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Archive for the ‘Diversidade’ Category

O bonde da cultura Hip Hop, mais especificadamente, da Dança Urbana (Dança de Rua ou Street Dance) vai estacionar nas Olimpíadas Rio 2016 para levar muitas atrações artísticas e culturais para os turistas e os cariocas.

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Battle Of The Year Brazil (BOTY) 2010 / Crédito: Fernanda Sunega

Começa no dia 6 e vai até 11 de agosto o festival de Dança Urbana “Battle Brazil – Edição Especial”, na Escola Nacional do Circo, no Rio de Janeiro. A atração integra a programação de mostras culturais organizada pela Funarte.

O objetivo da atividade é promover o intercâmbio artístico-cultural entre grupos de Dança de Rua brasileiros por meio de apresentações de grupos (crews) de Hip Hop de renome internacional vindos de quatro estados brasileiros. A atração integra o calendário de mostras artísticas e culturais organizado pela Funarte.

Organizada pela Cia Eclipse Cultura e Arte, a “Battle Brazil” é considerada a maior competição nacional de Dança de Rua (Street Dance) realizada em Campinas/SP. Mas desta vez, não haverá competição porque a mostra de dança integrará o calendário de atrações artístico-culturais dos Jogos Olímpicos 2016.

Durante o evento os grupos irão oferecer oficinas, palestras, batalhas shows e espetáculos de danças para propagar seus trabalhos e iniciativas culturais. A proposta da “Battle Brazil – Edição Especial” não é ser somente uma mostra, mas incentivar a interação entre os grupos de forma a divulgar o talento desses artistas.

Participam da mostra 12 grupos de danças oriundos das regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste. Sendo eles: MOS Crew, de Campinas/SP; Original Rocking, de Poços de Caldas/MG; Still Contact, de Curitiba/PR; Resistência Ativa, de Anápolis/GO; The Killers, de São Paulo/SP; Street Son, de São Paulo/SP; Crewest, de Franco da Rocha/SP; Super Star B.Boys, de Colombo/PR; Browns Boggie, de Campinas/SP;  Pânico Krumpers, de Campinas/SP, Companhia Híbrida/RJ e Cia Eclipse Cultura e Arte, de Campinas/SP. Além do MC Uiu e os DJ’s JP Black e Negresco.

Além de espetáculos, a “Battle Brasil – Edição Especial” oferecerá palestras e oficinas aplicadas pelos grupos convidados. A intenção é oferecer um espaço para a troca de saberes e vivências culturais e artísticas, além de estimular a interação com a comunidade artística carioca e, principalmente, com turistas que participarão das Olimpíadas Rio 2016.

Serão realizadas oficinas de “Danças Urbanas Estilo Popping” e “Danças Urbanas Estilo Krump” e uma palestra sobre “Danças Urbanas no Brasil”

 

Batalha Show Danças Urbanas

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Breaking, Popping, Krump e outros gêneros serão apresentados na edição especial da Battle Brazil / Crédito: Gustavo Brito

Batalhas Show são apresentações demonstrativas sem competições, apesar da denominação “batalha”. Elas apresentarão ao público diferentes estilos de Dança Urbana, formas de expressão e performances dos dançarinos, bem como gêneros musicais variados que compõem estas danças.

Durante a programação serão apresentadas coreografias com temáticas diversas enfatizando vários estilos de dança, que nasceram com a Cultura Hip Hop na década de 70 nos Estados Unidos, mas que assumem características regionais em cada lugar do mundo.

A Escola Nacional do Circo será palco de artistas-atletas que realizarão performances com saltos, giros, movimentos acrobáticos musicados com muita energia, ritmo e sentimento do original Hip Hop.

 

Espetáculos de Dança

Espetaculo Impermanência / Crédito: Samuel Lorenzetti

Espetáculo Impermanência / Crédito: Samuel Lorenzetti

Durante a mostra, será possível assistir ao espetáculo “Impermanência”, interpretado pela Cia Eclipse Cultura e Arte. O espetáculo revela como a impermanência influencia tanto a nossa vida, como também o ambiente, porque tudo está em constante mutação. A impermanência invade nossa existência e faz parte de nossa condição humana. Através dela é possível abdicar de apegos e medos, vivenciando a renúncia, a aceitação e a instabilidade.

Esse espetáculo foi premiado pelo ProAC (Programa de Ação Cultural) Circulação Dança 2015 da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Já o espetáculo “Olho Nu”, terceira parte da trilogia que discute Hip Hop e fragilidade, traz  como mote o desejo de desnudar o dançarino de rua, ressaltando as fragilidades deste corpo potente e, ao mesmo tempo, revelar todo o potencial criativo existente por trás destas fragilidades. Na cena, a repetição que busca transformação, busca também por formas de composição que extrapolem o lugar comum dessa técnica levando à reflexão sobre este corpo que se atém no papel de entreter e atender expectativas daquele que assiste.

A montagem foi criada pela Companhia Híbrida, fundada em 2007 na cidade do Rio de Janeiro, pelo diretor e coreógrafo Renato Cruz. Desde o inicio, a proposta desta Companhia reside em desenvolver uma pesquisa singular misturando diferentes linguagens artísticas, tais como as Danças Urbanas, a dança Contemporânea, a linguagem teatral e tudo mais que possa servir como base para materialização de novas ideias.

 

Jam – Encontro de Confraternização

Durante a Battle Brazil será realizado um encontro de Jam, com confraternização e intercâmbio cultural dos artistas convidados com os dançarinos do Rio de Janeiro ou outros que estejam na cidade, como turistas, e queiram integrar o palco para apresentação improvisada.

 

Breve histórico da Cia Eclipse Cultura e Arte

Eclipse Cultura e Arte

Eclipse Cultura e Arte / Divulgação

Criada em 2002 na cidade de Campinas/SP, a companhia tem sido premiada nacional e internacionalmente por espetáculos e projetos realizados em Dança Urbana.

A Cia Eclipse Cultura e Arte realiza pesquisas artístico-culturais para criação de peças, espetáculos, performances e intervenções; desenvolvendo os diferentes estilos de Danças Urbanas, sua especialidade, mesclado com técnicas de ginástica acrobática, circo, teatro, entre outras linguagens artísticas que contribuem com a iniciativa proposta.

A companhia é organizadora do Campinas Street Dance Festival, festival oficial de Dança de Rua que entrou para o calendário anual da cidade, e da Battle Of The Year Brazil, etapa nacional da competição conhecida como a Copa do Mundo da Dança de Rua, cuja final é realizada na Alemanha desde 1990.

A Cia Eclipse desenvolve projeto de formação e iniciação em Danças Urbanas com aulas gratuitas oferecidas por dançarinos e coreógrafos voluntários. Os encontros acontecem aos sábados à tarde na Estação Cultura de Campinas e na Casa de Hip Hop de Campinas.

A Cia Eclipse Cultura e Arte foi fundada e é dirigida pelos coreógrafos e bailarinos Ana Cristina e Kico Brown. Em 2011, eles lançaram o livro “Dança de Rua” que apresenta um estudo sobre uma das maiores manifestações culturais que influenciou e influencia a juventude do mundo inteiro, o Hip Hop.

Mais informações sobre a companhia em www.eclipse.art.br.

 

Mostra Funarte de Festivais

A Battle Brazil – Edição Especial foi contemplada pelo edital da Funarte (Fundação Nacional das Artes), que selecionou projetos de âmbito nacional, para compor a programação artística de três espaços da fundação na cidade do Rio de Janeiro: Teatro Dulcina, Teatro Cacilda Becker e Escola Nacional de Circo durante os Jogos Olímpicos 2016. A programação deverá ser realizada entre os dias 30 de julho a 4 de setembro.

Com essa iniciativa, o MinC (Ministério da Cultura) e a Funarte pretendem dar ampla visibilidade a uma importante rede de difusão, formação e promoção do acesso à diversidade da produção artística brasileira, constituída pelos festivais nacionais de Circo, Dança, Teatro e suas transversalidades.

 

PROGRAMAÇÃO

06/08 (sábado)

  • 19h: Showcases de Breaking

07/08 (domingo)

  • 16 às 19h: Jam – Encontro de Dançarinos (confraternização e interação)
  • 19 às 21h: Batalha Show de Danças Urbanas

09/08 (terça-feira)

  • 16 às 17h30: Oficina “Danças Urbanas Estilo Popping”
  • 17h30 às 19h: Palestra “Danças Urbanas no Brasil”
  • 19 às 20h30: Oficina “Danças Urbanas Estilo Krump”

10/08 (quarta-feira)

  • 19 às 20h: Espetáculo IMPERMANÊNCIA – Cia Eclipse Cultura e Arte/SP

11/08 (quinta-feira)

  • 19 às 20h: Espetáculo OLHO NU – Companhia Híbrida/RJ

 

Todas as atrações são gratuitas e a programação completa pode ser conferida em www.battlebrazil.com.br.

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(Crédito: www.outrapagina.com)

Sou suspeita para falar desse tema “televisão” porque sou apaixonada pela série How To Get Away With Murder e fã da atriz Viola Davis.

Desta forma, ainda que tardiamente, quero registrar minhas impressões sobre o comovente discurso da atriz Viola Davis na cerimônia de entrega do 67º Emmy Awards.

Ela é a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy na categoria de “Melhor Atriz em Drama” como resultado de sua belíssima atuação na série How to Get Away with Murder, ficção produzida por Shonda Rhimes, roteirista, cineasta e produtora norte-americana. Quase esqueci, outra mulher negra talentosa, cujas séries fazem muito sucesso na televisão.

E o que dizer do discurso de Viola Davis? Inspirador, motivador e dedicado a todas as mulheres negras que lutam todos os dias para derrubar os tijolos das diferenças de sexo, classe e raça presentes em nossa cultura, historicamente, conservadora, patriarcal e escravocrata. Ele não foi feito por uma brasileira, mas nos cabe muito bem!

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman.

E completa com “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. A minha história não termina aqui”, disse ela. “Há muito trabalho que precisa ser feito em muitas áreas para negócios com atores de cor, tantas narrativas, tantas histórias que precisam ser vistos e sentidas.”

 

Vale destacar que, Harriet Tubman (1822-1913), conhecida como Black Moses, era uma afro-americana, abolicionista que conquistou a liberdade para si e outros negros escravizados nos EUA.

Esse não foi o único prêmio que Viola Davis ganhou como atriz. Ela conquistou também a categoria de “Atriz Favorita em Nova Série de Drama” no People’s Choice Awards 2015 e no Screen Actors Guild (SAG Awards) como “Melhor Atriz em Série de Drama” nos anos de 2015 e 2016, ambos pelo seu papel em How To Get Away With Murder.

É inegável que How to Get Away with Murder alcançou o sucesso, boa parte devido ao talento de Viola Davis que dá um toque especial à protagonista da série, uma espécie de anti-heroína negra pouco convencional. Ela não é uma atriz qualquer que despontou do nada, construiu sua carreira com muitos filmes de sucesso, alguns deles que revelam a disparidade racial na sociedade norte-americana.

 

Oportunidades para brancas e negras

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Elenco de How To Get Away With Murder (Crédito: Hotter In Hollywood)

Sem dúvida há uma linha tênue que separa as mulheres negras das brancas, no que diz respeito às questões de gênero, classe e raça. Por isso, as palavras de Viola Davis incomodaram, e muito, aqueles que acham que o negro não deve questionar qual o seu lugar na sociedade ou almejar mudar seu status quo. Esse discurso, polêmico e delicado, também nos leva a refletir que as coisas estão mudando, gradativamente e bem pouquinho, mas estão. Ainda bem!

Estamos chegando a lugares que não eram reservados para nós e a sociedade está sendo obrigada a aceitar que estamos ocupando mais espaço: nas universidades públicas, cargos públicos, andando de avião, abrindo nossas empresas, frequentando shoppings, teatros, viajando para o exterior…

Ops… somos gente também e sempre ajudamos a construir esse país como qualquer outra pessoa. Como diz uma amiga fanfarrona “vem pra minha doutrina, A-Ceita, aceita que dói menos porque não estamos pedindo a aprovação de ninguém!”.

O que nos falta, em relação às pessoas de pele clara, são as oportunidade. Oportunidades de provamos que também somos bons, que temos talento, que podemos ser bem sucedidos em nossas iniciativas. E, por tudo isso e muito mais, devemos ganhar melhores salários e sermos mais respeitados. É a eterna luta pela igualdade de oportunidades.

E não me venha com o discurso de meritocracia pra cima de uma população, que por séculos está negligenciada às periferias da vida sem estudo, sem trabalho, sem certeza sobre o pão de amanhã…

Não é que eu seja contra a meritocracia, mas se vivêssemos numa sociedade igualitária, o destaque por méritos faria sentido e seria mais justo. Mas não é o nosso caso. Vivemos num país desigual onde mulheres negras estão abaixo de homens negros, mulheres brancas e, por fim, homens brancos. Arcamos com o ônus da discriminação de cor, gênero, classe, região e qualificação. Nossa situação dispensa comentários! Mas está registrada em várias estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nessa matéria “Estudos comprovam a falta de oportunidades para mulheres negras na TV”. Somos uma população de consumidores negros invisíveis e não representados na publicidade, na televisão, no cinema, nas telenovelas, nos telejornais e tantos outros produtos de comunicação.

Quando ouço falar em meritocracia penso imediatamente em minha mãe, uma mulher extraordinariamente inteligente (muito sábia e observadora) que só conseguiu completar o Ensino Médio aos quase 50 anos de idade. Se ela tivesse tido uma única chance, com certeza, sua vida teria sido outra. Teríamos uma Nutricionista negra andando de jaleco branco para desconforto dos conservadores de plantão. Mas a vida não lhe reservou privilégios e oportunidades!

Enfim, esse post acabou se tornando um manifesto, mas era só para registrar que o discurso da Viola Davis – que arrancou lágrimas dos meus olhos – foi muito oportuno para o momento que estamos passando, de violência, racismo, discriminação, competição e desumanização. Além de ser também provocador e merecedor da nossa reflexão sobre intolerância racial e igualdade de direitos e oportunidades. Bem como, sobre políticas públicas de reparação racial.

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito o que conquistar!

 

Discursos de Viola Davis que entraram para a história

Confira abaixo um pot-pourri dos discursos empoderadores proferidos por essa excelente atriz que já conquistou muitos prêmios:

 

67º Emmy Awards – premiação anual em que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA elege os melhores programas e profissionais da televisão (20/09/15).

People’s Choice Awards 2015 – premiação que homenageia os melhores do ano de acordo com os fãs, no cinema, na televisão e na música dos EUA (09/01/15)

SAG Awards 2015 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (25/01/15)

SAG Awards 2016 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (30/01/16)

 

Obs.: depois as pessoas perguntam “por que você não escreve mais vezes no blog?” Eu digo: porque quando escrevo um post eu não sei a hora de parar e vira um tratado sobre tal assunto… Mas estou aprendendo a blogar para aprimorar a minha escrita. Eu sou nova… chego lá! Rsrsrs

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito para conquistar!

 

  • Comente qual o discurso que inspira/ou sua vida?
  • Você conhece o discurso de Martin Luther King “I have a dream!”? O que você acha?
  • Conte pra mim?

 

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Vire e mexe o Deputado Federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) se enfia numa polêmica contra algum movimento racial, feminista, religioso, LGBTT, estudantil ou outro qualquer. Sim, é o mesmo deputado que esteve envolvido na polêmica da “cura gay”.

Parece até estratégia de marketing se manter constantemente sob os holofotes da mídia para a difusão de suas ideias e opiniões racistas, intolerantes, machistas e conservadoras contra a ideologia de gênero e outros avanços dos Direitos Humanos. Ele leva a sério a questão de quem não é visto não é lembrado!
Impressionante como ele tem opinião para tudo quanto é assunto! #indignada

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Divulgação postada na loja “Orgulho Hétero”

E com toda essa disposição de briga, não é de luta não… é de briga mesmo, as declarações desse militar tem ganho os corações e mentes de muitos intolerantes pelo Brasil afora, tanto que muitos sites e redes sociais criaram páginas que, praticamente, o idolatram. #preocupante

A mais recente declaração polêmica que acompanhei do Bolsonaro, necessariamente, não é a última em que ele se envolveu, é um tema que gerou muita repercussão no universo escolar: o ensino da ideologia de gênero nas escolas e a suposta distribuição de cartilhas e livros escolares que estimulam a sexualidade infantil.

Vamos aos fatos, que contra eles não há argumentos!

Ao que tudo indica Jair Bolsonaro gravou um vídeo criticando a iniciativa sem checar a veracidade das informações. O caso gerou desconforto nos editores da revista “Nova Escola”, envolvidos na questão, tanto que a revista publicou na sua página no Facebook uma resposta refutando as informações do deputado Bolsonaro. Confira o conteúdo publicado pela revista, em 15 de janeiro deste ano:

Checagem de Informações: O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) publicou há alguns dias um vídeo sobre Educação. Nova Escola apurou as informações do vídeo. Veja agora os equívocos cometidos pelo deputado e os dados corretos.”

A revista “Nova Escola” é dirigida aos professores e profissionais da educação e é muito conceituada no campo da formação docente. Confesso que gosto muito dessa publicação e sempre que posso compro um exemplar.

Dessa vez, o deputado Bolsonaro mexeu com quem não devia e recebeu a resposta a altura. Sabe aquele ditado “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Então, está aí um bom exemplo disso.

Apesar do parlamentar retrucar o vídeo da “Nova Escola”, não acrescentou nada significativo ao pensamento dele, ou seja, mais do mesmo.

Parabéns pela iniciativa da revista “Nova Escola” em não deixar sem explicação esses equívocos do parlamentar!

Mas afinal o que é ideologia de gênero?

A Ideologia de Gênero defende que a auto-definição da sexualidade de uma pessoa não é explicada apenas pela sua concepção biológica, ou seja, nasceu homem será homem o resto da vida porque entende que a pessoa não nasce homem ou mulher.

Os teóricos dessa linha acreditam que o gênero é fruto de uma construção da identidade de cada indivíduo enquanto ser humano influenciado pela cultura, comportamento e descoberta interior ao longo da vida. Homem e mulher seriam, então, papéis sociais adaptáveis, que cada pessoa representaria como e quando quisesse, independentemente do que a biologia determine como indicação masculina e feminina.

Conflito ideológico

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Adesivo vendido na loja “Orgulho Hétero”

Uma das principais preocupações daqueles que combatem a ideologia de gênero é com a destruição do modelo tradicional de família, constituída pela sociedade como a formação de um casal (pai e mãe) e seus filhos. Mas gente, essa concepção arcaica de família já não faz sentido há anos. Família é um coletivo/grupo de pessoas que se amam, se protegem, se ajudam e evoluem com a convivência, independente da sexualidade.

Não venha me dizer que família só pode ser constituída por homem e mulher, por favor! Divergências religiosas à parte, eu até respeito a opinião alheia, mas acredito que essa ideia (marido e mulher) é uma definição muito pobre diante da diversidade sexual presente em nossa sociedade.

A coisa toda é tão complexa que, ano passado, em Campinas teve alguns vereadores que falaram impropérios na tribuna parlamentar e até aprovaram uma Moção “contra a inserção de questão de temática de ideologia de gênero, por meio de pensamento de Simone de Beauvoir, na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015”.

Destaco, mais uma vez, que respeito as opiniões contrárias quando galgadas na razão e em fundamentos teóricos que fazem sentido. Não em explicações baseadas em ideologias e moralidades religiosas que beneficiam uma determinada parte da sociedade.

Onde fica o papel do Estado Laico?

É na escola que parte do caráter e construção social da identidade é formada, então, nada mais justo que a intolerância seja combatida nessa instância institucional. É dever do Estado promover por meio da educação: o respeito à diversidade, a igualdade de oportunidades e o combate às diferenças de sexo, à discriminação e à violência física e psicológica. Para isso, é fundamental introduzir essa discussão em todos os setores da sociedade.

Garantir o ensino da ideologia de gênero nas escolas será um avanço na luta pelos Direitos Humanos, principalmente, em defesa da Diversidade.

Só pra registrar, o deputado Jair Bolsonaro é natural de Campinas/SP, última cidade no país a abolir a escravidão e que mantém até hoje requícios conservadores e patriarcais fortíssimos. Coincidência, né? #sqn #ninguemmerece

Obs.: se você acha que estou sendo cruel com o deputado Bolsonaro, leia a matéria “As 10 frases mais polêmicas de Jair Bolsonaro”, publicada no site Pragmatismo Político. É de encher os olhos de lágrimas! #sqn

Qual a sua opinião sobre esse assunto?

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50tonsdecinzaFui assistir ao famosinho “50 Tons de Cinza”, baseado no fenômeno editorial dos últimos anos. E já posso adiantar que foi pura decepção, do começo ao fim. “50 Tons de Cinza” é udo preto no branco: um manda e o outro obedece: sem questionar… e, principalmente, não pode raciocinar sobre o assunto e nem se envolver emocionalmente. Tudo frio e calculista… baseado na dor do prazer!

Depois de ler muitas críticas a respeito do livro homônimo e tantas outras sobre o filme, minha expectativa já estava bem baixa, mas lá no fundo guardava uma esperança de ser surpreendida por um filme onde a sexualidade fosse tratada com seriedade. Sei lá… Esperava um filme que apresentasse a temática da liberação sexual e amores possíveis e sem limites com mais propriedade. Ledo engano!

Também, que ideia mais besta essa minha de achar que essas questões tão complexas seriam tratadas numa película baseada numa literatura ficcional.

Do que trata “50 Tons de Cinza”?

De acordo com a sinopse do best-seller erótico:

“Anastasia Steele é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Um dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey. Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey”.

Mas na verdade a história é bem batida: uma relação entre um “total control freak” bilherdário sádico e uma pobre garota virginal.

Putz, quer coisa mais clichê?

O enredo uma garota inocente, virgem, consumida pelo amor e pelo desejo e confusa diante de um cara riquíssimo, controlador, misterioso e incapaz de demonstrar afeto. Nussaaaa que história inédita! Rsrsrs

Por alguns momentos me senti teletransportada para o universo dos livros romanceados de Sabrina, Julia, Bianca etc., bem aquele tipo literário que detesto.

A partir disso, a garota encantada com a luxuria e super perdida nas emoções não sabe se deixa-se levar pelas possibilidades do mundo sadomasoquista (prazer sexual + dor) ou se mantém sua convicção de buscar uma relação amorosa saudável a qualquer custo.

Os sadomasô’s que me desculpem, mas duvido que esse filme os represente, porque já vi cenas mais elaboradas, sugestivas e picantes no filme “9 ½ Semanas de Amor”, que data de 1986, do que no “50 Tons de Cinza”.

A única coisa de útil no filme “50 Tons de Cinza”, como disse dia desses, Léo Jaime no programa Saia Justa da GNT, foi introduzir o assunto do fetiche e da fantasia sexual abrindo o horizonte para a visão de que um tapinha não dói, claro, sem violência! Tornando “mais amenas” as práticas sexuais atípicas.

50tonsdecinza_bilhete_cinemaNão li o livro e provavelmente não lerei (mais porque não curto literatura ficcional, do que pelo tema propriamente dito), mas fiquei decepcionada com o conteúdo do filme.

A princípio achei que se tratava de um filme um pouco mais moderninho… revolucionário, tendo em vista o estardalhaço midiático que causou o livro, e que apresentava ideias sexuais libertárias, pra além do sadomasoquismo. Mas me deparei com um filme água-com-açúcar onde o amor e o sexo são tratados sob a riste de um contrato jurídico que estabelece o que pode ou não conter na relação do casal.

E a ideia de que no amor e na guerra valem tudo?

No caso do filme, só vale tudo aquilo que está previsto no contrato: sexo: pode; carinho: não pode; dor: pode; andar de mãos dadas: não pode; prazer: pode: amor: não pode!

Mesmo apresentando uma história de senso comum, o filme já ganhou notoriedade e o Portal 50 Tons anuncia:

“… foi a maior estreia brasileira da Universal Pictures até hoje, e a quarta maior estreia da história do cinema no país”.

Acredito que muitas que leram o livro e tantas outras como eu, curiosas de plantão, correram ao cinema para ver o tal acontecimento literário em película. E boom… sucesso de bilheteria!

“50 Tons de Cinza” é um filme preto no branco que sugere que numa relação de submissão o amor fica de fora. Ele não tem nada de romântico, nada de pervertido nem de sadomasoquismo. Tem tudo a ver com uma antiga ideia cristã (sim, cristã e machista) de que a mulher deve se submeter ao homem e suas vontades sem questionar ou exigir algo em troca. Ideia arcaica já superada por todas nós há muito tempo.

Pelamor, né! Espero que as próximas adaptações sejam melhores!

Ainda bem que a companhia no cinema era ótima e valeu muito o encontro!

Amor e Sexo – Rita Lee
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom…
Amor é do bem…

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal.
E tal e coisa.

Ah, o amor…
Hum, o sexo…

Só pra registrar: “De acordo com a Classificação Internacional de Doenças F65.5 o sadomasoquismo é considerado doença se apenas a atividade é a fonte de estimulação mais importante do casal ou é necessária para a satisfação sexual. O sadomasoquismo pode causar agressões, traumas e morte”. (Wikipédia)

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cartaz_mostra_lutaDomingo (19) é o último dia para conferir a “7ª Mostra Luta!”, que está ocorrendo em vários locais públicos, como praças, comunidades e museus de Campinas. O objetivo da mostra é garantir espaço de exibição e debate de filmes que abordem as lutas sociais, além de estimular a produção audiovisual sobre a realidade e a luta da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e populares.

Ao longo dos anos a “Mostra Luta!” tornou-se um importante espaço político cultural de debate e atua na promoção, discussão e difusão das lutas sociais, fazendo um contraponto ao conteúdo divulgado pelos grandes veículos de comunicação.

Segundo os organizadores do evento sua origem está na vontade de criar canais de comunicação popular entre os movimentos sociais, os oprimidos e os explorados; da necessidade de lutar contra a criminalização dos movimentos populares e do desejo de falar e quebrar o enorme silêncio que é imposto pelo monopólio da mídia.

Nesta sétima edição, a mostra cultural conta com a exibição de filmes, mesas de debate, exposição de desenhos e trabalhos fotográficos, teatro, dança e música que, abordam a Cultura Negra em Campinas e os 50 anos do golpe civil-militar de 1964. Em paralelo será realizada a 2ª Mostra Luta Itinerante em várias escolas públicas de Campinas para alunos do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Cineasta Renato Tapajós lança filme polêmico na abertura da mostra

Entre tantos trabalhos significativos que já foram exibidos, o destaque ficou para o lançamento do filme “Corte Seco”, com direção do cineasta Renato Tapajós, exibido no dia 10 de outubro, no Museu da Imagem e do Som.

O longa metragem “Corte Seco” investiga a tortura praticada pelos órgãos de repressão durante a Ditadura implantada pelo golpe de 1964. Ele conta a história de quatro militantes que lutavam contra o regime militar, presos e violentamente torturados pela Operação Bandeirantes (OBAN), em 1969.

Matéria publicada originalmente no Jornal do Centro

Matéria publicada originalmente no Jornal do Centro

O filme é a primeira obra de ficção desse jornalista, escritor e documentarista que tem uma vasta produção filmográfica com

ênfase na temática da Ditadura Militar. Entre suas obras estão: “Linha de Montagem”, “No Olho do Furacão”, “Em Nome da Segurança Nacional” e “Universidade em Crise”.

A programação completa da “7ª Mostra Luta!” e mais informações podem ser obtidas em www.mostraluta.org. Ressalto que as atividades são gratuitas e que haverá transmissão ao vivo na web pelos sites www.socializandosaberes.net.br e www.us.twitcasting.tv/mlivrevaijao.

A mostra é organizada pelo Coletivo de Comunicadores Populares, Museu da Imagem e do Som, Coletivo Moinho, Ponto de Cultura Griô Nina, Socializando Saberes e Mídia Livre Vai Jão. Com apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção e do Mobiliário de Campinas e Região, Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, Sindicato Químicos Unificados e Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região.

PROGRAMAÇÃO:

15 de Outubro

19h: Exibição de filmes – Sessão 5 – Sala Glauber Rocha

– “Crônica de uma obra aberta”, de Alberto Cohon, Flávio Ferrão, Viviana Echávez Molina

– “Quem Não É Visto, Não é Lembrado”, de Gabriel Barcelos

– “Independência ou….”, de TV VIVA

– “Jornada dos Povos na Serra do Padeiro”, de Angel Luis Gonçalves Rodriguez, Brigada Audiovisual dos Povos, Rede Mocambos

– “Exercícios fílmicos de Mídia Colaborativa e Produção Partilhada do Conhecimento” de Coletivos de Mídias Livres Campinas

Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859, Centro

16 de Outubro

19h: Tecnologias e Lutas: Pré-Encontro de Comunicadoras e Comunicadores Livres de Campinas

Com a presença de TC Silva, Casa de Cultura Tainã + convidadas e convidados

Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859, Centro

17 de Outubro

19h: Roda de Conversas: Luta e Resistência da Cultura Negra em Campinas – Dez anos de Nação Nagô!

Com a presença de TC Silva Casa de Cultura Tainã + Alceu Estevan (Urucungos) +  Alessandra Ribeiro (Casa de Cultura Fazenda Roseira) + Glória Cunha (Maracatucá) +  Benê Moraes (Savurú) + Convidadas e convidados

Local: Casa de Cultura Tainã – Rua Inhambu, 645 – Vila Padre Manoel de Nóbrega

18 de Outubro

14h: Apresentação do Grupo Urucungos Puítas e Quijengues +  Grupos de Culturas Populares

Local: Praça José Bonifácio no Largo da Catedral Metropolitana de Campinas – Av. Francisco Glicério, s/n, Centro

17h: Apresentação Coral Guarani da Aldeia Tenondé Porã (Parelheiros-SP)

Exibição de filmes com a temática Indigena

– ”Uma Casa, Uma Vida”, de Alexandre Lemos, Edu Yatri Ioschpe, Rodrigo Soares – Coletivo Raiz das Imagens

– ”Guarani, Resiste!”, de Leonardo Chagas, Patrick Torres, Pedro Biava

– ”Ideas del CINE Insurgente”, de Ação Direta de Vídeo Popular

Debate com a presença da liderança Guarani Jera Giselda

Local: Praça Rui Barbosa – Rua 13 de Maio, s/n, Centro

19 de Outubro

15h: Mostra Luta na Ocupação Joana D’Arc

Exibição de filmes – Sessão 6

– “Narradores do Jardim Paraná”, de Do Morro Produções/Avelino Regicida/Esquina da Memória

– “Perifa Sobre Rodas” – Edição I, de Perifa Skate

– “Perifa Sobre Rodas” – Edição II, de Perifa Skate

– “Renascer – Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Centro de Campinas”, de Bruna Zanolli e ITCP-Unicamp

– “Copa Para Quem (?)”, de Corte Seco, Coletivo Ecoar

Local: Ocupação Joana D’Arc – Rua Padre Donizette Tavares de Lima, S/N – Bairro Cidade Jardim

19h: Festa de Encerramento 7ª Mostra Luta! 2014

+Projeções +Música +Intervenções +Poesia

Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859, Centro

Obs.: Em caso de chuva, as atividades programadas em espaços abertos serão transferidas ao Museu da Imagem e do Som de Campinas.

Fonte: Com informações do site www.mostraluta.org

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livro_terapia_pelos_passesO livro “Terapia pelos Passes” é dessas obras espíritas obrigatórias para quem acredita e quer praticar a terapia de cura através das mãos.

Eu li no ano passado durante o curso de Passe que fiz na Casa de Jesus (Os Seareiros), então a resenha está super-mega atrasada.

“Terapia pelos Passes” integra o projeto Manoel Philomeno de Miranda criado em Salvador/BA que tem como finalidade dar apoio e treinamento aos trabalhadores da Área Mediúnica dos Centros Espíritas da região, principalmente, o Centro  Espírita  Caminho da Redenção.

O passe é uma técnica simples de cura através da imposição das mãos. É considerada uma terapia alternativa de manipulação energética de fluidos que gera excelentes resultados.

Em fevereiro deste ano passei a aplicar o passe na Casa de Jesus e digo que não há realização maior do que doar amor e energia magnetizada (bioenergia) para aqueles que frequentam o local. Sinto-me abençoada pela oportunidade de estar em contato com o próximo e também receber iluminação.

20140920_141826É bom lembrar que o ensinamento do Mestre Jesus, sobre o fenômeno da cura, prega que ela não depende de ninguém e sim do seu merecimento e credulidade: “a tua fé te curou”.

Ao final da obra o leitor é premiado com uma maravilhosa entrevista com o médium Divaldo Franco (confira o vídeo) que fala sobre a técnica de passe, os bons Espíritos assistentes, dicas para a realização do passe em reuniões mediúnicas, entre outros assuntos pertinentes.

O livro é ótimo, com linguagem simples e muito instrutiva: alimento para a alma e a mente! Ele tem 120 páginas, foi publicado pela Livraria Espírita Alvorada Editora (Leal) e está na sua 9ª edição (2012). Ele é composto pelos seguintes capítulos:

    • Apresentação
    • Terapia pelos Passes
    • Breve Histórico do Magnetismo
    • Interação Espírito, Perispírito e Corpo
    • Fluídos
    • Mediunidade Curadora e Cirurgias Espirituais
    • Objetivos, Mecanismos de ação e Resultados
    • O Dar e o Receber
    • A respeito das Técnicas
    • Entrevista com Divaldo Franco
    • Passes em Reuniões Mediúnicas (Entrevistas)
    • A ajuda de Deus
    • Biografia de Manoel Philomeno de Miranda

 

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Boa leitura! #eurecomendo

“Terapia pelos Passes” pode ser encontrado a R$ 10,40 na Livraria Cultura Espírita União (CEU) em www.ceu.com.br.

 

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Eu não acredito nisso, mas é a mais pura verdade: fiquei pouco mais de três meses sem fazer uma única postagem. Somado a isso tenho que postar as resenhas dos livros que li em 2013… Isso mesmo, no ano passado. É muito atraso! #muitacorreria #vergonha

Mas vamos lá, porque esse espaço não é sobre publicação em quantidade, mas sim de qualidade.

Neste período anotei dezenas de novas ideias para futuras postagens, cataloguei todas no Evernote e estou me programando para redigi-las e publicá-las. Ainda este ano!!! Espero! rsrsrs

Vamos resenhar porque tenho muitos livros para falar. Todos da “orgia” literária que tive no 8º Festival do Livro Espírita do Centro Allan Kardec (CEAK) em Campinas, realizada em outubro do ano passado.

Livro_passes_e_curas_espirituaisMinha dica é o livro espírita “Passes e Curas Espirituais” de Wenefledo de Toledo.

Essa é uma obra técnica completa para aqueles que pretendem aplicar, receber ou conhecer a terapia alternativa do passe espírita.

Tomei contato com o livro “Passes e Curas Espirituais” por ser leitura indispensável para o curso de Passe que frequentei na Casa de Jesus (Os Seareiros).

O título é bem técnico, com ilustrações explicativas e sistematizadas por áreas de importância na aplicação do passe. A publicação contém 17 lições que abordam os mais variados assuntos relacionados à terapêutica, sendo dividida em três partes: a primeira fala sobre os princípios fundamentais do Espiritismo; a segunda traz informações sobre patologia, estudos dos chacras e centros de forças, manipulação fluidica, preparo do médium e do paciente, técnica de aplicação do passe etc.; e a última parte discorre sobre influenciações espirituais, tratamento e sensibilidade mediúnica.

É uma obra extremamente completa e que retrata com grande objetividade a diversidade do tema. Pode confiar porque a leitura é fácil e bem ilustrativa!

“O doente curado e não doutrinado, tão logo sinta-se restabelecido, esquece o sofrimento por que passou, retorna aos erros anteriores e atrai novamente a mesma enfermidade e, às vezes ainda, mais agravada. O doente não doutrinado nos ensinos de nosso Senhor Jesus Cristo, recebe a cura como se ela viesse puramente das mãos de um médico qualquer que, tendo-lhe pago o trabalho, nenhuma obrigação mais lhe resta. O salário que Jesus cobra está no pagamento das nossas dívidas morais, na reconquista do nosso próprio espírito faltoso perante Deus, nosso Pai Celestial, onde provém a nossa elevação para os planos divinos”. 

Sobre o passe:

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O passe consiste na magnetização de fluidos (bioenergéticos) através da imposição das mãos. Lembrando que tudo é mente e tudo é vibração o passe pode ser considerado a transfusão de energias fisiopsíquicas. Por isso, o autor Wenefledo de Toledo faz sérias considerações para o médium passista, tendo em vista sua grande responsabilidade moral e espiritual nesse processo. Desta forma ele sugere que o praticante necessita:

  1. Ter grande domínio sobre si mesmo;
  2. Espontâneo equilíbrio de sentimentos;
  3. Acentuado amor aos semelhantes;
  4. Alta compreensão da vida;
  5. Fé vigorosa;
  6. Profunda confiança no Poder Divino.

“Passes e Curas Espirituais” ensina as variadas técnicas de aplicação do passe com foco na energização dos centros de forças (chacras). É uma obra completa de autoajuda e orientação para o passista comprometido com a Luz Divina.

A publicação é da Editora Pensamento-Cultrix, tem 176, está na sua 33ª reimpressão (2013) e custa R$ 18,40 na Livraria Cultura Espírita União (CEU) em www.ceu.com.br.

 

 

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