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Archive for the ‘Futebol’ Category

O Blog da Nanda não é pra isso, mas não resisti a piada infame sobre os quatros “grandes” times de futebol paulista e suas torcidas características.

A história é bem caricata e espero que não a julgue preconceituosa.

Piada: Véio, ocê tem asa?

Brasão dos Times PàulistasNum açougue de São Paulo chega de repente uma exuberante Ferrari vermelha e dela sai um torcedor do São Paulo que chega para o açougueiro e pergunta:

– O Sr. tem picanha?

– Tenho sim – respondeu o açougueiro.

– Corte para mim vinte peças – diz o torcedor do São Paulo. Ele paga com cartão Platinum e vai embora.

Passados 10 minutos, chega uma BMW e dela sai um Palmeirense, chega para o açougueiro e pergunta:

– O Sr. tem alcatra?

– Tenho sim – respondeu o açougueiro sorridente pela última venda.

– Corte 70 quilos – pede o Palmeirense e sai pagando com notas de 100 dólares.

Nesta hora, muito feliz pelas vendas, o açougueiro recebe um Santista em uma Mercedes que diz:

– O Sr. tem filé mignon?

– Tenho sim – respondeu o contente açougueiro.

– Preciso de 50 quilos, por favor – diz o Santista, que paga a mercadoria com notas de 100 reais, saindo logo após.

De repente, chega um Corcel II, bem velho e todo enferrujado, com um adesivo “A inveja é uma merda” numa lateral, outro no pára-brisa “Veículo rastreado por vizinhos fofoqueiros” e por último, pregado no vidro traseiro inteiro, ‘É Deus no céu e nóis no Corcel” de onde sai cinco malucos com a camiseta e gorrinho do Corinthians. Um  deles diz para o açougueiro:

– E aí, tio, ocê tem asa?

– Tenho sim – respondeu o açougueiro.

– Então voa, véio: é um assalto!!!

Boas risadas pra nós!

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Bandeira da Alemanha

Bandeira da Alemanha

Apesar de já ter passado muito tempo quero fazer uma homenagem à seleção Alemã. Antes tarde do que nunca, diz o ditado!

Que eu sou louca para conhecer a Alemanha não é segredo pra ninguém. Mas isso não tem nada a ver com meu comentário, ele está isento da paixonite que cultivo pelo país!!!

Primeiro vou dizer que é muito justa a homenagem porque os alemães arrasaram na Copa do Mundo da África do Sul. Tietagem à parte, a Alemanha deu um show de miscigenação. Ingrediente que dá um tempero especial ao país branco leite! Sem ofensas!

Outra coisa, eles acabaram com a Argentina!!! Só aí já vale muitos pontos!

Vamos aos fatos:

Apesar de a França fazer um discurso político de limitação de imigrantes na seleção, após a eliminação da Copa, a Alemanha seguiu um caminho contrário e se deu muito bem.

A posição dos germânicos começou a mudar depois da eliminação da Copa da França, em que a seleção alemã, formada só por frutos autênticos e branquinhos, foi eliminada pela Croácia por 3 a 0 nas quartas de final. Mesmo época em que a seleção francesa sagrou-se campeã com uma diversidade étnica, não tão sangue azul.

Ué? Nesta Copa do Mundo os papéis inverteram-se?

A equipe alemã fez uma ótima campanha com 11 dos 23 jogadores vindos de famílias imigrantes. Uma riqueza cultural sem medida!

Cacau - jogador brasileiro naturalizado alemão

A escolha dos jogadores representou um exemplo de integração racial que desbanca qualquer discurso político racista. Logo a Alemanha, famosa pela suas raízes nazistas!

Até pra nós brasileiros, famosos pela nossa mistura cultural e racial, é um exemplo a ser seguido sempre.

Talvez esse seja o indicativo de que a Alemanha mudou e que há espaço para uma nação de imigrantes participar ativamente do desenvolvimento do país.

Não posso falar com muita propriedade sobre as condições políticas e sociais do país, mas afirmo com muita convicção que estou muito feliz com essa atitude. Um elenco que não representa somente os brancos, sangue alemão puro pregado pelo nazismo. Representa as cores de várias regiões e é responsável pelos anseios da nação, que não é só puro sangue: é vermelha, amarela, azul, preta, branca, bege etc… todos sob o manto da bandeira “preta/vermelha/amarela”.

Será que o país finalmente colocou um fim à tentativa de criar uma nação ariana e se abriu para os prazeres, sabores e cores da diversidade étnica? Parece que sim! Espero que sim!

Criar uma seleção diversificada que representa um país inteiro é um passo grandioso rumo à integração racial e, principalmente, à união dos desejos de uma nação que agora é multicolorida.

A Alemanha deu um passo gigante ao mostrar para o mundo todo que a limpeza étnica não faz mais parte da sua conduta política. São outros tempos! Tempos de integração e união! De juntarmos todas as forças para torcer pelo sucesso de uma nação que não é só dos brancos, é de todos.

Registro aqui meu orgulho de poder presenciar esse novo mundo, que está sendo moldado no seio da tolerância racial fruto da miscigenação.

Viva a diversidade étnica!

Os 11 que deram mais cor à seleção Alemanha

  • Podolski: nasceu na Polônia e foi para Alemanha com 2 anos;
  • Klose: nascido na Polônia, mudou-se aos 8 anos para a Alemanha;
  • Trochowski: também polonês, foi para Hamburgo aos 15 anos;
  • Özil: descendente de turcos, nasceu em Gelsenkirchen;
  • Tasci: também com ascendência turca, nasceu em Esslingen;
  • Khedira: filho de pai tunisiano e mãe alemã, nasceu em Sttutgart;
  • Aogo: filho de nigeriano e mãe alemã, nasceu em Karlsruhe;
  • Boateng: filho de pai ganês e mãe alemã, nasceu em Berlim;
  • Cacau: nasceu no Brasil, naturalizou-se alemão no ano passado;
  • Mario Gomez: filho de espanhol e alemã, nasceu em Riedlingen;
  • Marin: nascido na Bósnia, naturalizou-se alemão ainda criança.

Seleção da Alemanha na Copa do Mundo de 2010
A Alemanha ficou em 3º lugar na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Na Primeira Fase, a Alemanha se classificou em primeiro lugar no Grupo D com duas vitórias (Austrália e Gana) e uma derrota para a Sérvia.

A seleção da Alemanha eliminou nas oitavas-de-final a Inglaterra e goleou a Argentina nas quartas-de-final. Na semifinal foi eliminada pela Espanha e venceu o Uruguai na decisão do terceiro lugar.

Jogadores da seleção da Alemanha convocados para a Copa do Mundo de 2010
Lista final dos 23 jogadores convocados pelo treinador Joachim Löw para a seleção de Alemanha divulgada em 1º de junho de 2010.

1 – G – Manuel Neuer – Schalke
2 – D – Marcell Jansen – Hamburgo
3 – D – Arne Friedrich – Hertha BSC
4 – D – Dennis Aogo – Hamburgo
5 – D – Serdar Tasci – Stuttgart
6 – M – Sami Khedira – Stuttgart
7 – M – Bastian Schweinsteiger – Bayern de Munique
8 – M – Mesut Özil – Werder Bremen
9 – A – Stefan Kießling – Bayer Leverkusen
10 – A – Lukas Podolski – Köln
11 – A – Miroslav Klose – Bayern de Munique
12 – G – Tim Wiese – Werder Bremen
13 – A – Thomas Müller – Bayern de Munique
14 – D – Holger Badstuber – Bayern de Munique
15 – M – Piotr Trochowski – Hamburgo
16 – D – Philipp Lahm – Bayern de Munique
17 – D – Per Mertesacker – Werder Bremen
18 – M – Toni Kroos – Bayer Leverkusen
19 – A – Cacau – Stuttgart
20 – D – Jérôme Boateng – Hamburgo
21 – M – Marko Marin – Werder Bremen
22 – G – Hans-Jörg Butt – Bayern de Munique
23 – A – Mario Gómez – Bayern de Munique

Técnico – Joachim Löw
Legenda:
G – Goleiros / Guarda-redes | D – Defensores / Defesas | M – Meio-campistas / Médios | A – Atacantes / Avançados

Informações históricas:

  • Nome oficial – República Federal da Alemanha | Bundesrepublik Deutschland (alemão).

    Brasão da Alemanha

    Brasão da Alemanha

  • Origem do nome: Alemanha é um termo germânico que significa “terra de todos os homens” ou “nossas muitas tribos”. Em alemão a palavra “Deutschland” significa “do povo”, derivação do antigo germânico “thiuda” ou “theoda” e do termo “land”, que significa terra, logo, Deutschland é a “terra do povo”. Em inglês se usa “Germany”, uma variação do latim “Germania”, usada desde o século III antes de Cristo originada do celta “gair” vizinho e “gairm” grito de guerra.
  • Lema – Einigkeit und Recht und Freiheit (“Unidade e Justiça e Liberdade” em alemão).
  • Hino da Alemanha – Das Lied der Deutschen (Canção dos alemães, terceira estrofe).

Com informações dos sites “Quadro de Medalhas” (www.quadrodemedalhas.com), “O Globo” (www.oglobo.com) e Fifa (http://pt.fifa.com/worldcup/index.html)

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Bom, eu não acredito e nem aceito isso! NÃO MESMO!

Não acredito no que o tal goleiro Bruno (Flamengo) está metido… em crime de homicídio?

Ele é jovem, bonito, milionário e bem sucedido. O que ele quer mais da vida?

Não quero fazer julgamento de valor, se foi ou não o goleiro que mandou matar, mas pelo visto a coisa não tá nada boa pra ele. Pisou na bola! E dessa vez acho que com esse pênalti ele vai tomar na cabeça!

Se foi ele eu não sei. Mas que tudo indica que foi, não tenho dúvidas que sim!

Onde iremos parar com tanta brutalidade?

Nos últimos tempos, vire e mexe, os jogadores de futebol estão nas páginas policiais: Romário, Ronaldinho Gaucho, Ronaldo, Adriano, Edmundo e agora o Bruno.

Garotos de origem humilde que conquistaram, com muito empenho o sucesso, o que muitos sonham ta vida inteira em ter. Eles não dão valor ao que tem?

São desestruturados, descabeçados, sem noção. Gastam tudo em farra (bebida, drogas etc), pagam para esconder suas peripécias e se acham acima de qualquer suspeita.

Quando pobre é honesto e batalhador. Fica rico, vira um playboy sem noção que bate em esposa, não paga pensão e diz que é tudo norrrrmalll! Pérala!!!

Surgiu uma nova classe social: negros, atletas, ricos e mal encarados, pra não dizer, encrenqueiros.

Antes esses atletas eram sinal de pura saúde e disposição. Agora fazem comercial de cerveja, de cigarro, posam de bem sucedidos com cara de bom moço!

Cabe aqui uma reflexão sobre o quanto o dinheiro é capaz de transformar o ser humano ou sobre a índole ou caráter da pessoa.

Caráter vem de berço?

O que há com essa gente?

Não sei explicar!

Os noticiários estão enlouquecidos acompanhando o caso Bruno “Esquartejador”, quadro a quadro. Repetindo inúmeras vezes o depoimento do tal tio do Jorge, que diz que o garoto vai entregar tudo.

Só quero registrar que não consigo mais entender nossa sociedade. Como uma pessoa é capaz de matar, ou melhor, esquartejar, desossar outro ser humano. Pior! Separar tudo em pedacinhos e concretar bem escondido dos olhos da sociedade.

Que horror! Quanto requinte de crueldade!

Nem sei o que dizer, pensar, escrever… Fica muito difícil expressar qualquer coisa depois de tanta selvageria.

E esse adolescente primo do Bruno quando cair numa Fundação Casa (ex-Febem) vai sofrer horrores por estar envolvido em tal ato de crueldade. Sua vida vai ficar marcada pra sempre. Dinheiro nenhum repara esse erro! Mesmo não sendo o autor da faca. Não dá pra negar que suas mãos estão sujas de sangue!

Não vou me alongar porque não dá pra explicar ou filosofar sobre o assunto.

Mesmo que a moça, Eliza, fosse uma maria-chuteira oficialmente de carteirinha, nada justifica o seu extermínio dessa forma. É literalmente cortar o mal pela raiz! Acabar com o problema!

Tudo isso é só pra não pagar pensão ou para não estragar a fama de bom moço, homem casado, sério e respeitador?

Tudo agora é tratado com “sangue nos olhos”? Na base da criminalidade!

O caso é o seguinte: a sociedade está cada vez mais desumana, mais cruel, mais individualista, mais hipócrita. E a vida, a cada dia que passa, tem menos valor, menos importância.

Não podemos deixar que a violência se naturalize em nosso meio. Não é natural matar outro ser humano,  picar em pedacinhos e comer sua carne Também não é natural violentar crianças ou adolescentes! Não é natural espancar mulher, negro ou homossexual ou agredir idoso. Não é natural! Não é mesmo… É barbárie!

Para essa gente violenta, apelar para o amor cristão seria exagero, mas pedir um pouco mais de consciência e bom senso é a medida correta.

Ofereço uma prece sincera à família dessa moça que está com o coração em frangalhos! Deve estar sedenta de justiça!

Esse post é pela Justiça (cristão e dos homens) e pelo resgate da dignidade da sociedade brasileira! Um pedido em defesa da humanização!

Se a sociedade continuar assim: NÃO VOU E NÃO QUERO ME ADAPTAR!

Foto Bruno – site Globo Esporte

Foto Mão – site Bahia Notícias

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No dia 13 de outubro de 1945, o estádio do Pacaembu foi palco de um jogo histórico, de inestimável valor para a democracia brasileira. Palmeiras e Corinthians se enfrentaram na disputa por um troféu, a estátua de bronze de uma deusa grega.

A importância do jogo vem também de seus objetivos. Ambos os times abriram mão da renda com o propósito de ajudar a financiar a campanha eleitoral do Partido Comunista do Brasil naquele ano.

O deputado federal, jornalista e escritor Aldo Rebelo, visitando a sala de troféus do Palmeiras encontrou a taça com a seguinte inscrição “Homenagem do Movimento Unificador dos Trabalhadores”. Começou aí uma pesquisa sobre a partida realizada entre Palmeiras e Corinthians, há mais de 70 anos. O resultado do trabalho é o livro “Palmeiras x Corinthians 1945: o jogo vermelho”.

Os bastidores dessa história foram contados no livro. A partir de uma intensa pesquisa, que incluiu arquivos de jornais, universidades, clubes, Federação Paulista de Futebol e entrevistas com ex-dirigentes comunistas, ex-jogadores e familiares de pessoas ligadas ao jogo, Aldo Rebelo lembra a partida e revela os bastidores do que aconteceu no estádio Pacaembu naquele 13 de outubro de 1945.

Hoje, 19/04, às 19h, o deputado estará no Hotel Nacional Inn (av Benedicto Campos, 35 – Jd. do Trevo – Campinas) para a sessão de autógrafos do livro.

Compareça. Não perca essa oportunidade de participar de um bate-papo com Aldo Rebelo e de conhecer um pouco mais sobre a história de Corinthians e Palmeiras.

Fonte: Comunicação – PCdoB

MATÉRIA PUBLICADA NO CORREIO POPULAR

Publicada em 19/4/2010

Caderno C
A história de um ‘jogo vermelho’

/ REAL / Livro sobre partida entre os clubes Palmeiras e Corinthians em 1945 é lançado hoje em Campinas

Bruno Ribeiro
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
bruno@rac.com.br

Em 1945, o mundo ainda chorava os mortos da Segunda Guerra. No Brasil, o Estado Novo chegava ao fim. A derrocada da ditadura de Getúlio Vargas lançou às ruas milhares de militantes comunistas, antes proibidos de exercer sua militância ou mesmo revelar sua identidade. No dia 13 de outubro, Palmeiras e Corinthians, dois dos maiores clubes do futebol brasileiro, organizaram uma partida beneficente para arrecadar fundos ao Movimento Unificador dos Trabalhadores, corrente ligada ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).

A iniciativa, inédita no futebol, teria ajudado a financiar a primeira campanha política do partido depois de sair da ilegalidade. Apesar do gesto de desprendimento e solidariedade dos clubes, o episódio acabou esquecido pela história. Coube ao deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) resgatar esta história e transformá-la no livro O Jogo Vermelho — Palmeiras x Corinthians — 1945, uma grande crônica que combina jornalismo literário e política. O livro será lançado hoje, no Hotel Nacional Inn, em Campinas. O autor participará da sessão de autógrafos a partir das 19h.

Publicado pela Editora Unesp, O Jogo Vermelho conta a história de uma época em que São Paulo vivia a eclosão do movimento operário, historicamente ligado aos anarquistas e comunistas. Muitos dos jogadores de futebol daquele período eram também operários ou mantinham algum tipo de vínculo com a causa dos trabalhadores. Rebelo, que é jornalista por formação, reconstrói habilmente o embate entre os maiores rivais do futebol paulista. Aos mais velhos, o autor possibilita reviver as jogadas geniais de Junqueira, Waldemar Fiúme, Canhotinho, Domingos e Ruy. O enfoque principal, porém, está nos bastidores.

A narrativa feita em linguagem coloquial, mas elegante, empresta contornos épicos ao clássico. A narrativa, aliás, poderia remeter a um romance de ficção se não fosse intercalada com entrevistas, depoimentos e uma série de anexos que ajudam na imersão do leitor dentro da história. O Jogo Vermelho traz súmulas, recortes de jornais e fotografias dos personagens que ajudaram a organizar e que disputaram a partida. O placar de 3 a 1 favorável ao Palmeiras acabou sendo um detalhe a mais. “Como palmeirense, não pude deixar de ficar satisfeito com a descoberta”, brinca Rebelo.

AGENDE-SE

O quê: O Jogo Vermelho — Lançamento do livro com a presença do autor e deputado federal Aldo Rebelo
Quando: Hoje, às 19h
Onde: Hotel Nacional Inn (Av. Benedicto Campos, 35, Jardim do Trevo)
Quanto: Entrada franca

INSPIRAÇÃO

“O futebol brasileiro é um campo muito pródigo, muito fértil em boas histórias.”

Taça encontrada ao acaso motivou apuração

Para relatar os fatos, autor buscou informações em jornais, fez entrevistas e encontrou até mesmo uma testemunha

Palmeirense fanático, o deputado Aldo Rebelo afirma nutrir pelo futebol uma paixão tão visceral quanto a que demonstra ter pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) — no qual está filiado desde 1977. Para ele, futebol e política são assuntos que podem andar juntos: na Câmara dos Deputados, logo após a derrota do Brasil para a França na Copa do Mundo de 1998, foi presidente da CPI que investigou o contrato entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a multinacional Nike. Seu perfil nacionalista ficou marcado por propostas como a do Dia Nacional do Saci e pelo fim dos estrangeirismos na língua portuguesa. Aldo falou ao Caderno C sobre o livro.

Caderno C — Consta que o senhor teve a ideia de escrever o livro após uma visita à sala de troféus do Parque Antártica. Como foi isto?

Aldo Rebelo — Realmente, foi uma obra do acaso. Sou alguém que gosta de visitar as salas de troféus dos clubes. Vejo as salas de troféus como bibliotecas. As taças, como os livros, contam uma história. Cada uma daquelas taças, daqueles troféus, carrega uma história e, por trás dela, a história de muitos brasileiros. Nesta visita, uma taça me chamou especialmente a atenção: era uma taça que trazia esculpida uma mulher alada, projetada para a frente como se estivesse se preparando para alçar voo. Havia sido conquistada pelo Palmeiras, num jogo contra o Corinthians, no dia 13 de outubro de 1945. Como achei a taça bonita, diferenciada, me abaixei para ler o que estava escrito nela. Constava a seguinte inscrição: “Homenagem ao Movimento Unificador dos Trabalhadores”.

Esta frase o levou a querer saber mais sobre a partida?

Justamente. Isso porque o Movimento Unificador dos Trabalhadores era uma corrente criada pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Durante as pesquisas, descobri que aquele jogo só poderia ter acontecido naquele ano, já que o partido havia acabado de sair da ilegalidade e voltaria para ela pouco depois.

Como foi feita a pesquisa?

Depois da minha derrota para a presidência da Câmara dos Deputados, aproveitei para colher informações em jornais da época e na imprensa partidária. Mas tive que complementar com entrevistas com gente do partido, dos clubes e com quem vivenciou o jogo. Encontrei até uma testemunha ocular: um homem que estava na arquibancada naquele dia.

Qual era o objetivo daquele Palmeiras x Corinthians?

O objetivo era promover um jogo beneficente para arrecadar dinheiro para o Partido Comunista. Descobri que foram arrecadados 115 mil cruzeiros, que foram usados para financiar uma campanha política.

Havia alguma relação entre os clubes e o Partido Comunista?

Até onde sabemos, nenhum dirigente ou jogador dos times era filiado. Mas o partido tinha amigos e simpatizantes nos dois clubes. Além disso, é bom frisar, havia no ar um sentimento de culpa. A sociedade achava que o País tinha uma dívida com os comunistas. Muita gente havia morrido por ser comunista, como a Olga Benário, mulher de Luís Carlos Prestes, enviada para um campo de concentração na Alemanha nazista.

Por que histórias como esta não chegaram ao conhecimento do grande público?

Muitas passagens continuam na obscuridade porque o futebol brasileiro é um campo muito pródigo, muito fértil em boas histórias. Muitas delas não foram devidamente documentadas e se perderam no tempo. E também porque a nossa classe intelectual não está profundamente vinculada ao universo do futebol, que é basicamente o universo das classes populares.

Neste sentido, há uma lacuna literária? O senhor acha que há poucos livros sobre futebol no Brasil?

De fato, a nossa literatura é carente de livros que tratam de futebol. Diante do que o futebol representa para os brasileiros, chega a ser estranho que os escritores não se aventurem a escrever histórias inspiradas nesse universo. Talvez porque nossos intelectuais, como eu já disse, não se sintam muito próximos do povo. (BR/AAN)

BILHETERIA

“Foram arrecadados 115 mil cruzeiros, usados para financiar campanha política”

Fonte: Correio Popular

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Só pra não passar em branco…..

Hoje eu estou com a macaca!

PONTE PRETA 2 x 1 CORINTHIANS

Uhuuuuuuuuuuuuu! Viva a Macaca!

De virada é beeeeeemmmmm melhor!!! Ainda mais em cima do Coringão…. hehehehehe

PONTE PRETA  2

Eduardo Martini; Edilson, Jean, Leo Oliveira e Vicente; Deda (Danilo Portugal, int.), Manteiga, Guilherme, Tinga (Finazzi, 16’/2º) e Fabiano Gadelha; Leandrinho (Galiardo, 42’/2º). Técnico: Sérgio Guedes.

CORINTHIANS 1

Felipe; Alessandro, Chicão, William e Escudero (Tcheco, 39’/2º); Jucilei, Boquita, Edu e Danilo (Morais, 29’/2º); Dentinho e Iarley (Edno, 15’/2º). Técnico: Mano Menezes.

Gols: Jucilei aos 17′, Gadelha (p) aos 27′ e Finazzi aos 30′ do 2º tempo. Público: 11.535 pagantes. Renda: R$ 179.957,00. Local: Estádio Moisés Lucarelli. Juiz: Rodrigo Braghetto. Cartões amarelos: Edílson (PON); Escudero (COR).

Fonte: Correio Popular


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Publicado em 27/07/2009

Rivalidade Saudável!

Há tempos não assistia um clássico sem brigas e finais sangrentos, como o de ontem entre Palmeiras e Corinthians.
Apesar da festa cheia de “pompa” com homenagem e descerramento de placa para o Ronaldo (pseudo Fenômeno), ele não teve tanta sorte como no último confronto realizado em março deste ano. O pobre jogador, coitado, nem pode jogar!
O clássico paulista foi brilhante, e sem dúvida, a tarde foi de Obina…. o chocolate verde que fez a rede balançar cinco vezes. Destas cinco, contabilizaram três gols.
Os jogadores deram um show de bola, daqueles que enchem os olhos e nos fazem ter certeza de que o futebol sempre será uma paixão nacional. E nos fazem acreditar que o estádio voltou a ser lugar de festa, alegria e segurança.
Parabéns aos times que jogaram com determinação e garra e aos torcedores que alegraram o estádio dando um colorido especial.
Marcos, nem dá pra dizer! Foi surpreendemente um gigante!!! E Obina, a estrela do jogo!!!
Como boa palmeirense tenho que dizer que o Luxemburgo vai deixar saudade, mas ontem foi um marco para a recepção de Murici que já chega em clima positivo.
Toca a gripe suína nos corinthianos!!!

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