Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Internacional’ Category

How-To-Get-Away-With-Murder-1a-temporada-poster

(Crédito: www.outrapagina.com)

Sou suspeita para falar desse tema “televisão” porque sou apaixonada pela série How To Get Away With Murder e fã da atriz Viola Davis.

Desta forma, ainda que tardiamente, quero registrar minhas impressões sobre o comovente discurso da atriz Viola Davis na cerimônia de entrega do 67º Emmy Awards.

Ela é a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy na categoria de “Melhor Atriz em Drama” como resultado de sua belíssima atuação na série How to Get Away with Murder, ficção produzida por Shonda Rhimes, roteirista, cineasta e produtora norte-americana. Quase esqueci, outra mulher negra talentosa, cujas séries fazem muito sucesso na televisão.

E o que dizer do discurso de Viola Davis? Inspirador, motivador e dedicado a todas as mulheres negras que lutam todos os dias para derrubar os tijolos das diferenças de sexo, classe e raça presentes em nossa cultura, historicamente, conservadora, patriarcal e escravocrata. Ele não foi feito por uma brasileira, mas nos cabe muito bem!

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman.

E completa com “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. A minha história não termina aqui”, disse ela. “Há muito trabalho que precisa ser feito em muitas áreas para negócios com atores de cor, tantas narrativas, tantas histórias que precisam ser vistos e sentidas.”

 

Vale destacar que, Harriet Tubman (1822-1913), conhecida como Black Moses, era uma afro-americana, abolicionista que conquistou a liberdade para si e outros negros escravizados nos EUA.

Esse não foi o único prêmio que Viola Davis ganhou como atriz. Ela conquistou também a categoria de “Atriz Favorita em Nova Série de Drama” no People’s Choice Awards 2015 e no Screen Actors Guild (SAG Awards) como “Melhor Atriz em Série de Drama” nos anos de 2015 e 2016, ambos pelo seu papel em How To Get Away With Murder.

É inegável que How to Get Away with Murder alcançou o sucesso, boa parte devido ao talento de Viola Davis que dá um toque especial à protagonista da série, uma espécie de anti-heroína negra pouco convencional. Ela não é uma atriz qualquer que despontou do nada, construiu sua carreira com muitos filmes de sucesso, alguns deles que revelam a disparidade racial na sociedade norte-americana.

 

Oportunidades para brancas e negras

how-to-get-away-w-murder-cast

Elenco de How To Get Away With Murder (Crédito: Hotter In Hollywood)

Sem dúvida há uma linha tênue que separa as mulheres negras das brancas, no que diz respeito às questões de gênero, classe e raça. Por isso, as palavras de Viola Davis incomodaram, e muito, aqueles que acham que o negro não deve questionar qual o seu lugar na sociedade ou almejar mudar seu status quo. Esse discurso, polêmico e delicado, também nos leva a refletir que as coisas estão mudando, gradativamente e bem pouquinho, mas estão. Ainda bem!

Estamos chegando a lugares que não eram reservados para nós e a sociedade está sendo obrigada a aceitar que estamos ocupando mais espaço: nas universidades públicas, cargos públicos, andando de avião, abrindo nossas empresas, frequentando shoppings, teatros, viajando para o exterior…

Ops… somos gente também e sempre ajudamos a construir esse país como qualquer outra pessoa. Como diz uma amiga fanfarrona “vem pra minha doutrina, A-Ceita, aceita que dói menos porque não estamos pedindo a aprovação de ninguém!”.

O que nos falta, em relação às pessoas de pele clara, são as oportunidade. Oportunidades de provamos que também somos bons, que temos talento, que podemos ser bem sucedidos em nossas iniciativas. E, por tudo isso e muito mais, devemos ganhar melhores salários e sermos mais respeitados. É a eterna luta pela igualdade de oportunidades.

E não me venha com o discurso de meritocracia pra cima de uma população, que por séculos está negligenciada às periferias da vida sem estudo, sem trabalho, sem certeza sobre o pão de amanhã…

Não é que eu seja contra a meritocracia, mas se vivêssemos numa sociedade igualitária, o destaque por méritos faria sentido e seria mais justo. Mas não é o nosso caso. Vivemos num país desigual onde mulheres negras estão abaixo de homens negros, mulheres brancas e, por fim, homens brancos. Arcamos com o ônus da discriminação de cor, gênero, classe, região e qualificação. Nossa situação dispensa comentários! Mas está registrada em várias estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nessa matéria “Estudos comprovam a falta de oportunidades para mulheres negras na TV”. Somos uma população de consumidores negros invisíveis e não representados na publicidade, na televisão, no cinema, nas telenovelas, nos telejornais e tantos outros produtos de comunicação.

Quando ouço falar em meritocracia penso imediatamente em minha mãe, uma mulher extraordinariamente inteligente (muito sábia e observadora) que só conseguiu completar o Ensino Médio aos quase 50 anos de idade. Se ela tivesse tido uma única chance, com certeza, sua vida teria sido outra. Teríamos uma Nutricionista negra andando de jaleco branco para desconforto dos conservadores de plantão. Mas a vida não lhe reservou privilégios e oportunidades!

Enfim, esse post acabou se tornando um manifesto, mas era só para registrar que o discurso da Viola Davis – que arrancou lágrimas dos meus olhos – foi muito oportuno para o momento que estamos passando, de violência, racismo, discriminação, competição e desumanização. Além de ser também provocador e merecedor da nossa reflexão sobre intolerância racial e igualdade de direitos e oportunidades. Bem como, sobre políticas públicas de reparação racial.

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito o que conquistar!

 

Discursos de Viola Davis que entraram para a história

Confira abaixo um pot-pourri dos discursos empoderadores proferidos por essa excelente atriz que já conquistou muitos prêmios:

 

67º Emmy Awards – premiação anual em que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA elege os melhores programas e profissionais da televisão (20/09/15).

People’s Choice Awards 2015 – premiação que homenageia os melhores do ano de acordo com os fãs, no cinema, na televisão e na música dos EUA (09/01/15)

SAG Awards 2015 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (25/01/15)

SAG Awards 2016 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (30/01/16)

 

Obs.: depois as pessoas perguntam “por que você não escreve mais vezes no blog?” Eu digo: porque quando escrevo um post eu não sei a hora de parar e vira um tratado sobre tal assunto… Mas estou aprendendo a blogar para aprimorar a minha escrita. Eu sou nova… chego lá! Rsrsrs

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito para conquistar!

 

  • Comente qual o discurso que inspira/ou sua vida?
  • Você conhece o discurso de Martin Luther King “I have a dream!”? O que você acha?
  • Conte pra mim?

 

Read Full Post »

invasao no iraque“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” é daqueles livros reportagens que desvendam o véu sobre seus olhos ao mostrar as mentiras que a mídia conta.

O livro é uma coletânea de artigos escritos e divulgados em sites da internet, entre 2003 e 2005, pelo jornalista Carlos Eduardo Magalhães mostrando as incoerências e as parcialidades da cobertura jornalística norte-americana na guerra do Iraque. De acordo com o auto, dirigida e comandada pela Casa Branca, a mídia do país agiu mais como uma agência de propaganda do que como imprensa.

A falta de ética jornalística dos veículos de comunicação, segundo a obra, colaborou para abafar os erros e crimes do conflito armado no Iraque patrocinado pelo governo americano que alegava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa e possíveis conexões com terroristas internacionais.

O jornalista leva o leitor ao submundo da guerra no Iraque onde a manipulação dos meios de comunicação ditam as regras do jogo. Mostra também as artimanhas do Pentágono para transformar propaganda pró-guerra em notícia e a falta de reação e consciência do povo americano frente ao massacre promovido pelo conflito.

O leitor encontra em cada página que folheia histórias que achava conhecer bem – que leu, assistiu ou ouviu na mídia internacional – e que no fundo não é bem assim que deveriam ter sido contadas.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” afirma que houve farsa no resgate da soldado americana Jessica Lynch e que o atentando à jornalista italiana Giuliana Sgrena foi promovido pelas tropas ianques. O autor crítica o papel da ONU, ao alegar que houve omissão da organização frente ao massacre da população iraquiana, e a atuação dos meios de comunicação que, segundo ele, manipularam informações sobre a guerra e as violações aos Direitos Humanos daquela nação.

O livro apresenta a face vil de um Jornalismo sem ética, manipulador, alienante e que só está preocupado em omitir informações e lucrar com audiência. Parece até a mídia brasileira, mas não é, viu! Pura semelhança!

Literatura de Guerra

Tenho verdadeiro fascínio por livros reportagens e se for literatura de guerra meu entusiasmo aumenta. Mas confesso que esse livro foi um soco no estômago sobre os bastidores da cobertura dos correspondentes de guerra do Iraque.

A cada página uma manipulação se revelava o que me fez refletir sobre outros livros que li a respeito desse conflito armado.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” lança um olhar crítico sobre a atuação da mídia durante o conflito e, principalmente, seu papel no imaginário popular americano.

Não pretendo abrir aqui uma discussão política sobre a atuação do governo americano, mas apenas pontuar nessa resenha as principais revelações que o livro introduz a respeito da política externa americana. Entre elas está a afirmação de que a invasão americana no Iraque foi um dos maiores erros da história política dos EUA, iniciado por George W. Bush e perpetrado por Barack Obama. Primeiro por conta da justificativa falsa, depois pela desumanização dos atos e também por não conseguir construir um governo democrático decente que trouxesse melhorias à vida dos iraquianos. Pior, abriu brecha para o fortalecimento do Estado Islâmico e da Al Qaeda. Ao longo do livro o autor revela que os EUA têm uma política externa amparada no relacionamento com regimes autocráticos e que a imprensa esforça-se para encobrir os reais objetivos do governo.

É uma obra que recomendo a leitura, principalmente para estudantes de Jornalismo porque apresenta uma reflexão importante sobre o papel do jornalista; a diferença entre interesse público e o que interessa ao público; liberdade de imprensa; transparência, independência jornalística, cobertura de guerra; credibilidade, audiência e outras questões da área.

Lógico que não tem nada de novo a afirmação de que a mídia em algum momento manipulou, omitiu, mentiu, deturpou, alienou ou desinformou ao longo da sua existência, mas é bom relembrar ou conhecer histórias que exemplificam o quanto o 4º Poder vai longe para proteger os seus interesses. Boa leitura!

invasao no iraque_2

Trecho do livro que fala sobre a “mea culpa” do New York Times

Sinopse

O governo norte-americano desrespeitou boa parte do mundo dito civilizado quando ignorou o Conselho de Segurança da ONU, ao invadir o Iraque. Usou e abusou de mentiras sobre a existência das armas de destruição em massa (ADM) no país do ditador Saddam Hussein. E para isso, para sustentar essas mentiras, a mídia norte-americana foi fundamental. Mentiram, manipularam e censuraram informações para convencer a todos que haviam as tais ADMs no Iraque.

Informações Técnicas

Título: Invasão no Iraque: Manipulação, Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA

Autor: Carlos Eduardo Magalhães

Número de Páginas: 159 páginas

Editora: Editora Canudos

Avaliação: Ótimo

Read Full Post »

101-dias-bagda

O livro “101 dias em Bagdá” é uma daquelas obras que tira o nosso fôlego e nos projeta para o tempo e espaço relatados.

Então, para apresentar este fascinante livro farei um post diferente: utilizarei a técnica jornalística de construção do Lead, que consiste em seis perguntas básicas que devem ser respondidas na elaboração de uma matéria, são elas: “O quê?”, “Quem?”, “Quando?”, “Onde?”, “Como?” e “Por que?”. Com elas é possível, de início, fornecer as principais informações ao leitor de forma concisa.

De posse desta teoria tentarei transmitir o máximo de informações sobre o instigante livro “101 dias em Bagdá”.

O quê? – o fato ocorrido:

Åsne Seierstad relatou em “101 dias em Bagdá” suas experiências jornalísticas antes, durante e depois dos ataques americanos ao Iraque.

No Prólogo Asne explica que “A guerra raras vezes pode ser captada na sua totalidade ou entendida plenamente pela reportagem de momento. Assim como uma rigorosa análise política não pode expressar a tragédia de ver um filho morto por um míssil”.

No livro ela faz um relato comovente da ditadura imposta por Saddam Hussein; o massacre promovido pelas tropas norte-americanas durante a guerra, que não poupou nem os civis e a tragédia vivida pela população pós-guerra, que esperava a desocupação do território e a tão sonhada liberdade prometida pelo governo dos EUA.

Quem? – o personagem envolvido:

Escrito pela jornalista norueguesa Åsne Seierstad, nascida em 1970. Autora da obra “O Livreiro de Cabul” e correspondente de guerra desde 1994, cobrindo diversos confrontos internacionais para os meios de comunicação escandivanos, holandeses e alemães, que lhe renderam importantes prêmios.

A jornalista não poupou adjetivos para descrever o governo iraquiano e sua política extremamente repressiva, colhendo informações da população que mesmo sem dizer muitas palavras, com gestos, posturas e olhares denunciavam a dolorosa situação vivida.

Nesta pergunta também cabe dizer também que o quem refere-se ao povo iraquiano, personagem protagonista do livro.

Onde e quando? – o local e o momento do fato:

Åsne Seierstad esteve em Bagdá, capital do Iraque, para cobrir o confronto armado entre as duas nações, EUA x Iraque, entre janeiro e abril de 2003, ou seja, por 101 dias. Daí o nome “101 dias em Bagdá”.

Por que? – a causa do fato:

Nesse  tópico eu poderia tentar explicar a causa da guerra entre os dois países. Mas o relato seria longo e não é o objetivo deste post. Então, lhe darei três motivos tirados dos relatos do próprio livro e, com isso, espero convencê-lo do porquê você deve ler “101 dias em Bagdá”.

O primeiro relato está na voz da própria autora ao explicar que:

“Não existe verdade absoluta sobre a guerra do Iraque. Ou melhor, há milhões de relato verdadeiros e, possivelmente, um igual número de mentiras. A minha tarefa, como jornalista em pleno caos bélico, não foi julgar, prever ou analisar; mas sim olhar, perguntar e contar. A minha maior vantagem foi estar ali, com meus olhos e ouvidos”. (Prólogo).

O segundo relato é uma descrição do conflito armado:

“Do quarto ao lado chegam fortes gritos e leves reclamações. Os gritos vêm de Warda, uma menina de 12 anos. As suas pernas ficaram cheias de estilhaços e levaram horas para tirá-los; agora é preciso limpar as feridas. Arde, e a menina geme e esperneia desesperadamente, enquanto os médicos seguram as suas pernas. A menina chora de dor.

Na cama ao lado está a tia de Warda,  Hanan, que dará à luz dentro de um mês. Tem uma perna esmagada, mas os médicos não querem lhe dar analgésicos, porque podem prejudicar o bebê. Hanan se contorce com dores, revira os olhos e as lágrimas inundam o seu rosto. A camisola está ensopada.

101-dias-bagda_trecho

– Ai, dói muito, dói muito! – grita.

Os gritos da mulher grávida são abafados por um grupo barulhento que entra no quarto. São enfermeiras e auxiliares entoando slogans de punhos erguidos. “Saddam Hussein, o seu nome é honra. Saddam Hussein, um dedo da sua mão vale mais que os EUA”, gritam as mulheres que começam a dançar, sapateando e batendo palmas. Os pacientes em melhor estado de saúde unem-se ao coro e fazem gestos ameaçadores com os punhos. A rádio estatal está de visita. Um homem segura um grande microfone para gravar os slogans e entrevista pacientes e equipe médica sobre a guerra, Saddam Hussein e os Estados Unidos. Alguns pacientes viram a cara quando o homem da rádio não os vê. Entreolham-se com expressões vazias, são as primeiras vítimas da guerra”. (pgs. 218-219)

E por último, um relato surpreendente sobre o real motivo da guerra:

“Não tenho certeza de que esta guerra seja justa – confessou. – Estive pensando, no deserto, no que estamos fazendo. Sou contra o terrorismo, obviamente, mas o que esses iraquianos têm a ver com o terrorismo? – disse e olhou as câmeras que estavam em cima do concreto. – Acho que tudo isto é por causa do petróleo. Já viu o caos? O único ministério que protegemos é o do Petróleo. Os outros são saqueados e queimados. Quando saímos para patrulhar, vejo que a população está mais hostil a nós. Já não somos bem-vindos. E você o que acha?

– Bom, o que ouço os iraquianos dizerem é que esperam que vocês não fiquem aqui por muito tempo.

– Isso é o que também espero – suspirou o jovem soldado. – I want to go home. Quero sair do exército. Alistar-me foi a maior estupidez que já fiz na minha vida”. (pgs. 375-376)

Com esses três motivos, espero convencê-lo a conhecer a intrigante história do povo iraquiano em “101 dias em Bagdá”, que sob o olhar de Åsne Seierstad apresenta uma nação marcada pela contradição socioeconômica: concentração de riqueza, poder e repressão pelo governo e miséria, abandono e medo da parte da população. E, independente da situação conflitante, o povo continuava mantendo um alto grau de convicção e fé no Islamismo; desavenças com os católicos e judeus e adoração ao Saddam Hussein – considerado o senhor de todas as coisas e dono de todos, um legítimo faraó.

Como? – o modo como o fato ocorreu:

Aqui darei dois exemplos: “como o livro ocorreu” e “como a guerra aconteceu”.

Segundo sinopse da Editora Record o livro ocorreu: “Da mesma forma que em “O livreiro de Cabul”, desde o momento em que chegou a Bagdá; com um visto de dez dias, a autora  estava determinada a descobrir os novos segredos daquela terra antiga e a conhecer as condições reais de vida dos iraquianos. “101 dias em Bagdá” apresenta ao leitor a vida cotidiana sob a constante ameaça de ataques — primeiro do governo iraquiano e depois dos bombardeios americanos. Passando do silêncio ensurdecedor da era de Saddam Hussein às explosões que interromperam o fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais no país, Seierstad revela o que acontece às pessoas diante de situações-limite: do que sentem mais falta quando seu mundo se transforma num campo de guerra? O que denunciam quando não há; censura?. A autora traz à vida um elenco de personagens inesquecíveis – o burocrata responsável pelo atendimento aos jornalistas estrangeiros, Uday al-Tay; Zahra, mãe de três filhos; Aliya, guia e intérprete que se tornou amigo. Ao confiar em uma mulher européia sem roteiro preestabelecido, esses e outros iraquianos desabafam e narram acontecimentos jamais reportados nos jornais e redes de televisão”.

E por fim, como a guerra ocorreu: acredito que, assim como todas as outras guerras de que temos notícias, o conflito armado entre EUA x Iraque é fruto da disputa de poder e dominação entre duas nações, ou seja, para ser mais realista, de petróleo.

Neste caso, utilizarei mais um trecho interessante do livro e que explica bem essa minha opinião porque diz respeito à situação financeira do país frente à ameaça de eclosão da guerra:

“– A não ser que a guerra se prolongue – prognostica um corretor que viveu 14 anos em Londres, onde se doutorou em economia. – Londres é a minha outra casa – afirma sem deixar por isso de se gabar da resistência dos iraquianos. – Temos 250 mil soldados a ameaçarem as nossas fronteiras e, em vez de fugir, as pessoas investem na bolsa. É impressionante, não acha? Que venham os norte-americanos, se o que querem não é outra coisa senão as nossas riquezas – diz com o seu educado sotaque londrino”. (pg. 54).

Para finalizar, digo que “101 dias em Bagdá” é um livro que desperta reflexões sobre o universo do Islamismo e, principalmente, o regime de cerca de 25 anos de Saddam Hussein, além de nos ajudar a buscar maneiras de entender e também questionar as ações político-econômicas das nações dominantes, no caso os EUA. Bem como, analisar o valor das liberdades de imprensa e de expressão, da democracia e a importância da reportagem jornalística numa situação crítica onde o mundo espera notícias de tragédias anunciadas.

101 dias em Bagdá

Editora: Record

Ano: 2006

Páginas: 383

Acesse a comunidade de leitores do livro “101 dias em Bagdá” no Skoob

Read Full Post »

“Porque os Estados Unidos, nos últimos trinta anos, foram o padrinho e o pai de quantos regimes reacionários, corrompidos, sangrentos, fascistas e repressivos existam no mundo”. Fidel Castro

a ilha fernando moraisCom essa declaração somos convidados a entrar na pequena ilha cercada de amigos e inimigos políticos. “A ILHA – Um repórter brasileiro no país de Fidel Castro”, editado pela Editora Alfa-Omega, é destes livros convidativos que você devora na ânsia de desvendar o mundo a cada página lida. E o resgate literário trazido por ele, não é só a história de Cuba, a partir da queda de Fulgêncio Batista e a construção do governo de Fidel Castro, ocorrida em janeiro de 1959, mas o resgate da cultura e valores do seu povo.

O livro-reportagem escrito pelo jornalista Fernando Morais, em 1976 – que em sua 18ª, em 1981, ganhou fotos e um capitulo inédito – tem um tom de diário minucioso que conta as profundas transformações pelas quais passou a ilha socialista. No decorrer do texto o jornalista conta o que encontrou ao percorrer as ruas, praias, órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e tantos outros lugares cubanos.

O livro apresenta um retrato histórico de como o país alcançou legitimidade e estabeleceu uma relação político-econômica junto a outros países socialistas ou de esquerda. Isso porque ele descreve a tomada de poder por Fidel Castro e seus amigos guerrilheiros; a estruturação do governo socialista; as dificuldades econômicas iniciais, frente ao embargo econômico imposto pelos EUA; a reconstrução do país, antes capitalista; a nacionalização das empresas estrangeiras, o melhoramento dos serviços públicos – como Saúde, Educação, Segurança, Cultura – etc.

Na esteira dos acontecimentos, as transformações colocaram a ilha dos irmãos Castro no rumo do desenvolvimento nacional fazendo frente aos países capitalistas de primeiro mundo.

A reconstrução de Cuba reforça a ideia de Karl Marx de que “a igualdade consiste em tratar desigualmente as coisas desiguais”. Isso porque o entendimento é de que o regime capitalista não dá conta de resolver todos os problemas sociais, se não for por meio de cotas e reparações às minorias, que não passam de medidas paliativas.

“Penso, portanto, que ninguém, de um país capitalista, tem autoridade para falar de direitos humanos”, argumenta Fidel Castro em entrevista ao jornalista Fernando Morais.

O conteúdo do livro é dividido em:

  • Sobre o autor
  • Prefácio
  • O Cotidiano
  • A Cultura, as Relações com o Mundo
  • O Racionamento
  • Um País sem Favelas
  • A Nova Escola
  • A Saúde
  • Imprensa
  • A Mulher
  • Eleição, Justiça
  • Reforma Agrária, Economia
  • A Revolução Onipresente

Apêndice

  • Uma entrevista com Carlos Rafael Rodriguez
  • Entrevista
  • A Guerra em Angola Segundo Fidel Castro
  • O Médico de Sierra Maestra

Neste livro é possível entender como se deu a busca pela eficácia no atendimento dos serviços públicos, entre eles, a assistência médica gratuita e de qualidade pela qual Cuba é internacionalmente conhecida. Tanto que se tornou país referência no ensino e prática de medicina oferecendo através de parcerias com vários países, entre eles o Brasil, o ensino e qualificação de profissionais de Saúde.

No entanto, faço uma recomendação, pois as 200 páginas deste livro não guarda nenhuma relação com os fatos e as denúncias recentes e constantes difundidas por Yoani Sánchez em seu blog Generación Y (Geração Y), até porque o livro foi escrito em 1976, aproxidamente 17 anos após a revolução que depôs a ditadura de Batista pelo grupo guerrilheiro liderado por Fidel Castro.

É inegável que esta leitura é recomendada a todos que queiram conhecer a fundo a história da condução de Cuba para o socialismo, único país atualmente sob este regime na América, suas transformações sócio-políticas, sua ascensão e desenvolvimento econômico.

Boa leitura!

Read Full Post »

No final de 2011 conheci em alguns blogs o projeto 101 coisas em 1001 dias e, desde então, tenho pensado muito nas minhas metas.

Essa ideia tomou mais forma depois que fiz a formação em Practitioner pelo Metaforum – Universidade de Verão. Lá falamos muito sobre priorização e organização das coisas e, principalmente, sobre planos e metas de vida.

Nessas últimas semanas aprendi muito sobre como é importante definir e nos mantermos focados em nossos objetivos pessoais na vida e como nossa mente pode nos auxiliar em nossas conquistas e metas.

Então, essa é a minha lista de 101 coisas que quero fazer no prazo de 1001 dias.

MINHA LISTA: 101 coisas em 1001 dias

  • O projeto: Completar 101 metas previamente estabelecidas no período de 1001 dias.
  • Critérios: As tarefas precisam ser específicas, realistas e mensuráveis.
  • Início: Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
  • Término: Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

Legenda:
– itens cancelados
itens em andamento
itens concluídos

Crescimento Pessoal e Profissional
1. Estudar Inglês para melhorar meu nível de conversação
2. Participar de um treinamento de desenvolvimento pessoal no Instituto Tadashi Kadomoto
3. Participar de um treinamento de desenvolvimento pessoal do Massaru Ogata
4. Fazer o treinamento do Master Practitioner
5. Participar de um treinamento de desenvolvimento pessoal no Intra
6. Montar meu portfólio de serviços web (disponibilizar esses serviços aqui no blog)
7. Aprender a dirigir e “tirar” carta de motorista
8. Fazer um curso de mestrado (pós graduação ou MBA)
9. Fazer um curso de Jornalismo Digital ou Webwriting (atualização)
10. Aplicar os princípios da Programação Neurolinguística (PNL) diariamente em minha vida
11. Fazer um curso de Google Adwords e¬¬/ou Links Patrocinados
12. Fazer a prova do 8Ps do MKT Digital
13. Atualizar meu Currículo Lattes (regularmente, de acordo com minha produção profissional ou acadêmica)

Viagens, Lazer e Cultura
14. Ir ao “Wet’n Wild”
15. Viajar para a Austrália
16. Viajar para Lençol Maranhense
17. Viajar para Amazonas, principalmente, para Parintins para conhecer o Boi Azul – Caprichoso
18. Conhecer o Museu da Língua Portuguesa
19. Conhecer o Museu do Futebol
20. Visitar a Bienal do Livro de São Paulo
21. Ir ao cinema, pelo menos 30 vezes (média de uma vez ao mês)
22. Ir ao teatro, pelo menos 10 vezes (média de uma vez por trimestre)
23. Visitar Florianópolis (retornar à Lagoa da Conceição e Praia Mole)
24. Assistir a um espetáculo teatral/musical por ano
25. Ir a um show internacional
26. Conhecer Jau ou Franca (cidade dos calçados)
27. Fazer intercâmbio ou mobilidade internacional
28. Fazer uma lista das cidades brasileiras e países que eu pretendo conhecer um dia e conhecer uma delas por ano
29. Visitar a Igreja Messiânica (para matar a saudade)
30. Visitar o Solo Sagrado de Guarapiranga, em São Paulo
31. Ir pelo menos uma vez ao carnaval no sambódromo de SP
32. Ir pelo menos uma vez ao carnaval na Sapucaí no RJ
33. Ir pra balada (ao menos duas vezes por ano)
34. Comprar e assistir a série completa do “Dr. House”
35. Comprar e assistir a série completa de “Gilmore Girl”
36. Assistir os 6 episódios de “Star Wars”

Limpeza e Organização
37. Arrumar uma costureira de confiança para remodelar minhas roupas velhas
38. Organizar minhas fotografias antigas (principalmente as fotos das minhas viagens internacionais)
39. “Tirar” meu visto para EUA
40. Listar os livros que quero ler, organizar um calendário de leitura e escrever uma resenha/crítica para cada um dos livros que eu ler nestes 1001 dias (postar aqui no blog)
41. Fazer uma lista dos filmes que desejo assistir e escrever uma resenha/crítica para cada um dos filmes que eu assistir nestes 1001 dias (postar aqui no blog)
42. Imprimir fotos da família, colocar em porta-retratos e espalhar pela casa
43. Fazer uma lista de “Mudanças de Hábitos” para ser colocada em prática por 30 dias
44. Organizar uma lista e cronograma de leitura dos e-books
45. Fazer uma nova lista de 101 Coisas ao final do período desta lista

Culinária e Gastronomia
46. Aprender a cozinhar (nível intermediário/médio, mais do que o trivial)
47. Comer uma comida diferente (postar aqui no blog)
48. Oferecer um Jantar ou Almoço para minhas amigas

Hobbies e/ou Trabalhos Manuais
49. Executar pelo menos um projeto fotográfico (postar aqui no blog o desenvolvimento até a finalização do projeto)
50. Fazer uma peça de bijuteria por semestre (para uso pessoal)
51. Responder as “50 perguntas que Free Your Mind” (postar aqui no blog)

Saúde, Corpo e Esporte
52. Ir ao dentista para um tratamento odontológico completo
53. Fazer atividade física com regularidade (spinning)
54. Emagrecer 5kg e manter este peso por pelo menos 3 meses
55. Usar todos os cremes que tenho, porque são muitos (não comprar nenhum creme por pelo menos 10 meses ou até terminar de usar todos os que tenho)
56. Usar todos os perfumes que tenho, porque são muitos (não comprar nenhum perfume por pelo menos 10 meses ou até terminar de usar todos os que tenho)
57. Aprender a fazer uma escova (secador + chapinha) igual às feitas no salão de cabeleireiro
58. Aprender a meditar e praticar regularmente
59. Comer pelo menos uma fruta fresca por dia
60. Aprender a nadar
61. Aprender a correr e praticar regularmente (conhecer o CUCA)
62. Fazer algum esporte radical (de preferência ir ao Rio de Janeiro para saltar de Parapente)
63. Dermatologista: fazer tratamento contra as manchas na pele (rosto)
64. Usar os métodos da PNL e da Física Quântica para manter meu alinhamento energético (vibrações e pensamentos positivos)

Finanças, Investimentos e Compras
65. Vender minha casa em Hortolândia e comprar uma boa casa em Campinas
66. Dar um “up” na minha carreira de prestadora de serviços (emotizar)
67. Meta Top Secret (Vila Boa Vista)
68. Comprar um aparelho de fax
69. Comprar uma câmera digital ou filmadora semi-profissional
70. Poupar dinheiro (rever minha meta financeira)
71. Colocar R$ 10 na poupança para cada item cumprido da lista
72. Fazer um plano de Previdência Privada
73. Conhecer a Feira da Madrugada, em São Paulo
74. Conhecer a loja “Galinha Morta”, em São Paulo
75. Trocar meu Ipad 1 pelo 2
76. Levar minha pedra Turquesa (comprada na Turquia) para um Ouvires fazer um anel bem bonito
77. Matricular a Neze num curso de Desenho/Pintura

Relacionamentos: Família, Amigos, Colegas, Pets etc
78. Adotar um peixinho de estimação
79. Conhecer pessoalmente 5 amigos virtuais (somente amigos que conheço na blogosfera)
80. Visitar pessoalmente minhas amigas (com regularidade)
81. Ir pescar, pelo menos uma vez ao mês com a Neze
82. “Emotizar” um desejo secreto (só revelar quando ele for realizado)

Internet, Blog e sites (vida online)
83. Escrever e publicar posts para todos os itens concluídos desta lista
84. Manter minha meta de desenvolvimento estabelecida para este blog
85. Escrever pelo menos um post por semana
86. Finalizar minha lista de artigos pendentes
87. Ir a um encontro de blogueiros
88. Criar um cabeçalho bacana e exclusivo para o meu blog
89. Montar uma página de vendas (dentro deste blog) para todos os produtos que não quero mais e que estão seminovos
90. Analisar (revisar e dar dicas) para melhorias de um blog de uma amiga
91. Convidar uma amiga (especialista na área de Comunicação) para postar um artigo neste blog (uma vez por semestre)

Experiências Diferentes
92. Dormir sob as estrelas
93. Acampar
94. Deixe uma nota de inspiração dentro de um livro para alguém encontrar
95. Visitar um asilo
96. Participar anualmente do projeto Doe Palavras (escrevendo cartas para pacientes internados)
97. Adotar anualmente uma criança carente no fim de ano (projeto da Casa de Jesus ou outro)
98. Levar meus familiares e amigos ao trabalho de prosperidade oferecido pela Casa dos Tarefeiros
99. Aprender a jogar xadrez
100. Apadrinhar uma criança carente ou um analfabeto
101. Escrever 5 cartas (manuscritas) para alguns amigos(as)

Mais informações sobre o projeto 101 coisas em 1001 dias:
Blog Patrícia Muller (projeto publicado originalmente neste blog)

Projeto Dia Zero (site com listas online)

Fan page do projeto no Facebook
Site Timeandate (ferramenta que ajuda a calcular/planejar as datas)

A tragédia da vida não está em não alcançar seu objetivo.
A tragédia está em não ter nenhum objetivo a alcançar. ”
Benjamin E. Mays

Read Full Post »

Duas campanhas que estão sendo divulgadas na internet, ao meu ver, são muito importante do ponto de vista da luta por uma sociedade justa e igualitária. Ou melhor, por um mundo mais justo e pacífico.

Essas campanhas contam com o meu apoio e divulgação.

Aproveito este espaço para pedir para que todos meus amigos divulgem e apoiem estas lutas!

1) Contra a Homofobia

A primeira é um abaixo-assinado Carta Aberta à Frente Parlamentar  Mista pela Cidadania LGBT sobre a Criminalização da Homofobia.

O documento apoia o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia. O projeto torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.

Aprovado no Congresso Nacional, o PLC alterará a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando crime a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

Confira a íntegra do documento:

CARTA ABERTA À FRENTE PARLAMENTAR MISTA
PELA CIDADANIA LGBT

A FRENTE PAULISTA CONTRA A HOMOFOBIA, iniciativa de união de grupos do movimento social LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), de partidos políticos, órgãos públicos municipais e estaduais de São Paulo, entidades religiosas, centrais e sindicatos de diversas categorias de trabalhadores, entidades representativas de segmentos da iniciativa privada e cidadãs e cidadãos paulistas que atuam contra a homofobia, vem manifestar-se sobre a proposta de projeto substitutivo ao PLC 122/2006, encabeçada pela Senadora Marta Suplicy e pelos Senadores Marcelo Crivella e Demóstenes Torres.

Embora reconhecendo o esforço da Senadora Marta Suplicy no desarquivamento do projeto de lei da câmara no início deste ano, o que foi fundamental para a continuidade das discussões sobre a criminalização da homofobia, a referida proposta de projeto substitutivo nos parece extremamente insuficiente.

A Frente entende que a negociação faz parte do processo parlamentar e reconhece o esforço que vem sendo empregado para obter uma proposta de consenso, porém, qualquer negociação deve ter parâmetros mínimos, sendo que só é possível apoiar um projeto de lei que criminalize a conduta de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito por orientação sexual e identidade de gênero, sem o que não seria possível garantir a todas as LGBTs direitos elementares garantidos aos demais cidadãos, como: demonstração pública de afeto, pleno acesso à educação e ao trabalho e tratamento igualitário nas relações comerciais e de consumo. Queremos salientar que embora alguns desses direitos pareçam banais até para muitas lésbicas e gays, eles são negados diariamente a travestis e transexuais, o que torna imperativa a sua garantia legal.

Além disso, é muito grave que a discriminação às LGBTs seja classificada como inferior a outras, como aquelas contra negros, grupos étnicos, grupos religiosos e estrangeiros, pois não se hierarquizam opressões, portanto, todas elas devem ser criminalizadas de forma idêntica.

Por fim, não queremos assistir a uma discussão apressada sobre essa matéria e entendemos que ela deva envolver o movimento social LGBT em toda a sua pluralidade e complexidade, sem se restringir a uma única organização, por mais representativa que seja.

A presente carta poderá ser subscrita por todas as pessoas, organizações e mandatos que assim o desejarem.

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N12352

2) Estado da Palestina Já!

Com tantos anos de sofrimento e opressão já não dá mais para aceitar que os palestinos  vivam desta forma.

O povo palestino tem o direito de ter o seu próprio Estado Livre, Democrático e Soberano!

Confira o documento

Estado Da Palestina Já!

Em 1947 a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Plano de Partilha da Palestina, que resultou na criação do Estado de Israel. Essa iniciativa criou uma tragédia cotidiana para o povo palestino. Mais de 500 vilas e comunidades palestinas foram destruídas. Milhares foram presos, torturados e assassinados. Palestinos foram expulsos de suas casas e de centenas de cidades. Cerca de 4,5 milhões de refugiados palestinos vivem hoje pelo mundo, sendo que a maioria destes se encontra nas fronteiras da Palestina ocupada, e o Estado de Israel segue negando o direito de retorno para todos. A ocupação militar israelense, com o apoio das potencias ocidentais, avançou e conquistou novos territórios, em Gaza, Cisjordânia, Jerusalém e até mesmo nas terras sírias das Colinas de Golã e no Sul do Líbano.

Caberá a ONU, com base no direito internacional e em suas próprias resoluções, (em especial a 181, de 1947, que reconhece o Estado da Palestina) ratificar e admitir o Estado da Palestina como membro pleno da organização, caso contrário, será conivente com os crimes cometidos pelo colonialismo israelense contra o povo palestino.

Em setembro deste ano a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), reconhecida internacionalmente como única e legítima representante do povo palestino, irá solicitar da ONU a aprovação do Estado da Palestina como membro pleno desta organização.

Enquanto o povo palestino vem insistindo por uma paz justa para o conflito, os sucessivos governos israelenses continuam não cumprindo as inúmeras resoluções da ONU, mantendo nos cárceres mais de oito mil presos políticos, reprimindo violentamente as manifestações pacíficas de palestinos e israelenses que defendem a criação do Estado da Palestina e seguindo na construção do muro do apartheid ou muro da vergonha, um muro que hoje já tem cerca de 500 km de extensão, e que proíbe a livre circulação de pessoas e produtos entre as cidades e vilas palestinas.

Uma paz justa e duradoura pressupõe a criação, de fato, do Estado da Palestina, e a inclusão deste como membro pleno da ONU, com todos os direitos e deveres que tal decisão implica.

Estados Unidos e Israel comandam a oposição sistemática para que os direitos inalienáveis do povo palestino ao retorno e à autodeterminação não sejam cumpridos.

Se a ONU permitiu a incorporação do Estado de Israel como membro pleno, apesar do mesmo não obedecer aos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, e de violar cotidianamente os direitos humanos, econômicos, sociais, políticos e culturais dos palestinos, é preciso que o Estado da Palestina também tenha o direito de existir plenamente já.

Apoiaremos as mobilizações populares d@s palestin@s que lutam contra o governo antidemocrático de Israel. Nós, militantes de organizações representativas do povo brasileiro, afirmamos: apoiar o povo palestino é apoiar todos os povos em sua caminhada de paz, justiça e liberdade!

Ouçam as vozes do povo brasileiro: Estado da Palestina Já!

Comitê Estado da Palestina

Imagens: Google Imagens (caso a imagem seja de sua autoria, faça contato comigo que darei os créditos)

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: