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A verdade é que sou compulsiva por livro. Leio dois a três livros ao mesmo tempo. Neste momento, estou me dedicando a leitura mais atenta e reflexiva do livro “Um Modo de Entender -  uma nova forma de viver”, de Francisco do Espírito Santo Neto ditato por Hammed.

Segundo sua resenha “O principal objetivo desta obra é levar a todos um modo de pensar meditativo a respeito dos ensinamentos de Jesus de Nazaré. É abrir todas as janelas da casa mental para que possamos ver claro o oriente e o ocidente, o nascer e o pôr-do-sol, enfim para que possamos enxergar as diversas partes daquilo que se pensa ou se concebe, e o jeito como elas se apresentam. Ofertamos aos leitores um modo de entender que pode levá-los a uma nova forma de viver, se buscarem na própria intimidade o Reino dos Céus ou o Refúgio Sagrado, utilizando como tocha a luz multidisciplinar da ciência, da filosofia e da religião”.

É um livro religioso/espírita que traz uma outra perspectiva de encarar sua vida e como se relacionar com os outros e, porque não dizer, com o mundo.

Sempre fugi de livros de auto ajuda, mas esse é super leve (nem parece que tem essa finalidade), com citações biblícas, mas não tão carregado da temática religiosa no sentido de ditar regras. Ensina a relaxar, respirar fundo, pensar e adotar uma postura mais positiva diante da vida. É um diálogo interessante com o seu eu interior!

Nem terminei, mas já recomendo a leitura!

Lição: Tente, mude, faça tudo de um jeito novo! Você consegue!

Só pra não passar em branco…..

Hoje eu estou com a macaca!

PONTE PRETA 2 x 1 CORINTHIANS

Uhuuuuuuuuuuuuu! Viva a Macaca!

De virada é beeeeeemmmmm melhor!!! Ainda mais em cima do Coringão…. hehehehehe

PONTE PRETA  2

Eduardo Martini; Edilson, Jean, Leo Oliveira e Vicente; Deda (Danilo Portugal, int.), Manteiga, Guilherme, Tinga (Finazzi, 16′/2º) e Fabiano Gadelha; Leandrinho (Galiardo, 42′/2º). Técnico: Sérgio Guedes.

CORINTHIANS 1

Felipe; Alessandro, Chicão, William e Escudero (Tcheco, 39′/2º); Jucilei, Boquita, Edu e Danilo (Morais, 29′/2º); Dentinho e Iarley (Edno, 15′/2º). Técnico: Mano Menezes.

Gols: Jucilei aos 17′, Gadelha (p) aos 27′ e Finazzi aos 30′ do 2º tempo. Público: 11.535 pagantes. Renda: R$ 179.957,00. Local: Estádio Moisés Lucarelli. Juiz: Rodrigo Braghetto. Cartões amarelos: Edílson (PON); Escudero (COR).

Fonte: Correio Popular


A FENAJ está recebendo a partir desta semana, os processos encaminhados pelos Sindicatos da categoria para a emissão da nova carteira de identidade profissional de jornalista. Em formato de cartão magnético, o novo documento, que terá validade de três anos, será produzido num prazo médio de 20 dias.

O processo de emissão da carteira de identidade profissional da categoria foi suspenso no final do ano passado para a adequação da carteira ao modelo biométrico digital. O novo processo garantirá maior segurança, durabilidade e qualidade na identificação dos jornalistas.

Consultando o Sindicato dos Jornalistas de seu estado ou região os interessados obterão as informações sobre a documentação e procedimentos necessários para a emissão da nova carteira de identidade profissional.

Em função do aumento dos custos para a emissão do novo documento e de sua maior durabilidade, os valores para sua aquisição sofreram alteração. Jornalistas sindicalizados e em dia com a tesouraria de seu Sindicato pagarão 75 reais, sindicalizados mas inadimplentes pagarão 150 reais e para os não sindicalizados o valor é de 300 reais.

Carteira Nacional de Jornalista

Prevista pela lei n.º 7.084, de 21.12.82, a carteira nacional de jornalista é documento de identidade pessoal e profissional, válido em todo o território nacional e só poderá obtê-lo o profissional que tenha registro no Ministério do Trabalho. O documento é emitido pelos Sindicatos de Jornalistas nos estados. Para obtê-lo é só consultar a relação de contato dos Sindicatos que consta na nossa página, no link Sindicatos.

Fonte: Portal FENAJ (www.fenaj.org.br)

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC 386/09, que restabelece a obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo, anunciou que irá questionar, por meio de embargos jurídicos, os procedimentos do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) para a emissão do registro profissional para a categoria.

O deputado pontuou que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) age de forma precipitada ao emitir registro profissional sem exigir documento que comprove experiência profissional ou capacidade acadêmica, no caso, o diploma.

“Na medida que o MTE se antecipa e começa a emitir registros, ele está criando uma situação precipitada, mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não respondeu a determinadas questões”, sublinhou o deputado.

Os embargos serão impetrados ao mesmo tempo em que o deputado, outros parlamentares e entidades que apoiam a exigência do diploma tentam negociação direta com o MTE. Caso os embargos sejam aceitos, fica suspensa até segunda ordem a emissão de registro profissional para Jornalismo.

Pimenta observou que o STF – responsável pela suspensão do diploma como requisito obrigatório para a atuação como jornalista – não elaborou, ainda, normativas para setores da profissão. Segundo ele, não existe decisão conjunta a respeito da necessidade de diploma para concursos públicos, por exemplo.

O deputado tentou também para a possibilidade de desorganização nos eventos de grande porte que irão ocorrer no país nos próximos anos, sendo os principais a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. “Como será o critério de cadastramento destes eventos?”, indagou.

Na avaliação do deputado, como o acórdão da decisão do STF indica que não há necessidade de diploma, mas não estabelece critérios de identificação do jornalista, profissionais de outras áreas podem utilizar a prerrogativa previsto no inciso 14 do artigo 5º da Constituição, que prevê o sigilo de fontes exclusivo aos que atuam na imprensa.

“A partir de agora, qualquer pessoa pode alegar sigilo de fonte devido a sua atividade profissional? Se qualquer um pode exercer, diante de uma situação criminal eu posso a me negar a responder alegando que estava fazendo um trabalho jornalístico, não?”, questiona o deputado.

PECs

A coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, a deputada Rebecca Garcia (PP/AM) declarou à imprensa que há expectativa de que a (PEC) 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) seja votada na Câmara dos Deputados até maio.

Fonte: O Jornalista / Portal da Imprensa (www.ojornalista.com.br)

Meu Comentário:

Infelizmente o Ministério do Trabalho e do Emprego já está emitindo o registro sem nenhum critério ou regulamentação, dando margem para que oportunistas tenham acesso a uma profissão respeitada, conceituada e de muita responsabilidade.

Espero que ele também se responsabilize pelas barbaridades que serão publicadas pelas pessoas que não demonstrarem nenhum preparo técnico ou critério ético.

Reafirmo que ser diplomado não significa que não cometeremos erros. Mas que sem dúvida, o número de barbaridades divulgadas tende a crescer sem o menor receio… isso sim!

Agora o mercado de trabalho, já tão competitivo e cruel, mais uma vez, poderá impor suas regras e privilegiar os QI que agora devidamente “credenciados” podem pousar de jornalista nos veículos de seus tios, pais, avôs políticos, empresários etc.

Até hoje não consigo entender como chegamos a essa situação!!! Perguntas sem respostas!

Não acho que a profissão de jornalista tem um status, um prestígio ou uma nuvem iluminada que faz com que sejamos seres diferentes acima do bem e do mal. Mas alguns acham que sim, não sei por quê?

Assim como qualquer profissão, queremos ter nossos direitos assegurados e nossa regulamentação é imprescindível para que possamos fazer um trabalho respeitado, descente e digno.

Será que a população, tão saturada de informações supérfluas, fúteis e ignorantes, quer que seus filhos continuem lendo as besteiras propagandeadas e publicadas por paus-mandado do Partido da Imprensa Golpista (PIG). Será?

Espero que não!

Não sou inocente quanto a aprovação da PEC. Sei que muitos daqueles que estão no parlamento tem seus conchavos  com donos de jornais e, pior, muitos são donos de veículos de comunicação e não querem nem saber de falar nesse assunto. Agora podem contratar quem eles quiserem pra escrever o que bem entenderem!

Mas espero sinceramente que os políticos decentes, ou pelo menos um pouco comprometido com uma imprensa mais cidadã e democrática, façam a sua parte e impeçam que essa loucura continue.

REGULAMENTAÇÃO JÁ!

Quatro policiais militares invadiram, fardados e armados, as dependências do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, na última quinta-feira (14), durante ato em defesa do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, no auditório Vladimir Herzog. Cerca de 200 pessoas estavam reunidas.

A entidade solicitou audiência com o secretário de Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto, para obter esclarecimentos dos motivos da invasão. Também foram enviados ofícios para dar conhecimento dos fatos à Ouvidoria da Polícia Militar paulista, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, às presidências do Senado, da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa paulista.

Segundo nota assinada pelo presidente do sindicato, José Augusto de Oliveira, a presença dos policiais militares nas dependências da entidade, sem terem sido solicitados, tinha a nítida tentativa de intimidar os participantes. “O sindicato exige que as autoridades da Segurança Pública no Estado de São Paulo deem uma resposta a este abuso de autoridade que nos lembra os velhos costumes da ditadura, que não podemos aceitar de maneira alguma.”

Leia a íntegra nota.

Sindicato protesta por intimidação policial

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, indignado, lamenta e protesta contra a invasão realizada na noite do último dia 14 por Policiais Militares, durante realização de ato em defesa do III Plano Nacional de Direitos Humanos, que tinha nítida tentativa de intimidar os participantes.

A intimidação já havia ocorrido por volta do meio-dia durante a entrega protocolada de carta à presidência da República no seu escritório de São Paulo, na esquina da avenida Paulista e Rua Augusta A PM por duas vezes exigiu saber “o nome dos responsáveis” pelo evento – do qual participaram cerca de 30 pessoas e foi totalmente pacífico.

Mais tarde, por volta das 18 horas, um sargento da PM veio à sede do Sindicato para saber que tipo de ato estava sendo preparando para a noite. Depois de receber explicações de que se tratava de cerimônia interna, o sargento pediu o número da carteira de identidade do nosso diretor André Freire – o que já é um abuso.

À noite, por volta de 21 horas, com o auditório lotado por cerca de 200 pessoas, dois PMs, fardados, invadiram o auditório e disseram “estar cumprindo ordens superiores”. Foram convidados a sair.

Diante disso, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo exige das autoridades da Segurança Pública no Estado de São Paulo que dêem uma resposta a este abuso de autoridade que nos lembra os velhos costumes da ditadura, que não podemos aceitar de maneira alguma.

Aguardamos audiência com o secretário de Segurança para saber de quem exatamente partiu essa ordem, para que seja responsabilizado por tamanho arbítrio.

José Augusto Camargo
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (www.sjsp.org.br)

Ontem assisti o incrível filme A verdadeira história de Lena Baker (2008).

Esse drama é baseado na vida de Lena Baker, a primeira e única mulher a ser condenada a cadeira elétrica no estado da Geórgia/EUA.

No início do século 20, vivendo numa sociedade escravocrata extremamente racista Lena Baker luta para conseguir ultrapassar os desafios de sua vida.

Leda é uma mulher negra, que no início da sua fase adulta foi presa por exercer ilegalmente a prostituição. Depois de cumprir sua pena e se apegar a Deus, em meio a reviravoltas  da vida ela se vê amedrontada, ameaçada e escravizada sexualmente por um homem branco, numa sociedade em que era crime uma mulher negra viver com um homem branco.

Ao fazer sua escolha pela liberdade sente-se obrigada a tomar uma atitude mais rigorosa e ao assassinar acidentalmente seu algoz ela é hostiliza por ser negra, pobre e ex-alcoolatra. Leda foi condenada, executada  (cadeira elétrica) e, em 2005, postumamente perdoada.

Uma história recheada de dilemas morais, religiosos e éticos com muito drama. Tichina Arnold desempenha um papel forte e marcante na pele de Lena. Para quem só a conhece no seriado Everybory Hates Chris, não sabe do que essa atriz é capaz.

Não quero me alongar no comentário, mas fazia tempo que não engasgava com imagens e história tão surpreendes. Adoro cinema porque tem o dom de nos tocar intimamente.

É de causar reflexão e muita discussão, porque muitas sociedades/país ainda possuem resquícios dessa amarga e impagável história de escravidão e perpetuam em suas culturas a idéia preconceituosa e desigual de que brancos e negros são seres humanos qualificadamente diferentes e, por isso, merecem tratamento diferenciado.

O problema é que somos todos iguais, mas com nossas diversidades e, por isso, não é aceitável o racismo e/ou diferenciação que tenta desqualificar ou julgar o ser humano, seja quem for ele: negro, índio, latino, mulher, gordo, deficiente etc.

Sem dúvida, é uma história surpreendente!

Informações:

Título Original: The Lena Baker Story
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 106 min

Apesar do compromisso assumido com a Federação Nacional dos Jornalistas  (Fenaj) e presidentes de Sindicatos da categoria, o Ministério do Trabalho resolveu editar, no final do ano passado, norma interna orientando as Secretarias Regionais do Trabalho no processo de registros de jornalistas. O processo é criticado pela Federação que reivindica nova audiência com o ministro Carlos Lupi para tratar do assunto.Segundo informação de segunda-feira (11/01), esta é a posição oficial do Ministério, embora possa não ser a definitiva. “A norma do MTE segue os fundamentos do acórdão do STF e cria a situação absurda e inaceitável de registros de menores, analfabetos e, até mesmo, criminosos”, critica o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, acentuando que a emissão de registros para não diplomados segue o critério zero. “O ministro do Trabalho seguiu literalmente as posições estapafúrdias do ministro Gilmar Mendes que acha que para ser jornalista, basta estar vivo”, protesta.

A norma já foi divulgada por vários Sindicatos e pelo boletim da Federação. Jornalistas diplomados serão registrados como jornalistas profissionais e os demais, como jornalista. Não está claro como será o registro de diagramador, ilustrador, repórter fotográfico e cinematográfico, mas as entidades sindicais pressionarão para que tais registros especiais sejam realizados de acordo com a regulamentação da categoria.

Sérgio Murillo conta que a FENAJ seguirá cobrando do Ministério a realização de uma audiência, conforme o acertado em dezembro passado. A entidade está convocando para d dia 27 de março reunião ordinária do Conselho de Representantes. Na reunião além do ponto estatutário – aprovação das contas – será discutida a luta pela aprovação das PECs que resgatam a exigência do diploma e a nova realidade dos registros em função da decisão do MTE.

De acordo com ministério, os jornalistas não diplomados na área, que conseguiram o Registro Precário concedido por força de liminar – Ação Civil Pública – 2001.61.00.025946-3, deverão passar a ser identificados como Jornalista/Decisão STF, devendo ser selecionado como documento de capacitação: Decisão STF RE 511.961. Os demais, não diplomados, serão identificados apenas como “jornalista”.

Meus Comentários
Não posso deixar de registrar minha indignação com a atitude tomada pelo Ministério do Trabalho, que sem critério nenhum decide que qualquer pessoa pode ser jornalista, independente da capacitação.

Essa decisão não ajuda em nada o árduo processo empenhado pelas entidades de classe em qualificar a discussão por uma Imprensa mais ética, justa, democrática e responsável. E principalmente, pela elaboração de informação de interesse social, bem escrita e de qualidade.

Mais uma vez, a classe trabalhadora (jornalistas) precisa unir forças para impedir os ataques aos direitos que lhe são  tão caros  e indispensáveis. Proteger o profissional diplomado é primar pela qualidade do trabalho  e da informação oferecidos.

Não quero ser hipócrita e dizer que todo jornalista diplomado é eticamente responsável, que o diga o episódio de Boris Casoy. Mas abandonar essa luta é jogar na lama a possibilidade de termos uma Imprensa cidadã e com profissionais de qualidade.

Que critério vamos adotar para escrever um bom texto jornalístico, se partimos do princípio de que basta  estar vivo para ser jornalista. Assim qualquer um pode escrever qualquer besteira que estará tudo bem. Isso se souber escrever!
PelAmorDeDeus! Comunicação e/ou Informação é um direito público. É um bem social, prestação de serviço etc. Texto jornalístico não é receita de bolo, não! Tem que ter qualidade e conteúdo!

Desta forma fica fácil para o empresariado lotar a redação de “parentada” e apadrinhados para difundir o que bem entende e, principalmente, para ditar seu padrão de sociedade ou difundir sua visão de mundo.

Alguém vai discutir com as grandes corporações midiáticas qual o conteúdo que o público quer? Acho que não!
Isso sim é que é notícia de mau gosto. Ministro, tenha dó, né???

Lutamos:
Por uma Lei de Imprensa atualizada;
Pelo Conselho Nacional de Jornalismo;
Pela regulamentação da Profissão de Jornalista;
E claro, por mais ética e responsabilidade na Mídia!
Fonte: Com informações do Portal Fenaj e Comunique-se



Sempre que recebo uma notícia que me causa indignação, consternação ou solidariedade quero comentar, mas nunca tenho tempo para escrever tanta coisa que tenho vontade.

Escrever sobre coisas pessoais então, nem pensar!

Não sou dada a repassar “corrente do bem” com oração ou pedidos porque recebo muitos diariamente. Mas isso não significa que não me comovo diante da tragédia ou fé alheia, apenas não sobra tempo para tantos e-mails que vão e que voltam. Não acredito que isso me faça uma cristã boa ou ruim. Acredito que as boas atitudes nos momentos certos são as que realmente importam.

Por isso, acredito que os mistérios divinos são realmente inexplicáveis.

No meu caso, a Internet sempre serviu para ser um espaço de troca de diálogos e de busca e/ou compartilhamento de conhecimento entre tantas outras coisas, nunca foi uma janela para contar coisas pessoais. Sendo assim, neste caso vou abrir uma exceção porque esse momento foi realimente diferente e merece ser registrado.

 

Quando tudo começou

Sexta-feira, 8/01, meu tio me ligou para marcar de irmos ao centro de Campinas para escolhermos um computador para sua filha. Um simples passeio para cotar e comprar um produto. Apesar de ter outros planos para o sábado, 9/01, aceitei o convite porque precisaria ir ao Centro para escolher o presente da minha ex-cunhada e amiga que irá casar nos próximos dias.

No sábado, 9/01, depois de passar momentos estressantes dentro da loja e depois de muita canseira e negociação compramos o produto.

Em seguida, depois de me despedir do meu tio e sua filha resolvi que era o momento de ir atrás do presente de casamento.

Eis que minha saga estava apenas começando.

Tentei ligar para os irmãos da noiva para saber ao certo a cor do sofá escolhido e não conseguindo falar com ninguém da família resolvi ir até a casa dela e tentar encontrá-la pessoalmente. Tinha certeza do encontro tendo em vista que na mesma tarde a mesma realizaria seu “chá-bar”.

Ao chegar em sua casa encontrei seus familiares, mas ela estava trabalhando, resolvi ir até seu serviço para conversar pessoalmente. Como a compra deveria ser fechada no mesmo sábado, resolvi que voltaria para o Centro da cidade na mesma hora e que deixaria minha lembrancinha do chá, neste caso, não voltaria para a comemoração, visto que já passava das duas da tarde e estava cansada e com fome.

Sob muita insistência de sua mãe, uma pessoa que gosto muito, confirmei que voltaria para a festa mesmo que fosse muito tarde.

Voltei ao Centro, realizei a compra mais rápida que já fiz em toda a minha vida e ainda muito cansada e com fome falei para minhas duas mães, que me acompanhavam nesta saga, que estava muito cansada para retornar à festa. Minha mãe concordou de irmos embora para casa descansar.

Então disse “eu dei minha palavra que voltaria, vou cumprir!”.

 

Um sentido para voltar

Contrariando minhas duas mamas, resolvi voltar ao local, diga-se de passagem, muito longe da minha casa e até mesmo do Centro da cidade.

Chegando lá aguardava impacientemente a festinha começar. Com fome, extremamente cansada e sem paciência pensava com meus botões “vou ficar só para a primeira brincadeira para não ficar chato e depois voltar rapidinho pra casa e descansar”, a atividade foi me envolvendo de tal forma, que mesmo sob o olhar cansado e impaciente das minhas mães fui ficando até o final.

Às vezes ameaçando de ir embora no próximo momento, mas com uma pontinha de vontade de ficar fui me convencendo. Entre uma e outra ameaça de ir embora, acabei combinando de levar a missionária ao Centro da cidade. E por isso, fui aguardando o encerramento das atividades Ao findar das atividades, quase 8h da noite a missionária, responsável pela condução das brincadeiras resolveu fazer uma oração para darmos as bênçãos à noiva e seu futuro marido.

Foi neste momento que tudo aconteceu.

 

Palavras, apenas palavras? 

As palavras da missionária me tocaram de tal forma e tocaram tantos corações que estavam lá que desabei em lágrimas. Lágrimas de mágoas, sofrimento, tristeza, frustração, solidão e, por fim, de agradecimento por ter esperado até aquele momento para participar da atividade.

Palavras ditas ali bateram diretamente em mim. Foram ditas para mim? Estranho!!! Não estou entendendo nada!!!

Foram momentos inesquecíveis! Ser abraçada pela minha ex-sogra, pessoa que tenho muita estima e admiração, e ouvir suas preces sinceras para que minha vida seja de bênçãos foi tocante e inexplicável. Estar diante de pessoas que gostam de mim e que em me incluem em suas orações é gratificante e impagável.

A missionária, da igreja Pedra Viva, com seu dom da palavra tocou sinceramente meu coração que depois daquela choradeira desenfreada me senti aliviada. Só Deus sabe o que tenho passado nestes últimos meses. Um turbilhão de emoções e sentimentos incontroláveis, resultantes de atitudes e decisões que por vontade própria, obrigação ou princípios pessoais tenho que tomar.

Naquele momento, senti que Deus tinha algo pra mim. Mas eu não estava e ainda não estou entendendo o que era, mas que tem isso eu não tenho dúvida. Alguma mensagem está pairando no ar.

Ao conversar com a missionária, ela disse coisas que sinto, mas que não compreendo o porquê deste sentimento. É difícil de explicar, até para uma jornalista que não tem problemas com palavras.

Entendi que aquele não era o momento de entender e que uma outra conversa era preciso.

A missionária voltou conosco. Ao deixá-la na porta de sua casa ela disse que Jesus quer falar muito comigo. E que eu preciso estar atenta para isso. E que todas as dificuldades que passei ou estou passando tem um propósito. E que sabe que pra mim isso ainda não faz sentido, mas um dia fará. Ela prometeu escrever tudo que sentiu em relação a mim e deixar registrado que essa força divina quer me dizer. E falou “prepare-se é muito forte o que tenho para dizer, mas vou escrever”. Despedimos nos com um abraço reconfortante e a dúvida permaneceu.

Você está lendo estas linhas e pode não acreditar, eu também não acreditava muito. Mas foi muito forte e intenso e difícil de explicar e duvidar.

 

Como se não bastasse este momento!

Quando achei que tudo estava resolvido tive mais uma surpresa ao chegar tarde da noite no condomínio onde moro.
Árvore quebrou muro e prejudicou fiação do prédio.

Uma árvore gigantesca do terreno vizinho caiu em nosso prédio, quebrou muro, derrubou os fios de energia elétrica. Com duas velinhas de bolo de aniversário (de cinco centímetros cada) acesas e em plena escuridão, resolvi recolher todas as coisas da geladeira e levar para a casa das minhas mães.

No dia seguinte, domingo, 10/01, voltando pra casa mais confusão!

Resultado: de todos os blocos construídos no condomínio, apenas no meu, diversos moradores perderam vários dos seus aparelhos elétricos porque estavam todos na tomada. Alguns moradores perderam quase tudo porque seus aparelhos estavam todos ligados na tomada.

E eu, graças a Deus, não estava em casa e nem meus eletrônicos estavam na tomada saí ilesa desta situação. Mesmo com a geladeira ligada, nem um dano foi causado.

No sábado, com todo aquele sentimento de querer voltar para casa toda hora, tomada por uma vontade maior e inexplicável, fiquei até o final, recebi uma mensagem especial e, ainda, fui poupada de uma tragédia.

É ou não é desígnio de Deus?

 

Quem diria, o renomado jornalista Boris Casoy é obrigado a pedir desculpas a garis ao vivo em rede nacional)

O apresentador Boris Casoy (foto) pediu desculpas aos telespectadores durante o Jornal da Band na sexta-feira passada (1/1), comentando um vídeo que vazou na internet e que mostra Casoy ridicularizando a participação de dois garis no noticiário.

“Ontem durante o programa eu disse uma frase infeliz que ofendeu os garis. Peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores”, afirmou Boris Casoy em um breve comentário.

No vídeo, que circulou na internet, após a participação de dois garis desejando votos de feliz ano novo, é possível ouvir as frases: “que m… dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras” e “dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho”.

Uma coisa é certa, se a legislação brasileira de comunicações não fosse tão defasada ou se as propostas aprovadas pela 1ª Conferência Nacional de Comunicação ja estivessem em vigor, casos como o do jornalista Boris Casoy ridicularizando a participação de dois garis no Jornal da Band seriam veemente punidos. Não podemos mais aceitar as manifestações de cunho preconceituoso ou discriminatório desferidas pela mídia brasileira que, há muito tempo, não respeita nem representa o povo brasileiro.

Quando o Lula falou que iria “tirar o povo da m…” todo os noticiários ficaram indignados, mas o que o nobre colega fez não teve metade da repercussão do Lula.

Essa mídia que tanto se mostra defensora dos cidadãos e dos direitos humanos não retratou uma linha sequer de indignação pelo infeliz fato.

Felizmente o sindicato desta categoria (SIEMACO) se mobilizou, entregou à Band o ofício  indignado com o comentário  e prontificou-se a entrar com ação civil pública. Espero que eles arranquem alguns tostões deste preconceituoso jornalista que pecou gravemente ao não ficar de boca calada. O dinheiro não paga a dignidade, mas admite a culpa e pune aquele que errou!

Se bem, que não é segredo pra ninguém a quem esse famigerado sujeito representa: a elite branca, podre e preconceituosa da nossa sociedade. Uma vergonha!

Confira nota oficial publicada no site do SIEMACO:

“Considerado um dos mais polêmicos jornalistas da televisão brasileira, o âncora da TV Bandeirantes, Boris Casoy protagonizou dia 31 de dezembro de 2009 uma cena que merece a frase que lhe deu fama: “Isto é uma vergonha”.

Sem perceber que seu microfone estava aberto, ao ver a cena de dois varredores de rua de São Paulo desejarem feliz ano novo à população, Boris Casoy comentou “que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.

Não apenas nós, do SIEMACO que representa os trabalhadores da limpeza urbana, mas a maioria dos telespectadores do telejornal da Bandeirantes reagiu imediatamente de forma negativa. Mais uma vez vimos o preconceito contra nossos trabalhadores falar mais alto e agora, vindo de um jornalista que dedica sua vida a denunciar os abusos e as arbitrariedades, a proporção desta atitude preconceituosa nos parece ainda maior.

Além disso, Boris Casoy deixou clara sua arrogância, talvez por acreditar que o seu trabalho seja mais importante que qualquer outro. Quem sabe, apesar de sua indiscutível cultura, Casoy não tenha tido a oportunidade de ler o escritor Mário Puzo afirmar que “a arrogância não é atributo dos sábios, mas dos ignorantes”.

Lamentavelmente Casoy demonstrou não dar o menor valor ao importante serviço prestado por nossos trabalhadores, humilhando-os publicamente. Ele esqueceu-se que limpeza significa saúde pública e, se nossos “lixeiros no alto de suas vassouras” não cuidassem da nossa cidade, certamente viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias, mas não sem limpeza.

Nesta segunda, 04 de janeiro de 2010, o SIEMACO, por seu diretor Elmo Nicácio, gari da Empresa Loga Logistica Ambiental entregou, com dificuldade, na TV Bandeirantes uma carta de repúdio ao jornalista Boris Casoy por seu comentário feito no Jornal.

No comentário o jornalista é preconceituoso com a classe trabalhadora lotada na prestação de serviços de Limpeza Urbana, ou seja, Garis, Varredores e Margaridas. Tal comentário não ofende somente esses trabalhadores, mas também toda classe trabalhadora que luta diariamente em seus empregos em busca de uma vida mais digna. Nosso trabalho é honroso pois garante a limpeza e o bem estar de todo Brasil .

Mais respeito com o trabalhador!

Isto é mesmo uma vergonha e exigimos uma retratação adequada.”


Com informações do Portal Vermelho e do SIEMACO.

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