datafolha, revela que três em cada cinco mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos. Diante desse dado lamentável, nossa luta se faz ainda mais necessária.

É importante ressaltar que alguns poucos homens se juntaram à luta contra o machismo e a estrutura patriarcal – conjunto de relações sociais que estabelecem uma forma de hierarquia, controle e opressão nas relações entre homens e mulheres – demonstrando solidariedade e disposição de combater essa postura social, cultural e histórica construída em nossa sociedade.

É louvável que tod@s tenham se reunido para tentarmos junt@s desconstruir o próprio machismo que, muitas vezes, habita em nós (in)conscientemente!

 

Dia Internacional de Luta das Mulheres

Mulheres em Luta: seguiremos em luta até que todas sejam livres!

No dia 8 de março, mulheres do mundo inteiro tomaram as ruas para denunciar as desigualdades de gênero e o feminicídio.

No Brasil, elas se levantaram em defesa da previdência e de suas vidas com o lema “Aposentadoria Fica, Temer sai! Paramos pela Vida das Mulheres!”. E os coletivos e coletivas feministas junto às Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizaram manifestações para denunciar os projetos “segregacionistas” e desumanos do golpista Temer. As manifestações também levantaram a bandeira contra as diferenças salariais, a violência doméstica, o controle do corpo e todas as formas de opressão, desigualdades e discriminações sexistas.

 

Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações

No dia 15 de março foi a vez dos movimentos sindicais, sociais e estudantis tomarem as ruas contra o desmonte da Previdência Social Pública.

Sob o slogan “Resistir a todo custo contra a retirada dos direitos”, milhares de brasileiros se uniram em resistência à PEC 287/2016 que acaba com os direitos constitucionais previdenciários e nos obriga a trabalhar até morrer.

Essa reforma demonstra que o governo Temer tem a intenção de acabar com nossos direitos sociais e trabalhistas, ao mesmo tempo em que contribui para o aumento dos lucros dos banqueiros estimulado pela venda de previdência privada.

 

Nossa bandeira também é contra a Reforma Trabalhista

Ato pelo Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações em Campinas

A aprovação na semana passada, a toque de caixa, da lei que libera o trabalho terceirizado em todas as atividades (de forma ampla e irrestrita) confirmou que o governo Temer está caminhando também para acabar com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Não é retórica, não! Me responda: como uma medida que estabelece a celebração de acordos abaixo do que está previsto na lei trabalhista, regulamenta que o terceirizado trabalhe em média três horas a mais por semana que os contratados diretos e ganhe salários em média 25% menores, pode ser boa para a classe trabalhadora?

Tenho certeza que as economias geradas para as empresas pela terceirização serão convertidas automaticamente em aumento das margens de lucro, e não em mais contratações. E ao contrário do que dizem o empresariado, os paga patos da Fiesp e o governo federal, a terceirização elimina direitos trabalhistas, não gera empregos e só traz segurança jurídica para as empresas.

Não! Realmente, não precisamos modernizar a legislação trabalhista desse jeito… para pior!

Há quem diga que a terceirização não traz qualquer perda de direitos ao trabalhador, pois os terceirizados são contratados com carteira assinada. No caso do jornalista PJ (pejota como se diz), por exemplo, ele é um profissional que, geralmente, é demitido da redação e contratado como Pessoa Jurídica para economizar custos trabalhistas para o veículo. Sem contar, as famosas “Eugências” de comunicação ou assessoria de imprensa, cujo prestador de serviço é um jornalista com CNPJ que faz tudo, literalmente, e também não tem direitos garantidos já que é uma empresa/agência, né!

Eu tenho ouvido muita bobagem de amigos e familiares apoiadores desses projetos e outras políticas “temeristas”. Mas sabe o que eles (mídia, governo e setor empresarial) não dizem? É que o único meio que de fato gera emprego é o crescimento econômico.

 

Plantando dúvidas na cabeça da população

Nesse pequeno relato dá para ver que 2017 vai ter muita luta, sim. E a classe trabalhadora e a sociedade civil organizada não irão fugir dela.

No entanto, é preciso construir um forte movimento de resistência envolvendo vários setores da sociedade porque a luta em defesa e, também, pela ampliação de políticas públicas e de direitos sociais é para uma vida toda e não pode cessar.

Vou encerrar por aqui para não virar um tratado de desagravo contra o pacote de maldades de Temer reconhecidamente intitulado como “uma ponte para o abismo”. Lugar para aonde estamos caminhando se não nos unirmos.

E você, de que lado ficará?

 

#NenhumaAMenos #MachismoMata #EPelaVidaDasMulheres #NenhumDireitoAMenos #ContraAReformaDaPrevidencia #ContraAReformaTrabalhista

 

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Tereza de Benguela / Google Imagens

Nesta segunda-feira, 25 de julho, celebramos o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A data foi criada em 25 de julho de 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, para marcar, internacionalmente, a luta e a resistência da mulher negra.

Para destacar essa importante data, a Frente de Mulheres Negras de Campinas e Região promove de 25 a 31 de julho atividades para compartilhar suas percepções afro latinas, negras e feministas a respeito dos temas como: Cultura, Direitos e Políticas Públicas, Militância e Sexualidade.

Durante a semana serão lançados a Revista da Frente de Mulheres Negras de Campinas e Região e o documentário “Em Marcha Sempre”. A publicação é fruto do acúmulo de conversas e vivências das mulheres negras que integram a frente e os textos escritos lançam reflexões sobre Cultura, Ancestralidade, Atualidades, Trabalho, Sexualidade e Educação.

No Brasil a Lei nº 12.987/14 instituiu o 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Ela foi uma líder quilombola que viveu no atual estado do Mato Grosso durante o século 18 e tornou-se rainha do Quilombo Quariterê após a morte de seu marido. Sob sua liderança a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho.

Vale destacar que, apesar de muitas mulheres negras serem bem mais qualificadas e investir mais tempo que os homens em estudo, elas ainda ganham menos de 40% que brasileiro branco e, outras tantas, são exploradas em ocupações terceirizadas precárias no setor de limpeza ou alimentação.

Por isso, o 25 de julho é um dia de luta e para lembrar que as mulheres negras brasileiras continuam, bravamente, combatendo cotidianamente o racismo, o machismo e a violência doméstica tão enraizados em nossa sociedade patriarcal e conservadora.

 

Frente de Mulheres Negras de Campinas e Região

frente_negraA Frente de Mulheres Negras de Campinas e Região é composta por 20 coletivos de militância feminista, cultural, periférica e negra, que se mobilizam com a intenção de promover ações permanentes e constantes acerca da temática da Mulher Negra.

A frente é organizadora do Sarau das Aliadas, que acorre todo último domingo do mês na Casa de Cultura Tainã, na Vl. Pe. Manoel da Nóbrega.

 

Programação

25 de julho (segunda-feira)

19h – Lançamento da Revista da “Frente de Mulheres Negras” e do Documentário “Em Marcha Smpre”.

Local: MIS Campinas (Rua Regente Feijó, 859 – Centro)

28 de Julho (quinta-feira)

19h – Roda de Conversa “Mulheres Negras e Direitos: a Justiça quando vira injustiça”.

Local: Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Rua Barão de Jaguara, 636 – Centro)

29 de Julho (sexta-feira)

19h – Roda de Conversa “Mulheres Negras e Sexualidade: diálogos entre gerações”.

Local: Estação Cultura (Praça Marechal Floriano Peixoto)

30 de Julho (sábado)

10 às 20h – Mutirão de Graffiti Feminino “Rolê das Aliadas”.

Local: Casa de Cultura Tainã (Rua Inhambu, 645 – Vila Padre Manoel da Nóbrega)

31 de Julho (domingo)

14 às 20h – Sarau das Aliadas, com a entrega do Prêmio “Mulheres Negras 2016”.

Local: Casa de Cultura Tainã (Rua Inhambu, 645 – Vila Padre Manoel da Nóbrega)

 

Fonte: Com informações da Frente de Mulheres Negras de Campinas e da Wikipedia

 

Lei também: Viola Davis: sobre negras e brancas e a igualdade de oportunidades

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(Crédito: www.outrapagina.com)

Sou suspeita para falar desse tema “televisão” porque sou apaixonada pela série How To Get Away With Murder e fã da atriz Viola Davis.

Desta forma, ainda que tardiamente, quero registrar minhas impressões sobre o comovente discurso da atriz Viola Davis na cerimônia de entrega do 67º Emmy Awards.

Ela é a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy na categoria de “Melhor Atriz em Drama” como resultado de sua belíssima atuação na série How to Get Away with Murder, ficção produzida por Shonda Rhimes, roteirista, cineasta e produtora norte-americana. Quase esqueci, outra mulher negra talentosa, cujas séries fazem muito sucesso na televisão.

E o que dizer do discurso de Viola Davis? Inspirador, motivador e dedicado a todas as mulheres negras que lutam todos os dias para derrubar os tijolos das diferenças de sexo, classe e raça presentes em nossa cultura, historicamente, conservadora, patriarcal e escravocrata. Ele não foi feito por uma brasileira, mas nos cabe muito bem!

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman.

E completa com “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. A minha história não termina aqui”, disse ela. “Há muito trabalho que precisa ser feito em muitas áreas para negócios com atores de cor, tantas narrativas, tantas histórias que precisam ser vistos e sentidas.”

 

Vale destacar que, Harriet Tubman (1822-1913), conhecida como Black Moses, era uma afro-americana, abolicionista que conquistou a liberdade para si e outros negros escravizados nos EUA.

Esse não foi o único prêmio que Viola Davis ganhou como atriz. Ela conquistou também a categoria de “Atriz Favorita em Nova Série de Drama” no People’s Choice Awards 2015 e no Screen Actors Guild (SAG Awards) como “Melhor Atriz em Série de Drama” nos anos de 2015 e 2016, ambos pelo seu papel em How To Get Away With Murder.

É inegável que How to Get Away with Murder alcançou o sucesso, boa parte devido ao talento de Viola Davis que dá um toque especial à protagonista da série, uma espécie de anti-heroína negra pouco convencional. Ela não é uma atriz qualquer que despontou do nada, construiu sua carreira com muitos filmes de sucesso, alguns deles que revelam a disparidade racial na sociedade norte-americana.

 

Oportunidades para brancas e negras

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Elenco de How To Get Away With Murder (Crédito: Hotter In Hollywood)

Sem dúvida há uma linha tênue que separa as mulheres negras das brancas, no que diz respeito às questões de gênero, classe e raça. Por isso, as palavras de Viola Davis incomodaram, e muito, aqueles que acham que o negro não deve questionar qual o seu lugar na sociedade ou almejar mudar seu status quo. Esse discurso, polêmico e delicado, também nos leva a refletir que as coisas estão mudando, gradativamente e bem pouquinho, mas estão. Ainda bem!

Estamos chegando a lugares que não eram reservados para nós e a sociedade está sendo obrigada a aceitar que estamos ocupando mais espaço: nas universidades públicas, cargos públicos, andando de avião, abrindo nossas empresas, frequentando shoppings, teatros, viajando para o exterior…

Ops… somos gente também e sempre ajudamos a construir esse país como qualquer outra pessoa. Como diz uma amiga fanfarrona “vem pra minha doutrina, A-Ceita, aceita que dói menos porque não estamos pedindo a aprovação de ninguém!”.

O que nos falta, em relação às pessoas de pele clara, são as oportunidade. Oportunidades de provamos que também somos bons, que temos talento, que podemos ser bem sucedidos em nossas iniciativas. E, por tudo isso e muito mais, devemos ganhar melhores salários e sermos mais respeitados. É a eterna luta pela igualdade de oportunidades.

E não me venha com o discurso de meritocracia pra cima de uma população, que por séculos está negligenciada às periferias da vida sem estudo, sem trabalho, sem certeza sobre o pão de amanhã…

Não é que eu seja contra a meritocracia, mas se vivêssemos numa sociedade igualitária, o destaque por méritos faria sentido e seria mais justo. Mas não é o nosso caso. Vivemos num país desigual onde mulheres negras estão abaixo de homens negros, mulheres brancas e, por fim, homens brancos. Arcamos com o ônus da discriminação de cor, gênero, classe, região e qualificação. Nossa situação dispensa comentários! Mas está registrada em várias estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nessa matéria “Estudos comprovam a falta de oportunidades para mulheres negras na TV”. Somos uma população de consumidores negros invisíveis e não representados na publicidade, na televisão, no cinema, nas telenovelas, nos telejornais e tantos outros produtos de comunicação.

Quando ouço falar em meritocracia penso imediatamente em minha mãe, uma mulher extraordinariamente inteligente (muito sábia e observadora) que só conseguiu completar o Ensino Médio aos quase 50 anos de idade. Se ela tivesse tido uma única chance, com certeza, sua vida teria sido outra. Teríamos uma Nutricionista negra andando de jaleco branco para desconforto dos conservadores de plantão. Mas a vida não lhe reservou privilégios e oportunidades!

Enfim, esse post acabou se tornando um manifesto, mas era só para registrar que o discurso da Viola Davis – que arrancou lágrimas dos meus olhos – foi muito oportuno para o momento que estamos passando, de violência, racismo, discriminação, competição e desumanização. Além de ser também provocador e merecedor da nossa reflexão sobre intolerância racial e igualdade de direitos e oportunidades. Bem como, sobre políticas públicas de reparação racial.

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito o que conquistar!

 

Discursos de Viola Davis que entraram para a história

Confira abaixo um pot-pourri dos discursos empoderadores proferidos por essa excelente atriz que já conquistou muitos prêmios:

 

67º Emmy Awards – premiação anual em que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA elege os melhores programas e profissionais da televisão (20/09/15).

People’s Choice Awards 2015 – premiação que homenageia os melhores do ano de acordo com os fãs, no cinema, na televisão e na música dos EUA (09/01/15)

SAG Awards 2015 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (25/01/15)

SAG Awards 2016 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (30/01/16)

 

Obs.: depois as pessoas perguntam “por que você não escreve mais vezes no blog?” Eu digo: porque quando escrevo um post eu não sei a hora de parar e vira um tratado sobre tal assunto… Mas estou aprendendo a blogar para aprimorar a minha escrita. Eu sou nova… chego lá! Rsrsrs

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito para conquistar!

 

  • Comente qual o discurso que inspira/ou sua vida?
  • Você conhece o discurso de Martin Luther King “I have a dream!”? O que você acha?
  • Conte pra mim?

 

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Vire e mexe o Deputado Federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) se enfia numa polêmica contra algum movimento racial, feminista, religioso, LGBTT, estudantil ou outro qualquer. Sim, é o mesmo deputado que esteve envolvido na polêmica da “cura gay”.

Parece até estratégia de marketing se manter constantemente sob os holofotes da mídia para a difusão de suas ideias e opiniões racistas, intolerantes, machistas e conservadoras contra a ideologia de gênero e outros avanços dos Direitos Humanos. Ele leva a sério a questão de quem não é visto não é lembrado!
Impressionante como ele tem opinião para tudo quanto é assunto! #indignada

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Divulgação postada na loja “Orgulho Hétero”

E com toda essa disposição de briga, não é de luta não… é de briga mesmo, as declarações desse militar tem ganho os corações e mentes de muitos intolerantes pelo Brasil afora, tanto que muitos sites e redes sociais criaram páginas que, praticamente, o idolatram. #preocupante

A mais recente declaração polêmica que acompanhei do Bolsonaro, necessariamente, não é a última em que ele se envolveu, é um tema que gerou muita repercussão no universo escolar: o ensino da ideologia de gênero nas escolas e a suposta distribuição de cartilhas e livros escolares que estimulam a sexualidade infantil.

Vamos aos fatos, que contra eles não há argumentos!

Ao que tudo indica Jair Bolsonaro gravou um vídeo criticando a iniciativa sem checar a veracidade das informações. O caso gerou desconforto nos editores da revista “Nova Escola”, envolvidos na questão, tanto que a revista publicou na sua página no Facebook uma resposta refutando as informações do deputado Bolsonaro. Confira o conteúdo publicado pela revista, em 15 de janeiro deste ano:

Checagem de Informações: O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) publicou há alguns dias um vídeo sobre Educação. Nova Escola apurou as informações do vídeo. Veja agora os equívocos cometidos pelo deputado e os dados corretos.”

A revista “Nova Escola” é dirigida aos professores e profissionais da educação e é muito conceituada no campo da formação docente. Confesso que gosto muito dessa publicação e sempre que posso compro um exemplar.

Dessa vez, o deputado Bolsonaro mexeu com quem não devia e recebeu a resposta a altura. Sabe aquele ditado “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Então, está aí um bom exemplo disso.

Apesar do parlamentar retrucar o vídeo da “Nova Escola”, não acrescentou nada significativo ao pensamento dele, ou seja, mais do mesmo.

Parabéns pela iniciativa da revista “Nova Escola” em não deixar sem explicação esses equívocos do parlamentar!

Mas afinal o que é ideologia de gênero?

A Ideologia de Gênero defende que a auto-definição da sexualidade de uma pessoa não é explicada apenas pela sua concepção biológica, ou seja, nasceu homem será homem o resto da vida porque entende que a pessoa não nasce homem ou mulher.

Os teóricos dessa linha acreditam que o gênero é fruto de uma construção da identidade de cada indivíduo enquanto ser humano influenciado pela cultura, comportamento e descoberta interior ao longo da vida. Homem e mulher seriam, então, papéis sociais adaptáveis, que cada pessoa representaria como e quando quisesse, independentemente do que a biologia determine como indicação masculina e feminina.

Conflito ideológico

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Adesivo vendido na loja “Orgulho Hétero”

Uma das principais preocupações daqueles que combatem a ideologia de gênero é com a destruição do modelo tradicional de família, constituída pela sociedade como a formação de um casal (pai e mãe) e seus filhos. Mas gente, essa concepção arcaica de família já não faz sentido há anos. Família é um coletivo/grupo de pessoas que se amam, se protegem, se ajudam e evoluem com a convivência, independente da sexualidade.

Não venha me dizer que família só pode ser constituída por homem e mulher, por favor! Divergências religiosas à parte, eu até respeito a opinião alheia, mas acredito que essa ideia (marido e mulher) é uma definição muito pobre diante da diversidade sexual presente em nossa sociedade.

A coisa toda é tão complexa que, ano passado, em Campinas teve alguns vereadores que falaram impropérios na tribuna parlamentar e até aprovaram uma Moção “contra a inserção de questão de temática de ideologia de gênero, por meio de pensamento de Simone de Beauvoir, na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015”.

Destaco, mais uma vez, que respeito as opiniões contrárias quando galgadas na razão e em fundamentos teóricos que fazem sentido. Não em explicações baseadas em ideologias e moralidades religiosas que beneficiam uma determinada parte da sociedade.

Onde fica o papel do Estado Laico?

É na escola que parte do caráter e construção social da identidade é formada, então, nada mais justo que a intolerância seja combatida nessa instância institucional. É dever do Estado promover por meio da educação: o respeito à diversidade, a igualdade de oportunidades e o combate às diferenças de sexo, à discriminação e à violência física e psicológica. Para isso, é fundamental introduzir essa discussão em todos os setores da sociedade.

Garantir o ensino da ideologia de gênero nas escolas será um avanço na luta pelos Direitos Humanos, principalmente, em defesa da Diversidade.

Só pra registrar, o deputado Jair Bolsonaro é natural de Campinas/SP, última cidade no país a abolir a escravidão e que mantém até hoje requícios conservadores e patriarcais fortíssimos. Coincidência, né? #sqn #ninguemmerece

Obs.: se você acha que estou sendo cruel com o deputado Bolsonaro, leia a matéria “As 10 frases mais polêmicas de Jair Bolsonaro”, publicada no site Pragmatismo Político. É de encher os olhos de lágrimas! #sqn

Qual a sua opinião sobre esse assunto?

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invasao no iraque“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” é daqueles livros reportagens que desvendam o véu sobre seus olhos ao mostrar as mentiras que a mídia conta.

O livro é uma coletânea de artigos escritos e divulgados em sites da internet, entre 2003 e 2005, pelo jornalista Carlos Eduardo Magalhães mostrando as incoerências e as parcialidades da cobertura jornalística norte-americana na guerra do Iraque. De acordo com o auto, dirigida e comandada pela Casa Branca, a mídia do país agiu mais como uma agência de propaganda do que como imprensa.

A falta de ética jornalística dos veículos de comunicação, segundo a obra, colaborou para abafar os erros e crimes do conflito armado no Iraque patrocinado pelo governo americano que alegava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa e possíveis conexões com terroristas internacionais.

O jornalista leva o leitor ao submundo da guerra no Iraque onde a manipulação dos meios de comunicação ditam as regras do jogo. Mostra também as artimanhas do Pentágono para transformar propaganda pró-guerra em notícia e a falta de reação e consciência do povo americano frente ao massacre promovido pelo conflito.

O leitor encontra em cada página que folheia histórias que achava conhecer bem – que leu, assistiu ou ouviu na mídia internacional – e que no fundo não é bem assim que deveriam ter sido contadas.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” afirma que houve farsa no resgate da soldado americana Jessica Lynch e que o atentando à jornalista italiana Giuliana Sgrena foi promovido pelas tropas ianques. O autor crítica o papel da ONU, ao alegar que houve omissão da organização frente ao massacre da população iraquiana, e a atuação dos meios de comunicação que, segundo ele, manipularam informações sobre a guerra e as violações aos Direitos Humanos daquela nação.

O livro apresenta a face vil de um Jornalismo sem ética, manipulador, alienante e que só está preocupado em omitir informações e lucrar com audiência. Parece até a mídia brasileira, mas não é, viu! Pura semelhança!

Literatura de Guerra

Tenho verdadeiro fascínio por livros reportagens e se for literatura de guerra meu entusiasmo aumenta. Mas confesso que esse livro foi um soco no estômago sobre os bastidores da cobertura dos correspondentes de guerra do Iraque.

A cada página uma manipulação se revelava o que me fez refletir sobre outros livros que li a respeito desse conflito armado.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” lança um olhar crítico sobre a atuação da mídia durante o conflito e, principalmente, seu papel no imaginário popular americano.

Não pretendo abrir aqui uma discussão política sobre a atuação do governo americano, mas apenas pontuar nessa resenha as principais revelações que o livro introduz a respeito da política externa americana. Entre elas está a afirmação de que a invasão americana no Iraque foi um dos maiores erros da história política dos EUA, iniciado por George W. Bush e perpetrado por Barack Obama. Primeiro por conta da justificativa falsa, depois pela desumanização dos atos e também por não conseguir construir um governo democrático decente que trouxesse melhorias à vida dos iraquianos. Pior, abriu brecha para o fortalecimento do Estado Islâmico e da Al Qaeda. Ao longo do livro o autor revela que os EUA têm uma política externa amparada no relacionamento com regimes autocráticos e que a imprensa esforça-se para encobrir os reais objetivos do governo.

É uma obra que recomendo a leitura, principalmente para estudantes de Jornalismo porque apresenta uma reflexão importante sobre o papel do jornalista; a diferença entre interesse público e o que interessa ao público; liberdade de imprensa; transparência, independência jornalística, cobertura de guerra; credibilidade, audiência e outras questões da área.

Lógico que não tem nada de novo a afirmação de que a mídia em algum momento manipulou, omitiu, mentiu, deturpou, alienou ou desinformou ao longo da sua existência, mas é bom relembrar ou conhecer histórias que exemplificam o quanto o 4º Poder vai longe para proteger os seus interesses. Boa leitura!

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Trecho do livro que fala sobre a “mea culpa” do New York Times

Sinopse

O governo norte-americano desrespeitou boa parte do mundo dito civilizado quando ignorou o Conselho de Segurança da ONU, ao invadir o Iraque. Usou e abusou de mentiras sobre a existência das armas de destruição em massa (ADM) no país do ditador Saddam Hussein. E para isso, para sustentar essas mentiras, a mídia norte-americana foi fundamental. Mentiram, manipularam e censuraram informações para convencer a todos que haviam as tais ADMs no Iraque.

Informações Técnicas

Título: Invasão no Iraque: Manipulação, Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA

Autor: Carlos Eduardo Magalhães

Número de Páginas: 159 páginas

Editora: Editora Canudos

Avaliação: Ótimo

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O recente levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base nas eleições ocorridas em 5 de outubro passado, concluiu que a bancada sindical perdeu força na Câmara dos Deputados. Isso significa menos deputados federais para defender os projetos da classe trabalhadora e levar adiante as demandas dos “operários”.

Diante desse quadro, os principais desafios do novo sindicalismo são a organização e união da categoria e o fortalecimento da luta da classe trabalhadora. Esses caminhos têm por objetivo a defesa e valorização do trabalho.

conclatNa Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada em junho de 2010, as centrais sindicais – organismos máximos de aglutinação dos trabalhadores – se reuniram em torno do manifesto “Pelo Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho”. E para garantir a implementação do projeto nacional de desenvolvimento político-socioeconômico defendido pelas centrais na Conclat, muitos trabalhadores e suas entidades sindicais têm enfrentado bravamente os vários problemas sociais, econômicos e trabalhistas frutos das políticas neoliberais que investem massivamente na: flexibilização das leis trabalhistas, exaltação sem controle da competição em todos os níveis do trabalho, instabilidade e precarização das relações e das condições de trabalho, desregulamentação do mercado trabalhista, no assédio moral e trabalho escravo ou infantil, nos ataques e restrições à ação sindical etc.

Para enfrentar esses e outros problemas é necessário reorganizar a estrutura sindical brasileira. Assim como o capitalismo se reinventa e surge travestido de “novas ideias e propostas” é fundamental que os militantes sindicais estejam preparados para novas abordagens. Acredito que isso só é possível com o investimento constante em ações de formação e organização de base. Felizmente tem crescido, mesmo que timidamente, o número de sindicatos que estão apostando na Formação Sindical, garantindo inclusive, através de departamento, coordenação ou núcleo, uma estrutura mínima para a formação de seus dirigentes e da base.

Curso de Gestão Sindical do CES

Curso de Gestão Sindical do CES

Questionada sobre a importância de constituir um departamento de formação sindical, a diretora do Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro) e da Associação dos Professores da PUC-Campinas (Apropucc) e professora do Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES), Liliana Aparecida de Lima, defende que “o departamento de formação é crucial porque a partir dele é que se destaca um diretor que está pensando exclusivamente na formação e em iniciativas para continuar formando os dirigentes sindicais e os funcionários do sindicato, que devem ser funcionários também politicamente diferenciados. E também pensar uma formação mais ampla no sentido da solidariedade da classe trabalhadora. Não é só formar a sua categoria ou a sua base, mas também envolver os trabalhadores na nossa luta que é mais geral”.

A funcionária pública da Unicamp, Christiane Guimarães Russo acredita que uma das tarefas da entidade é proporcionar aos trabalhadores da base a formação para a militância sindical com objetivo de ajudá-los a compreender como o sindicato funciona. “A formação sindical dá a oportunidade de fazermos análises internas. É por meio desse processo que o sindicato, como entidade, faz uma análise interna para facilitar as medidas e metas que tem que estabelecer, refletindo sobre o rumo a ser tomado, o que traz bastante confiança pra base que percebe uma organização melhor para se trabalhar”, explica Christiane que participou do curso do CES sob indicação do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU).

Para a classe trabalhadora a formação sindical é importante porque permite um debate aberto sobre a concepção, estrutura e prática sindical, além de potencializar a organização e ações da entidade.

Formação sindical contribui para o processo de consciência da classe trabalhadora

A formação sindical dá condições para a atuação das lideranças e militantes por meio da abordagem de conteúdos que contribuam para o entendimento de como funciona a sociedade e quais os elementos que permeiam a luta de classes rumo ao país que queremos. Além de propor, através da organização da categoria, as ações sindicais necessárias para criar uma agenda positiva comprometida com a luta pela manutenção dos direitos e ampliação das conquistas.

Curso de Organização Sindical da CUT

Curso de Organização Sindical da CUT

Também é tarefa da formação sindical oferecer requisitos para uma gestão competente, eficaz e afinada com as necessidades da base. Por isso, ela deve ser voltada não só para lideranças sindicais, como também para trabalhadores da base e funcionários da entidade, como defende a professora Liliana.

Com objetivo de aprimorar minha prática – já que no momento “estou” dirigente sindical – participei de duas experiências promissoras proporcionadas pelas: Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Ambas oferecem projetos de formação sindical estruturados tanto para os trabalhadores urbano quanto os rurais.

As duas formações foram muito importantes para minha prática sindical e me possibilitaram trocar informações com sindicalistas de vários ramos. Foi realmente enriquecedor!

A CUT, por meio da Escola Sindical, oferece diversos temas de formação sindical. O principal curso é o de “Organização e Representação Sindical de Base” (ORSB) que visa potencializar a ação sindical no local de trabalho e fortalecer a intervenção dos cutistas nas diferentes disputas presentes na sociedade ampliando conhecimentos, melhorando a capacidade de intervenção e de transformação da realidade. Ela também se preocupa em oferecer formação para formadores, garantindo agentes multiplicadores das práticas oferecidas.

Formação pela Escola Sindical da CUT

Formação pela Escola Sindical da CUT

O Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) ligado à CTB também oferece muitos cursos, entre eles o de “Gestão Sindical”. O programa é voltado para dirigentes e assessores sindicais, funcionários das entidades e militantes que desejam aprofundar seus conhecimentos no que se refere à boa administração das entidades sindicais. Esse curso é oferecido em duas etapas e, segundo o CES, é fundamental para quem busca atingir seus fins estratégicos.

Formação pelo Centro Nacional de Estudos Sindicais

Formação pelo Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho

“O objetivo do CES com esse curso de Gestão Sindical é proporcionar que os sindicalistas que já estão na ativa, sejam no dia a dia do sindicato ou não, mas que pretendam dominar mais os temas ligados à Gestão Sindical, possam a vir se formar, debater essas questões, retornar para as suas entidades e envolver os demais diretores no sentido de qualificar mais as intervenções desses sindicalistas. Então a ideia é que a partir daqui os sindicalistas mais bem informados e formados possam influenciar e ter uma atuação mais qualificada na gestão do sindicato”, explica Liliana.

O funcionário público da Unicamp, Fanuel Vander Ananais, também participou do curso de formação do CES e acredita que “há um fortalecimento da base quando ela pode ter acesso a esse curso de formação que ajuda a ampliar o conhecimento, até mesmo para encaminhamentos e entendimentos da questão sindical”. Sobre seu interesse no tema, o servidor complementa: “eu me interessei pela formação sindical porque vejo a importância dela que é rica. Foi um curso que eu fiz que foi excelente, recomendaria para todos os trabalhadores porque isso me fez crescer”.

É fato que essas formações atendem uma demanda muito específica e urgente, já que contribuem para amenizar a atual crise de representação sindical muito presente no mundo do trabalho.

A servidora Christiane diz que o estudo é um processo fundamental porque “quando a gente vai se politizando, desperta o interesse pelo coletivo e a formação sindical pode ser um caminho de atuação”.

Felizmente, tem crescido o entendimento de que é necessário concentrar forças para formar e aperfeiçoar os instrumentos de luta dos trabalhadores. Sem contar que, para termos sucesso em nossas demandas, é imprescindível que o sindicalismo dialogue com todas as políticas sociais, não só as do mundo do trabalho, já que almejamos uma sociedade justa, solidária e igualitária.

Novo sindicalismo:

De acordo com a última Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) as propostas da agenda da classe trabalhadora estão organizadas em seis eixos, sendo:

  • Crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno;
  • Valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social;
  • Estado como indutor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental;
  • Democracia com efetiva participação popular;
  • Soberania e integração internacional;
  • Direitos sindicais e Negociação Coletiva.

De acordo com o manifesto da Conclat “a inclusão social e valorização do trabalho decente são os pilares para que o Brasil se consolide como um país onde homens e mulheres, do campo e da cidade, trabalhem e vivam com qualidade e dignidade”.

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cartaz_mostra_lutaDomingo (19) é o último dia para conferir a “7ª Mostra Luta!”, que está ocorrendo em vários locais públicos, como praças, comunidades e museus de Campinas. O objetivo da mostra é garantir espaço de exibição e debate de filmes que abordem as lutas sociais, além de estimular a produção audiovisual sobre a realidade e a luta da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e populares.

Ao longo dos anos a “Mostra Luta!” tornou-se um importante espaço político cultural de debate e atua na promoção, discussão e difusão das lutas sociais, fazendo um contraponto ao conteúdo divulgado pelos grandes veículos de comunicação.

Segundo os organizadores do evento sua origem está na vontade de criar canais de comunicação popular entre os movimentos sociais, os oprimidos e os explorados; da necessidade de lutar contra a criminalização dos movimentos populares e do desejo de falar e quebrar o enorme silêncio que é imposto pelo monopólio da mídia.

Nesta sétima edição, a mostra cultural conta com a exibição de filmes, mesas de debate, exposição de desenhos e trabalhos fotográficos, teatro, dança e música que, abordam a Cultura Negra em Campinas e os 50 anos do golpe civil-militar de 1964. Em paralelo será realizada a 2ª Mostra Luta Itinerante em várias escolas públicas de Campinas para alunos do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Cineasta Renato Tapajós lança filme polêmico na abertura da mostra

Entre tantos trabalhos significativos que já foram exibidos, o destaque ficou para o lançamento do filme “Corte Seco”, com direção do cineasta Renato Tapajós, exibido no dia 10 de outubro, no Museu da Imagem e do Som.

O longa metragem “Corte Seco” investiga a tortura praticada pelos órgãos de repressão durante a Ditadura implantada pelo golpe de 1964. Ele conta a história de quatro militantes que lutavam contra o regime militar, presos e violentamente torturados pela Operação Bandeirantes (OBAN), em 1969.

Matéria publicada originalmente no Jornal do Centro

Matéria publicada originalmente no Jornal do Centro

O filme é a primeira obra de ficção desse jornalista, escritor e documentarista que tem uma vasta produção filmográfica com

ênfase na temática da Ditadura Militar. Entre suas obras estão: “Linha de Montagem”, “No Olho do Furacão”, “Em Nome da Segurança Nacional” e “Universidade em Crise”.

A programação completa da “7ª Mostra Luta!” e mais informações podem ser obtidas em www.mostraluta.org. Ressalto que as atividades são gratuitas e que haverá transmissão ao vivo na web pelos sites www.socializandosaberes.net.br e www.us.twitcasting.tv/mlivrevaijao.

A mostra é organizada pelo Coletivo de Comunicadores Populares, Museu da Imagem e do Som, Coletivo Moinho, Ponto de Cultura Griô Nina, Socializando Saberes e Mídia Livre Vai Jão. Com apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção e do Mobiliário de Campinas e Região, Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, Sindicato Químicos Unificados e Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região.

PROGRAMAÇÃO:

15 de Outubro

19h: Exibição de filmes – Sessão 5 – Sala Glauber Rocha

– “Crônica de uma obra aberta”, de Alberto Cohon, Flávio Ferrão, Viviana Echávez Molina

– “Quem Não É Visto, Não é Lembrado”, de Gabriel Barcelos

– “Independência ou….”, de TV VIVA

– “Jornada dos Povos na Serra do Padeiro”, de Angel Luis Gonçalves Rodriguez, Brigada Audiovisual dos Povos, Rede Mocambos

– “Exercícios fílmicos de Mídia Colaborativa e Produção Partilhada do Conhecimento” de Coletivos de Mídias Livres Campinas

Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859, Centro

16 de Outubro

19h: Tecnologias e Lutas: Pré-Encontro de Comunicadoras e Comunicadores Livres de Campinas

Com a presença de TC Silva, Casa de Cultura Tainã + convidadas e convidados

Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859, Centro

17 de Outubro

19h: Roda de Conversas: Luta e Resistência da Cultura Negra em Campinas – Dez anos de Nação Nagô!

Com a presença de TC Silva Casa de Cultura Tainã + Alceu Estevan (Urucungos) +  Alessandra Ribeiro (Casa de Cultura Fazenda Roseira) + Glória Cunha (Maracatucá) +  Benê Moraes (Savurú) + Convidadas e convidados

Local: Casa de Cultura Tainã – Rua Inhambu, 645 – Vila Padre Manoel de Nóbrega

18 de Outubro

14h: Apresentação do Grupo Urucungos Puítas e Quijengues +  Grupos de Culturas Populares

Local: Praça José Bonifácio no Largo da Catedral Metropolitana de Campinas – Av. Francisco Glicério, s/n, Centro

17h: Apresentação Coral Guarani da Aldeia Tenondé Porã (Parelheiros-SP)

Exibição de filmes com a temática Indigena

– ”Uma Casa, Uma Vida”, de Alexandre Lemos, Edu Yatri Ioschpe, Rodrigo Soares – Coletivo Raiz das Imagens

– ”Guarani, Resiste!”, de Leonardo Chagas, Patrick Torres, Pedro Biava

– ”Ideas del CINE Insurgente”, de Ação Direta de Vídeo Popular

Debate com a presença da liderança Guarani Jera Giselda

Local: Praça Rui Barbosa – Rua 13 de Maio, s/n, Centro

19 de Outubro

15h: Mostra Luta na Ocupação Joana D’Arc

Exibição de filmes – Sessão 6

– “Narradores do Jardim Paraná”, de Do Morro Produções/Avelino Regicida/Esquina da Memória

– “Perifa Sobre Rodas” – Edição I, de Perifa Skate

– “Perifa Sobre Rodas” – Edição II, de Perifa Skate

– “Renascer – Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Centro de Campinas”, de Bruna Zanolli e ITCP-Unicamp

– “Copa Para Quem (?)”, de Corte Seco, Coletivo Ecoar

Local: Ocupação Joana D’Arc – Rua Padre Donizette Tavares de Lima, S/N – Bairro Cidade Jardim

19h: Festa de Encerramento 7ª Mostra Luta! 2014

+Projeções +Música +Intervenções +Poesia

Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859, Centro

Obs.: Em caso de chuva, as atividades programadas em espaços abertos serão transferidas ao Museu da Imagem e do Som de Campinas.

Fonte: Com informações do site www.mostraluta.org

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