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Archive for the ‘Comunicação/Jornalismo’ Category

perdao_instagram_1Perdão é mais do que uma palavra, um sentimento… é uma decisão!

O perdão está relacionado com a vontade de se sentir bem [consigo mesmo], do que esquecer o que o outro lhe fez.

É isso mesmo, o perdão não significa necessariamente que aquela situação não existiu, que você perdeu a memória ou é fraco. Mas que tem discernimento para se libertar desse pesar d’alma. De abandonar a mágoa, decepção, angústia ou ressentimento que te impedem de seguir adiante.

Na maioria das vezes, o outro está seguindo com a vida ou nem se deu conta de que te magoou, mas você está “ruminando” aquela situação, gesto ou palavra constantemente em seus pensamentos.

Remoer rancor e não perdoar pode trazer inúmeros prejuízos para a as vida. Tanto que os pesquisadores da Luther College e da Universidade da Califórnia descobriram que perdoar impacta positivamente sua saúde física e emocional.

E perdoar a si próprio é uma forma de reconhecer que você é humano, que tem falhas. E acima de tudo, é entender que você erra porque faz algo, porque tenta acertar, que erra par aprender. Se perdoar e seguir em frente é um ato de coragem também… é aprovar a si mesmo. Liberte-se da culpa!

Imagine quanto significado e autocura cabem dentro desse gesto?

Pra você ter uma ideia esses pesquisadores descobriram que pessoas indulgentes, ou seja, pessoas que perdoam com mais facilidade, estão mais protegidas dos efeitos negativos do stress.

O professor de psicologia na Luther College, Loren Toussaint, afirmou que nos indulgentes os efeitos maléficos do estresse desapareciam. “O ato de perdoar funciona como uma espécie de amortecedor contra o estresse. Se você não tem tendência para perdoar, sente os efeitos brutos do stress de forma absoluta”, disse.

Reforço, quem perdoa evita desequilíbrios no corpo e na mente como isolamento, culpa, raiva e depressão. Sem contar que ser tolerante te ajuda a ter mais “traquejo”, mais habilidade para lidar com as adversidades da vida, superando desafios de forma mais positiva.

Nusssaaaa, cabe muito significado dentro desse gesto de perdoar!

E você, sabe perdoar? E pedir perdão?

Para te ajudar nesse processo eu gravei em áudio e vídeo (SoundCloud e Youtube) um exercício de visualização do perdão. É a mesma prática, só que disponibilizadas nos dois canais.

Encontre um lugar sossegado e uma posição confortável. Faça a prática de todo coração repetindo baixinho ou em voz alta ou em pensamento mentalizando a pessoa que você deseja perdoar.

Acesse meu Canal no Youtube ou SoundCloud para obter a Meditação do Perdão.

Se gostar, aproveite para curtir e compartilhar o conteúdo! Gratidão!

 

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Voltei!!! Seja bem-vindx você também!

Lembra a música: eu voltei e agora é pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar…. Pieeegaaaasssss! Mas verdadeira! rsrsrsrs Eu voltei… Uhuuuuu! #FelicidadeMeDefine

Voltei e me esforçarei para que daqui em diante seja com força e foco total.

Força naquilo que me move: a escrita transformadora.

Será um blog um pouco diferente, mas com a mesmo jeitão reflexivo, incentivador, estimulador de good vibes e com aquela pitada de ironia, que me é peculiar. hahaha

Estou feliz de estar de volta!

O afastamento foi necessário. Foi um período de amadurecimento importante com renovação de ciclos. Muita dor, lágrima, conquistas, suor, amor, sangue e sorrisos me deram novos ares e entendimentos sobre a minha existência.

E agora renovada, mas com alguns hábitos velhos ainda, mudo um pouco a rota do Blog que passa a ser Blog da Nanda – Naturopatia. E sigo feliz por esse recomeço de exercitar a escrita curativa, a escrita que vem do meu coração. Aquela que me move verdadeiramente, sem deadline, sem edições de terceiros e sem filtro. Crua, nua, azedinho-doce e com a minha real! O meu ponto de vista.

E para coroar essa nova fase de vida, de profissão, de relacionamento social, de emoções e, lógico, espiritual, abro os novos caminhos agradecendo a sua presença e saudando meus Ancestrais.

Saudando as Mulheres, os Homens e as Crianças da minha Tribo Espiritual que me sustentam e me permitem seguir firme no caminho que escolhi. Seguir com pé no chão, coração aberto, olho no futuro e vontade de construir dias melhores com o meu servir.

No coração não cabe tanta alegria de poder voltar aqui pra dividir mais momentos de aprendizados e escorregadas, de crônicas, de livros, de pitacos de tudo quanto é coisa que nos move. E agora, de introduzir o Universo da Naturopatia nesse diálogo. A medicina que nos ensina que a cura está na Natureza e dentro de nós! Magnífica e transformadora!

Tanto (re)significado cabe nesse post, mas me limitarei a dizer: Gratidão e honra por todas as nossas relações!

Sigamos Juntxs…

❤💚 💜💛❤

Ancestralidade Sagrada

Pitangão 🅱️ - on TwitterSaúdo minhas ancestrais.
Pretas velhas, índias velhas, caboclas guerreiras, presença selvagem.
Saúdo minhas ancestrais.
Mães Antigas, Virgens Santas, as Bruxas e Benzedeiras, velhas guardiães dos saberes e mistérios.
Cá escuto dentro do peito, todas as preces, orações e rezos, sortilégios, feitiços e sopros.
Ouço seus cantos sagrados, sinto o calor das mãos dadas à beira do fogo.
Ouço os tambores que regougam as almas, vozes, sussurros, sorrisos, gargalhadas que curam.
Saúdo minhas ancestrais, terços e rosários, ervas perfumadas, poemas revelados, conselhos da Voz Antiga.
Saúdo o poder do Ventre em toda mulher, por todas as eras, as mulheres são as guardiães dos mistérios femininos.
Gracias e honras às velhas tão velhas, às raizeiras das montanhas, às rezadeiras dos rios, às feiticeiras dos céus, das luas e das florestas, às deusas negras, profundas na terra.
Gratidão e alegria por sua herança sagrada ressoar em nós, corpos consagrados, em memória reacesa, aqui agora.
Honradas sejam todas, todas, todas Elas, as nossas ancestrais!

Autoria: Flor Del Sur

Imagem: Pinterest

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“A vida que ninguém vê” é um livro que te prende do começo ao fim. A cada página virada os personagens saltam da folha e te convidam a apreciar histórias comoventes do cotidiano. No livro a documentarista, jornalista e escritora Eliane Brum apresenta uma seleção de crônicas sobre pessoas anônimas que têm histórias fantásticas que não são contadas nas páginas dos jornais.

A autora “desvendou” histórias comuns e nos apresenta uma reportagem do comum, mas com relatos inacreditáveis!a_vida_que_ninguem_ve

“A vida que ninguém vê” é um livro que desperta muitos sentimentos no leitor: te sensibiliza com a “História de um olhar”; te inspira com “Eva contra as almas deformadas”; te indigna com “Depois da filha, Antonio sepultou a mulher”; te faz chorar com “Sinal fechado para Camila” e sorrir com “O gaúcho do cavalo de pau”.

O livro é uma homenagem àqueles que, de alguma maneira, vivem de forma extraordinária, às margens da sociedade, lutando para sobreviver, buscando conquistar seus sonhos e fazendo de cada dia um momento especial. É também uma aula sobre jornalismo-sociológico e comportamento humano porque apresenta as situações simples e perturbadoras do cotidiano.

 

É tudo verdade. Da primeira à última linha, todas as palavras foram ditas, todos os sentimentos vividos. “A vida que ninguém vê” é o resultado da busca de uma repórter pela notícia que não estava no jornal. Os textos são reportagens pautadas pelo exercício de um olhar atento aos pequenos acontecimentos, ao que se passa na existência das pessoas desconhecidas. É a trajetória de uma repórter em busca do extraordinário em cada vida – só aparentemente – ordinária. É o avesso do jornalismo padrão.  (Sinopse)

A autora leva a risca o conceito de que “a notícia está em todo lugar”. Mas é preciso ter um olhar apurado para identificá-la e contá-la. E isso Eliane Brum tem de sobra!

Além de ser uma jornalista premiadíssima e documentarista talentosa. É também uma observadora da vida real e escritora empática e sagaz. Sou suspeita porque admiro muito o trabalho dessa escritora que tem o dom de tornar visível o que muitos não enxergam. Tenho saudades da sua coluna no portal da revista Época. Ainda bem que posso lê-la no El País.

As crônicas reportagens reunidas neste livro “A vida que ninguém vê” foram publicadas em 1999, na coluna de mesmo nome. Os textos saíam todos os sábados no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Foram um sucesso tão grande que Eliane Brum mereceu o Prêmio Esso Regional daquele ano. Os leitores escreviam contando que, ao ler sobre a vida anônima de outro, descobriram que sua própria vida era especial. “Tudo mudou”, diziam. (Sinopse)

Um retrato do livro

Lançada pela Arquipélago Editorial com 208 páginas que reúnem as 21 melhores histórias apuradas pela jornalista, a obra literária tem uma linguagem fluída, coloquial e um regionalismo típico do Sul, mas precisamente de Porto Alegre. A autora não criou a reportagem crônica, mas, com certeza, deu um ar intenso e intrigante ao gênero denominado “crônicas da vida real”.

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“A vida que ninguém vê” apresenta textos autorais profundos que nos fazem pensar sobre a vida e a força que move esses personagens. O livro é composto por:

  • Prefácio
    • A vida que ninguém vê como eu a vi – Marcelo Rech
  • A vida que ninguém vê
    • Histórias de um olhar
    • Adail quer voar
    • Enterro de pobre
    • Um certo Geppe Coppini
    • O colecionador das almas sobradas
    • O cativeiro
    • O sapo
    • O conde decaído
    • O menino do alto
    • O chorador
    • O encantador de cavalos
    • O gaúcho do cavalo de pau
    • O exílio
    • A voz
    • Sinal fechado para Camila
    • Dona Maria tem olhos brilhantes
    • O doce velhinho dos comerciais
    • O homem que come vidro
    • O álbum
  • O dia seguinte
    • Depois da filha, Antonio sepultou a mulher
    • O dia em que Adail voou
  • Posfácio – Ricardo Kotscho
    • Humanos anônimos
  • Sobre a melhor profissão do mundo
    • O olhar insubordinado
  • Agradecimentos
  • Crédito das imagens

Eliane Brum não foge do apurado rigor e olhar jornalístico-sociológico que lhe é peculiar ao narrar a realidade do “mendigo que jamais pediu coisa alguma; do carregador de malas do aeroporto que nunca voou; do macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja; do doce velhinho dos comerciais que é também uma vítima do holocausto ou do homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade”.

 

“Eva é mulher, negra e pobre. Eva treme as mãos. Tudo isso até aceitam. O que não lhe perdoam é ter se recusado a ser coitada. O que não perdoam a Eva é, sendo mulher, negra, pobre, e deficiente física, ter completado a universidade. E neste país. Todas as fichas eram contra ela e, ainda assim, Eva ousou vencer a aposta. Por isso a condenaram.” (pg. 101)

a_vida_que_ninguem_ve3É uma obra que precisa e merece ser lida, principalmente por jornalistas. Isso porque somos transportados para o tempo e espaço da história contada. “A vida que ninguém vê” tem um tom visceral, comovente, convidativo e que apresenta o outro como a gente pouco vê.

O que eu aprendi com “A vida que ninguém vê” foi manter um olhar mais atento e apurado para os “comuns” que transitam pela minha vida: pessoas comuns, situações comuns, lugares comuns… os comuns do cotidiano que, muitas vezes, passam despercebidos, apesar de serem repletos de significados especiais.

Ao lançar um olhar apurado sobre o cotidiano de uma sociedade automatizada, embrutecida e que não tem tempo para ouvir, entender, perceber ou acolher o outro, acabamos por desvendar algo a respeito do desconhecido e descobrimos também algo sobre nós mesmos.

Vale destacar que Eliane Brum tem no seu currículo os livros “Uma Duas”, “Coluna Prestes – O avesso da lenda”, “O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real” e “A menina quebrada”.

Informações Técnicas

Título: A Vida Que Ninguém Vê

Autora: Eliane Brum

Número de Páginas: 208 páginas

Editora: Arquipélago Editorial

Avaliação: Ótimo

 

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(Crédito: www.outrapagina.com)

Sou suspeita para falar desse tema “televisão” porque sou apaixonada pela série How To Get Away With Murder e fã da atriz Viola Davis.

Desta forma, ainda que tardiamente, quero registrar minhas impressões sobre o comovente discurso da atriz Viola Davis na cerimônia de entrega do 67º Emmy Awards.

Ela é a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy na categoria de “Melhor Atriz em Drama” como resultado de sua belíssima atuação na série How to Get Away with Murder, ficção produzida por Shonda Rhimes, roteirista, cineasta e produtora norte-americana. Quase esqueci, outra mulher negra talentosa, cujas séries fazem muito sucesso na televisão.

E o que dizer do discurso de Viola Davis? Inspirador, motivador e dedicado a todas as mulheres negras que lutam todos os dias para derrubar os tijolos das diferenças de sexo, classe e raça presentes em nossa cultura, historicamente, conservadora, patriarcal e escravocrata. Ele não foi feito por uma brasileira, mas nos cabe muito bem!

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman.

E completa com “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. A minha história não termina aqui”, disse ela. “Há muito trabalho que precisa ser feito em muitas áreas para negócios com atores de cor, tantas narrativas, tantas histórias que precisam ser vistos e sentidas.”

 

Vale destacar que, Harriet Tubman (1822-1913), conhecida como Black Moses, era uma afro-americana, abolicionista que conquistou a liberdade para si e outros negros escravizados nos EUA.

Esse não foi o único prêmio que Viola Davis ganhou como atriz. Ela conquistou também a categoria de “Atriz Favorita em Nova Série de Drama” no People’s Choice Awards 2015 e no Screen Actors Guild (SAG Awards) como “Melhor Atriz em Série de Drama” nos anos de 2015 e 2016, ambos pelo seu papel em How To Get Away With Murder.

É inegável que How to Get Away with Murder alcançou o sucesso, boa parte devido ao talento de Viola Davis que dá um toque especial à protagonista da série, uma espécie de anti-heroína negra pouco convencional. Ela não é uma atriz qualquer que despontou do nada, construiu sua carreira com muitos filmes de sucesso, alguns deles que revelam a disparidade racial na sociedade norte-americana.

 

Oportunidades para brancas e negras

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Elenco de How To Get Away With Murder (Crédito: Hotter In Hollywood)

Sem dúvida há uma linha tênue que separa as mulheres negras das brancas, no que diz respeito às questões de gênero, classe e raça. Por isso, as palavras de Viola Davis incomodaram, e muito, aqueles que acham que o negro não deve questionar qual o seu lugar na sociedade ou almejar mudar seu status quo. Esse discurso, polêmico e delicado, também nos leva a refletir que as coisas estão mudando, gradativamente e bem pouquinho, mas estão. Ainda bem!

Estamos chegando a lugares que não eram reservados para nós e a sociedade está sendo obrigada a aceitar que estamos ocupando mais espaço: nas universidades públicas, cargos públicos, andando de avião, abrindo nossas empresas, frequentando shoppings, teatros, viajando para o exterior…

Ops… somos gente também e sempre ajudamos a construir esse país como qualquer outra pessoa. Como diz uma amiga fanfarrona “vem pra minha doutrina, A-Ceita, aceita que dói menos porque não estamos pedindo a aprovação de ninguém!”.

O que nos falta, em relação às pessoas de pele clara, são as oportunidade. Oportunidades de provamos que também somos bons, que temos talento, que podemos ser bem sucedidos em nossas iniciativas. E, por tudo isso e muito mais, devemos ganhar melhores salários e sermos mais respeitados. É a eterna luta pela igualdade de oportunidades.

E não me venha com o discurso de meritocracia pra cima de uma população, que por séculos está negligenciada às periferias da vida sem estudo, sem trabalho, sem certeza sobre o pão de amanhã…

Não é que eu seja contra a meritocracia, mas se vivêssemos numa sociedade igualitária, o destaque por méritos faria sentido e seria mais justo. Mas não é o nosso caso. Vivemos num país desigual onde mulheres negras estão abaixo de homens negros, mulheres brancas e, por fim, homens brancos. Arcamos com o ônus da discriminação de cor, gênero, classe, região e qualificação. Nossa situação dispensa comentários! Mas está registrada em várias estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nessa matéria “Estudos comprovam a falta de oportunidades para mulheres negras na TV”. Somos uma população de consumidores negros invisíveis e não representados na publicidade, na televisão, no cinema, nas telenovelas, nos telejornais e tantos outros produtos de comunicação.

Quando ouço falar em meritocracia penso imediatamente em minha mãe, uma mulher extraordinariamente inteligente (muito sábia e observadora) que só conseguiu completar o Ensino Médio aos quase 50 anos de idade. Se ela tivesse tido uma única chance, com certeza, sua vida teria sido outra. Teríamos uma Nutricionista negra andando de jaleco branco para desconforto dos conservadores de plantão. Mas a vida não lhe reservou privilégios e oportunidades!

Enfim, esse post acabou se tornando um manifesto, mas era só para registrar que o discurso da Viola Davis – que arrancou lágrimas dos meus olhos – foi muito oportuno para o momento que estamos passando, de violência, racismo, discriminação, competição e desumanização. Além de ser também provocador e merecedor da nossa reflexão sobre intolerância racial e igualdade de direitos e oportunidades. Bem como, sobre políticas públicas de reparação racial.

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito o que conquistar!

 

Discursos de Viola Davis que entraram para a história

Confira abaixo um pot-pourri dos discursos empoderadores proferidos por essa excelente atriz que já conquistou muitos prêmios:

 

67º Emmy Awards – premiação anual em que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA elege os melhores programas e profissionais da televisão (20/09/15).

People’s Choice Awards 2015 – premiação que homenageia os melhores do ano de acordo com os fãs, no cinema, na televisão e na música dos EUA (09/01/15)

SAG Awards 2015 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (25/01/15)

SAG Awards 2016 – premiação oferecida pelo Sindicato dos Atores de Hollywood (30/01/16)

 

Obs.: depois as pessoas perguntam “por que você não escreve mais vezes no blog?” Eu digo: porque quando escrevo um post eu não sei a hora de parar e vira um tratado sobre tal assunto… Mas estou aprendendo a blogar para aprimorar a minha escrita. Eu sou nova… chego lá! Rsrsrs

E quase me esqueci: Feliz Dia Internacional de Luta da Mulher, ainda temos muito para conquistar!

 

  • Comente qual o discurso que inspira/ou sua vida?
  • Você conhece o discurso de Martin Luther King “I have a dream!”? O que você acha?
  • Conte pra mim?

 

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Vire e mexe o Deputado Federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) se enfia numa polêmica contra algum movimento racial, feminista, religioso, LGBTT, estudantil ou outro qualquer. Sim, é o mesmo deputado que esteve envolvido na polêmica da “cura gay”.

Parece até estratégia de marketing se manter constantemente sob os holofotes da mídia para a difusão de suas ideias e opiniões racistas, intolerantes, machistas e conservadoras contra a ideologia de gênero e outros avanços dos Direitos Humanos. Ele leva a sério a questão de quem não é visto não é lembrado!
Impressionante como ele tem opinião para tudo quanto é assunto! #indignada

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Divulgação postada na loja “Orgulho Hétero”

E com toda essa disposição de briga, não é de luta não… é de briga mesmo, as declarações desse militar tem ganho os corações e mentes de muitos intolerantes pelo Brasil afora, tanto que muitos sites e redes sociais criaram páginas que, praticamente, o idolatram. #preocupante

A mais recente declaração polêmica que acompanhei do Bolsonaro, necessariamente, não é a última em que ele se envolveu, é um tema que gerou muita repercussão no universo escolar: o ensino da ideologia de gênero nas escolas e a suposta distribuição de cartilhas e livros escolares que estimulam a sexualidade infantil.

Vamos aos fatos, que contra eles não há argumentos!

Ao que tudo indica Jair Bolsonaro gravou um vídeo criticando a iniciativa sem checar a veracidade das informações. O caso gerou desconforto nos editores da revista “Nova Escola”, envolvidos na questão, tanto que a revista publicou na sua página no Facebook uma resposta refutando as informações do deputado Bolsonaro. Confira o conteúdo publicado pela revista, em 15 de janeiro deste ano:

Checagem de Informações: O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) publicou há alguns dias um vídeo sobre Educação. Nova Escola apurou as informações do vídeo. Veja agora os equívocos cometidos pelo deputado e os dados corretos.”

A revista “Nova Escola” é dirigida aos professores e profissionais da educação e é muito conceituada no campo da formação docente. Confesso que gosto muito dessa publicação e sempre que posso compro um exemplar.

Dessa vez, o deputado Bolsonaro mexeu com quem não devia e recebeu a resposta a altura. Sabe aquele ditado “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Então, está aí um bom exemplo disso.

Apesar do parlamentar retrucar o vídeo da “Nova Escola”, não acrescentou nada significativo ao pensamento dele, ou seja, mais do mesmo.

Parabéns pela iniciativa da revista “Nova Escola” em não deixar sem explicação esses equívocos do parlamentar!

Mas afinal o que é ideologia de gênero?

A Ideologia de Gênero defende que a auto-definição da sexualidade de uma pessoa não é explicada apenas pela sua concepção biológica, ou seja, nasceu homem será homem o resto da vida porque entende que a pessoa não nasce homem ou mulher.

Os teóricos dessa linha acreditam que o gênero é fruto de uma construção da identidade de cada indivíduo enquanto ser humano influenciado pela cultura, comportamento e descoberta interior ao longo da vida. Homem e mulher seriam, então, papéis sociais adaptáveis, que cada pessoa representaria como e quando quisesse, independentemente do que a biologia determine como indicação masculina e feminina.

Conflito ideológico

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Adesivo vendido na loja “Orgulho Hétero”

Uma das principais preocupações daqueles que combatem a ideologia de gênero é com a destruição do modelo tradicional de família, constituída pela sociedade como a formação de um casal (pai e mãe) e seus filhos. Mas gente, essa concepção arcaica de família já não faz sentido há anos. Família é um coletivo/grupo de pessoas que se amam, se protegem, se ajudam e evoluem com a convivência, independente da sexualidade.

Não venha me dizer que família só pode ser constituída por homem e mulher, por favor! Divergências religiosas à parte, eu até respeito a opinião alheia, mas acredito que essa ideia (marido e mulher) é uma definição muito pobre diante da diversidade sexual presente em nossa sociedade.

A coisa toda é tão complexa que, ano passado, em Campinas teve alguns vereadores que falaram impropérios na tribuna parlamentar e até aprovaram uma Moção “contra a inserção de questão de temática de ideologia de gênero, por meio de pensamento de Simone de Beauvoir, na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015”.

Destaco, mais uma vez, que respeito as opiniões contrárias quando galgadas na razão e em fundamentos teóricos que fazem sentido. Não em explicações baseadas em ideologias e moralidades religiosas que beneficiam uma determinada parte da sociedade.

Onde fica o papel do Estado Laico?

É na escola que parte do caráter e construção social da identidade é formada, então, nada mais justo que a intolerância seja combatida nessa instância institucional. É dever do Estado promover por meio da educação: o respeito à diversidade, a igualdade de oportunidades e o combate às diferenças de sexo, à discriminação e à violência física e psicológica. Para isso, é fundamental introduzir essa discussão em todos os setores da sociedade.

Garantir o ensino da ideologia de gênero nas escolas será um avanço na luta pelos Direitos Humanos, principalmente, em defesa da Diversidade.

Só pra registrar, o deputado Jair Bolsonaro é natural de Campinas/SP, última cidade no país a abolir a escravidão e que mantém até hoje requícios conservadores e patriarcais fortíssimos. Coincidência, né? #sqn #ninguemmerece

Obs.: se você acha que estou sendo cruel com o deputado Bolsonaro, leia a matéria “As 10 frases mais polêmicas de Jair Bolsonaro”, publicada no site Pragmatismo Político. É de encher os olhos de lágrimas! #sqn

Qual a sua opinião sobre esse assunto?

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invasao no iraque“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” é daqueles livros reportagens que desvendam o véu sobre seus olhos ao mostrar as mentiras que a mídia conta.

O livro é uma coletânea de artigos escritos e divulgados em sites da internet, entre 2003 e 2005, pelo jornalista Carlos Eduardo Magalhães mostrando as incoerências e as parcialidades da cobertura jornalística norte-americana na guerra do Iraque. De acordo com o auto, dirigida e comandada pela Casa Branca, a mídia do país agiu mais como uma agência de propaganda do que como imprensa.

A falta de ética jornalística dos veículos de comunicação, segundo a obra, colaborou para abafar os erros e crimes do conflito armado no Iraque patrocinado pelo governo americano que alegava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa e possíveis conexões com terroristas internacionais.

O jornalista leva o leitor ao submundo da guerra no Iraque onde a manipulação dos meios de comunicação ditam as regras do jogo. Mostra também as artimanhas do Pentágono para transformar propaganda pró-guerra em notícia e a falta de reação e consciência do povo americano frente ao massacre promovido pelo conflito.

O leitor encontra em cada página que folheia histórias que achava conhecer bem – que leu, assistiu ou ouviu na mídia internacional – e que no fundo não é bem assim que deveriam ter sido contadas.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” afirma que houve farsa no resgate da soldado americana Jessica Lynch e que o atentando à jornalista italiana Giuliana Sgrena foi promovido pelas tropas ianques. O autor crítica o papel da ONU, ao alegar que houve omissão da organização frente ao massacre da população iraquiana, e a atuação dos meios de comunicação que, segundo ele, manipularam informações sobre a guerra e as violações aos Direitos Humanos daquela nação.

O livro apresenta a face vil de um Jornalismo sem ética, manipulador, alienante e que só está preocupado em omitir informações e lucrar com audiência. Parece até a mídia brasileira, mas não é, viu! Pura semelhança!

Literatura de Guerra

Tenho verdadeiro fascínio por livros reportagens e se for literatura de guerra meu entusiasmo aumenta. Mas confesso que esse livro foi um soco no estômago sobre os bastidores da cobertura dos correspondentes de guerra do Iraque.

A cada página uma manipulação se revelava o que me fez refletir sobre outros livros que li a respeito desse conflito armado.

“Invasão no Iraque: Manipulação Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA” lança um olhar crítico sobre a atuação da mídia durante o conflito e, principalmente, seu papel no imaginário popular americano.

Não pretendo abrir aqui uma discussão política sobre a atuação do governo americano, mas apenas pontuar nessa resenha as principais revelações que o livro introduz a respeito da política externa americana. Entre elas está a afirmação de que a invasão americana no Iraque foi um dos maiores erros da história política dos EUA, iniciado por George W. Bush e perpetrado por Barack Obama. Primeiro por conta da justificativa falsa, depois pela desumanização dos atos e também por não conseguir construir um governo democrático decente que trouxesse melhorias à vida dos iraquianos. Pior, abriu brecha para o fortalecimento do Estado Islâmico e da Al Qaeda. Ao longo do livro o autor revela que os EUA têm uma política externa amparada no relacionamento com regimes autocráticos e que a imprensa esforça-se para encobrir os reais objetivos do governo.

É uma obra que recomendo a leitura, principalmente para estudantes de Jornalismo porque apresenta uma reflexão importante sobre o papel do jornalista; a diferença entre interesse público e o que interessa ao público; liberdade de imprensa; transparência, independência jornalística, cobertura de guerra; credibilidade, audiência e outras questões da área.

Lógico que não tem nada de novo a afirmação de que a mídia em algum momento manipulou, omitiu, mentiu, deturpou, alienou ou desinformou ao longo da sua existência, mas é bom relembrar ou conhecer histórias que exemplificam o quanto o 4º Poder vai longe para proteger os seus interesses. Boa leitura!

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Trecho do livro que fala sobre a “mea culpa” do New York Times

Sinopse

O governo norte-americano desrespeitou boa parte do mundo dito civilizado quando ignorou o Conselho de Segurança da ONU, ao invadir o Iraque. Usou e abusou de mentiras sobre a existência das armas de destruição em massa (ADM) no país do ditador Saddam Hussein. E para isso, para sustentar essas mentiras, a mídia norte-americana foi fundamental. Mentiram, manipularam e censuraram informações para convencer a todos que haviam as tais ADMs no Iraque.

Informações Técnicas

Título: Invasão no Iraque: Manipulação, Censura e Mentiras da Imprensa dos EUA

Autor: Carlos Eduardo Magalhães

Número de Páginas: 159 páginas

Editora: Editora Canudos

Avaliação: Ótimo

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diario-de-um-magro-mario-prata-“Diário de um Magro” é um livro que rondava a minha estante há muito tempo e nunca tive disposição para ler.

“Diário de um Magro” é o nome do livro que esqueci completamente ao responder à minha amiga – negra, jornalista, blogueira e muito politizada – que me perguntou qual obra estava lendo no momento. Já dá para perceber que não considero essa publicação memorável. Justifiquei a escolha pelo tema porque precisava de uma leitura mais leve e engraçada, já que a publicação anterior foi um livro reportagem, bem denso e triste, sobre um matador de aluguel.

“Diário de um Magro” é um diário de bordo que narra os 15 dias do escritor Mario Prata no São Pedro – Spa Médico, localizado em Sorocaba, interior de São Paulo. Acompanhado do jornalista e escritor Fernando Morais – que adoro ler – e o do cartunista Paulo Caruso, o autor promete contar os bastidores do local e os personagens engraçados e inusitados que eles encontraram por lá.

A orelha foi escrita pelo ator Antonio Fagundes que visitou o local e deu início ao interesse de Prata pelo lugar. Lançado em 1997 pela Editora Globo, são 160 páginas divididas em 10 capítulos que foram escritos durante a estadia do de Mario Prata no Spa.

Por que eu decidi ler esse livro? Porque em agosto assisti a entrevista de Mario Prata concedida ao Programa do Jô. Na ocasião, ele estava lançando o livro “Uns Brasileiros” e achei que se tratava de um escritor interessante, engraçado e cheio de coisas para dizer. Mas esse livro, “Diário de um Magro”, não faz jus à fama, nem a ideia que eu tinha dele e de sua obra.

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Trecho do livro em que o autor relata sua confusão numa consulta médica

Vamos à sinopse:

Você já foi a um spa, nega? Então, vá.
Mario Prata (depois de Schifaizfavoire, James Lins e Mas será o Benedito?) foi. Foi para descansar, mas acabou trabalhando. Ou se divertindo, como ele mesmo afirma.
O resultado é este livro, um verdadeiro e muito engraçado diário de um magro, rodeado por gordinhos e gordinhas por todos os lados.
Como nos três últimos livros do jornalista e escritor, aqui também o humor rola solto. Você vai se divertir com os personagens que o autor encontrou por lá e com ele mesmo.
Mario Prata e Fernando Morais (que prefacia este livro) foram juntos. Achavam que iam encontrar pessoas chatas e tristes. Ledo engano. Se apaixonaram pela fauna e pela flora do lugar.
Não apenas saíram mais magros e descansados, como passaram catorze dias rindo. Deles e dos outros. Como você vai rir agora, numa sentada só. E conhecer um spa por dentro, no traço de Paulo Caruso.
E não se esqueça: rir emagrece. E faz bem para a cabeça. Como passar uns dias num spa.

Desagrado

De antemão vou dizer que tenho (pré)conceitos com vários estilos literários e que, muitas vezes, são baseados em restrições de leitura que carrego desde quando aprendi a ler. Outro dia escrevo um post mais detalhado sobre os estilos de leitura que não me agradam.

“Diário de um Magro” é o livro que acabei de ler e não me agradou por algumas razões que vou descrever sucintamente:

  • Minha colega jornalista tinha razão! Eu, negra, jornalista, blogueira, pobre, militante sindical e do movimento negro não sou o perfil de leitor desta obra: classe média alta ou bem mais abastados, que curtem crônicas sem graça e sem profundidade que falam sobre os problemas da sociedade de consumo de uma maneira que não acrescenta nada à sua vida.
  • Definitivamente eu não sou fã de crônicas, salvo as que carregam visão irônica e bem humorada dos acontecimentos ou que apresentam um ponto de vista em relação a uma problemática da sociedade de forma a agregar conteúdo. Acredito que não é o caso deste livro!
  • Em alguns trechos achei o texto bem chato e sem graça.
  • Ao contrário do prometido, não me arrancou gargalhadas ou risadas, talvez alguns risinhos de canto de boca. Enfim, não foi engraçado. Mas reconheço a intenção e esforço do autor.
  • Alguns trechos de música acrescentados em homenagem ao Chico César não fazem o menor sentido para mim.
  • A ideia de “mente sã e corpo são” é bem batida.
  • Para resumir: a sensibilidade e “bom humor” do texto não foram suficientes para eu gostar e indicar a obra.

Coisa que eu gostei no livro:

  • A escrita é fluída e de fácil leitura.
  • As ilustrações são bem interessantes.
  • As dicas de saúde, apesar de ser senso comum – tipo: a obesidade mórbida é um caso grave de saúde pública e que parar de fumar melhora as condições vasculares e reduz o risco de câncer – ajudam na luta e conscientização de algumas doenças que se agravam com a obesidade. É uma forma leve de tratar de um tema difícil.
  • O texto apresenta de forma delicada alguns dos problemas enfrentados pelas pessoas que sofrem com distúrbios alimentares.
  • O livro mostra que não há segredo para vencer a balança. Não há uma pílula mágica ou um comprimido para facilitar a vida, a não ser mudar os hábitos alimentares, fazer exercício físico e ter disposição, força de vontade e disciplina. Nada de novo no mundo do fitness.
  • Alguns personagens inusitados descritos pelo autor.

Minha “visão” literária

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Ilustração do cartunista Paulo Caruso

Para finalizar levanto algumas hipóteses que justificam meu (des)gosto pelo livro “Diário de um Magro”. Pode ser que eu seja muito leiga para esse tipo de leitura/crônica, ou que minha crítica esteja muito mordaz porque sou mal humorada, ou que não compreendi a obra porque sou insensível a esse estilo de escrita e humor.

Definitivamente, eu não sou o público alvo dessa obra!

De uma coisa eu tenho certeza, no momento, perdi o “tesão” em ler outras obras do Mario Prata. Peço que seus fãs me perdoem, mas estou sendo sincera com os meus sentimentos e descobertas. Prometo no futuro, distante, ler outro livro para tentar desfazer minha opinião ou me redimir dessa crítica.
A preocupação de ler um livro que não se aprecia é tentar combater o receio de não acertar na escolha da próxima leitura, porque emplacar dois livros seguidos que desagradam é o fim para qualquer amante literário.

Quase me esqueci de dizer, já saiu o “Diário do Magro 2”. No momento, com todo o respeito que o autor merece, eu passo a minha vez!

Informações Técnicas
Título: Diário de um Magro – 1997
Autor: Mario Prata
Número de Páginas: 160 páginas
Editora: Globo
Avaliação: Regular

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